Philipp Dietz I

  O colono Philipp Dietz casou-se, na Alemanha, com Charlotte Schimitt, com quem teve, pelo menos, o filho Philipp Dietz II. Quando instalou-se em Petrópolis, em Agosto de 1845, recebeu do Imperador Pedro II a Gratificação Imperial de 30$000, para a família de 6 pessoas. Nesta ocasião já estava casado pela segunda vez.

Até o momento não conseguimos apurar quando e onde faleceu o patriarca. Com o fim da Colônia Imperial, em 1859, muitos alemães foram contratados pela Companhia Estrada União e Indústria, passando a viver nos acampamentos que iam sendo montados ao lado da estrada em construção. Infelizmente os dados destes contratos não foram conservados, o que nos impede de identificar os passos dos colonos após o Relatório da Diretoria da Colônia, de 27.12.1859.

Estudiosos da imigração alemã, no entanto, afirmam que muitos colonos deixavam a esposa e os filhos menores em Petrópolis, até se estabelecerem definitivamente em outra cidade. E este parece ser o caso do nosso Philipp. Por sua profissão - ferreiro - estaria entre os profissionais requisitados pela Cia União Indústria. E por não assinar a escritura de venda final do lote que lhe coube, acreditamos que terá falecido entre os anos de 1859 e 1878, num dos povoados então existentes entre Petrópolis e Simão Pereira.

No dia 25 de junho de 1858, Philipp assinou a escritura de compra do Prazo de Terra nº 2604, no Quarteirão Palatinato Superior, onde já estaria residindo com sua família desde o ano de 1847, quando os lotes começaram a ser distribuídos entre os colonos. Para melhor informar, transcrevemos alguns dados do contrato.

"Prazo de 4ª classe, fazendo testa para o rio Palatinato, superfície de 13.716 braças quadradas, conforme termo de medição e demarcação nº 1.030, outorgado pelo foro e pensão anual de vinte mil quinhentos e setenta $ e quatro réis, a ser pago em janeiro de cada ano. Outorgante: Superintendente da Imperial Fazenda: Vicente Marques Lisbôa. Testemunhas: Maximiano José Gudehios e Antônio Fernandes Cardoso."

A subdivisão nº 123, com venda a Christiano Brigan, em 20.12.1864, foi de 5 braças de frente com os fundos correspondentes. A 12.06.1878 foi feita nova subdivisão para a venda, que levou o nº 341.

No dia 10.09.1878 é realizada a escritura de venda final, a Luiz Koenigsdorf. Ali encontramos as assinaturas dos vendedores: Philipp Dietz II, Christian Dietz e Friedrich Dietz. Atualmente o endereço seria Rua General Marciano Magalhães, da metade do edifício que serviu à Fábrica Aurora até cerca de seiscentos metros depois, onde existiu a Tecelagem Joana.

Observe-se que os prazos de 1ª classe foram destinados à povoação próxima ao Palácio Imperial e tinham de 5 a 10 braças de testada e setenta de fundo; os de 2ª classe, próximos aos anteriores, com 15 braças de testada e até 100 de fundos; os de 3ª classe, colaterais à calçada existente no alto da serra, com 15 braças de testada e até 100 de fundos; os de 4ª classe ficavam no resto da fazenda e "serão divididos em quarteirões de 30 a 200 prazos. Os mais próximos à povoação e ao alto da serra serão de 5.000 braças superficiais e os mais longínquos terão até 15.000 braças".

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Philipp Dietz II

Em outra edição de nossos estudos tivemos oportunidade de contar como, através da Gazeta de Leopoldina, descobrimos nossa ligação com os colonos alemães de Petrópolis. Passado um ano, ainda não identificamos o local e data de falecimento de nosso Philipp. Entretanto, como alguns de seus filhos saíram de Leopoldina na virada do século, acreditamos que após a morte da esposa ele também tenha se afastado de Leopoldina. Resta-nos descobrir para onde terá ido.

Mas voltemos um pouco no tempo e encontraremos Philipp Dietz II casando-se com Philippine Deubert, a 13.03.1853. O fato do assento de casamento estar em livro da Igreja Luterna do Rio, a Martin Luther, leva muitas pessoas a imaginarem que a cerimônia teria se realizado no Rio de Janeiro. Tal porém não será a realidade, se observarmos que muitos assentos de batismos, casamentos e funerais, realizados em Petrópolis, encontram-se igualmente nos livros daquela Igreja. O mesmo aconteceu com cerimônias realizadas nos acampamentos da Cia União Indústria. Isto porque um pastor era designado, pela Igreja, para visitas temporárias aos povoados onde não havia Igreja Luterana. Vindo do Rio, normalmente passava alguns dias hospedado em Petrópolis. E aqui realizava cerimônias que registrava no livro que trazia consigo. Por este motivo, não se pode tomar como local de nascimento, casamento ou óbito, a sede da Igreja onde está o registro. Há que se analisar outros componentes para se definir melhor o fato.

O casamento de Philipp com Philippine, assim como o nascimento dos primeiros cinco filhos do casal, gerou muitas dúvidas quanto à localização. Somente com a descoberta de outros dados relativos ao óbito da terceira filha, pudemos reescrever tais dados. A cerimônia de casamento foi realizada em Petrópolis, assim como o batismo dos quatro primeiros filhos: Philipp III, Jacob, Anna Maria e Julius. Logo após o casamento, em março de 1853, Philipp já estaria residindo em acampamento da estrada, ainda próximo a Petrópolis. Após o óbito da filha Anna Maria, em fevereiro de 1863, Philippine acompanhou o marido e mudou-se para Mar de Espanha onde, em Dezembro de 1863, nasceu o quinto filho do casal: Josef.

 Os Deubert

  A esposa de Philipp Dietz II era filha de Friedrich Deubert e Anna Maria Magdalena Sperle.

Os Deubert chegaram a Petrópolis a 29.06.1845 e receberam a Gratificação Imperial de 25$000. Posteriormente adquiriram o Prazo de Terra nº 1002 no Quarteirão Ingelheim.

Assim como os Dietz, permaneceram na Colônia Imperial até seu encerramento no ano de 1859. A partir no falecimento de Friedrich Deubert, em 09 de abril de 1879, tornou-se mais difícil acompanhar-lhes a trajetória. Com o falecimento do filho Georg em 14 de junho daquele ano, e as filhas tendo adotado sobrenomes dos maridos, seria necessário avançarmos pelo estudo de outras comunidades não alemãs para registrar os fatos.

 

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