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- É hoje!
Era uma sexta-feira fria, com clima de festa. O dia das Bruxas havia chegado e com ele o cheiro de abóbora. A festa seria à noite e as três aulas que tiveram foram perda de tempo, porque ninguém prestou atenção.
- Francamente! disse o profº. Binns estão aqui para aprender? Então prestem atenção!
Sorte que tiveram uma tarde livre para terminar de arrumar as fantasias. Depois de arrumadas, desceram para ajudar Hagrid com as enormes abóboras que iriam se transformar em uma enorme lanterna.
- Estão dizendo comentou Rony que Dumbledore contratou bandas que tocam músicas de trouxas para animar a festa.
- Tomara que sim disse Hermione, que ainda não tinha se recuperado da depressão gosto das músicas de trouxas.
- Mione falou Gina você é trouxa!
Hagrid também se mostrava preocupado com Hermione, tanto é que estava cultivando erva-depressis, um tipo de erva especial e raríssima (com a ajuda da profª. Sprount), que cura qualquer tipo de depressão.
- Daqui a uma semana ele contou a Harry, Rony e Gina elas vão estar prontas. Então daremos um chá para Hermione.
- Coitada murmurou Rony nem quero ver o que ela vai fazer quando descobrir que suas provas foram canceladas para o mês que vem.
A tarde passou rápido, sendo que eles subiram para arrumar-se. Harry decidiu-se por fim vestir-se de James Dean, um famoso ator dos anos 60. Vestiu uma calça jeans, uma jaqueta preta e enfeitiçou seus óculos para tornar-se óculos de sol, tornando-o um personagem saído dos anos 60, a não ser seus cabelos rebeldes.
- Endurecium! esse era um feitiço simples, usado pelas mulheres, que Harry viu em um livro de beleza de Hermione. Seus cabelos ficaram duros até se transformar em um topete a lá anos 60.
- Que tal? Rony apareceu, vestido de caubói. Tinha um chapéu caprichosamente ajeitado em seus cabelos, uma blusa xadrez, botas com esporas e uma estrela que ele terminava de prender na roupa.
Billy Bob, o gatilho mais rápido do Oeste, ele contou. Foi papai quem me sugeriu.
- Demais! aprovou Harry.
- E você? Está de James Dean?
- Sim e dizendo isso, saiu vou chamar Mione e Gina.
Ele bateu à porta do dormitório de Gina, que entreabriu a porta e colocou seu rosto lá.
- Estão prontas?
- Não respondeu a menina mas estou animada! Imagine, até Hermione já está ansiosa. Creio que ela esteja melhorando.
- Que bom! sorriu Harry.
- Você está muito bem assim elogiou Gina, ao fechar a porta novamente.
Harry sentiu-se corar. Ele sentou-se em uma poltrona e lá ficou admirando as figuras que rondavam a sala comunal. Fred e Jorge resolveram se vestir de gêmeos siameses, os que nasceram juntos. Estavam pra lá de engraçados em suas fantasias pregadas. Angelina estava vestida de Lady Di, a princesa da Inglaterra. Katie vestiu-se de Claudia Schiffer e conversava com a bailarina Alicia. Parvati e Lilá estavam de personagens de animes japoneses. Dino era um jogador de futebol brasileiro (que Harry leu na camisa Romário) e Simas era o príncipe Charles (que fazia par com Angelina). Minutos depois, Rony chegou acompanhado de Gina.
Seus cabelos estavam cacheados e ela vestia roupas do século dezenove. Luvas, um guarda-chuva decorado e um leque completavam sua fantasia.
- Gina... você está linda! disse Harry boquiaberto.
- Obrigada ela corou bem, sou Elizabeth I!
Os três riram. Depois de um tempinho, aconteceu algo que fez o salão parar para aplaudir: Hermione apareceu e o que mais surpreendeu a todos foi sua fantasia.
Seus cabelos estavam curtos e formavam cachos pequenos e loiros (uma peruca, como Harry decidiu). Um vestido branco e extremamente bonito. Um par de sapatos laçava seus pés e uma pinta no canto da boca: era uma perfeita Marilyn Monroe.
- Estou bem? ela perguntou tímida enquanto os grifinórios aplaudiam.
Os dois meninos não responderam: apenas sorriram.
O Salão estava mais bonito do que o melhor sonho de Harry. Era iluminado por luzes que descobriram ser as fadinhas de Flitwick, comida por todos os lados e como os boatos diziam, lá estava a banda que tocava músicas de trouxas. No momento que chegaram, tocava músicas da época da tia Petúnia e da mãe de Harry.
Hermione formou par com Rony e os dois foram dançar (foi até uma cena engraçada, Marilyn Monroe dançando com um faroeste). Gina foi convidada por Colin Creevey (Oi, Harry!, cumprimentou o menino vestido de Mike Tyson), e aceitou, tímida. No canto do salão, Draco Malfoy, vestido de Severo Snape, dançava com uma menina fantasiada de uma graciosa fada. Cho Chang.
- Oi, Harry! ela deixou Malfoy para vir cumprimentar o garoto tudo bem?
- Tudo ele respondeu, passando a mão pelos cabelos duros.
