I Guerra Mundial
Ao
visitar Saravejo, capital da Bósnia - região anexada ao Império Austro-Húngaro
em 1908 - o príncipe herdeiro Francisco Ferdinando terminou sofrendo um
atentado que lhe roubou a vida, juntamente com sua esposa, em 28 de junho de
1914. O autor, foi um estudante nacionalista chamado G. Princip, ligado à
organização secreta pan-eslavista denominada "Unidade ou Morte"
também conhecida como "Mão Negra", com vínculos na Sérvia: rival dos
austríacos na disputa pelo controle da região.
A partir de então, os acontecimentos se precipitaram. Em 6 de julho a Alemanha assegura seu apoio incondicional a sua aliada (política de "carta branca"). Alguns dias depois a França renova seus acordos com a Rússia. Em 23 de julho, a Áustria responsabiliza a Sérvia pelo assassinato do príncipe herdeiro enviando um ultimato infamante que, se aceito, liquidaria com a independência do país. Dada a negativa dos sérvios, os austríacos ordenam a mobilização de suas forças armadas. Foi como se um imenso mecanismo político administrativo-militar fosse posto em movimento e ninguém mais poderia controlá-lo. No prazo de uma semana (de 28 de julho a 3 de agosto) todas as potências se mobilizam e entram em conflito (exceção da Itália). Multidões eufóricas invadem as avenidas, ruas e grandes logradouros, num furor patriótico inaudito. O enfastiamento do mundo burguês, acompanhado pelas tensões internacionais, transformou as declarações de guerra numa espécie de catarse coletiva: como disse um jovem "É preferível a guerra a esta eterna espera".
Os planos da
guerra
Há muito tempo os alemães esperavam ter que travar uma guerra em dois frontes:
um no Ocidente, contra a França (e remotamente contra a Inglaterra) e outro no
Oriente, contra o Império Russo. Seu grande estrategista foi o conde Von
Chlieffen, Chefe de Estado-Maior alemão (1891-1908) que se inspirou na batalha
de Canas - onde o general cartaginês Anibal massacrou as legiões romanas com
uma ampla manobra de envolvimento pela ala direita, em 216 a.C. O PLANO
SCHLIEFFEN previa um poderoso ataque sobre o Ocidente, passando pelo território
belga atingindo o coração político e econômico da França. Após feri-la
mortalmente, os alemães carregariam suas energias contra os russos. Contavam
para tanto com a utilização de seu excelente parque ferroviário, sua tecnologia
e seus recursos humanos superiores aos dos franceses (a capacidade de
mobilização dos alemães era de 9.750.000 homens enquanto a dos franceses era de
5.940.00).
Os planos militares franceses sofreram por sua vez uma radical transformação.
Durante muito tempo esperavam adotar uma guerra defensiva baseada em
contra-ataques dissuasórios. Mas, com ascensão do Gen Joffre à chefia do
Estado-Maior em 1912, adotou-se a teoria da OFFENSIVE À OUTRANCE influenciada
pelo pensamento do filósofo Henri Bergson divulgador do ÉLAN VITALE. A França
deveria recuperar sua vocação histórica que era a ofensiva, determinada pelos
exércitos republicanos durante a Revolução Francesa e por Napoleão. Previa-se
um forte ataque sobre a região das Ardenas e sobre a Lorena tendo como objetivo
atingir o âmago da produção industrial alemã - a região da Renania, ao mesmo
tempo que recuperaria os territórios da Alsácia-Lorena, em mãos dos alemães
desde 1870. O Plano XVII, segundo Liddell Hart, baseou-se na negação da
experiência histórica e no bom-senso, por avaliar equivocadamente o poderio
alemão e jogar suas esperanças numa ofensiva direta sobre um inimigo bem
fortificado.
A Inglaterra por sua
vez, teria uma participação mais modesta. Confiante no poderio de sua esquadra,
enviaria um corpo expedicionário para auxiliar uma das alas do exército
francês. Sua superioridade naval deixava-a tranqüila contra a possibilidade de
uma invasão ao mesmo tempo que poderia exercer um bloqueio sobre os
fornecimentos de matérias-primas necessárias à Alemanha.
Por último, os russos
confiavam no seu enorme e quase que inesgotável potencial humano. Ciente de sua
inferioridade técnica e industrial para enfrentar o poderio alemão, contavam
superar a qualidade pela quantidade, lançando sobre a Prússia Oriental
verdadeiras marés humanas que, se não derrotassem os teutônicos, dariam
possibilidade para que seus aliados ocidentais o fizessem. As ambições russas
concentrariam-se na região balcânica e na tomada de Constantinopla, velho sonho
imperial que lhe daria acesso direto ao Mar Mediterrâneo pois teria o controle
dos estreitos (Bósforo e Darnelos).
A guerra no fronte ocidental
1914-1917
A guerra de movimento: na madrugada do dia 4 de agosto de 1914, cinco
poderosos e bem equipados exércitos alemães, totalizando um milhão e meio de
soldados, penetraram através do território belga, considerado até então neutro.
