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O mês de fevereiro chegou trouxe com ele um clima agradável. Harry acordou cedo naquele dia, sentando-se sobre sua cama. Rony acordou no momento em que ele procurava por suas meias debaixo da cama:
- Não me deixe acordar pediu ele, enfiando a cabeça debaixo do travesseiro.
- Por que? perguntou Harry, enfiando a meia recém-encontrada no pé.
- Hoje é um dia horrível. Dia catorze de fevereiro.
- Dia dos Namorados! riu Harry.
Não encontraram com Gina nem Hermione até chegarem no Salão Principal. Hermione dava risadinhas e Gina estava extremamente corada.
- Ah não reclamou Rony.
O Salão estava enfeitado de rosa, vermelho e enormes corações. O céu tinha adquirido uma cor rubra. Dumbledore sorria radiante, com um coração espetado na ponta do seu chapéu pontudo.
- Bom dia, queridos alunos! Hoje é um dia muito especial, o Dia dos Namorados. Esse ano, resolvi fazer uma comemoração diferente.
Batendo palmas, milhares de graciosas fadinhas inundaram o Salão. Algumas vestiam branco, rosa e vermelho e conversavam tímidas, entre elas, cobrindo seus rostos com as mãos.
- As fadinhas de Flitwick! disse Hermione, apenas mexendo os lábios, pois ela estava sentada na outra extremidade da mesa.
- Tímidas comentou Gina.
- Hoje não é dia de guardar mágoas, ressentimentos ou rancor disse Dumbledore. Nesse momento, Hermione e Rony se olharam e esconder o que se passa pelos seus coraçõezinhos...
Vocês podem mandar recados para outros colegas em Hogwarts durante todo o dia. As fadinhas são extremamente discretas, cochicham os recados ao seu ouvido e não atrapalharão as aulas dos nossos prezados professores. As de branco, simbolizam a amizade. De rosa, o amor e de vermelho, paixão. Boa sorte, alunos!
- Isso é brincadeira! revoltou-se Rony, dando um soco na mesa odeio Dia dos Namorados!
- Roniquinho! exclamou Fred deixe-me adivinhar por que...
- Não me digam! disse Jorge, segurando as mãos de Rony será porque você está brigado com sua namoradinha?
- Vão pro inferno! rugiu Rony, jogando alguns cookies nos irmãos.
A primeira aula de Poções estava extremamente maçante. Snape ordenou aos alunos que preparassem a Poção do Sono, em duplas.
- Mas, eu vou escolher as duplas! disse ele, com um sorriso maroto.
Hermione fez par com Pansy Parkinson, Rony com Simas Finnigan...
- Por favor, Draco e Potter.
- NUNCA! exclamaram os dois, ao mesmo tempo.
- Ah, sim! e empurrou Harry em direção ao caldeirão de Malfoy.
Harry descascava os ingredientes, enquanto Malfoy os mexia fervorosamente. De repente, uma fadinha vestida de vermelho entrou na masmorra e foi em direção ao caldeirão deles, parando nos ombros de Malfoy.
- Querido Draco Harry escutou a voz de Cho Chang reproduzida pela fadinha nunca se esqueça que eu vou te ter sempre no meu coração. Te amo! Cho.
- Que linda! exclamou Malfoy, causando enjôos em Harry essa Cho sempre me surpreende...
Que foi, Potter? Ah! Você não recebeu nenhuma fadinha? Ou gostaria de receber uma da Cho?
- Cala a boca, Malfoy! cortou Harry, empurrando libélulas cortadas para o menino.
- Uh... impressionado porque Cho Chang preferiu o tenebroso Draco do que o maravilhoso Potter? e sorriu cheio de desdém você não imagina como Cho tem os lábios doces...
Harry não bateu em Malfoy por pouco. Quer dizer, por uma fada rosa que se dirigia a ele.
