>>>  Estadio  <<<

Nome: José Pinheiro Borba ( Gigante da Beira Rio )

   Capacidade: cerca de 80.000 pessoas

 

BEIRA RIO
A Conquista das Águas

Exatamente no ano em que estava terminando uma longa hegemonia do Inter no futebol gaúcho, 1956, começou a história da construção de um grande estádio, o gigante da Beira-Rio.

Seu nome de fato é Estádio José Pinheiro Borda - o nome de um velho português que durante muitos anos comandou as obras, se tornando o maior realizador do grande sonho e que infelizmente não pode vê-lo concretizado. No dia 12 de setembro de 1956, o vereador Ephraim Pinheiro Cabral, um homem do futebol, que por várias vezes presidiu o Inter, apresentou na Câmara de Porto Alegre o projeto de doação de uma área que seria aterrada no rio Guaíba. Na verdade o Inter estava ganhando era um terreno dentro da água. Só em 1959 o clube fincava as primeiras estacas do Beira-Rio. Na década de 60, uma época difícil para o Inter no futebol, o Beira-Rio, ironicamente chamado de "Bóia Cativa" parecia que jamais seria concluído. Cansados das derrotas do time nos Eucaliptos, ali pertinho, os torcedores saiam para ver as obras do novo estádio. "A gente torcia por pedreiros", lembram os colorados daquele tempo.

Finalmente o Beira-Rio foi inaugurado no domingo de 6 de abril de 1969, dois dias e 60 anos depois da fundação do Inter. No jogo inaugural, contra o Benfica de Portugal, Claudiomiro faz o primeiro gol no estádio. E de repente um homem grande começou a chorar, e a abanar para a torcida, enquanto dava a volta olímpica no gramado: era Rui Tedesco, o engenheiro que concluiu o Beira-Rio. Emocionados estavam também os dirigentes, mas nada era maior do que o orgulho dos torcedores. Naquela tarde nascia o Gigante da Beira-Rio.

CURIOSIDADES:
- A arquitetura do Estádio Beira-Rio incorporou detalhes do Azteca, do México, San Siro, de Milão, e Olímpico de Tóquio. No início, existia o projeto de colocação de mais um nível de arquibancadas, o que poderia elevar a capacidade de público para 130 mil pessoas.
- O Beira-Rio foi construído em grande parte com a contribuição da torcida, que trazia tijolos, cimento e ferro para a obra, inclusive do interior. Nesse sentido, havia programas especiais de rádio, para mobilizar os torcedores colorados em todo o Rio Grande do Sul. Consta que até Falcão, mais tarde ídolo colorado, chegou a trazer tijolos para a construção.
- Um cálculo de ocupação feito em 1969 previu que dez em cada 100 torcedores no Gigante seriam em média crianças até dez anos, que 20 outros torcedores teriam de dez a 15 anos, e os demais 70 adultos. Seguindo com as medidas de tomada dos espaços e cruzando os resultados cabem 2,69 torcedores por metro linear no Beira-Rio. Com esse número, bastava apenas fazer a metragem linear para definir a capacidade de espectadores sentados: 8.516 metros de arquibancada - 22.908 8.600 metros de geral -23.134 5.800 metros de sociais -15.602 cadeiras numeradas - 5.230 cadeiras cativas -5.260 cadeiras-sócios paraninfos -2.450 Sub total -74.584 Além disso há as populares do Beira-Rio, a "Coréia", setor onde a torcida fica em pé e comporta mais 20.000 torcedores. E dessa forma, a capacidade total era inicialmente de 94.584 espectadores. O Beira-Rio diminuiu propositadamente sua capacidade para ganhar em conforto e segurança.

 
Inauguração do Beira Rio, em 1969.
Pedra Fundamental
Estádio dos Eucaliptos
ESTÁDIO DOS EUCALIPTOS:
Os primeiros treinos do Inter, em 1909, são em um terreno baldio no fim da Rua Arlindo, entre a Saldanha Marinho e José de Alencar. Em 1910 o time vai para o Campo da Várzea, dividido com o time do Colégio Militar, na Volta do Cordeiro (referência ao comerciante português José Antônio Cordeiro, que cede um galpão onde os jogadores guardam as goleiras depois de cada treino e jogo, para evitar que elas sejam roubadas por ladrões de madeira). Sulcos no chão são marcados com leite de cal para demarcar as linhas do gramado, em dias de futebol. Depois de algumas divergências com os alunos do Colégio Militar, em 1912 o Inter aluga a Chácara dos Eucaliptos. É uma alameda com frente para a Rua da Azenha, no início da José de Alencar, o primeiro local de jogos exclusivo do Inter. Tinha uma cerca de tábuas, e um portão de madeira firmado em colunas de alvenaria, parapeitos, vestiários com cobertura de zinco e chuveiros, e arquibancadas de madeira, construídas nos próprios eucaliptos, que firmam a sua estrutura. Em 1928 o dono da chácara comunica a intenção de venda do terreno. O Inter tem prazo e preferência de compra, mas não possui o dinheiro, 40 mil contos de réis. Em 1929 o engenheiro Ildo Meneghetti é eleito como presidente do Inter e encontra um terreno disponível na Rua Silveiro, que na época estabelece o limite da cidade de Porto Alegre. O Inter faz a compra, e tem, finalmente, o seu primeiro patrimônio, 20 anos depois de sua fundação. Meneghetti coloca à venda ações para a construção do novo Estádio dos Eucaliptos. A inauguração é em março de 1931, com um Gre-Nal, vencido pelo Inter por 3 a 0. O Eucaliptos (que mais tarde ganha o nome de Ildo Meneghetti) tem inicialmente 10 mil lugares, com um pavilhão de madeira na Rua Silveiro e uma arquibancada de cimento no lado oposto. Para a Copa do Mundo de 1950 o pavilhão da Silveiro também passa a ser de concreto, por conta da Confederação Brasileira de Desportos, CBD. O Mundial tem dois jogos no estádio - Suiça x México, e México x Iugoslávia. A última partida no Eucaliptos é disputada em março de 1969: o Inter ganha do time mais antigo do futebol brasileiro, o Rio Grande, por 4 a 1; o velho ídolo Tesourinha entra só no final, joga alguns minutos, e arranca a rede de uma das goleiras.
Este texto foi extraído do site oficial do Esport Club Internacional
Hosted by www.Geocities.ws

1