A poderosa ala direita do exército alemão tinha a função de realizar uma ampla
manobra de envolvimento, levando de roldão os exércitos franceses estacionados
na fronteira franco-belga. Sua distribuição era a seguinte:
|
Ala |
Alemães |
Região |
Franceses |
|
direita |
750.000 |
Bélgica |
200.000 |
|
centro |
400.000 |
Ardenas |
360.000 |
|
esquerda |
350.000 |
Lorena |
450.000 |
Mesmo
sendo obrigado a alterar o plano original, o Gen. Von Molke então chefe do
Estado-Maior alemão, via que suas tropas estavam obtendo os resultados
esperados. Sua superioridade inicial, porém, começou a ser ameaçada pelo
engajamento do exército belga e pela chegada do corpo expedicionário britânico,
rapidamente desembarcado na região. Os alemães, que contavam com 80 divisões,
teriam que enfrentar 104 das do inimigo. Depois de frustarem as tentativas
ofensivas francesas em Mulhouse e na Lorena, ocuparam toda a região que vai das
proximidades de Paris a Verdun. Caíram sob seu controle 80% das minas de
carvão, quase todos os recursos siderúrgicos e as grandes fábricas do Noroeste
francês.
Um
grande erro de comunicações entre as tropas do I (von Kluck) e o II Exército (von
Bülow) permitiu que os franceses detivessem o ataque sobre sua capital. O Gen.
Gallieni, percebeu a falha dos alemães e solicitou reforços de emergência para
o Joffre. Deslocados rapidamente pelas vias férreas, as tropas francesas
contra-atacaram na região do Rio Marne, entre os dia 6 e 9 de setembro. A
BATALHA DO MARNE teve duplo significado, não só salvou a França de uma derrota
como alterou as regras da guerra. Todos os Altos Comandos deram-se conta da
impossibilidade de se manter a guerra de movimento devido as extraordinárias
baixas. Com o fracasso da ofensiva alemã, Molke cedeu seu lugar ao Gen. Von
Falkenhayn.
Da guerra de
movimento à guerra de trincheiras
Bem poucos generais e políticos haviam se dado conta do mortífero
desenvolvimento das armas modernas. Em 1898, um banqueiro de Varsóvia Ivan
Bloch - já havia alertado para os terríveis efeitos que as armas de fogo cada
vez mais poderosas fariam sobre a infantaria, obrigando esta a refugiar-se em
trincheiras ou então estaria sujeita a terríveis massacres. Seu livro "THE
FUTURE OF WAR IN ITS TECHNICAL ECONOMIC AND POLITICAL REATION" contemplava
a guerra do futuro como enormes sítios em que a fome atuaria como juiz
decisivo. O alerta pouco efeito teve sobre os militares e estadistas no período
que antecedeu 1914. Pelo contrário, a imensa maioria dos especialistas
calculava que o conflito duraria entre 4 a 6 meses no máximo, sendo
ridicularizado aquele que predizia durar um ano ou mais. Quando a guerra teve
seu início, quase todos os generais estavam apegados as doutrinas novecentistas
não computando em seus cálculos os terríveis efeitos da METRALHADORA e da
ARTILHARIA PESADA. Esses dois instrumentos tornaram inviáveis os deslocamentos
desprotegidos dos bombardeios de GÁS DE MOSTARDA, empregados pela primeira vez
pelos alemães em 22 de abril de 1915, assim como do LANÇA-CHAMAS, da AVIAÇÃO e
do TANQUE DE GUERRA (utilizado pelos ingleses como arma tática de apoio a
infantaria).
O recuo alemão para regiões mais afastadas de Paris combinou com o surgimento
das trincheiras - "os soldados se enterraram para poder sobreviver".
No inverno de 1914/5 760 quilômetros delas haviam sido escavados, partindo do
canal da mancha até a fronteira suíça. Em alguns pontos, distanciavam-se apenas
de 200,300 metros uma da outra, em outros chegavam a quatorze km. Durante os
quatro anos seguintes, milhões de homens iriam viver como feras atormentadas
pela fome, frio e pelo terror dos bombardeios. Em todas as batalhas que se
sucederam, as linhas não se alteraram mais do que 18 quilômetros. Nunca em toda
a história militar da humanidade tantos pereceram por tão pouco.
Testemunhos
Dificilmente as palavras conseguem reproduzir todo o horror de uma guerra,
mesmo assim recolheu-se material daqueles que puderam deixar seu testemunho em
forma de cartas, diários, memórias ou livros. Vamos ouvi-los:
Rápido
desencanto com a realidade da guerra
"De repente, uns silvos estridentes nos precipitaram ao chão,
apavorados. A rajada acaba de estalar sobre nós. Os homens, de joelhos,
encolhidos, com a mochila sobre a cabeça e encurvando as costas, se apegavam
uns aos outros. Por baixo da mochila dou uma espiada nos meus vizinhos:
arquejantes, sacudidos por tremores nervosos e com a boca contraída numa
contração terrível, batiam os dentes e, com a cabeça abaixada, tem o aspecto de
condenados oferecendo a cabeça aos carrascos. Esta espera da morte é terrível.
