Sincronicidade

o passado e o futuro s� existem no (ou por causa do) presente?

... enquanto andava pela rua pensando num velho amigo que n�o via h� anos, esse mesmo velho amigo inesperadamente aparece dobrando uma esquina...

... a sincronicidade opera completamente fora das leis correntes de f�sica como definidas pelos cientistas.

O ponto de vista causal nos relata uma dram�tica hist�ria sobre como D chegou � exist�ncia: originou-se de C que existia antes de D, e C, por sua vez, teve um pai, B, etc. Por outro lado, a vis�o da sincronicidade tenta produzir uma representa��o igualmente significativa da coincid�ncia. Como � que A, B, C, D, etc. aparecem todos no mesmo momento e no mesmo lugar? Isto acontece, em primeiro lugar, porque os eventos f�sicos A e B s�o da mesma qualidade dos eventos ps�quicos C e D, e ainda porque todos s�o int�rpretes de uma �nica e mesma situa��o moment�nea. Assume-se que a situa��o representa um quadro leg�vel ou compreens�vel.

[�] A conex�o causal � estatisticamente necess�ria e pode, portanto, ser submetida � experi�ncia. Uma vez que as situa��es s�o �nicas e n�o podem ser repetidas, n�o parece ser poss�vel em condi��es normais, realizar experi�ncias com a sincronicidade. No I Ching, o �nico crit�rio de validade da sincronicidade � a opini�o do observador de que o texto do hexagrama equivale a uma interpreta��o fiel de sua condi��o ps�quica. Sup�e-se que a queda das moedas ou o resultado da divis�o do conjunto de varetas de caule de mile�filo � o que necessariamente deve ser uma "situa��o" dada, j� que qualquer coisa que aconte�a naquele momento pertence a ele como parte indispens�vel do quadro. Se um punhado de f�sforos � jogado no ch�o, eles formam o padr�o caracter�stico daquele momento. Por�m, uma verdade t�o �bvia como essa s� revela seu car�ter significativo se for poss�vel ler o padr�o e verificar sua interpreta��o, em parte pelo conhecimento, do observador, da situa��o objetiva e subjetiva e, em parte, pelo car�ter dos fatos subseq�entes. Obviamente esse n�o � um procedimento que atraia uma mente cr�tica, acostumada � verifica��o experimental de fatos ou � evid�ncia factual. Mas para algu�m que goste de olhar o mundo segundo a perspectiva da antiga China, o I Ching pode exercer alguma atra��o [...].

Carl Gustav Jung prefaciando o livro I Ching � O Livro das Muta��es de Richard Wilhelm


O caso do filme perdido

Jung conta um caso relatado por Wilhelm von Scholz (que recolhera uma s�rie de casos de objetos perdidos que retornam estranhamente �s m�os dos donos) de uma mulher que mandou revelar um filme em Estrasburgo...

Mas como havia estourado a guerra (1914), ela n�o p�de mais reaver o filme, e o considerou perdido. Em 1916 comprou um filme em Frankfurt para bater a fotografia de uma filhinha que nascera nesse meio tempo. Quando o filme foi revelado, verificou-se que tinha sido usado duas vezes: a segunda imagem era a fotografia do filhinho, que ela tirara em 1914! O antigo filme n�o fora revelado, e n�o se sabe como fora posto de novo � venda entre novos filmes. O autor chega � conclus�o, em si compreens�vel, de que todos os ind�cios apontam para uma "for�a de atra��o" destes objetos relacionados. Ele suspeita que os acontecimentos se dispuseram de tal modo, como se fossem o sonho de uma "consci�ncia maior e mais abrangente, por n�s desconhecida."

("A Din�mica do Inconsciente", Vol. VIII das Obras Completas de Carl G. Jung, p�g. 450)


A Copa do Mundo

As diversas copas do mundo. Nota-se que, se contarmos a partir de 1982 quando a It�lia foi campe� e somarmos e subtra�rmos 4 anos vemos que a Argentina foi campe� (1978 e 1986). Mais 4 e menos 4 (1974 e 1990) temos a Alemanha e assim por diante. Em 1966 e 1998 houve diferen�as mas as coincid�ncias est�o em outros pontos como mostra o quadro. Em 1962 e 2002 deu Brasil. Em 1958 tamb�m deu Brasil. E 2006?