- Convivo com você e gosto muito de você, Harry. Por favor, mostre o mesmo a mim era uma fadinha anônima. Harry se surpreendeu quando Hermione deixou cair parte das seus cogumelos indianos cair em Pansy Parkinson.
- Essa Granger disse Malfoy, enquanto media a temperatura da poção é tão tapada que me surpreende!
- Não fala assim de Mione! defendeu Harry.
- Bem que Cho tem razão! disse ele, dando um soco no ar por favor, professor, a poção está pronta.
A poção de Harry e Malfoy ficou no ponto certo, mas Snape deu somente cinco pontos para a Grifinória e vinte para a Sonserina. Neville derramou a sua poção em Goyle:
- LONGBOTTOM! SUA BURRICE ME ESPANTA bradou Snape MENOS VINTE PONTOS PARA A GRIFINÓRIA!
Snape encerrou a aula e deu um antídoto para Goyle, enquanto Neville chorava compulsivamente. Hermione o consolou, mas não olhou nos olhos de Harry quando ele a chamou para conversar:
- Está tudo bem com você?
- Está sim, obrigada ela respondeu.
- E Rony? Vocês conseguiram se acertar?
- Ainda não e seus olhos adquiriram um brilho estranho mas tive uma idéia, que não vai me falhar!
Consultando seu relógio de pulso, deu um tapinha na sua testa:
- Não estamos atrasados para a aula de Defesa Contra as Artes das Trevas?
Claire R. estava esperando por eles na porta. A aula foi interessante, pois estavam aprendendo mais sobre múmias.
- Simas? sorriu Claire R. pode me dizer por que é perigoso explorar pirâmides sem um bruxo treinado?
- Hum... Simas apoiou no seu queixo, pensando porque existem diversos feitiços que impedem de prosseguir.
- Exatamente! Dez pontos para a Grifinória!
E virando-se para Harry:
- Potter! Me dê o nome de duas múmias famosas!
O quê?, Harry pensou. Ele tinha revisado a matéria, mas não podia decorar nomes de todas as múmias citadas no livro.
- Não sei, professora sussurrou Harry, envergonhado.
- Devia saber! rugiu ela Tutankâmon e Ramsés II me serviram! Menos dez pontos para a Grifinória!
Uma fadinha branca irrompeu a sala de aula e se dirigiu a Rony, que estava ao lado dele. Harry pode escutar o recado mandado por Hermione:
- Rony, sinto sua falta. Você e Harry são os meus melhores amigos, e você de mal comigo arranca um pedaço de mim. Gostaria de voltar a ser sua amiga.
- Diga a ela rosnou Rony para a fadinha para ela contar mentiras para outro e me deixar em paz!
A fadinha branca adquiriu uma cor negra e uma cara rabugenta e se dirigiu a Hermione, que adquiriu a mesma expressão rabugenta.
- Dever de casa! disse Claire R., quando a sineta tocou, anunciando o almoço façam uma lista sobre as diferentes maneiras de se combater uma múmia.
- Fácil! disse Rony, quando se encaminhavam para o Salão Principal só mandar uma coruja para Gui!
Fred e Jorge riam de algo muito engraçado na mesa da Grifinória. Gina ria entre as mãos, enquanto os alunos da Sonserina condenavam os demais com o olhar.
- O que aconteceu? perguntou Rony, intrigado.
- Snape recebeu uma fadinha vermelha! explicou Gina.
- O pior é que era uma fadinha indiscreta, sabe? disse Fred, enxugando uma lágrima.
- Ela contou à todos os presentes do que se tratava! terminou Jorge.
- Severo, você sabe por quais motivos eu mando essa fadinha. Pelos mesmos de anos atrás. Claire R. remendaram os gêmeos.
Harry e Rony riram abertamente de Snape, que era capaz de matar a fadinha e Claire R. (a professora chegara depois dos grifinórios e foi arrastada para fora por Snape).
- Ah, Harry, temos uma coisa ótima para te contar! sorriu Fred.
