O pulo do rato

Truques de roedor divertem e rendem ótima bilheteria

Ratinho em ação:
não, não é o da TV
Fotos: Everett Collection  

O filme Um Ratinho Encrenqueiro (Mouse Hunt, Estados Unidos, 1997), em circuito nacional desde o dia 3, é o sucesso infantil da temporada. Exibido em 110 salas, foi visto por 150.000 pessoas só no primeiro final de semana. No mundo todo, já faturou mais de 73 milhões de dólares. Esse ótimo desempenho levanta uma questão. Por que ratos, animais asquerosos na vida real, conseguem ser sempre criaturas adoráveis na tela? Não, não se está falando do Ratinho da TV, mas de Mickey Mouse, Topo Gigio, Jerry (da dupla com o gato Tom) e Fievel. Eles são exemplos de roedores que, merecidamente, conquistaram o público. A seu favor pesa o fato de serem personagens de desenhos animados — ou um bonequinho, no caso de Gigio —, sem as feições repugnantes de um camundongo de verdade.

Já no filme em cartaz, o rato é peludo, vive perambulando por frestas imundas e chega a assustar quando entra em cena. Não tem sequer nome próprio. Seus truques, no entanto, fazem com que a platéia torça para que tenha um final feliz. Guloso, o pequeno roedor rouba uma fatia de queijo do tamanho de um pneu de carro. Aprontando ciladas para seus adversários, aniquila todos eles, de um gato gigante a um exterminador profissional. Ao contrário do que acontece nos desenhos de Tom e Jerry, Um Ratinho Encrenqueiro tem perseguições e armadilhas de um realismo caprichado. Para tanto, foram combinadas duas técnicas. O experiente treinador de animais Boone Narr trabalhou com camundongos vivos, o que garante a veracidade de algumas cenas. Já a equipe de Charles Gibson, ganhador do Oscar de efeitos especiais pelo filme Babe — Um Porquinho Atrapalhado (1995), cuidou das partes que exigiam computação gráfica. São elas que permitem ao rato realizar suas originais peripécias. O resultado é a diversão certa da garotada.

Celso Masson

http://www2.uol.com.br/veja/150498/p_125a.html

Hosted by www.Geocities.ws

1