C.R.A.Z. 1 - Prólogo
C.R.A.Z.
(Centro de Resistência Anti-Zumbi)
Ericsson Lennon
[Créditos – Comunidade: C.R.A.Z.]
Este conto é autoria de todos os integrantes do Centro de Resistência Anti-Zumbi (C.R.A.Z.) e não deve ser copiado sem permissão dos lideres do mesmo.
Este livro baseia-se em um mundo pós-apocalíptico onde os zumbis dominam maior parte do planeta depois de uma terrível doença que se alastra em proporções desastrosas em um curto período de tempo. Um grupo de pessoas que sobrevivem ao grande ataque dos zumbis nos primeiros dias no Brasil tenta se unir para formar uma resistência e fazer um exército preparado para enfrentar essa ameaça que tomou conta de todas as ruas e cidades na maior parte do planeta.
[Prólogo]
- O que realmente está acontecendo? [...] Quem são essas pessoas
realmente? Onde está minha família? – Se perguntava um
garoto de uns 17 anos enquanto estava sentado numa cama improvisada feita
de blocos como base e um colchão velho cheio de poeira. – Acho
que ninguém me responderá isso... Pois eles devem estar perguntando
a mesma coisa! – O garoto usava uma camisa preta de manga curta por
cima de uma camiseta de uma banda de Heavy Metal, tinha cabelos escuros,
curtos.
Dos escuros corredores do que parecia ser uma fábrica abandonada,
surgiam passos pesados, pareciam ser botas, indo em direção
ao pequeno armazém onde estava o garoto. Logo os passos cessam e param
do lado de fora da porta de ferro meio enferrujada:
- Vocês estão aí ainda? – Perguntava uma voz meio
grossa, o que parecia um rapaz de dezenove, vinte anos mais ou menos.
- Para onde iríamos mais? É lógico que estamos aqui. – Respondeu
calmamente, porém bruscamente Rafael Duarte, outro rapaz de dezoito
anos que também estava no quarto. Ele é alto e de boa aparência,
mas no momento estava razoavelmente sujo e com a camiseta com gotas de sangue,
mas não pareciam ser dele.
- Então se arrumem e compareçam na sala de reuniões
do terceiro andar. – O rapaz, sem abrir a porta continuou falando,
sem prestar atenção ao jeito arrogante de Rafael, pois ele
sabia que tinham motivos para estar assim, e sumiu na escuridão dos
corredores, o barulho que sua bota fazia sumia ao longo que a escuridão
aumentava.
O terceiro garoto que estava no quarto se chamava Wainer Bernardi Garcia
e era só um pouco maior que Ericsson Lennon, o garoto que estava na
cama improvisada. Não parecia ter nenhum ferimento e estava em bom
estado.
- O que a gente ta esperando...? Vamos logo pra lá ver o que eles
estão querendo. – Wainer dizia num tom razoável, se ajeitando
na cadeira de madeira, ele levanta e vai em direção à porta.
Rafael levanta dos sacos de cimento na qual estava sentado e segue Wainer.
Lennon espera alguns segundos antes de se levantar, ele apenas olha para
cima, no teto meio sujo, baratas passavam por lá. – Vamos logo,
Lennon! – Wainer disse para Lennon, querendo se apressar. Lennon parece
não dar muita atenção, então depois de alguns
poucos segundos, os dois cansam de ficar esperando Lennon e decidem ir. – Você não
vai, a gente ta indo. – E seguem para a escuridão dos corredores
e vão pelo mesmo caminho onde aquele rapaz tinha ido antes.
...
“Por que eu não pude salva-los e só eu estou vivo? Aqui
neste lugar desconhecido será traçado o destino do resto da
minha vida? Pessoas que eu amei estão mortas agora. Pessoas que eu
não gostava estão mortas agora! Mas não era isso que
eu queria nem para as pessoas na qual eu não gostava.
Mãe, pai, Felipe, Luciano, minha família toda! ... Andressa...
A garota na qual pela primeira vez eu penso que vou me dar bem e a que mais
amei... Todos mortos por esse maldito vírus!!!
Deus... Se você existe mesmo, porque você fez isso com pessoas
que queriam apenas o bem para todos? Devo eu acreditar que você realmente
existe? Por que você não me matou no lugar deles?
Eu não pretendo sobreviver muito tempo a essa porcaria, só quero
achar as respostas para isso tudo, e proteger quem ainda me resta...”
Lennon se levanta da cama, pega seu óculos, se ajeita e sai do quarto
com os olhos cheios de lágrimas... E raiva.