O cabo, que havia perdido seu capacete, me diz: rapaz, se soubesse que isso era
a guerra e que vai ser assim todos os dias, prefiro que me matem logo. (...) Na
sua alegre inconsciência, a maioria dos meus camaradas não havia jamais
refletido sobre os horrores da guerra e não viam a batalha senão pelas cores
patrióticas: desde nossa saída de Paris, o Boletim do Exército nos conservava
na inocente ilusão da guerra ser um passeio e todos acreditavam na história dos
boches se renderem aos magotes. (...) A explosão daquele instante, sacudiu
nosso sistema nervoso, que não esperava por isso, e nos fez compreender que a
luta que começava seria uma prova terrível. Escute meu tenente, parece que se
defendem estes porcos!" - Diário do ten. Galtier-Boissière, na frente
ocidental em 22 de agosto de 1914.
Sobre um ataque sob fogo da
metralhadora e da artilharia
"Na pradaria avança uma companhia de atiradores... os homens dobrados
em dois com a mochila nas costas e o fuzil nas mãos, correm pesadamente para
jogar-se ao chão e seguir ao primeiro sinal. Um deles para próximo a mim, sua
cara de camponês repentinamente transforma-se numa careta dolorosa e, continuando
a correr, levanta o braço em cujo extremo esta pendente a mão esfacelada com os
dedos atorados pela metade, efeito de uma bala... os homens jogam-se ao solo...
o soldado continua dando saltos e ainda escuto seus gritos: "Meu tenente,
meu tenente, aonde estás?." - Max Dauville
"Ao atravessarmos o passadiço de Hauont os obuses alemães nos enfilaram
e o local encheu-se de cadáveres por todos os lados. Os moribundos, enterrados
na lama, nos estertores da agonia, nos pediam água ou suplicam que os matem. A
neve segue caindo e a artilharia está causando baixas a casa instante. Quando
chegamos ao Marco B não nos sobraram mais do que dezessete homens dos trinta e
nove que saíram." - Daguenet ajudante-chefe, Regimento de Infantaria
321.
"Os efeitos produzidos (do bombardeio) são bastante lamentáveis. O
recruta recém-chegado recomeça a inquietar-se, sucedendo o mesmo com os outros
dois. Um deles escapa, desaparecendo a correr. Os dois outros nos dão trabalho.
Precipito-me atrás do fugitivo sem sabem se lhe devo dar um tiro nas pernas.
Ouço neste momento um assobio; deito-me no chão e quando me levanto vejo a
parede da trincheira coberta de estilhaços de obus, ensangüentada por pedaços de
carne e de restos de uniforme. Volto para o nosso abrigo." - E. M.
Remarque, pág. 116.
Uma comovente impressão
sobre um grupo sobrevivente
"Apareceram primeiro uns esqueletos de companhia, conduzidos as vezes
por um oficial sobrevivente que se apoiava num bastão; todos andavam, ou melhor
avançavam passo a passo, com os joelhos dobrados, inclinados sobre si mesmos e
cambalhando como se estivessem bêbados (...) iam com a cabeça baixa, o olhar
sombrio, encurvados pelo peso da mochila e do fuzil. A cor de seus rostos não
se diferenciava dos capotes, de tal maneira estavam cobertos e recobertos de
barro seco; os uniformes com a pele, estavam totalmente incrustados desse
barro. Os automóveis precipitavam-se com seus roncos em colunas cerradas
esparramando esta lamentável maré de sobreviventes da grande hecatombe, mas
eles não diziam nada, nem sequer gemiam porque haviam perdido a força inclusive
para queixar-se. Quando esses forçados da guerra levantavam a cabeça para os
telhados da aldeia se admirava neles, em seus olhares, um incrível abismo de
dor e, neste gesto, suas expressões pareciam fixadas pelo pó e tensos pelo
sofrimento, parecia que esses rostos mudos gritavam alguma coisa aterradora: o
horror incrível do seu martírio. Alguns soldados da segunda reserva que os
estavam olhando ao meu lado, permaneciam pensativos e dois deles choravam em
silêncio..." - Gaudy, subtenente, preparando-se para a substituição na
batalha de Verdun em 1916.
Cenas dantescas
"O odor fétido nos penetra garganta a dentro ao chegarmos na nossa nova
trincheira, a direita dos Éparges. Chove torrencialmente e nos protegemos com o
que tem de lonas e tendas de campanha afiançadas nos muros da trincheira. Ao
amanhecer do dia seguinte constatamos estarrecidos que nossas trincheiras
estavam feitas sobre um montão de cadáveres e que as lonas que nossos
predecessores haviam colocado estavam para ocultar da vista os corpos e restos
humanos que ali haviam." - Raymond Naegelen, na região de Champagne.