- Sobre quadribol? Harry tapou sua boca cheia com as mãos, enquanto falava.
- Não, sobre a Gina. Sabia que ela recebeu uma fadinha vermelha-brasa de Colin Creevey? contou Jorge.
Harry se engasgou com a comida.
- E ela? perguntou ele, enciumado.
- Ficou feliz disse Fred afinal, a pequenina Gina nunca recebeu algo tão...
- ...romântico na vida! completou Fred.
Fred, que tinha anotado tudo o que a fadinha de Colin Creevey havia dito, entregou um papel para Harry. Rony, rindo, leu também:
Amada Gina,
Esse é o melhor momento para me declarar, para dizer o tanto que gosto de você. Não posso mais passar um único dia sem ver o brilho dos seus olhos, sem sentir o seu perfume, sem te ver. Preciso muito de você, me encontre depois que terminar o almoço naquela sala ao lado do Salão Principal.
Com todo o meu amor,
Colin.
- Ela foi encontrar-se com ele? perguntou Harry.
- Sim! responderam os gêmeos juntos.
- Eu gosto de Colin aprovou Rony ele e Gina formam um belo casal!
- Rony! ralhou Harry ela é sua irmã!
Gina voltou, sorrindo e sentou-se ao lado de Harry.
- E então, Gina? perguntou Jorge como foi?
- Nada! disse Gina, ofendida Colin apenas disse que me queria ter como namorada...
- Uau! Fred imitou uma menina, cumprimentando Gina e você aceitou, querida?
- Bem... na verdade, acho que tenho outros sentimentos por Colin.
Harry sorriu triunfante. Ele preferiria Gina assim: sozinha, sem nenhum Colin Creevey.
Harry ainda recebeu duas fadinhas, uma rosa e uma branca (mas que Dino jurou que era rosa, e Simas concluiu que era uma mistura das duas).
- Você anotou? perguntou Rony, parecendo interessado, enquanto se dirigiram para o campo de quadribol.
- Sim respondeu ele, estendendo um papel dobrado.
Querido Harry,
Se faço o que eu faço, é porque gosto de você. Se sou o que sou, é porque gosto de você. Se penso em você, é porque gosto de você. Sua sempre admiradora.
Harry,
Acho que não há motivos para me esconder. Gosto muito da sua amizade e gostaria que nós nunca nos afastássemos. Apesar de você ser anos mais velho do que eu, nossos ciclos se completam. Natalie.
- Essa menina, Natalie Hufflepuff comentou Rony, intrigado ela é tão misteriosa, além de não parar de lançar enigmas. Você e ela...
- Claro que não, Rony! disse Harry, chateado vamos, não quero me atrasar para a aula de quadribol.
Madame Hooch estava ensinando os alunos a serem apanhadores e Harry e Cho Chang fizeram dupla para ensiná-los:
- Não há um segredo específico disse Harry, tímido.
- O segredo explicou Cho Chang, contrariando Harry é ter uma boa visão, saber voar e uma boa vassoura, claro.
A professora pediu alguns exercícios em dupla, e Harry e Cho Chang formaram uma delas.
- Vamos ver ela desafiou, segurando o pomo se é um bom apanhador mesmo.
Ela lançou o pomo longe, perto do lago. Harry, montado em sua potente Firebolt 2, voou em direção ao pomo e o agarrou firme:
- Bela pegada, Potter! elogiou Madame Hooch, sua voz magicamente ampliada pelo megafone roxo agora volte para cá!
Harry e Cho Chang trocaram lances cada vez mais difícil, garantindo belas jogadas e vinte pontos para cada casa. Os dois, exaustos, pararam e foram beber água, sem se olharem.
