C U L T I V O D E F A R S A S

O cr�tico acena com sua vigil�ncia embara�osa. Abomina o que chama de pequenos ru�dos da exist�ncia, mas se deixa embalar por um sil�ncio ensurdecedor. Considera impr�prio o instinto e o adverte que n�o acatar� suas impurezas. N�o se fez cr�tico para proteger improvisos. Tudo nele est� acima do instante, e movimenta-se garboso e �nico pelo curral de sua petrificada realidade. O cr�tico apascenta a rigidez de toda arte que a ele se submete. Rega o ossu�rio das vanguardas, lustrando seus feitos inesquec�veis, matraqueando entre comuns, enfeiti�ado, acreditando-se igualmente irrepet�vel. Depois se desgarra de si e sai a dar cursos de leviandade, defendendo a arte ligeira que pode controlar com sua ma�ante vigil�ncia.