"Desenterro um
poilu do 270, foi fácil tirá-lo. Há todavia vários soterrados que gritam: os
alemães devem ouvi-los porque metralham. Não é possível trabalhar em pé e por
um momento tenho vontade de fugir, mas na verdade não posso deixar assim meus
camaradas... tento desprender o velho Mazé, que segue gritando: mas quanto mais
terra eu tiro, mais afunda: consigo desenterrá-lo por fim até o peito e pode
respirar melhor; vou então socorrer um homem do 270 que grita também, mas
debilmente, e consigo livrar-lhe a cabaça até o pescoço, enquanto ele chora e
suplica que não lhe deixe ali. Estão faltando outros dois, mas não escuto nada e
volto a cavar para desenterrar suas cabeças. Então me dou conta que estão
mortos. Tonteio um pouco porque estou esgotado; o bombardeio continua." - Gustavo Hefer, 28º Regimento de
Infantaria.
"Pela manhã,
quando ainda está escuro, há um momento de emoção: pela entrada do nosso abrigo
precipita-se uma turba de ratos fugitivos, que trepam por toda a parte a longo
das paredes. As lâmpadas de algibeira alumiam este túmulo. Toda a gente grita,
pragueja e bate nos ratos. Descarregam-se, assim, a raiva e o desespero
acumulados durante numerosas horas. As caras estão crispadas, os braços ferem,
os animais dão gritos penetrantes e temos dificuldades em parar, pois estávamos
prestes a assaltar-nos mutuamente." - E. M. Remarque, pág. 113.
Da sensação de
desumanização
"Perdemos todo o sentimento de solidariedade. Mal nos reconhecemos
quando a nossa imagem de outrora cai debaixo do nosso olhar de fera perseguida.
Somos mortos insensíveis que, por um estratagema e um encantamento perigoso,
podemos ainda correr e matar." - E. M. Remarque, pág. 121.
"Durante mais
de uma hora, antes que alguém fale, ficamos estendidos, arquejantes,
descansando. Estamos de tal forma esgotados que, apesar da acuidade da nossa
fome, não pensamos nas conversas. Só a pouco e pouco tornamos a ser, pouco mais
ou menos, seres humanos." - E. M. Remarque, pág. 123.
A guerra de
desgaste e o bloqueio naval
No ano de 1915, os franceses (na Champanha) e os ingleses (em Ypres) tentam
inutilmente romper as linhas alemãs. A guerra havia chegado a um impasse, pois
ambos os lados eram suficientemente fortes para não serem derrotados. Devido as
características da guerra de trincheiras, o elemento tático que um ataque de
surpresa proporciona, tornou-se inoperante. A necessidade de concentrar fogo de
artilharia durante dias inteiros para poder abalar as primeiras linhas do
inimigo, alertava este da iminência do ataque. Deslocava então suas forças para
a região ameaçada e terminava por deter a ofensiva. No primeiro semestre de
1916 (21 de fevereiro/21 de julho) foi a vez dos alemães tentarem romper com as
fortificações francesas em torno de Verdun. Comandados por Falkenhayn,
lançaram-se com uma cobertura menor de artilharia que a usualmente utilizada.
Os franceses conseguiram deter o poderoso ataque. Em pouco mais de cinco meses,
os alemães tiveram baixas de 336 mil soldados enquanto seus inimigos, 362 mil.
Foi a mais sangrenta batalha da Primeira Guerra Mundial, tornando célebre a
determinação da infantaria gaulesa - "NE PASSERON PAS"; eles não
passarão!
Os aliados, depois do
fracasso alemão em Verdun, tentam por sua vez afasta-los de suas posições na
região do Somme. De 24 de junho a 26 de novembro de 1916, os anglo-franceses
tentam romper as linhas alemãs e um novo fracasso se repete, com perdas
assombrosas.
Batalha de Verdun
Fev/Ago de 1916
|
Perdas francesas |
Mês |
Perdas alemãs |
|
24.000 |
Fev |
25.363 |
|
65.000 |
Mar |
56.244 |
|
42.000 |
Abr |
38.299 |
|
59.000 |
Mai |
54.309 |
|
67.000 |
Jun |
51.567 |
|
31.000 |
Jul |
25.969 |
|
27.000 |
Ago |
30.572 |
|
315.000 |
TOTAL |
282.323 |
Batalha do Somme
Jul/Nov de 1916
|
Perdas aliados |
Mês |
Perdas alemãs |
|
208.645 |
Jul |
103.000 |
|
76.891 |
Ago |
68.000 |
|
175.460 |
Set |
140.000 |
|
95.348 |
Out |
78.500 |
|
59.913 |
Nov |
45.000 |
|
623.907 |
TOTAL |
500.000 |
Fonte: Alistair
Horne; Verdun e Sommer, In Hist do Sec 20
Dada a impossibilidade de dobrar o inimigo por batalhas terrestres, os ingleses
trataram de bloquear as ligações marítimas dos alemães. Esses, decretam então a
guerra submarina. Em maio de 1915, afundam o transatlântico
"Lusitânia" onde perecem 120 cidadãos americanos, fazendo com que a
opinião pública nos Estados Unidos se volte contra a Alemanha. No ano de 1916,
intensificam a guerra comercial ordenando o afundamento sumário inclusive de
navios neutros que se aproximem do litoral britânico. Essa medida terminará por
levar o Presidente W. Wilson a declarar guerra à Alemanha em 6 de abril de
1917, e à Austria-Hungria em 7 de dezembro do mesmo ano.
