O nosso Dietz

Estudiosos americanos escreveram que os portadores deste sobrenome representem uma pequena parcela da população da atualidade. No nosso caso, todos os sobrenomes encontrados até agora, que possam ser identificados como uma variação do Dietz original, são originários do mesmo Philipp Dietz I, que chegou a Petrópolis em agosto de 1845, acompanhado da segunda esposa Anna Maria Magdalena Müller e seus dois filhos: Christian Dietz e Catharina Dietz, do filho do primeiro casamento Philipp Dietz II e de uma provável irmã de nome Johanna Dietz.

Da descendência desta Johanna Dietz, sabemos que uma das filhas casou-se com um dos filhos de Philipp I e tiveram um único filho sem descendentes. A outra filha casou-se com um outro colono e em sua descendência não houve recorrência ao sobrenome.

Philipp e Magdalena tiveram ainda um filho em Petrópolis, de nome Friedrich Dietz. Mas não conseguimos determinar se teria gerado descendência.

Sendo assim, todos os Dietz que encontramos no Brasil são descendentes de Philipp Dietz II e Philippine Deubert. Os primeiros filhos deste casal nasceram em Petrópolis. São eles: Philipp III, Jacob, Anna Maria e Julius. Em meados de 1863, logo após o falecimento de Anna Maria, a família estava residindo em Mar de Espanha - Minas, onde nasceram os outros quatro filhos: Josef, Constança, Johann e Guilhermina.

E é nesta cidade que surge a variação do sobrenome, que é facilmente compreendida quando se tem conhecimento que o padre da cidade não conhecia a língua alemã. A pronúncia alemã do sobrenome Dietz, pela supressão do som da letra "e", provavelmente levou-o a grafá-lo Ditz. Posteriormente, quando da implantação do serviço de registro civil em Leopoldina, no ano de 1892, o sobrenome recebeu o acréscimo de um "t", por conta de nova interpretação do oficial do cartório.

 

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