Endocrinologia

 

FISIOLOGIA DA PARATIRE�IDE.

As paratire�ides s�o 4 gl�ndulas situadas no polo superior e inferior da tire�ide, produtoras de PTH.

PTH � um polipept�deo que na sua forma completa apresenta uma cadeia dividida em 3 por��es: 1- intermedi�ria

2- amino-terminal

3- carboxi-terminal

Somente a forma completa � ativa, se fragmentada n�o apresenta a��o biol�gica.

PTH � o regulador da calcemia.

� Ca +2 ionizado � � PTH.

� Mg +3 � - agudamente � produ��o de PTH

- cronicamente inibe a secre��o de PTH.

 

A��o do PTH:

� vida = 5 a 8 minutos

metabolismo = f�gado e rim

Quando o PTH sai da paratire�ide, sai a mol�cula inteira com os 3 fragmentos e quando chegam no f�gado e rins s�o fragmentados em: aminoterminal ( inativado no f�gado e n�o cai na circula��o ), carboxiterminal e intermedi�ria ( inativados e caem na circula��o ).

Dosagem do PTH:

 1.PTHI ( mol�cula inteira ) 2.Carboxi ou Aminoterminal

 A��o do PTH

tem a��o sobre receptor de membrana celular � ativa adenil ciclase e o 2� mensageiro intracelular � o AMPc.

Pode-se indiretamente medir o PTH atrav�s da dosagem do AMPc na urina.

A��o renal do PTH:

1.� reabsor��o de Ca +2 2.� reabsor��o de P ( � excre��o de P ) 3.� s�ntese de 1.25 (OH)2 vit D ( forma ativa da vit D sendo uma forma indireta para � a absor��o intestinal do Ca +2 ) 4.bloqueio da reabsor��o de Na+, K+ e HCO3

A��o �ssea do PTH:

- � reabsor��o �ssea atrav�s dos osteoclastos.

Osso apresenta:

- parte proteica ( col�geno ) = produzida pelos osteoblastos.

- parte inorg�nica = Ca+2 e P se precipitam formando cristais de hidroxiapatita.

 

•tecido �sseo � continuamentte remodelado pela a��o dos osteoclastos e osteoblastos.

 

Quando � Ca +2 livre � � PTH � � reabsor��o �ssea pela ativa��o dos osteoclastos � � calcemia.

C�lcio ( Ca +2 ) do organismo:

Ca +2 �sseo - 20 a 25 g/dl

99% est� no osso.

Fun��o do Ca +2:

 

1.estrutural 2.metab�lica� pode ser reabsorvido pelo PTH quando o c�lcio plasm�tico est� � e � inibido quando a calcemia � . 3.estabiliza��o da membrana celular. 4.a��o de v�rios horm�nios.

C�lcio s�rico:

1.total = 8,5 a 12,5 mg/dl ( ligado a albumina ). 2.livre ou ionizado = 4,6 a 5,3 mg/dl.

 

Quando tem � de albumina, temos a � dos n�veis de Ca +2 s�rico.

Exemplos: S�ndrome nefr�tico, Desnutrido e Hepatopatia.

Ca +2 intracelular: 99% osso ( que pode ser reabbsorvido quando necess�rio ).

1% ativa, livre

Fisiol�gica:

1.forma��o �ssea 1.sistema de coagula��o 1.fun��o neuromuscular 1.mensageiro intracelular.

 

Ingest�o de c�lcio:

1.300 a 1500 mg/dl. 2.� absorvido a n�vel intestinal dependendo basicamente da vit D. 3.para ser absorvido tem que o Ca +2 estar na forma i�nica e h� necessidade do pH do est�mago ser �cido.

 

•lactato de c�lcio e o carbonato de c�lcio s�o mais facilmente absorvidos. •alimentos ricos em fibras � a absor��o. •alimentos ricos em oxalato ( folhas verdes - couve e espinafre ) � a absor��o.

 

Excre��o de c�lcio:

Fecal: quando < a necessidade � > a excre��o

Urin�ria: para manter a calcemia em n�veis ideais.

•controle da calcemia � dependente da reabsor��o tubular. •t�bulo renal : reabsorvido ( para manter a calcemia )

n�o reabsorvido ( quando n�o � preciso ).

F�sforo: Existe uma rela��o C�lcio/F�sforo que est� sempre em equil�brio constante.

( � P � � Ca +2 e vice-versa. )

F�sforo no organismo:

1.P �sseo: 85% do P est� no osso sob a forma de hidroxiapatita. 1.P s�rico: 88% est� sob a forma livre.

 

A��o fisiol�gica do f�sforo:

1.forma��o do osso 2.ativa��o de enzimas ( fosforila��o de enzimas para que estas se tornem ativas ). 3.gera��o de energia ( ATP - forma de ac�mulo de energia ).