Circulou pela Internet


O escaravelho dourado

Outro caso relatado e presenciado por Jung em seu pr�prio consult�rio

"Uma jovem mulher minha paciente estava me contando, num determinado momento, um sonho no qual ela estava presenteando um escaravelho dourado. Enquanto ela contava seu sonho eu estava sentado de costas para a jenela fechada. S�bitamente ouvi um barulho atr�s de mim, como uma suave pancada. Virei e vi um inseto voador batendo na janela do lado de fora. Eu abri a janela e apanhei a criatura no ar (as it flew in). Esta foi a analogia mais pr�xima para o escaravelho dourado que se pode encontrar nestas latitudes, um besouro escaravelhado, o comum besouro-rosa (Cetoaia urata) o que contr�riamente ao seu habitat usual teve evidentemente sentido uma urgente necessidade de entrar numa sala escura naquele momento particular. Devo admitir que nada como isto me aconteceu antes nem depois, e que o sonho da paciente permaneceu �nico em minha experi�ncia."

Divaga��es

Eu estava assistindo um filme na TV e a certa altura havia uma m�sica de fundo tocando. Mudei de canal e estava passando um outro filme. Surpresa minha: a m�sica de fundo que estava tocando no segundo filme era exatamente a mesma do primeiro.

Estava fazendo alguns c�lculos em uma calculadora de bolso com a mente absorta. Em certo momento pensei num filme que vira a tr�s dias atr�s: "pi", o n�mero matem�tico. Quando voltei (de minhas divaga��es) e olhei para a calculadora os tr�s primeiros n�meros eram 314...

Charalambos Avgoustakis ([email protected])


A sincronicidade, um termo introduzido por Jung, descreve um fen�meno id�ntico ao da "coincid�ncia", mas significa a "simultaneidade de dois ou mais acontecimentos" identificados entre si por um mesmo significado, uma mesma id�ia. Quando acontece uma sincronicidade, a pessoa que a presenciou � afetada emocionalmente. Um sonho que prev� um acontecimento que acaba ocorrendo, por exemplo, � uma forma de sincronicidade. O sonho e o acontecimento s�o fatos que ocorrem num certo per�odo de tempo e que est�o relacionados por um significado pertencente a ambos. Esse sonhador fica surpreso, ou at� fortemente abalado emocionalmente, conforme o caso, quando seu sonho se realiza. Os dois termos, portanto, n�o se baseiam em cren�a alguma, mas descrevem fen�menos comuns a todas as pessoas, embora, no caso da sincronicidade, o fen�meno n�o tenha sido provado, testado e repetido em laborat�rios, isto �, tido como cient�fico pelas ci�ncias exatas. Por�m, sabemos que nem tudo � pass�vel de reprodu��o em laborat�rio, principalmente coisas que est�o ligadas diretamente � psique humana.

Charles Alberto Resende

http://br.geocities.com/charlesalres/artigos_para_que_servem_as_coincidencias.htm


O n�mero 22

Caso relatado por David Grahame e postado na Usenet (newsgroups) em alt.psychology.jung com o t�tulo "Experiencing long-term synchronicity"

Eu tenho tido extraordin�rias sincronicidades com o n�mero 22 desde o in�cio de 1999. Documentei os mais significantes que pude lembrar e, at� agora, envolvem centenas de eventos em minha vida pessoal.

S� para dar um exemplo, recentemente eu estava conversando com alguns amigos c�ticos sobre essa sincronicidade repetida do "22" em um restaurante e, naturalmente, eles estavam quase zombando de mim. (...) Quando a conta dos nossos tr�s lanches chegou foi de EXATAMENTE $22.00 com as taxas! (ainda tenho a fatura, � claro). Eu n�o escolhi seus lanches ou seus drinks e sou muito ruim em matem�tica - e tamb�m n�o sabia qual era a percentagem das taxas. As their jaws dropped, I noticed that the place mats said that this restaurant had 22 branches. And then I thought, my friends are helping me move to Washington County - Washington was born on 2-22. And back in 1999, falling in love with a person who was born on 2-22, who was 22 years younger than I (mistake, yes), was the first in this whole unbelievable series of 22's. [...]

David Grahame
Fayetteville, Arkansas
(note que h� 22 caracteres em minha cidade/estado, com a v�rgula (,) e o espa�o entre as palavras.)


Inf�ncia

Caso relatado por Andrew Stewart em http://members.tripod.com/~DAdams/Synchro.html

Isto aconteceu quando eu tinha 7 anos de idade (hoje tenho 22), e meus pais ainda falam sobre o assunto. Minha m�e tinha morrido dois anos antes, meu pai casado novamente e n�s nos mudamos para uma casa nova. Eu estava um pouco abalado com tudo isso e h� muito tempo estava tendo pesadelos. Ent�o uma noite sonhei que estava em uma casa escura junto com outros garotos e um koala branca com asas estava nos guiando para nos salvar. No final ele disse "Todas as coisas v�o dar certo!". Acordei com um sorriso nos l�bios, corri para contar a minha madrasta e juntos fomos contar a meu pai. Ele olhou para n�s como se tivesse visto um fantasma. Quando aquilo aconteceu ele estava lendo no jornal que um beb� albino koala tinha morrido no zool�gico de Los Angeles na noite anterior. N�o sei se foi coincid�ncia ou n�o; o que eu sei � que n�o tive mais nenhum pesadelo depois daquele fato.

