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Dois meses haviam se passado desde a desavença entre Hermione e Rony, e os dois ainda não se falavam, tratavam-se apenas pelo sobrenome. A situação piorou quando a altura das provas mensais de novembro, Hermione enfeitiçou Pig, a coruja de Rony, porque além da carta, trouxe flocos de neve, que caíram no prato de Hermione:
- Você não tinha direito de fazer isso! acusou Rony, com o dedo estirado para a garota, e segurando uma corujinha dura como pedra.
- Decididamente, você não sabe qual é o gosto de suco de abóbora com neve! respondeu a monitora.
Os dois foram separados por Harry e Gina, no exato momento que Mione e Rony se ameaçavam com feitiços.
Depois desse dia, Hermione passou a perseguir Rony, tirando pontos dele por motivos nada convincentes. Uma vez, ela tirou cinco pontos dele porque seu Poções sem mistério estava jogado em cima da poltrona que ela ia se sentar.
- Juro que não sei quem é pior comentou Rony, depois de uma apavorante prova de Poções Granger me tirar pontos por motivos idiotas ou encarar uma prova de Poções.
Os resultados das provas foram proveitosos para Harry, que tirara boas notas, repetindo o desastre em Defesa Contra as Artes das Trevas. Hermione conseguira fechar todas as matérias com nota máxima, Rony e Gina tiveram resultados bons.
O fim do mês se aproximava, e Harry se inscreveu para ficar em Hogwarts. Rony e Gina ficaram também graças a Harry.
- Me inscrevi também disse Hermione à Harry, enquanto saíam da sala de História da Magia mamãe e papai me pediram mais daqueles fios dentais de menta da Dedosdemel.
Harry sorriu. Ele sabia que Mione estava fazendo o possível para voltar às boas com Rony.
Naquela manhã de sábado, Harry dormiu até mais tarde, afinal, tivera um exaustivo treino ontem à tarde. O próximo adversário da Grifinória seria a Lufa-lufa, e Harry não podia deixar aquela chance escapar pelos seus dedos.
- Harry! Acorda!
Harry abriu os olhos, ainda sonolento. Hermione o encarava, segurando um Bichento muito mal-humorado (estava cheio de laços em volta de seu pescoço).
- Mione? ele sentou-se na cama o que você está fazendo aqui no dormitório dos garotos?
- Você foi o último a se levantar disse ela, acomodando-se na cama e colocando Bichento no seu colo estão todos esperando para irmos para Hogsmeade.
Enquanto Harry vestia a blusa, Hermione contava a ele sua mais recente discussão com Rony:
- ...ele me encarou dizendo que eu não tinha poder de tirar pontos da Grifinória, imagine, eu sou monitora!
- Hermione disse Harry, tentando enfiar o tênis demasiado pequeno no seu pé nesse instante, você voltou a ser a menina tagarela do primeiro ano.
Ela sorriu:
- Desculpe. Nossa!
Você precisa de tênis novos!
Harry desceu com Hermione, e não teve tempo de comer nada. Rony chamou-o para sentar-se com ele, Dino e Simas, enquanto Hermione e Gina se acomodaram com Parvati e Lilá.
Passaram a viagem discutindo sobre quadribol e rindo de Malfoy, que tradicionalmente enjoara.
- Até quando riu Simas, enxugando uma lágrima ele vai fazer isso?
- Eu sou o doce Malfoy, e tenho estômago fraco imitou Dino.
Todos os meninos explodiram em gargalhadas. As meninas da chaleira de Hermione e Gina olhavam para eles e davam risadinhas.
- Eu queria entender elas disse Harry, depois que as risadas cessaram, apontando para a chaleira delas.
- As mulheres e seu mundo místico filosofou Dino.
- Eu não queria decidiu-se Rony pois descobriria coisas nada agradáveis.
Nesse momento, a chaleira pousou no solo de Hogsmeade. Os quatro professores (Flitwick, McGonall, Claire R., Snape) desceram de sua chaleira e deram as instruções para os alunos.
Hermione se dirigiu à Floreios e Borrões; Rony, Fred e Jorge para a Zonkos, Gina acompanhou a colega Julie Barker até a Dedosdemel e Harry se decidiu comprar um par de tênis novos.
A loja Shoes era enorme, cheia de caixas de sapato espalhadas por todo o canto. Uma sorridente atendente se dirigiu ao menino:
- Posso ajudar?
