O que é pneumonia
 

É uma infecção nos pulmões, na qual a criança apresenta tosse, febre e dificuldade respiratória. É muito comum em crianças, sendo importante causa de internação nessa idade.
 

O que causa a pneumonia
 

É causada por microorganismos que atingem os pulmões através da inalação pelo ar, sendo os mais comuns os vírus e as bactérias. Também podem ser causadas pela aspiração, para dentro dos pulmões, de alimentos, substâncias do estômago ou corpo estranho (brinquedo, bala, feijão e outros), assim como por parasitos.
 

Sempre vai ter pneumonia quem entrar em contato com uma pessoa que tem a doença
 

Não o nosso corpo tem alguns meios de defesa, como o nariz que aquece e filtra o ar que é inspirado, cercando alguns microorganismos para que eles não alcancem os pulmões. A tosse é outro mecanismo de defesa e constitui um meio de expulsar os microorganismos. Se eles conseguirem passar por estas barreiras, dentro dos pulmões existem outros meios de proteção.
 

Em que idade ocorre à pneumonia
 

A pneumonia ocorre em todas as idades, sendo que a que ocorre nos recém-nascidos até três meses é mais grave e diferente da pneumonia que ocorre em crianças maiores.
 

Existe princípio de pneumonia
 

Não existem pneumonias que não são graves, ou seja, os sintomas são mais leves.
 

Toda pneumonia precisa ser tratada com antibióticos
 

Não, um grande número de pneumonias são causadas por vírus e estas não são tratadas com antibióticos. As pneumonias causadas por bactérias essas sim devem ser tratadas com antibióticos.
 

Existe vacina para pneumonia
 

Toda criança recebe três doses da vacina tetravalente – aos 2, 4 e 6 meses de idade – mais reforço com 1 ano e meio, que dá proteção contra um tipo de bactéria chamada “hemófilos”, responsável por muitos casos de pneumonia. Essa vacina não impede totalmente que a ocorra à pneumonia, porque outras bactérias e vírus também podem causá-la.
 

Pneumonite de Hipersensibilidade
 

A pneumonite por hipersensibilidade é uma manifestação clínica de um grupo de doenças pulmonares, resultantes da sensibilização por exposições recorrentes a inalações de partículas antigênicas e material orgânico. Pode ser chamada de alveolite alérgica extrínseca.

É uma resposta imune a partículas que são menores que 5 µ e que chegam nos bronquíolos terminais, respiratórios e alvéolos. A resposta dependerá da partícula inalada.

Clinicamente é uma dispnéia, sibilância, febre, tosse seca, mal estar geral e fadiga, após exposições periódicas. A evolução é progressiva, com perda de peso. Não há sintomas agudos da exposição. Pode evoluir cronicamente para cor pulmonale. Nas crises agudas pode ser encontrado um infiltrado pulmonar ao RX, leucocitose e eosinofilia > 10%.

Com a evolução da doença aparecem opacidades regulares e irregulares, difusas, aumento da trama traqueobrônquica, redução volumétrica dos pulmões e faveolamento. Demonstração dos anticorpos específicos faz o diagnóstico definitivo. Achados anatomopatológicos específicos.

Tratamento é feito com corticóides na fase aguda e afastamento da exposição. Acompanhar os indivíduos já sensibilizados.

Exposições mais freqüentes: Pulmão do fazendeiro, do ar condicionado, bagaçose, trabalhadores de cogumelos, de malte, lavadores de queijo, descascadores de lenha, madeiras, sequoiose, suberose (cortiça), moedores de pimenta, licoperdonose, dos tratadores de aves, manipuladores de ratos, dos que preparam extratos de pituitária, do isocianato, reagente de pauli, borrifadores de vinhas, metais duros, detergentes, sabões em pó, da sauna, dos inseticidas, B. subtilis, B. cereus.
Pneumonia na Terceira Idade:

A pneumonia apresenta maior número de complicações na terceira idade devido à maior vulnerabilidade do organismo idoso. O sistema respiratório está com suas defesas diminuídas e há queda na eficiência da tosse.
Sua freqüência aumenta muito no ambiente hospitalar, principalmente em pessoas acamadas por tempo prolongado. A imobilidade, o tabagismo e a doença pulmonar crônica (bronquite, enfisema) são os principais fatores agravantes da doença.

A insuficiência cardíaca, o diabetes, a doença vascular cerebral e a desnutrição também favorecem a pneumonia.

O ambiente é um fator que pode contribuir para a doença, destacando-se os locais mal ventilados, ou ambientes com ar refrigerado. O inverno e o fim do verão são épocas propicias para o desenvolvimento da pneumonia.

A gripe (febre, nariz inflamado, tosse, dores no corpo) também pode abrir as portas para a pneumonia, pois provoca uma queda em nossas resistências facilitando a infecção secundária.

Há tosse seca ou com catarro e freqüentemente ocorre uma respiração mais rápida. Pode ocorrer eliminação de catarro com sangue ou hemoptise. Podem surgir dores sobre o tórax. Há falta de apetite e grande mal estar. Se não for tratada a tempo pode evoluir para a insuficiência respiratória.

O importante é sempre distinguir uma pneumonia adquirida em ambiente hospitalar de uma adquirida dentro da comunidade. As pneumonias hospitalares são de tratamento mais difícil e mais sujeitas a complicações.

A principal complicação da pneumonia é o acúmulo de líquido dentro do pulmão ou derrame pleural.
 

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