Perdas da Marinha Mercante Inglesa (Tons)
|
1914 |
1915 |
1916 |
1917 |
1918 |
Total |
|
241.201 |
855.721 |
1.237.634 |
3.729.785 |
1.694.749 |
7.759.090 |
Fonte: Cap. S. W.
Roskill, in História do Séc. XX (número 30).
Perdas da marinha mercante
|
Potências aliadas
e neutras |
|
|
Grã-Bretanha |
7.756.659 |
|
Noruega |
1.177.001 |
|
França |
888.783 |
|
Itália |
846.333 |
|
E.U.A. |
394.658 |
|
Outros países |
1.680.240 |
|
Perdas Totais |
12.743.674 |
|
Potências
centrais |
|
|
Alemanha |
187.340 |
|
Turquia |
61.470 |
|
Austria-Hungria |
15.166 |
|
Perdas Totais |
263.976 |
Fonte: Cap. S. W. Roskill in História do séc XX (número 30).
A guerra no
fronte oriental
Aproveitando-se da intenção dos alemães em atacarem o Ocidente, os russos,
antes que a mobilização total estivesse completada, iniciaram uma poderosa
ofensiva sobre a Prússia Oriental. Depois de obterem uma vitória em Gubinnen
penetraram na direção dos Lagos Masurianos e da cidade de Tannemberg. A rapidez
da ofensiva, obrigou os alemães a retiraram tropas do fronte francês e
rapidamente recambiá-las para a Prússia. Refeitos do impacto das primeiras
derrotas, os alemães sob comando de . Hindemburg e de seu chefe do Estado-Maior
luddendorf passaram para a contra-ofensiva. O IIº Exército Russo sob comando do
Gen. Samsonov, foi cercado e batido em TANNEMBERG e o Iº Exército Russo,
liderado pelo Gen. Rennenkapf foi destroçado na BATALHA DOS LAGOS MASURIANOS. A
oportunidade da Rússia vencer a guerra no Oriente foi definitivamente perdida.
No ano seguinte, em 1915, os exércitos austro-alemães ocupam a Polônia
Ocidental e Varsóvia cai em 5 de agosto. As sucessivas e desastrosas derrotas
do Exército russo terminam por levar o Czar Nicolau II a assumir o comando
geral do Exército. Mas a crise era muito mais ampla do que a simples troca de
comandos ineficientes ou incompetentes, era toda a estrutura
político-administrativa e industrial do país que começou a ruir.
Num esforço inaudito, os russos tentam uma grande ofensiva na região da Galicia
- a OFENSIVA BRUSILOV - na qual depositam imensas confianças. Depois de
destroçar alguns exércitos austríacos a ofensiva emperra. Não havia apoio
logístico, nem reservas para explorar as vantagens iniciais. O fracasso de
Brusilov dá início a uma corrosiva desmoralização dos soldados russos. Em 1917,
os austro-alemães empurram vigorosamente o Exército russo para suas fronteiras
naturais. Os Estados bálticos caem sob seu controle, colocando a capital do
país, Petrogrado, ao alcance das tropas alemãs. Em março de 1917, depois de
grandes manifestações de massa acompanhadas de ondas de greve, o regime de
Nicolau II é deposto. O Governo Provisório, liderado por Kerenski ainda tenta
infrutíferas investidas contra os alemães, até ser finalmente deposto pelo golpe
de estado bolchevique. A Rússia retira-se da guerra pelo TRATADO DE
BREST-LITOVSK, onde Lenin faz enormes concessões territoriais (3 de março de
1918). Os alemães no entanto, não podem mais tirar proveito de suas tropas que
combateram no Oriente. Mesmo com sua transferência maciça para o fronte
Ocidental, teriam agora que se defrontar com as recém-chegadas tropas
americanas cujas reservas humanas eram infindáveis.