- Sim ele respondeu, tímido queria um par de tênis novos.
- Ah sim ela sorriu quer de qual modelo?
E mostrou a ele diversos modelos, coloridos, que fazem feitiços, turbinados... por fim, Harry se decidiu por um mais discreto.
- Eu calço...
- Não precisa interrompeu a atendente os exclusivos tênis da Shoes se adaptam ao pé do cliente, tendo anos de durabilidade.
Harry pagou dois galeões pelo tênis e calçou-os imediatamente. Os se adaptaram perfeitamente aos pés do menino.
Ele saiu da loja e foi procurar pelos amigos, que estavam no Três Vassouras. Curiosamente, Hermione e Rony estavam sentados na mesma mesa. Harry sorriu: Gina era capaz de fazer milagres.
- Olá cumprimentou Harry trouxe cerveja amanteigada para todos.
- Obrigado agradeceu Rony, bebendo um grande gole.
- Onde você estava, Harry? perguntou Hermione.
- Comprando um par de tênis novos.
- São bonitos elogiou a garota.
- Harry! exclamou Gina astutamente não quer me acompanhar até o balcão?
- Claro respondeu ele sorrindo.
Desse modo, Hermione e Rony ficariam sozinhos, tendo um momento para se reconciliar. Hermione se aproximou e Rony fixou o olhar no seu copo.
- Grande idéia elogiou Harry, puxando um banco.
- Obrigada sorriu Gina por favor, Madame Rosmerta, pode me trazer algo para comer?
- Claro, querida respondeu Madame Rosmerta, entrando na cozinha.
- Queria dizer algo pra você... começou Gina.
- O quê? perguntou Harry.
- Você acha que Hermione gosta de Rony?
Harry engasgou com a cerveja amanteigada e começou a suar, mesmo debaixo de seu cachecol.
- Não sei, Gina ele despistou você devia perguntar isso pra ela, e não pra mim!
- Eu quero saber da sua opinião disse Gina, impaciente.
- Afinal murmurou Harry o que você quer com isso?
- Uma dúvida que me persegue. Desde quando entrei em Hogwarts. Mione parece estar meio dividida entre duas pessoas.
- Sério? perguntou Harry surpreso quem?
- Você não percebe? Gina ficou vermelha, como os Weasley ficam quando são pressionados Harry!
- Gina ele segurou as mãos da menina, que corou você não quer me dizer por que está fazendo essas perguntas a mim?
- Você é o único que não percebe, Harry Potter! e soltando suas mãos, correu em direção à mesa dos amigos, onde Hermione e Rony ainda estavam sem se olhar.
- E os petiscos? disse Madame Rosmerta, frustrada.
- Pode deixar na mesa daqueles bruxos ruivos apontou Harry, estendendo um galeão e uns nuques para a balconista a conta está paga.
Dizendo isso, saiu. Nevava do lado de fora e fazia um frio agradável, daqueles de não se levantar e beber bastante chocolate quente.
Não entendo, falava Harry para si mesmo. Todos dizem a mesma coisa, que eu não percebo. Primeiro Cho Chang, depois Gina...
Olhando para frente, pode ver um cão. O cão negro já conhecido por ele. Sirius Black.
Sirius saiu em disparada em direção à uma casa e Harry seguiu-o. O cão escancarou o portão e entrou na casa. Era uma casa bonita e confortável, com fotos de bruxos espalhadas pela casa.
O padrinho de Harry tornou-se humano debaixo de seus olhos. Piscou para ele e sentou-se em uma poltrona. Harry fez o mesmo, sentando-se em frente dele, numa poltrona preta.
- Gosta? ele perguntou.
- Sim respondeu Harry sinceramente é bem aconchegante.
- Obrigado sorriu Sirius é a minha nova casa.
- Puxa, eu não sabia que você tinha uma casa!
- Comprei dando duro no trabalho, e aos poucos vou limpando meu nome. E preferiria que você não comentasse nada com ninguém.
- Nem com Rony, Hermione e Gina? perguntou Harry.
- Por enquanto não disse Sirius, com um gesto de negação prefiro garantir minha segurança.
Escute, vi você sozinho, pensativo. Aconteceu algo com você?
Harry quis contar para o padrinho tudo o que estava acontecendo: de Voldemort, da briga dos amigos, das charadas de Natalie Hufflepuff.
