O ILUSIONISTA

Hélio


Apenas a estrada vazia nos interpela: - Não há nada por trás do que vês? Com que ilustras a tua ausência de si? Qual a forma de teu abandono, se não compreendes o avesso do mundo? Peixes que também são água e noites silenciosas da pesca como descrevem suas vísceras… Quantas almas perdidas estão presentes em tua vida protegida pelo visível? Alguém cercado pelos santos não é um abençoado, mas antes um cego. Sem a ferocidade da dúvida não encontramos paz naquilo que somos. A que espécie de inferno condenamos os inimigos se não acreditamos nisto? Não há uma estrada vazia. O que vemos ainda não despertou de sua ausência.


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arte: hélio rola / poema: floriano martins
fortaleza é nossa debilidade
animação: MaVi

02/04/2005

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