Capítulo 3 - Lobos e presságios
Era o dia da chegada de Shaoran.
Kero, Yue e Touya nada mais tinham conversado a respeito. Uma estranha sensação continuava viva dentro dos três, e crescia cada vez mais. Porém, como nenhum deles achou resposta para aquela questão em suas reflexões, silenciaram. Sakura até mesmo estranhou ... Kero parecia diferente, mais triste. Só que estava de tal forma centrada em Li, que não se preocupou em parar para perguntar.
E é bem provável que Kero nada dissesse ... Pra
que dizer se não tinha resposta alguma? E mudaria oquê? Se
não sabia exatamente qual era o problema, como recomendar precauções?
Eram 10:30 ... Sakura e Tomoyo passeavam por uma imensa livraria. Ou melhor dizendo, Sakura apenas acompanhava Tomoyo, já que a leitura não era bem seu forte. Via uma coisa ou outra que lhe chamava a atenção, mas não pretendia comprar nada, e nem viera preparada pra isso.
Já Tomoyo ...
- Mais um, Tomoyo??
A amiga apenas ria ...
- Já estava procurando esse há algum tempo.
Numa pequena cesta já tinha dois romances, um de Agatha Christie e o outro de Megumu Obaaru, um livro de ficção, uma obra de referência sobre estilística e moda (um calhamaço de mais de 500 páginas), e ... vejam só! Dois volumes de nada menos que a recente tradução para o idioma japonês de "Em busca do tempo perdido", do grande mestre Marcel Proust.
Definitivamente Tomoyo tinha um quê de precoce.
Tinha ali dois prazeres - procurar livros para comprar e observar Sakura, em toda sua espontaneidade de "garota bobinha"...
- Olha só esse ... parece o livro das cartas Clow!
O desenho de capa sem dúvida lembrava, com um adorno bonito... mas o conteúdo nada tinha de mágico.
- É "O Leopardo".
- Quêeee???
- É o nome desse livro, Sakura ... "O Leopardo", de Giuseppe Tomazi, príncipe de Lampeduza e Duque de Parma.
Depois dessa, Sakura teve de reeguer seu queixo.
- Prefiro livros mais ... simples ... hehe.
Bastou dizer isso ...
- Mesmo?? Eu adoraria te dar um livro de presente, Sakura! Mas tem que ser um que você goste ...
- Mas Tomoyo ... não precis...
- Escolhe um, vai! - e já ia conduzindo Sakura pelas prateleiras - Se você gosta dos simples, escolhe um.
Sakura realmente preferia livros simples. O problema era que não sabia bem quais eram os "simples". Não queria pegar aqueles óbvios demais, bobos demais ... não ligava de ser a boba do par, mas não precisava ser tanto.
Procurou por um livro "médio"... nem tanto, nem tão pouco. Sua busca porém, foi interrompida pela voz de Tomoyo.
- Sakura! Achei um que é a sua cara!
- Sério...? Deixa eu ver ...
Pegou o livro das mãos de Tomoyo ...
"Harry Potter - J. K. Rowling"
Olhou a capa ... simpática ...
- Sobre o que é?
- É uma ficção com muita magia! Acho que você vai gostar!
- É ... - realmente simpatizou com o livro - ... Tá aí! Gostei desse!
Sem cerimônia, Tomoyo pôs dentro da bolsa.
- Se você gostar desse, depois compro os outros da série!
- Oooooook ...
Ao mesmo tempo Tomoyo colocava outro livro dentro da bolsa, esse sem ilustrações na capa, e bem mais pesado que o simpático livreto de magia. Sakura só pôde ler o nome do autor ...
" Balzac "
- Ai ai ai ...
Suspirou, resignada, e seguiram em frente.
*****
Kaho lembrava-se de cada palavra de Eriol. A conversa de dois dias atrás permanecia fresca, assim como a preocupação que a motivara. Tentava desvencilhar-se um pouco desses pensamentos, enquanto regava o pequeno jardim de sua casa alugada.