Absor��o de f�sforo:

1.dieta = 900 mg 2.abbsor��o de at� 90% da dietta. 3.absor��o estimulada pela vit D ( estimula absor��o de Ca+2 e P ) e, inibi��o por excesso de Ca+2 na dieta, hidr�xido de alum�nio e magn�sio.

� P s�rico � � Ca +2 s�rico por precipita��o no osso � hipocalcemia � ativa PTH, onde: - � reabsor��o de Ca +2 do osso e no rim

- � excre��o de f�sforo � para que haja equil�brio.

Vitamina D: � um horm�nio ester�ide ( derivado do colesterol ) e assim sendo tem a��o intracelular ( seeu receptor � intracelular ).

Fontes de vitamina D:

1.end�gena - a partir do colesterol. 2.ex�gena - a partir da alimenta��o.

End�gena

50% da pr� vit D ( 7 deidrocolesterol ) est� na epiderme e os 50% est� na derme.

7 deidrocolesterol

� a��o dos raios ultra violetas

pr� vitamina D3

� demora 48 a 72 horas

vitamina D3

Ex�gena

�leo de f�gado de peixes

gema de ovo

e f�gado, s�o ricos em vit D

A vitamina D absorvida na dieta � a vit D2 ( ergo calciferol )

A vit D2 e D3 tem a��o muito pobre. No f�gado sofre a 1 � hidroxila��o no carbono 25 formando 25 OH D ( 2 a 5 vezes mais potente que a vitamina D ). Os intestinos e os rins tambem tem 25 hidroxilase.

Nos rins ( dep. do PTH ) � 1.25 (OH)2 vit D ( 10 vezes mais potente e ativa que a 25 OH D )

Assim, paciente com Insufici�ncia Renal:

1.tem hiperfosfatemia ( por degenera��o de membrana celular ). 2.n�o tem hidroxila��o da vit D. 3.� absor��o intestinal de Ca +2.

Tratamento: Vit D ativa.

A��o intestinal da vit D:

- atrav�s de receptor intracelular:

1.� absor��o de Ca +2 e P 2.� s�ntese de proteina carregadora de Ca +2 ( � vit D dependente )

A��o �ssea da vit D:

1.� atividade osteocl�stica 2.remodela��o �ssea ( osteobl�stica e osteocl�stica ).

Cortic�ide: Natural ou sint�tico tambem tem a��o no metabolismo do Ca +2.

Em dose baixa � � absor��o do Ca +2 intestinal.

Em dose alta � inibe a s�ntese de vit D no rim.

Regulador de Ca +2: PTH e vit D.

Estrog�nio:

1.Age a n�vel renal aumentando a reabsor��o de Ca +2 e P. 2.Absor��o intestinal atrav�s da vit D ( n�o se sabe? Direta ou Indiretamente? ). 3.A falta de estrog�nio aumenta a atividade osteocl�stica de a��o indireta ( pois n�o existe receptor para estrog�nio no osteoblasto ou osteoclasto ) atrav�s da interleucina 6.

( � estrog � � IL6 � � osteoclasto ).

HIPOPARATIREOIDISMO

� Hipoparatireoidismo idiop�tico - � muito raro.

� Geralmente � consequente a procedimento cir�rgico na tire�ide ou paratire�ide.

Quadro cl�nico:

A aus�ncia do PTH ou a falta de sua atividade perif�rica leva a hipocalcemia.

Manifesta��es parest�sicas de extremidades

Contra��o de grupos musculares isolados ( = tetania ) carpopedal e laringoespasmo

Convuls�es generalizadas.

1.queda de cabelo 2.unhas quebradi�as e sulcadas 3.defeitos no esmalte dos dentes 4.catarata ( patog�nese? ) 5.calcifica��o de g�nglios da base 6.altera��o psiqui�trica ( labilidade emocional, ansiedade e depress�o ) 7.Sinal de Chvostek e Trousseau presentes.

Quadro bioqu�mico:

hipocalcemia e hiperfosfatemia.

Ur�ia normal faz o diagn�stico diferencial com insufici�ncia renal.

Tratamento:

crise de tetania: gluconato de c�lcio a 10% - 1 a 2 ampolas EV lentamente. ( 90 mg de Ca por ampola de 10 ml )

Se a crise � persistente - 20 mg de Ca/Kg em 500 ml de SG 5% para correr em 4 a 8 horas.

Hipoparatireoidismo p�s cir�rgico definitivo quando os sintomas persistem por um per�odo de 10 a 15 dias.

- Carbonato de C�lcio

1 g = 400 mg de c�lcio

dose 3 a 5 g/dia

contra-indica��o = acloridria.

- Lactato de C�lcio ( cont�m 13% de c�lcio )

dose varia entre 4 e 12 g

- Gluconato de C�lcio ( cont�m 9% de c�lcio )

- Cloreto de C�lcio ( cont�m 27% de c�lcio )

Associa��o com vit D 60.000 UI/dia.

Intoxica��o por vitamina D: poliuria, polidipsia anorexia e obstipa��o intestinal.

