Anjo Dragão
 
Ronda a mancha a clarabóia do céu
Sentenças afiadas ferem sua matriz estéril
com essa espada lasciva de metal e carne
que vai da entreperna às feridas semeando de si a baba da amnésia
 
Esquece a dor seu mastro arrogante
Penetra com ódio e frustração a insígnia da lembrança
A memória em branco responde com negligência
ao prazer que expira na criatura antes do tempo
 
Anjo Dragão de língua subterrânea
Princípio e final do ser que foi e será cometa
Incandescência de asas
 
Omissão de verbos e de imagem para impedir que seja
a forma que repta ou voa na estante do caos
 
Esquecimento e existência se apagam e se ajuntam
Viram facas / se bebem / se lambem as cinzas
Emergem de um vulcão
Petrificam-se

Hero & MaVi

ANJO DRAGÃO


Ronda la mancha el tragaluz del cielo
Filosas condenas hieren su matriz estéril
con esa espada lasciva de metal y carne
que va de la entrepierna a las heridas
sembrando de sí la baba de la amnesia

Olvida el dolor su mástil arrogante
Penetra con odio y frustración la insignia del recuerdo
La memoria en blanco responde con desgaire
al placer que expira en la criatura antes de tiempo

Ángel Dragón de lengua subterránea
Principio y final del ser que fue y será cometa
Incandescencia de alas
Omisión de verbos y de imagen para impedir que sea
la forma que repta o vuela en el atril del caos

Olvido y existencia se borran y se ayuntan
Se pasan a cuchillo/ se beben/ se lamen las cenizas
Emergen de un volcán
Se petrifican


Poema: José Angel Leyva
Tradução / Arte: Hélio Rôla
Animação: MaVi


01/04/2005

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