Porém, a conversa sempre voltava ...
....
.......
............
- Sente-se, por favor.
Cessava a famosa valsa de Chopin, e agora daria atenção a sua visitante.
- Foi uma ótima execução, Eriol.
Ele sorriu, levantando-se do piano e tomando um lugar na sua poltrona favorita.
- Obrigado. Espero que não tenha sido grosseria da minha parte fazer você esperar.
Kaho, já sentada, riu como se tivesse ouvido alguma piada ...
- Não precisamos nos ater a essas bobagens, precisamos?
- Com certeza não - ele riu de volta.
Nakuru ouviu aquele começo de conversa, depois retirou-se. Ficar ali não era interessante ... nem conveniente.
- Agora diga-me ... o que trouxe você aqui, Kaho?
- Um pressentimento...
- Um pressentimento? - Eriol meditou um pouco - Também ando tendo alguns. Mas fale-me mais sobre isso.
- Sinto uma perturbação crescendo próximo às cartas.
- Uma perturbação?
- Sim ... e creio que isso pode pôr Sakura em risco...
Eriol consumiu um minuto inteiro refletindo, muito embora já soubesse exatamente da tal perturbação. Talvez estivesse pensando nas palavras certas a usar.
- É natural que isso aconteça.
- Natural...?
- Sim. Você acaso esqueceu que manter as cartas tem um preço?
- Não, mas ... achei que esse "preço" já tivesse sido pago.
- Não é um preço que possa ser pago ... eu me expressei mal. Melhor seria dizer que é uma taxa, que tem de ser paga sempre, se quiser manter as cartas.
- Mas ... se elas estão fora de uso, por que isso?
- Não importa que estejam fora de uso. Elas existem, não existem? Não conseguem existir se não houver algo que as sustente.
Ouvindo agora parecia óbvio, embora não fosse. Só conhecendo exatamente a estrutura mágica das cartas se poderia dizer se precisavam de sustento, ou se podiam subsistir independente dos donos, desde que não fossem usadas. É claro que Eriol conhecia essa estrutura. Ninguém saberia falar melhor das cartas do que ele.
Decidiu passar ao aspecto mais prático, porque era esse que a incomodava no momento ...
- Então ... oque vai acontecer com Sakura?
Fechou os olhos, e depois respondeu, num tom simples, quase displicente ...
- Não sei.
- Não sabe??
- Qual a surpresa? Por que eu deveria saber?
- Como por quê?? Se você sabe que as cartas demandam um preço ... uma taxa ... se você sabe tudo isso deve saber o que acontecerá!
- Não existem nesse mundo duas pessoas iguais.
- ...? - não entendeu o que isso tinha a ver - E daí?
- Daí que Sakura é uma pessoa única, como são únicas todas as pessoas nesse mundo. Sei que Sakura deve sustentar as cartas ... mas não sei o que sustenta Sakura, porque cada pessoa é sustentada por coisas diferentes.
- Você está me deixando confusa ...
Eriol segurou-lhe as mãos ... estava ligeiramente trêmula, não sabia se pela situação ou pelo toque ...
- Não há motivo para confusão. Cada pessoa que se utiliza de magia retira sua energia de uma certa fonte ... e as fontes variam de pessoa pra pessoa. Lugares, pessoas, família, objetos, seres de outros mundos, amores ...
Foi interrompido por Nakuru, que passou correndo de patins, cantando algo de Annie Lennox, difícil de identificar pelo ruído irritante das rodinhas contra o piso de tacos.
Passou rápido, e logo fez-se o silêncio ...
- Como eu estava dizendo ... todas essas coisas que listei, e muitas outras, podem ser fontes de magia. E sem saber de quais fontes Sakura retira sua magia ...
- ... você não pode saber de que forma as cartas irão afetá-la ... é isso?
- Exatamente.
Mal ... muito mal. O pressentimento que Kaho tinha, e que esperava dissipar conversando com Eriol, agora era maior que antes.