Uma fadinha vermelha chegou e se escondeu nos cabelos de Cho Chang, falando em um tom relativamente alto:
- Cho, meu amor, você sabe que eu também te amo muito e fico feliz todo o dia em que eu acordo e me lembro que tenho alguém fabulosa ao meu lado. Encontre-me hoje, no Salão de Troféus. Tenho uma agradável surpresa para você. Do seu apaixonado namorado, Draco.
- Draco! ela sorriu você é mesmo um amor!
Harry saiu dali depressa para não dizer um grosseria para a garota. Madame Hooch dispensou os alunos, que iam em direção ao castelo.
Hermione chegou correndo e segurou Rony pelo braço, quando entraram no saguão:
- Você vai me ouvir! ela ordenou.
- Me solta! ele olhou para Mione com raiva, e tentou se soltar e se você tentar me enfeitiçar, eu juro...
- Tenho métodos melhores ela alegou escute, não somos mais crianças e você é meu amigo, Rony!
- Granger! ele gritou me solta!
Mas ele não pode terminar, porque Hermione o abraçou junto ao seu corpo e passou os braços por volta de seu pescoço. Então, Hermione beijou Rony. No começo, ele pareceu apavorado, mas depois se entregou à garota e passou os braços em sua cintura.
Harry olhou a cena perplexo. Tanto os grifinórios como corvinais apenas pararam para observar. Rony alisou o cabelo de Mione, que apertou-o ainda mais no abraço.
Hermione interrompeu o beijo e sorriu para Rony, que a olhou com nojo:
- Nunca pensei que você fosse tão baixa! Eu te odeio! dizendo isso, saiu correndo em direção à torre da Grifinória.
Rony havia decretado o fim de sua amizade com Hermione, que estava entrando em depressão novamente. Harry queria os dois como amigos, e por isso, resolveu dar uma trégua na amizade com ambos e Gina.
- Isso é uma medida muito radical! protestou Hermione.
- Prefiro não me intrometer na briga de vocês. E também preciso de tempo para pensar.
O tempo que Harry passou sem os amigos foi doloroso, mas ajudou-o bastante. Rony era alvo constante de gozações de Malfoy e os sonserinos, tendo apenas os irmãos para defender.
Era uma tarde de sexta-feira, e Harry estava na biblioteca, terminando seu dever de alquimia. Havia poucas pessoas na biblioteca, o que fazia ele se sentir melhor.
- Ambos atolados em deveres disse Natalie Hufflepuff, sentando-se ao seu lado.
- Olá, Natalie. Só não te convido para sentar porque você já se sentou.
- Incomodo? ela perguntou, educada.
- Claro que não.
- Eu fiquei sabendo de umas histórias sobre... seus amigos ela disse, sem olhar para ele, escrevendo algo em um pergaminho.
- Sobre o que, especificamente? perguntou Harry.
- Que eles se beijaram respondeu Natalie, prontamente.
- Sim, é verdade confirmou Harry quero muito que eles voltem a ser amigos...
- Se eu ajudar disse Natalie, encarando-o você não se afasta de mim?
- Toda a ajuda é bem-vinda ele sorriu vai ser difícil. E outra coisa: eu não me afasto de você, somos apenas de mundos diferentes.
- Não podemos ser de mundos diferentes! ela justificou somos do mesmo meio, do mesmo ciclo.
Harry ficou sem entender, e a menina riu da sua expressão confusa.
- Você deve sempre dizer quanto eu sou enigmática. Mas, confie em mim. Eu vou ajudar você.
Ela se levantou, juntando os livros.
- Que bom que você continua usando o pingente.
- Ei! interrompeu Harry você não tinha deveres de casa para fazer?
- Na verdade não ela sorriu, como se pedisse desculpas pela mentira era só uma desculpa para conversar com você.
Ela se sentou mais uma vez e encarou ele. Os olhos dela, os seus cabelos, o perfume foi se aproximando de Harry. De repente, ela lhe deu um rápido beijo e saiu da biblioteca, às pressas.
Harry tocou os lábios recém-beijados e sorriu para ela.