Itália e Balcãs: inicialmente comprometida em lutar com o aliado das
Potências Centrais, a Itália adota uma posição neutra. Sabe-se no entanto, que
havia assinado um acordo secreto com a Inglaterra para poder preservar seu
império colonial. Em maio de 1915, os italianos resolvem declarar guerra a seus
antigos aliados. Os exércitos italianos realizam sua ofensiva no fronte
Nordeste, onde combatem os austríacos na região do rio Isonzo. De junho de 1915
a setembro de 1916 travam onze batalhas e avançam apenas 11 quilômetros com
perdas terríveis. Em outubro de 1917, os Impérios Centrais numa operação
conjugada derrotam os italianos na BATALHA DE CAPORETTO, que se tornou o maior
desastre militar da Itália. Quatrocentos mil soldados abandonam suas posições e
250 mil rendem-se para os alemães e os austríacos, obrigando os italianos a
fortificarem-se no rio Piave. No ano de 1918, retomarão a ofensiva recuperando
parte do território perdido. A Sérvia, que havia resistido as primeiras
ofensivas dos austríacos no segundo semestre de 1914, termina por ocupada pelos
alemães e búlgaros no ano seguinte. A derrota da Sérvia, provocou o êxodo da
população pelas montanhas da Albânia, sob terrível temperatura. Os poucos
sobreviventes foram recolhidos pela esquerda inglesa e transportados para a
Grécia.
Turquia e Oriente Médio: os aliados ocidentais preparam um desembarque
de tropas na península de Galípoli, em 25 de abril de 1915. Seu objetivo era a
ocupação dos estreitos turcos (Bósforo e Darnelos) assim como enfraquecer o
flanco das Potências Centrais num ataque indireto. Os turcos depois de uma
obstinada resistência fazem com que as forças anglo-francesas sejam obrigadas a
retirar-se (9 de janeiro de 1916). No Oriente Médio, dominado parcialmente
pelos otomanos, a situação se deteriora. Os ingleses estimulam levantes árabes.
Destaca-se nesse papel o oficial Lawrence da Arábia. As guerrilhas árabes
terminam por enfraquecer as posições turcas na região da Palestina e
Cisjordância, facilitando a ofensiva britânica do Gen. Allenby, que ocupa
Jerusalém e Damasco. Na Mesopotamia, depois do desastre inglês de Kutel-Amara,
retornam a ofensiva e Bagda é ocupada em março de 1917. No após guerra a região
é partilhada entre Franceses (Líbano e Síria) e Ingleses (Palestina, Jordânia e
Iraque).
O fim da guerra
A Revolução de março de 1917, foi o sinal de alerta para as classes dirigentes
européias apressarem o término da matança. Neste mesmo ano eclodiram vários
motins no exército francês seno sufocados pelo Gen. Petain. Na Alemanha eclodem
motins na esquadra em Kiel. O recrudescimento dos protestos e greves contra os
regimes vigentes poderiam evoluir rapidamente para a Revolução. O desejo de uma
paz imediata contaminou a todos.
Os "14 Pontos do Presidente
Wilson"
Em mensagem enviada ao Congresso americano em 8 de janeiro de 1918, o
Presidente Wilson sumariou sua plataforma para a Paz que concebia: 1)
"acordos públicos, negociados publicamente", ou seja a abolição da
diplomacia secreta; 2) liberdade dos mares; 3) eliminação das barriras
econômicas entre as nações; 4) limitação dos armamentos nacionais "ao nível
mínimo compatível com a segurança"; 5) ajuste imparcial das pretensões
coloniais, tendo em vista os interesses dos povos atingidos por elas; 6)
evacuação da Rússia; 7) restauração da independência da Bélgica; 8) restituição
da Alsácia e da Lorena à França; 9) reajustamento das fronteiras italianas,
"seguindo linhas divisórias de nacionalidade claramente
reconhecíveis"; 10) desenvolvimento autônomo dos povos da Áutria-Hungria;
11) restauração da Romênia, da Sérvia e do Montenegro, com acesso ao mar para
Sérvia; 12) desenvolvimento autônomo dos povos da Turquia, sendo os estreitos
que ligam o Mar Negro ao Mediterrâneo "abertos permanentemente"; 13)
uma Polônia independente, "habitada por populações indiscutivelmente
polonesas" e com acesso para o mar; e 14) uma Liga das Nações, órgão
internacional que evitaria novos conflitos atuando como árbitro nas contendas
entre os países. Os "14 pontos" não previam nenhuma séria sanção para
com os derrotados, abraçando a idéia de uma Paz "sem vencedores nem
vencidos". No terreno prático, poucas propostas de Wilson foram aplicadas,
pois o desejo de uma "vendetta" por parte da Inglaterra e
principalmente da França prevaleceram sobre as intenções americanas.
O Armistício
Em março de 1918, os alemães tentaram um último e desesperado esforço para
romper a linha dos aliados antes que a presença das tropas americanas tornassem
inviável a vitória. Mas a Alemanha já se encontrava exangue. Os quatro anos de
guerra haviam-lhe retirado a flor da juventude masculina enquanto a população
civil encontrava-se atormentada pela fome e inanição - resultado do bloqueio
naval aliado. Em julho de 1918, ingleses, franceses e americano desferem
sucessivos golpes sobre as divisões alemãs as obrigando a recuar até a
fronteira belga. O Alto-Comando alemão - Hindemburg e Ludendorf aconselham o
governo a solicitar um armistício. Em Berlim e demais cidades, multidões
realizam manifestações contra o Kaiser, que em 10 de novembro embarca para seu
exílio holandês. A velha monarquia dos Hoenzollers deixou de existir, sendo
substituída pela República de Neimar. No dia seguinte, 11 de novembro, dois
delegados republicanos encontram-se na FLORESTA DE COMPIÈGNE com o Marechal
Foch e assinam os documentos que punham termo oficialmente à guerra. O massacre
e destruição tinham finalmente chegado ao fim, mas o Velho Mundo nunca mais se
recuperou.