- Não se pode fazer nada ...?
- Pode-se dizer a ela tudo isso que eu te disse.
- Não iria adiantar! Sakura apenas tem a magia, mas não tem nenhum conhecimento profundo sobre isso! Ela nunca leu nada a respeito ... não saberia controlar seus poderes a ponto de aumentá-los quando a cobrança fosse maior! Eriol ... me escute ...
Dessa vez foi ela que segurou as mãos do garoto com força.
- Provavelmente nem ela sabe quais as fontes da sua magia ... não podemos deixá-la assim!
- Ela já passou por outras etapas. Poderá passar por essa também.
- Eriol ... ela não abriu aquele livro sabendo o que continha! Ela não procurou a magia por vontade própria! Foi muito mais acaso do que outra coisa ... De uma hora pra outra ela se viu envolvida nessa coisa de capturar cartas, mas não foi ela que pediu por isso!
- Talvez ela pense que foi um acaso. Mas você e eu sabemos que não foi. Ela não ganhou acesso à magia por causa do livro, ela já tinha tendência à magia antes. Por isso foi ela a abrir o livro e não outro, e as cartas apenas potencializaram algo que ela já possuía desde que nasceu. Você sabe que esses fatos não ocorreram por simples acaso.
- Está certo ... eu sei ... mas sempre achei que era um encargo muito grande para alguém tão novo.
- Ela suportou bem ...
- Até agora. Mas e se agora for diferente? E se ela não conseguir? Não há nenhum auxílio que possamos dar? Por que diabos temos que apenas assistir?! - pela primeira vez na conversa, irritou-se - E se algo acontecer com ela?? Seremos apenas espectadores ??
Eriol não mudou sua expressão calma, apesar da irritação de sua companheira.
Sua resposta foi estender uma mão até alcançar o rosto da perturbada mulher ...
- Acalme seu espírito ...
Inútil resistir. Com o menor dos gestos, com a mais singela palavra, Eriol a desarmava completamente. Como se a sua presença cobrisse tudo, ofuscasse tudo.
- Desculpe ...
- Não se preocupe tanto ...
- É difícil ... Sakura é como uma filha ...
- Eu sei. Mas não é verdade que ela não terá ajuda. Já há alguém indo ajudá-la.
Passou da tristeza à surpresa ...
- Há...??
- Sim. E eu estarei observando tudo.
Até tinha outras perguntas, mas preferiu não estender mais a conversa por enquanto.
- Está certo, Eriol ... está certo.
Ficaram um tempo se olhando ... ele calmo, ela trêmula.
Tomaram um susto com o barulho ... Nakuru simplesmente havia entrado na sala com um pulo, dando uma sonora porrada com os patins na madeira do piso.
Kaho irritou-se, mas nada disse. Eriol, que não chegou a se assustar tanto, apenas riu.
E a avoada garota ainda vinha cantarolando a mesma música ... e quando parou num canto foi possível entender o que cantava ...
- No more I love youuuuuuuu's !!!
*****
- Está bem acomodado, sr.Shaoran?
- Sim ...obrigado. É o mesmo quarto, afinal ...
- Bem, se precisar de algo sabe onde me encontrar. Com sua licença.
- Obrigado.
Retirou-se, deixando Shaoran sozinho.
- O que eu faço agora?
Estirado na cama, as cortinas semi-cerradas, ficou tentando chegar a uma conclusão.
Já estava em solo japonês, instalado em sua casa, deitado em sua cama ... agora, o que fazer depois era uma decisão que lhe cabia tomar logo.
Da outra vez que se instalara naquela casa, sabia exatamente o que vinha fazer no Japão.
E agora? Bem ... agora também sabia o que vinha fazer, só restava saber como.
Olhou para o lado ... a mesinha de cabeceira ... o telefone ....
... o telefone ...
"Pra começar até que seria uma boa ... "
Estava tenso. Tão frio para lidar com a magia, porém desarmado por uma situação bem mais simples ...