- Você está bem assim.
- Obrigado Harry estava seco com ela.
- EI! CHO! Malfoy gritou se aproximando da namorada e beijando-a nos lábios vamos dançar!
- Tudo bem. Tchau, Harry!
- Tchau.
Ele ainda escutou Malfoy dizer Cho, olha o truque que eu aprendi... Orchideous! Uns segundos de silêncio. Ah, Draco, que flores lindas! e barulho de um beijo.
- Olá? Será que estou sendo ignorada?
Ele olhou para o lado e viu Natalie Hufflepuff, vestida de unicórnio, toda de branco e prateada.
- Sei que não sou da Grifinória ela disse mas posso me sentar aqui?
- À vontade ofereceu Harry, puxando uma cadeira para a garota.
- Se ela fez isso consolou Natalie ela não te merecia.
- Ei! lembrou Harry espantado como você sabe do meu problema com Chang?
Natalie parou um pouco, medindo as palavras e brincando com as mãos:
- Bem, na verdade, toda a escola sabe. Que a Cho Chang dispensou o incrível Harry Potter para ficar com Draco Malfoy.
- Tudo bem. Sem problemas.
- Mas ela sorriu estamos em uma festa! Vamos dançar!
- OK concordou Harry, rindo mas não garanto que não vou pisar no seu pé.
Natalie Hufflepuff era uma ótima dançarina, conduzindo Harry. O menino se divertiu muito, enquanto Natalie lhe apontava outras figuras engraçadas:
- Que tal Snape, vestido de Lúcio Malfoy, dançando com a profª. Claire, de Morgana?
Harry nunca viu Snape daquele jeito. Ele estava rindo da profª. Claire e dançava por fora do ritmo da música. Dumbledore deixou o menino que sobreviveu emocionado, vestindo-se de Tiago Potter e McGonall de Lílian Potter. Fred e Jorge disputavam Angelina, empurrando um ao outro dentro da fantasia.
Harry e Natalie foram interrompidos por Rony Billy Bob.
- Ei, Harry! Desculpe, hãn, interromper, mas onde está Hermione?
- Ela não estava com você? perguntou Harry, soltando Natalie.
- Estava respondeu Rony aflito mas ela de repente me soltou, disse que ia dançar com você e me deixou dançando com Gina.
- HERMIONE! gritou Gina, correndo em direção aos meninos.
Hermione andava sem rumo e sem piscar. Ela abriu a porta de carvalho e saiu do castelo.
- A capa! Está na torre da Grifinória Harry deu um tapa na testa.
- Espere, Harry! interrompeu Natalie talvez, eu possa ajudar.
- Como? perguntaram Harry, Rony e Gina.
- É um feitiço complexo, eu nunca consegui em outras circunstâncias, mas posso tentar...
- Vai logo! respondeu Rony secamente.
- Mas apenas uma pessoa pode ser enfeitiçada e por um tempo de meia hora.
Harry, Rony e Gina se entreolharam.
- Escutem disse Gina estamos apenas perdendo tempo, acho que Harry deve ir.
- Mas...
- Enfeitice ele, Hufflepuff disse Rony, dando um abraço no amigo boa sorte, Harry!
Natalie o levou para um canto do Salão e sorriu:
- Foi bom ter dançado com você.
Invisiboliris! Harry sentiu que fosse se desintegrar a qualquer momento.
- Está me vendo? perguntou ele.
- Não. Pode ir.
Harry saiu em direção à porta de carvalho. Conseguiu ver Hermione perto da casa de Hagrid. Droga, perdemos tempo, resmungou ele consultando o relógio.
Os seus cabelos estavam começando a voltar ao normal. Harry seguia Hermione, que ainda andava sem rumo. O vento havia levado sua peruca e seus cabelos voavam contra o vento. A sua roupa estava pregada em seu corpo. Em outra situação, Harry comentaria que a amiga estava linda, mas esse não era o momento.
Os dois saíram de Hogwarts, passaram pelo portão e foram até uma campina verde; Harry sabia que poderiam chegar a Hogsmeade, mas Hermione parecia tomar outro rumo. Para seu desespero, o feitiço de Natalie estava se desfazendo. Hermione parou: estava em frente a um grande penhasco.
- Ora, ora disse uma voz fria Harry Potter.
Hermione virou-se. Ela estava dominada por Voldemort, que tinha entrado em seu corpo. O rosto horrendo do assassino dos pais de Harry estava estampado em vez do rosto da menina.
- Logo deduzi que viria atrás da sua amiguinha sibilou Voldemort o grande Potter em defesa dos amigos.
- Deixe-a em paz! gritou Harry. Ele tinha um plano: já que estava invisível, iria tentar enforcar Voldemort, que sairia de Hermione e a deixaria em paz.
- Nem pense nisso ele pareceu ter lido os pensamentos de Harry eu sei onde você está.
- Co...como? gaguejou Harry.
- Digamos que ganhei alguns poderes sobrenaturais. Isso mesmo, fiz um trato, um trato com alguém realmente mau... ele me daria meu corpo e meus poderes de volta se eu lhe daria minha alma. E sei também que faltam cinco minutos para o feitiço da metida da pirralha passar.