Baixas entre as oito potências - 1914/1918
|
Países |
Mobilizados entre
1914-11918 (em milhões) |
Mortos |
Feridos |
% de mortos,
inválidos ou feridos em relação ao total mobilizado |
|
França |
8.410 |
1.35 |
3.5s |
60 |
|
Grã-Bretanha |
8 |
0.95 |
2 |
37 |
|
Itália |
5.250 |
0.5 |
? |
- |
|
Estados Unidos |
4 |
0.1 |
? |
- |
|
Rússia |
- |
2.3 |
? |
- |
|
Alemanha |
13 |
1.6 |
4 |
41 |
|
Austria-Hungria |
9 |
1.45 |
2 |
38 |
|
Turquia |
- |
0.4 |
? |
- |
Apêndice
Índice de progressão das 4 principais potências européias entre 1900 e 1905
- (base 100 em 1881/5):
|
|
Alemanha |
França |
Grã-Bretanha |
Rússia |
|
População |
125 |
105 |
123 |
132 |
|
Produção carvão |
189 |
126 |
122 |
266 |
|
Produção fundição |
182 |
131 |
106 |
300 |
|
Produção trigo |
131 |
86 |
102 |
92 |
|
Comércio exterior |
153 |
106 |
118 |
138 |
|
|
11.20 |
2.16 |
2.84 |
17.12 |
Fonte: R. Girault -
Diplomatie Européenne et impecialismo (p. 145).
Taxa de crescimento industrial 1880-1900
|
|
Alemanha |
França |
|
Carvão |
110,7 |
31,8 |
|
Aço |
7,3 |
1,7 |
|
Ferro Gusa |
12 |
3,3 |
|
População |
54 |
41 |
|
Marinha Mercante |
2,6 |
1,4 |
|
Estradas de ferro |
55.478.320 |
47.095.430 |
Fonte: K. D.
Bracher in História do século XX (número 6).
Empréstimos aos aliados (em libras)
|
Países |
Grã-Bretanha |
EUA |
|
Grã-Bretanha |
- |
3.164,80 |
|
França |
1.590,60 |
2.092,20 |
|
Itália |
1,514,80 |
1.168,20 |
|
Rússia |
2.082,00 |
138,00 |
|
Outros |
1.184,00 |
3.367,00 |
|
Total |
6.371,40 |
9.930,20 |
Perdas materiais da França
|
Escolas |
1.500 |
|
Igrejas |
1.200 |
|
Edifícios Públicos |
377 |
|
Fábricas |
1.000 |
|
Outros edifícios |
"246.000 |
|
1.875 milhas
quadradas de florestas devastadas |
|
Fonte: Martin
Gilbert; O Tratado de Versalhes, In His do Sec. 20.
Baixas Civis
|
Mortes em ataques
aéreos e marítimos |
|
|
Grã-Bretanha |
100.000 |
|
Bélgica |
30.000 |
|
Romênia |
800.000 |
|
Alemanha |
812.296 |
|
Sérvia e Áustria |
1.000.000 |
|
Rússia |
2.000.000 |
|
Síria, Judeus e
Gregos |
4.000.000 |
Vítimas da "Gripe Espanhola" (1918-1919): A maioria dos mortos foram
da África, Índia e China totalizando 27 milhões.
Bibliografia
1 - Arendt, Hannah - AS ORIGENS DO TOTALITARISMO: IMPERIALISMO, A EXPANSÃO DO
PODER, Rio, Ed. Documentário, 1976.
2 - Baran Paul & Sweezy, Paul - CAPITALISMO MONOPOLISTA, Rio, Zahar, 1966.
3 - Braudel, Fernand - CIVILIZAÇÃO MATERIAL E CAPITALISMO, Lisboa, Cosmos,
1970.
4 - Brunschwig, Henri - A PARTILHA DA ÁFRICA NEGRA, S. Paulo, Perspectiva,
1974.
5 - Brown, M. Barratt - LA TEORIA ECONÓMICA DEL
IMPERIALISMO, Madrid, Alianza, 1975.
6 - Bukarin, M. - LA ECONOMIA MUNDIAL Y EL IMPERIALISMO, México, PyP, 4ª ed.,
1977.
7 - Cambridge University Press - HISTORIA DEL MUNDO MODERNO, vol. XII - Los
Grandes Conflictos Mundiales (1898/1901-1945), Barcelona, Spena, 1975.
8 - Crouzet, M. - A
ÉPOCA CONTEMPORÂNEA: o declínio da Europa, in Historia Geral da Civilizações,
vol II, S. Paulo, Difel, 2ª ed., 1961.