Andrew Stewart
[email protected]


N�meros

Eu trabalho numa livraria e estava escrevendo os ultimos quatro n�meros de um c�digo de barras. EXATAMENTE no mesmo momento, um tecnico eletr�nico estava recitando seu n�mero de telefone para outra pessoa. Acredite ou n�o, eu escrevi os mesmos quatro ultimos n�meros iguais aos que ele estava recitando, ao mesmo tempo. A princ�pio pensei que tinha escrito aqueles n�meros PORQUE ouvi-os sendo falados, voc�s sabem como �. Ent�o chequei novamente os n�meros e eles batiam. Incr�vel, n�o? As chances devem ser uma em um trilh�o ou mais, certo?

Carole
http://members.tripod.com/~DAdams/Synchro.html


A teoria � que eventos (e pensamentos) est�o conectados por outros meios n�o causais. "Causalidade" significando a lei de causa e efeito. Em f�sica tradicional todos os eventos tem uma causa, alguma coisa que faz exatamente com que o evento aconte�a ("O rel�gio universal"). Isto significaria que se n�s tivermos todos os fatores existentes, poder�amos calcular exatamente o que aconteceria em qualquer sistema dado. Por exemplo, se algu�m chuta uma bola para o ar e sabemos o peso dela, o �ngulo exato do impacto pelo p�, a for�a com a qual o p� chuta a bola, o desenho do sapato, a dire��o e a velocidade do vento (e todos os fatores sobre as correntes de vento), e assim por diante... ent�o em teoria poder�amos dizer exatamente onde a bola cair�.

Mas como a f�sica qu�ntica provou, esta causalidade (e ORDEM) se aplica somente em certos n�veis.(Lembrem-se, todas as leis de f�sica s�o estat�sticas.) No microverso, isto �, no n�vel sub-at�mico, todas as leis de f�sica est�o descartadas. Reina o caos. Part�culas podem estar em dois lugares ao mesmo tempo. Part�culas podem viajar atr�s no tempo. Coisas acontecem sem nenhuma raz�o, isto �, o efeito n�o tem causa. As muitas part�culas que moldam o mundo f�sico como n�s o percebemos, n�o seguem as leis que eles criaram para o seu "comportamento"! N�o se pode predizer onde uma part�cula estar� proximamente, ou ainda o comportamento de um �tomo. De fato, tamb�m fora do microverso � agora entendido que uma dada causa nem sempre produz o mesmo efeito, apesar de que isto possa parecer dessa forma em muitas situa��es. (leis de f�sica s�o estat�sticas).

Seja como for! Se causalidade n�o governa nada, ent�o teoricamente deve existir um princ�pio de conec��o ACAUSAL. Dois eventos que est�o de alguma forma conectados, mas nenhum deles causa no outro um acontecimento. Isto � sincronicidade. Se sincronicidade n�o existe ent�o o mundo est� cheio de estranhas coincid�ncias. Mas se existe, ent�o o mundo est� repleto de coincid�ncias SIGNIFICATIVAS. [...]

Em "A Quarta Dimens�o" , Rucker explica o seguinte: em f�sica qu�ntica, o movimento da mat�ria no espa�o e no tempo s�o atrav�s de padr�es na f�brica do espa�o-tempo. No diagrama de Minkowski, um objeto se move pelo espa�o na coordenada x (horizontalmente) e no tempo na coordenada y (verticalmente). N�s tra�amos o objeto desenhando sua "linha do mundo" (World line). Uma linha vertical significa que o objeto s� se move no tempo, isto �, sem movimento (no espa�o). Se alinha est� em �ngulo, por exemplo, para a direita, significa que o objeto est� em movimento. Quanto mais agudo o �ngulo maior o movimento. Estas linhas s�o mais ou menos verticais, e representam eventos causais. (uma linha horizontal significaria que o objeto estava viajando infinitamente r�pido ou "tele-transportando-se".) Todas as conec��es sincron�sticas teriam de ter um "padr�o horizontal" no espa�o-tempo, oposto ao "padr�o vertical" da causalidade.