Sentou-se na beira da cama, ao lado da mesinha, e continuou encarando o telefone enquanto pensava nas palavras que diria.
Longos minutos, e por fim decidiu-se. Esticou o braço para apanhar o telefone ...
- AAhhhh!!!
... mas este tocou antes de ser apanhado, quase matando-o de susto.
No impulso, ia atender, mas sua mão parou no caminho ... quem seria?
"Pouco importa , droga!"
Atendeu.
Era Meilin ...
Conversaram um pouco, primeiro o burocrático " Como foi de viagem?" , "Chegou bem aí?", e outros do gênero.
Depois, com seu usual excesso de naturalidade, foi secamente ao ponto.
- O que você vai fazer agora, Shaoran?
- Eu ... ainda não sei ...
- Como não sabe??? Você quis voltar para o Japão de repente, e agora não sabe??
- Me deixa, Meilin!! Eu ainda estou pensando!!!
Reparou que ele estava mais irritado que o normal.
- Shaoran ... se acalma ...
- Desculpe...
- Eu sei como você se sente, mas precisa colocar essa cabeça dura no lugar, ou não vai conseguir fazer as coisas direito.
- É ... eu sei ...
- Então ...
- Mas ...
- ...?
- ... eu não sei bem o que fazer ... me sinto tão ... perdido ...
Era raro Li admitir que não sabia o que fazer ... raro e preocupante ...
- Li ... não seja tão afoito ... Comece pelo começo.
Você esteve do lado dela tanto tempo ...
Nada mudou ... ela é a mesma Sakura boba de sempre. Converse
com ela, apenas, e daí as coisas acontecem ...
- Entendo ... acho que entendo ...
Conversaram mais um pouco, e foi muito bom pra Shaoran ter alguém
que lhe desse uma ajuda.
No final, antes de desligarem, perguntou a sua "ex" se poderia
ligar para ela depois ...
- Claro que pode! Nem devia perguntar, né, bobo!
Despediram-se, e Shaoran desligou.
Mais calmo, e com as idéias mais ajeitadas, já sabia ao menos o primeiro passo a tomar.
Pegou o telefone de novo ...
*****
" Essa hora ele já deve ter chegado ..."
Imersa em seus pensamentos, distante ...
" Devo fazer uma visita? Ai ai ..."
- Sakura ...
- Ahn?
- Chegamos ...hehehe.
Nem tinha reparado que o carro já estava em frente a sua casa.
- Hehehe... eu tava distraída ...
- Eu notei ...
- Bem ... depois nos falamos, amiga. Obrigado pelo passeio e pelo livro!
- Que nada ... com você do lado tudo vale a pena.
Tomoyo deixava Sakura francamente desconcertada quando dizia aquelas coisas. Ainda mais quando dizia na frente de outras pessoas ... podia jurar que as sérias mulheres de preto estavam escondendo um risinho.
- Err...bem ... eu já vou indo...
- Depois eu ligo para você, Sakura
- Oooooook!
O carro já ia partindo ...
- Leia o livro, Sakuraaa!
" Hehehe...ela me conhece mesmo ... "
Sakura não era o tipo chegado a ler, então o aviso tinha sentido.
Depois que o carro dobrou uma rua e sumiu, entrou em casa.
Encontrou Fujitaka lendo um livro de culinária.
- Olá, filha!
- Oi, pai!
Deu-lhe o beijo de sempre.
- Como foi o passeio?
- Muito bom! A Tomoyo me deu um livro!
- Hum ... ótimo! Livros são bons, filha. Mas mudando de assunto, aquele garoto de Hong Kong ligou ...
Paralisou. Tinha aberto a geladeira, mas a novidade deixou-a estática, frente à porta aberta.
- Filha ... feche a geladeira. Vai se resfriar.
Fechou a porta, mas não a boca.
- O que ele disse, pai??
Riu da indisfarçada alegria da filha ...
- Ele disse que chegou essa manhã, como o planejado, e que gostaria muito de rever você.
- Quando??