9 - Droz, Jacques - HISTÓRIA DEL SOCIALISMO,
Barcelona, Ed. Laia, 1977.
10 - Ferro, Marc - LA GRAN GUERRA (1914/1918), Madrid, Alianza, 1970.
11 - Fieldhouse, David, K. - ECONOMIA E IMPERIO: LA EXPANSIÓN DE EUROPA
(1830-1914), Mexico, Siglo XXI, 1978.
12 - Girault, R. . -
DIPLOMATIE EUROPÉENNE ET IMPÉRIALISMES (1871-1914). Paris, Masson, 1979.
13 - Hilferding, R. - EL CAPITAL FINANCIERO, Madri, Tecnos, s/d.
14 - Hobsbawn, E. J. - DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL INGLESA AO IMPERIALISMO, Rio,
Forense, 1978.
15 - Jourcin, A. - PROLOGUE À NOTRE SIÈCLE (1871-1918), paris, Larousse,
1968.
16 - Lichteim, G. - EL IMPERIALISMO Madrid, Alianza, 1972.
17 - Liddell Hart, B. - HISTORY OF THE FIRST WORLD WAR, Londres, Pan Books,
1970.
18 - Lenin, V. I. - EL IMPERIALISMO, FASE SUPERIOR
DEL CAPITALISMO, Pequin, Ed. Extr., 1966.
19 - Magdoff, H. - IMPERIALISMO: DA ERA COLONIAL AO PRESENTE, Rio, Zahar, 1979.
20 - Mauro, F. - LA EXPANSION EUROPEA (1600-1870),
Barcelona, Labor, 1968.
21 - Mandel, Ernest - TRATADO DE ECONOMIA MARXISTA, México, Ed. vol II, 7ª ed.
1977.
22 - Mommsem, J. W. - LA ÉPOCA DEL IMPERIALISMO: Europa 1885/1918, in Hist.
Univ. Madrid, Siglo XXI, 2ª ed. 1973.
23 - Morazé, C. - OS
BURGUESES À CONQUISTA DO MUNDO, Lisboa, Cosmos, 1965.
24 - Parkinson, R. - ENCYCLOPAEDIA OF MODERN WAR, London, Paladino,
1979.
25 - Passante, E. J. - A SHORT HISTORY OF GERMANY (1815-1945) Cambridge
University Press, 1976.
26 - Remarque, E. M.
- A OESTE NADA DE NOVO, Lisboa, Europa-América, 1964.
27 - Remond, R. - O SÉCULO XX: DE 1914 AOS NOSSOS DIAS, S. Paulo, Cultrix,
1976.
28 - Sanchez, J. A. - EL IMPERIALISMO CAPITALISTA,
Barcelona, Ed. Blume,
1977.
29 - Santi, P. E outros - TEORIA MARXISTA DEL IMPERIALISMO, México, PyP, 5ª
ed., 1977.
30 - Schumpeter, J. A. - IMPERIALISMO E CLASSES SOCIAIS, Rio, Zahar, 1961.
31 - See, Henri - ORIGENES DEL CAPITALISMO MODERNO, México, F.C.E., 2ª ed.,
1972.
32 - Seignobos, C. - HISTÓRIA POLÍTICA DE EUROPA CONTEMPORÂNEA, Madrid, D.
Jorro, 2 vols, 1916.
33 - Sombart, Werner - EL APOGEO DEL CAPITALISMO,
México, F.C.E., 2 vols, 1946.
34 - Toynbee, Arnold - ESTUDIO DE LA HSITORIA, B. Aires, Emecé, 3 vols, 1951.
35 - Tuchman, Bárbara
- A TORRE DO ORGULHO, Portugal, Ibis, 1969.
36 - Tuchman, Bárbara - OS CANHÕES DE AGOSTO, Portugal, Ibis, 1964.
37 - Vidal Villa, J. M. - TEORIAS DEL IMPERIALISMO,
Barcelona, Ana grama, 1976.
· Publicou-se em forma de fascículos a
HISTÓRIA ILUSTRADA DO SÉCULO DE VIOLÊNCIA, pela Editora Renes, Rio, cujos
originais foram traduzidos da Ballantine Books de Nova York. Esta coleção é
dirigida por David Mason e seu mais reconhecido consultor é Sir Brasil Liddell
Hart. Para este trabalho consultou-se os fascículos 2, 4 e 6, cujos autores e
títulos são:
·
Keegan, John - AGOSTO DE 1914; Messenger, Charles - A GUERRA DE
TRINCHEIRA (França e Flandres, 1914-18); Hogg, Ian - OS CANHÕES 1914-18, A
GUERRA DA ARTILHARIA.
· Existe igualmente a excelente HISTÓRIA DO SÉCULO XX, editada pela Abril, S.Paulo que dedica os fascículos do número 17 ao 32 à Primeira Guerra Mundial e suas conseqüências.