Em "Liber Chaos", Carroll explica o caos tamb�m como padr�es em realidade; E eles trabalham atrav�s do que ele chama "sombra do tempo" ("shadow time") ao contr�rio do tempo normal. Shadow time � perpendicular (no �ngulo direito) ao tempo normal. Rucker e Carroll est�o falando exatamente a mesma coisa!


Right after I got done typing the last story I took another call since I work in a call center. At the beginning of the call I was thinking no coencidences have happened so far today, which is kind of unussual as of late. IMEDIATLY after that thought entered my head I burped and at the EXACT same time the guy on the phone burped and said excuse me...

One More. I was driving around and thinking to my self, I wonder if Jesus was a good looking guy, being he is the son of god and all he must have been good looking. Just a random thought so I forgot about it quickly. That night a buddy and I went over to a friends house. Out of nowhere my buddy pointed at the wall, pointed at a picture of Jesus and said "Hey look at that good looking guy over there"...

Lance
[email protected]


Estranhas coincid�ncias

Impressionante caso relembrado por Rudy L. Arnauts e postado na Usenet com o t�tulo "From the Archives..." , onde observa-se estranhas coincid�ncias na vida dos dois ex-presidentes americanos Abraham Lincoln e John F Kennedy.

Fatos Abraham Lincoln John F Kennedy
Foi eleito para o Congresso 1846 1946
Foi eleito presidente 1860 1960
N�mero de letras em cada sobrenome 7 7
Bandeira de luta Direitos civis Direitos civis
Perderam filhos quando estavam na Casa Branca Sim Sim
Dia da morte Sexta-feira Sexta-feira
Local do corpo atingido pelo disparo Cabe�a Cabe�a
Nome da secret�ria Kennedy Lincoln
Identidade dos assassinos Sulista Sulista
Identidade dos sucessores Sulista Sulista
Nome dos sucessores Andrew Johnson Lyndon Johnson
Os tr�s nomes de cada assassino,
ou como ficaram conhecidos
John Wilkes Booth Lee Harvey Oswald
Nome e local do assassinato Teatro chamado Ford Carro chamado Lincoln

Andrew Johnson, que sucedeu Lincoln, nasceu em 1808
Lyndon Johnson, que sucedeu Kennedy, nasceu em 1908
John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939
Ambos os nomes dos assassinos eram compostos de 15 letras.
Booth vinha de um teatro e foi apanhado em um armaz�m
Oswald vinha de um armaz�m e foi pego em um teatro
Booth e Oswald foram assassinados antes de seus julgamentos.
Uma semana antes de Lincoln ser morto, ele estava em Monroe, Maryland.
Uma semana antes de Kennedy ser morto, ele estava com Marilyn Monroe.


O Titanic

[...] Em 1898, um autor de fic��o cient�fica americano, Morgan Robertson, descrevia o naufr�gio de um navio gigantesco. Esse navio imagin�rio deslocava 70.000 toneladas, media 800 p�s e transportava 3.000 passageiros. O motor era equipado com tr�s h�lices. Numa noite de abril, quando da sua primeira viagem, defrontava no nevoeiro, com um iceberg e afundava. O seu nome era O Tit�.
O Titanic, que mais tarde em 1912 viria a desaparecer nas mesmas circunst�ncias, deslocava 66.000 toneladas, media 828,5 p�s, transportava 3.000 passageiros e possuia tr�s h�lices. A cat�strofe deu-se numa noite de abril.[...]

do livro "O Despertar dos M�gicos"


A simultaneidade na apari��o das inven��es

[...] Finalmente, existe outro elo, mais forte e curioso, entre magia e t�cnica: � a simultaneidade na apari��o das inven��es. A maior parte dos pa�ses registram o dia, e mesmo a hora em que uma patente � depositada. Ora, foi v�rias vezes constatado que inventores que se n�o conheciam e trabalhavam a grandes dist�ncias uns dos outros depositavam patentes id�nticas e no mesmo instante. Este fen�meno n�o poderia ser explicado pela vaga ideia de que "as inven��es est�o no ar" ou que "a inven��o aparece assim que se torna necess�ria". Se existe ali percep��o extra-sensorial, circula��o das intelig�ncias debru�adas sobre a mesma investiga��o, ent�o o fato merecia um profundo estudo estat�stico. Talvez esse estudo nos tornasse compreens�vel este outro fato: que as t�cnicas m�gicas se reconhecem id�nticas, na maior parte das antigas civiliza��es, atrav�s de montanhas e oceanos...

do livro "O Despertar dos M�gicos"




Veja tamb�m:
Number Eleven Coincidence?
Seria coincid�ncia com o n�mero 11
a trag�dia do World Trade Center?


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