- Perguntou se você poderia ir hoje até a casa dele, de tarde. Disse-me até que viria te trazer aqui, depois. Gentil ele, não?
Sakura avermelhou, Fujitaka riu. Tinha seu zelo paterno, mas sabia bem que tipo de garoto era o jovem Li. Não era hora de ficar pondo obstáculos.
- Eu posso ir, pai...?
- Pode sim, filha, desde que combine bem os horários e os cumpra. Ele pediu que você ligasse de volta, caso fosse, para marcarem uma hora. Então, se você vai, faça isso.
Disse tudo gentilmente, e voltou a ler.
Subiu apressada, pegou o telefone ... o número da casa de Shaoran estava na memória. Discou ...
Chamou uma vez ...
Só então sentiu o nervosismo, todo de uma vez, e desligou.
- Sakura...?
- Oi, Kero!
- Por que essa animação toda...?
- O Li voltou! E quer encontrar comigo e ...
Percebeu que estava falando mais que a boca ...
- ... e estou feliz porque vou rever ele ... afinal, era meu amigo.
- Sei ...
Nem deu tempo a ela de retrucar, voltando pra sua "casinha".
- Deixa pra lá ...
Pegou o telefone de novo, e tornou a discar, já mais calma.
Chamou uma vez ... duas ... três ...
Alguém atendeu, mas não era Li.
******
Shaoran reentrava em casa, depois de ter saído para fazer algo que nunca se imaginara fazendo - comprar flores.
Tinha sido um passeio esguio, desconfiado. Não queria ser visto por nenhum conhecido da escola, embora não tivesse razão lógica pra isso.
Quando voltou com o buquê, um arranjo médio de rosas brancas, sentiu o mesmo incômodo do avião.
Como se mais alguma coisa além de Sakura houvesse trazido-o ao Japão.
- Jovem Shaoran ...
- Ahn ...?
- Uma menina ligou ...
- Sakura...??
Pela cara de surpresa do criado percebeu que tinha manifestado mais empolgação que o usual. Tratou de disfarçar ...
- Por acaso era uma menina chamada Sakura?
- Sim, a senhorita Sakura queria conversar com o senhor sobre uma possível visita que ela pretende fazer a sua casa. Com o senhor não estava, ela pediu que ligasse para dizer o horário em que ela pode vir.
- Ela disse mais alguma coisa?
- Não, senhor. Apenas isso.
- Certo. Obrigado.
Retirou-se, escondendo qualquer traço de excitação ou pressa. Era o perfeito Shaoran de sempre, frio e calmo...só até passar o primeiro lance de escada. Daí em diante correu numa carreira só até o quarto, saltou a cama e apanhou o telefone.
Discou o número da casa de Sakura ...
Fujitaka atendeu ...
Ah, decepção! Sakura não estava ...
*****
- Sakura !
Acabava de voltar de um mercadinho perto de casa ... tinha ido comprar algumas coisas para o pai.
- Ahn?
- Outro recado para você, filha! Aquele garoto, o Shaoran, de novo.Parece que ele quer mesmo ver você, filha.
Fujitaka novamente riu, Sakura novamente avermelhou.
- Err... hehe... e oque ele disse...?
- Disse que você pode ir até a casa dele às 15:00, e que ele trará você em casa.
- Oooooook ... só isso?
- Só filha ... logo eu sirvo o almoço.
- Tá, pai ... brigada!
Agarrou-o, fez ele se abaixar, e deu-lhe um beijo na bochecha.
Ainda abaixado, brincou um pouquinnho com sua menina risonha ...
- Obrigado pelo quê?? Eu não fiz nada ... mas acho que minha filha está um pouco nas nuvens por um certo garotinho ...
- Ahhh.... também nem tanto, né ...
- Certo, filha ... certo.
Pois bem. Estaria na casa de Li em algumas horinhas.
Sentiu o nervosismo crescer...
Continua...
Capítulo 4
O Lobo e a Cerejeira
Card captor Sakura