Proposta de organização em grupos


Os grupos editoriais têm a função de aumentar as chances de sucesso de todos os que atuam com prodsução artesanal de livros (e não apenas deste tipo de produto), pois é notório que em grupo a competitividade com o exterior tende a ser maior tanto pela diversidade de idéias, quanto pela divisão do trabalho e principalmente pela motivação. Além do mais, cria uma identidade coletiva com tendência a manter viva a idéia do projeto.

Esta proposta foca o estudo da comunidade para apresentar conteúdo personalizado caso a caso e em acordo com as características de cada ambiente. O ato de interagir com a comunidade é uma necessidade tanto de vida quanto de marketing, pois é necessário estudar a realidade local para criar conteúdo, e divulgação para que este seja consumido. É feito então um direcionamento maior para as questões sociais, de forma que o trabalho realizado seja socialmente responsável e também se converta em transformação do meio.

Os grupos terão um funcionamento interno definido pelos participantes, mas deverão regulamentar certos itens básicos. Estes quando reunidos formam uma espécie de estatuto, que determina os limites de atuação dos participantes como parte do grupo e do conjunto frente ao exterior. O estatuto deverá definir:


  1. Como será o relacionamento dos participantes internamente;

  2. Como será o relacionamento do grupo com o meio;

  3. Como será o relacionamento comercial do grupo com o meio;

  4. Como os valores serão repartidos entre eles;

  5. O direcionamento dos recursos excedentes;

  6. A divisão das responsabilidades;

  7. A forma de organização hierárquica do grupo;

  8. Os limites de atuação do grupo e de seus membros;

  9. Os processos de tomada de decisão interna;

  10. Os procedimentos de eleição dos cargos administrativos;


Algumas definições são de natureza técnica, amparadas em conceitos administrativos de simples aprendizado, muitos dos quais pela própria prática de lidar com equipes.

Em linhas gerais, o processo de trabalho de um grupo editorial segue três momentos, alteráveis pelos participantes:


  1. Estudo: Pesquisas, análises, debates e discussões sobre temas de interesse internos e relacionados à comunidade;

  2. Criação: Redação, edição e confecção do livro objeto ou consolidação do material teórico de palestras e afins;

  3. Divulgação: Mostram-se para a comunidade, organizando palestras, cursos, debates, corpo a corpo, conscientização, workshops, ação e mobilização de pessoas entre outros, com o intuito de:

    1. Publicidade dos produtos (induzir o consumo como busca pelo aprofundamento do que foi provocado);

    2. Buscar solução de problemas detectados, que estejam acima do ambiente literário (ação prática da informação teórica);

    3. Orientar e esclarecer a comunidade sobre temas pertinentes, no âmbito do que foi aprendido pelo grupo.


Em linhas mais gerais, o funcionamento básico dos grupos poderá ser definido da seguinte forma:



Integração de grupos editoriais


Os grupos se integram por comunicação e cooperação. Para tanto, algumas informações serão importantes, e devem ser fornecidas por cada membro quando for conveniente:


  1. Endereço completo para correspondência;

  2. E-mail se tiver;

  3. Com qual freqüência acessa a internet

  4. Com qual freqüência acessa a caixa de e-mail;

  5. Se possui computador, e qual a freqüência em que pode ter acesso a um;

  6. Se quer ser apresentado a outras pessoas, para fins de intercâmbio.


Quando o grupo editorial for oficializado, os participantes definirão um modelo de relacionamento, que é a forma como os demais grupos podem ter acesso a eles. Este deverá ter no mínimo três especificações:


  1. Por quais meios o grupo poderá ser contatado (exemplo: e-mail, carta etc);

  2. Os interesses do grupo em relação a outros grupos;

  3. Os limites de contato;


Alguém precisa ter em mãos uma lista com contatos externos interessados em fazer intercâmbio, e intermediará o encontro. O procedimento de integração pode ser o seguinte:


  1. Perguntar ao grupo externo se tem interesse em fazer contato com o grupo local;

  2. Negociar a melhor forma de contato, em acordo com as características de ambos;

  3. Apresentar os participantes e estimular a interação;

  4. Acompanhar o relacionamento.


O crescimento da quantidade de contatos e da qualidade da interação devem ser estimulados, sendo melhor que o próprio grupo busque seus caminhos (o instrutor apenas acompanha e provoca, dando ao grupo o máximo de autonomia). A expansão é feita por indicação dos grupos com quem já se relaciona, e intermediada por eles.

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