- Todos dizem a mesma coisa começou Harry falam de Hermione, dizem que não percebo nada.
- O coração aconselhou Sirius, sorrindo é incompreensível. Você tem que ter cuidado para não magoar ninguém, meu afilhado.
- Eu tento, Sirius disse Harry, baixando os olhos estou meio duvidoso. Gina, que está mudada e mais madura. Hermione, que está cada dia mais bonita e inteligente. Cho Chang, que eu gostei muito e namora meu inimigo. E Natalie Hufflepuff...
- Natalie Hufflepuff? comentou Sirius a mãe dela, Beatrice, estudou conosco. Dormia no mesmo dormitório que Lílian e...
Mas Sirius não continuou e deixou Harry ardendo de curiosidade. Olhou no relógio e disse:
- Bem, Harry, está na hora de voltar para Hogwarts. Se algum professor o encontrar com o foragido Black, é capaz de cortar sua cabeça.
Esse dia me lembrou o dia em que Tiago me pediu conselhos quando descobriu que estava apaixonado por Lílian, e ambos sorriram.
Harry saiu da casa do padrinho com a promessa de receber uma coruja em breve. Estava se dirigindo para o ponto de encontro marcado pelos professores quando foi surpreendido:
- Onde você estava, Potter?
Claire R. e Snape o encaravam duramente.
- Procuramos por você por toda a parte, maravilhoso Potter! rosnou Claire R.
- Potter não segue as regras, ele dita as dele! gritou Snape.
- Calma, professores! pediu Flitwick.
- Potter perguntou McGonall, se emparelhando à Snape e Claire onde você estava?
- Comigo! gritou alguém. Harry pode ver Hermione correndo em direção aos professores.
Desculpem, professores. Harry estava comigo, nós fomos visitar Madame Smarks, foi ela que nos levou para Hogwarts no dia da festa à fantasia.
- Viram? disse McGonall, esboçando um sorriso Potter estava com Granger, e não há alguém mais responsável que a senhorita. Vamos embora logo.
Harry e Hermione se dirigiram às suas chaleiras.
- Obrigado, Hermione! Você me livrou dessa. agradeceu Harry.
- Não foi nada. Mas, pelo amor de Deus, Harry, onde você estava?
- Estava apenas observando o horizonte daqui mentiu Harry, como o padrinho tinha pedido. Aquilo doía no coração, mas, se era para garantir o bem-estar de Sirius...
- Você é louco! sorriu Hermione, dando um tapinha no braço do menino admirando o horizonte num frio desses?
Harry chegou ao castelo sentindo-se demasiado faminto, pois, ao contrário dos outros alunos, ele não comera nenhum doce da Dedosdemel ou ao menos um petisco do Três Vassouras.
Sentou-se na mesa da Grifinória e quando os pratos se encheram de comida, o de Harry permaneceu vazio, refletindo um Harry surpreso:
- Meu prato continua vazio! ele exclamou.
Aos poucos, letras foram desembaralhando. Harry, Rony e Gina leram a mensagem que apareceu.
Da próxima vez que resolver mentir, diga algo mais convincente. SS e CR.
- Bandidos! murmurou Harry, lançando um olhar para Severo Snape e Claire R. que riam de algo muito engraçado.
- Troque de prato sugeriu Gina. Mas quando Harry pegava um novo prato, a mesma mensagem aparecia.
- Coma do meu! disse Rony, estendendo um prato para o amigo. Ao tocar no garfo, a comida simplesmente desapareceu e quando Rony a recebeu de volta, voltou a ser o mesmo purê de batatas.
Gina tentou dar comida na boca de Harry, como se o menino fosse um bebê, mas ela desaparecia.
A comida foi sumindo do prato dos estudantes e todos se dirigiram para suas casas, fartos. A barriga de Harry roncou violentamente quando ele corria em direção à Hermione.
- ... então foi isso, Mione, eu não conseguia comer nada! ele terminou, quando entraram no Salão Comunal da Grifinória.
- Bem ela analisava seu livro de feitiços me parece ser um Feitiço Barriga Vazia, que impossibilita de alguém comer algo, a comida simplesmente desaparece. É bem fácil de se desfazer, agora não entendo porque os professores resolveram te enfeitiçar...
- Esquece, Mione. Você pode desfazê-lo? Não agüento mais!
Hermione apanhou a varinha e disse:
- Finite Incantatem! e virando-se para o amigo pronto.