Voldemort estava certo. Harry estava abismado, Voldemort tem o seu corpo e poderes sobrenaturais.
- Eu poderia sussurrou Voldemort no ouvido de Harry, fazendo-o tremer matar a doce Granger agora, já que estamos na beira de um penhasco...
- NÃO! berrou Harry desesperado.
- Vamos fazer um acordo: você me dá a sua vida que eu deixo a menina em paz.
Nesse instante, Harry volta ao normal:
- Puxa, Potter - zombou Voldemort - você est&aacuute; cada vez mais parecido com seu papai.
Por um instante, Harry vacilou. Ele estava indeciso: seus pais tinham dado a vida deles para que Harry estivesse aqui, mas Hermione merecia viver. Por favor, pai e mãe, me ajudem!.
Como se eles estivessem ouvido a prece dele, os dois ouviram um barulho. Dumbledore vinha correndo em direção à eles. Ele chegou, ainda ofegante:
- Voldemort. Saia do corpo de Hermione já.
- Alvo Dumbledore, meu amado professor de Transfiguração! ele ironizou, mas demonstrando medo.
- Saia antes que eu tenha que fazer um feitiço Dumbledore acobertou Harry.
Ele fez uma cara de desagrado e saiu do corpo de Hermione. A amiga caiu no chão, ainda fraca.
- Harry. Me proteja.
Mione caiu desmaiada no colo de Harry.
- Dumbledore implorou Harry não me deixe aqui com Hermione.
- Você tem que provar a si mesmo que é verdadeiro amigo da srta. Granger e ela pediu proteção à você. Boa sorte ele sorriu e aparatou.
- Droga! Volte aqui! esbravejou Harry.
Harry reuniu forças e pegou Hermione no colo. Harry sempre foi muito fraco e magrelo, mas nesse momento, tornou-se forte ao pegar a amiga no colo.
Impossibilitado de fazer um feitiço para diminuir o peso de Hermione (sua varinha estava nas suas costas), Harry carregou-a até Hogsmeade. Assim que chegou, procurou por ajuda.
- Socorro ele sussurrou me ajude!
- Algum problema, querido? perguntou uma bruxa que passava por ali.
- Sim, por favor. Minha amiga está desmaiada, precisa de ajuda.
A bruxa fez um feitiço para carregar Hermione, aliviando o peso de Harry.
- Puxa. Obrigada agradeceu Harry cordialmente.
- Meu nome é Madame Smarks ela se apresentou. e quero que me conte tudo que aconteceu. Eu pago uma cerveja amanteigada no Três Vassouras.
Harry contou tudo a Madame Smarks, enquanto Hermione continuava desmaiada em um banco. Da festa, da depressão de Mione... quer dizer, quase tudo. Não contou que a bruxinha tinha sido possuída por Voldemort.
- Então, quer dizer que querem uma carona até Hogwarts? Eu os levo.
Madame Smarks tinha um carro enfeitiçado, como o do Sr. Weasley, com permissão e tudo mais.
- Uau, você é mesmo o Harry Potter? Não acredito.
Harry e Madame Smarks estavam no banco da frente e Mione deitada no banco de trás. Ele a olhou com ternura: Estou te protegendo, Hermione.
- Próxima estação, Hogwarts! anunciou a bem-humorada Madame Smarks.
Ela desceu com o carro e estacionou próximo ao castelo. O som da banda dos trouxas rolava solto.
- Bem, Madame Smarks, muito obrigado ele agradeceu.
- Que nada, Harry. Hermione que tem que agradecer a você por ser um amigo tão leal. Me mande uma coruja depois, tudo bem?
E levantou vôo. Harry pegou a amiga novamente no colo e as portas se abriram para ele.
Todos os alunos de Hogwarts pararam de dançar, comer ou aproveitar a festa para olhar Harry. Ele estava todo arranhado, suado e os cabelos voltaram a ser rebeldes. Carregava Hermione nos braços e a depositou cuidadosamente em uma cadeira.
- Harry! disse Rony chocado o que aconteceu?
Mas não era o momento certo para contar tudo para Rony e Gina. Dumbledore ordenou para que levassem Hermione para a enfermaria e fez um discurso emocionado:
- A amizade, lealdade e coragem são valores que eu prezo. E Potter mostrou ser merecedor da minha admiração hoje. Concedo cem pontos para a Grifinória.
Os grifinórios aplaudiram entusiasmados. A festa voltou a ao normal, mas Harry sentiu-se bem por dois motivos: por ser leal à Hermione mesmo nos momentos difíceis e garantido cem pontos para a Grifinória e as caras impressionadas de Cho Chang e Natalie Hufflepuff e a de tacho de Draco Malfoy.
Harry dançou com Gina, Angelina, Natalie e Katie e foi subir para dormir apenas três da manhã, enquanto todos os professores imploravam para ir dormir.
- Festança boa, né, Harry? comentou Rony enquanto trocavam suas fantasias por pijamas.
- Ótima ele sorriu Boa noite!
- Boa noite. Não esqueça que você ainda me deve uma explicação.