Vitamina D ativa ( Rocaltrol � )

Pseudo Hipoparatireoidismo

hipocalcemia e hiperfosfatemia

� PTH e faltta de resposta perif�rica �s a��es biol�gicas de horm�nio da paratire�ide.

Descri��o inicial - Albright e cols, em 1942 tipo I e tipo II

Teste de infus�o do PTH

Tipo I: n�o h� � da excre��o urin�ria AMPc e fostato ( urin�rio )

Tipo II: h� � normal de excre��o urin�ria dee AMPc, mas resposta fostat�rica � .

Diagn�stico:

quadro de hipoparatireoidismo e concentra��o s�rica elevada de PTH ou pela presen�a de osteodistrofia heredit�ria de Albright ( ossifica��o subcut�nea, braquidactilia, obesidade, f�cies arredondada e baixa estatura ).

•diagn�stico � confirmado pelo teste de infus�o do horm�nio da paratire�ide.

Indiv�duos normais e pacientes com hipoparatireoidismo hormonop�nico:

� � AMPc � 10 a 20 x o basal

Indiv�duos com pseudo hipoparatireoidismo tipo I:

� � AMPc � 1 a 2 x

� � normal do AMPc e falta de resposta fosfat�rica = pseudo hipoparatireoidismo tipo II.

Tratamento

O mesmo do hipoparatireoidismo.

Hipocalcemias

METABOLISMO DO C�LCIO:

Osso:

Cont�m 99% do c�lcio corporal (20 a 25 g/kg)

O c�lcio est� sob a forma de cristais associados ao col�geno

Sangue:

Cont�m c�lcio ligado � prote�na e fra��o livre ou ionizada.

total: 8,5 a 12,5 mg/dl

livre: 4,6 a 5,3 mg/dl

Intracelular:

C�lcio predominantemente na forma de complexos insol�veis (99%)

IMPORT�NCIA FISIOL�GICA:

-forma��o �ssea

-sistema de coagula��o

-fun��o neuromuscular

-mensageiro intra-celular

CONTROLE DO METABOLISMO DO C�LCIO:

Paratorm�nio:

Horm�nio polipept�dico de 3 por��es

Principal regulador da calcemia

Secre��o:

calcemia: aumenta a secre��o do paratorm�nio

est�mulo m�ximo com c�lcio do 7,5 mg/dl

magn�sio: agudamente estimula o paratorm�nio

cronicamente inibe o paratorm�nio

Meia vida do PTH 5 a 8 min

Metaboliza��o hep�tica

Age em receptores de membrana via AMPc

A��o renal:

aumenta a reabsor��o de c�lcio

diminui a reabsor��o do f�sforo

estimula a s�ntese de 1,25(OH)2 vit D

bloqueia a reabsor��o de Na,K e BIC

A��o �ssea:

ativa fun��o osteocl�stica (maior reabsor��o do osso)

Calcitonina:

Produzida pelas c�lulas C ou parafoliculares da tire�ide

inibe a atividade osteocl�stica

aumenta a atividade osteobl�stica

� estimulada por aumentos na calcemia

responde a est�mulos da gastrina

Vitamina D:

Endogena: produzida na pele por a��o dos raios ultravioleta sobre o dehidrocolesterol que � transformado em calciferol ou vit D3

Ex�gena: Absorvida no intestino nos quilomicrons

No f�gado a vit D � hidroxilada em 25(OH)vit D e no rim em 1,25(OH)2vit D que � a forma mais ativa

A��o da vit D:

Intestino: aumenta a absor��o do c�lcio e do f�sforo.

Osso: tem efeito sobre os osteocl�stos e indiretamente sobre osteoblastos

CAUSAS DE HIPOCALCEMIA:

hipoparatireoidismo

anormalidades no metabolismo da vit D

aumento do fluxo de c�lcio para o osso(hunger bone)

met�stases osteobl�sticas(Ca mama e p�stata)

hiperfosfatemia aguda(enemas, rabdomi�lise)

pancreatite

doen�a cr�tica

malabsor��o

quelantes de c�lcio(ex:citrato)

hipocalcemia neonatal

alcalose

SINTOMAS DA HIPOCALCEMIA:

Aguda:

parestesias de extremidades

contra��es musculares (sinais de Trousseau e Chevostek)

taquicardia

altera��es emocionais

convuls�es

Cr�nica:

unhas quebradi�as

altera��es no esmalte dos dentes

catarata

TRATAMENTO:

Crise tet�nica:

C�lcio ev 200 mg

gluconato de Ca 10 %

1 ampola=10ml=90mg

infundir lentamente 1 ml/min

manter s/n

20 mg/kg diluido em 500 ml SG 5% em 4h

Tratamento cr�nico:

Calcio vo e vit D

Vit D 600000U (15mg) vo/dia at� normalizar a calcemia e depois a cada 3 a 15 dias

Calcitriol 0,25 a 3 mcg/dia - menor risco de intoxica��o j� que a meia vida � curta.

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