- Tem certeza? perguntou Harry.
- Absoluta. Agora, com licença, Harry, preciso terminar o dever de Alquimia.
Harry subiu as escadas e entrou no dormitório, onde Rony polia a sua Firebolt.
- Ei ele disse Granger conseguiu desfazer o feitiço, Harry?
- Sim respondeu Harry, feliz agora, com licença abriu o seu baú e tirou a capa da invisibilidade do fundo.
- Onde você vai? perguntou Rony, deixando a vassoura de lado.
- Atrás de comida. Dumbledore me disse que meu pai a usava para roubar comida da cozinha, por que não posso fazer o mesmo? Mas eu preciso da sua ajuda, Rony!
- Como?
- Apenas passe pela Mulher Gorda, porque já vou usar a capa desde já.
Rony relutou, mas não se pode discutir com um Harry decidido, como ele costumava dizer. Harry deixou a capa cobrir seu corpo, desaparecendo.
Os dois desceram e Harry desviava o seu corpo dos estudantes. Por sorte, ele não esbarrou em Neville. Rony era orientado por Harry, que freqüentemente dizia: Estou aqui, Cuidado comigo!.
Rony passou pelo buraco e disse:
- Está entregue, qualquer coisa, volte correndo para a torre. Boa sorte.
Dizendo isso, entrou novamente. Harry desceu até o Salão Principal e dobrou à esquerda, depois direita, esquerda, esquerda... o caminho para a cozinha era um labirinto, mas havia placas indicando.
Ele nunca esteve em um lugar tão grande. Havia panelas fumegando magicamente, sem fogo, doces, salgados... pelo visto, estavam preparando o café de amanhã.
- Por favor, Madame Garamound disse uma voz conhecida vim buscar milho para os galos e carne para Canino.
Harry se escondeu entre os armários que guardavam mantimentos. Hagrid conversava com a cozinheira-chefe.
- Ah, Hagrid disse Madame Garamound, com sua voz esganiçada. Ela parecia ter a idade de Dumbledore estava mesmo esperando. Pegue, está tudo ali, em cima daquela bancada.
Hagrid pegou tudo o que lhe interessava e saiu, cumprimentando ela com um aceno. Madame Garamound saiu com certa dificuldade por causa da idade e do peso, que a impedia de correr.
- Por favor, Jackeline, querida. Quando os brioches estiverem prontos, mande me avisar no meu dormitório.
Harry precisava agir rápido. Em um instante, ele saiu do esconderijo, ajeitou a capa sobre os pés e se dirigiu até a mesa principal.
Harry nunca pode imaginar tantos doces e salgados juntos e tudo o que ele gostava. Pegou uma pequena porção de cada, enfiando nos bolsos rapidamente.
Jackeline passava por ali e estranhou que os doces e salgados estavam desaparecendo. Apanhou uma frigideira (que espantou Harry, por ser um utensílio trouxa) e se dirigiu em direção à Harry.
- Quem está aí? disse ela, com a frigideira em punho apareça que eu estou armada!
Harry segurou-se para não rir, mas, resolveu sair dali depressa. Com a comida balançando nos bolsos, ele voltou para a torre da Grifinória.
- Ah não! sussurrou Harry para si mesmo.
Snape estava fazendo uma inspeção na torre da Grifinória. Ele escutava os berros do professor, que teve o nariz mordido por um dos logros de Fred e Jorge.
- Harry! Rony sussurrou, saindo da penumbra você está aí?
- Estou disse Harry em direção ao amigo.
Rony arrancou a capa sem mais nem menos e disse rapidamente:
- Não dá pra você entrar agora, apenas vá dá um passeio pelo castelo, invisível. Snape está olhando tudo, volte daqui a meia hora, boa sorte.
E voltou a cobrir Harry com a capa. Ele saiu correndo até o final do corredor, porque um segundo depois Snape saiu pela Mulher Gorda.
- O que você está fazendo aqui, à essa hora, Weasley? ele esbravejou.
- Fui... receber uma coruja dos meus pais! mentiu Rony, gaguejando.
- Deixe-me ver ele ordenou.
Por sorte, a carta enviada pelos Weasleys no dia em que Pig derrubou neve no suco de Hermione estava no bolso do pijama de Rony. Snape leu-a atentamente e devolveu, frustrado. Harry viu quando Snape passou poucos centímetros por ele, praguejando Fred e Jorge.