ECONOMIA BRASILEIRA


  1. 1996

PIB (em 1.000.000 R$) - 778 887

Crescimento: 2,66 %

1.1. Contexto Internacional

Seguindo a tendência dos anos anteriores, a economia mundial cresceu em média 4%. Na América Latina houve crescimento em todas as economias vigentes, algumas recuperando-se completamente da dura crise mexicana de 1994 onde todas as economias ascendentes do mundo foram afetadas. O crescimento global só não foi maior, devido aos problemas sócio-econômicos que a Argentina passava.(desemprego de 17% e diminuição de poder aquisitivo dos trabalhadores).

1.2. Economia Brasileira

 

 

 

  1. 1997

PIB (em 1.000.000 R$) - 870 743

Crescimento: 3,27 %

 

2.1. Contexto Internacional

Mesmo com a crise asiática, em 1997 era esperado pelo FMI e pelo Banco Mundial um desempenho econômico global ligeiramente melhor que o de 1996, já que a inflação estava em baixa e os déficit públicos tinham sido reduzidos na maior parte dos países. Um fato considerável foi de que o crescimento dos países subdesenvolvidos foi o dobro dos países industrializados.

    1. Economia Brasileira

 

 

 

  1. 1998

PIB (em 1.000.000 R$) - 914 188

Crescimento: 0,13 %

3.1. Contexto Internacional

Devido a crise Asiática, ocorrida em meados de 1997, 1998 foi marcado por incerteza no mercado econômico. Segundo projeções do FMI, o crescimento mundial da economia seria de apenas 2% (metade da estimativa de um ano antes). E em setembro, após o colapso da Rússia, houve fuga generalizada de investimentos em mercados emergentes, prejudicando assim o ano para o Brasil.

3.2. Economia Brasileira

 

  1. 1999

PIB (em 1.000.000 R$) - 963 869

Crescimento: 0,81 %

4.2. Contexto Internacional:

Depois de um ano muito difícil para a economia brasileira em 1998, onde houve queda do consumo e da produção e o aumento do desemprego, sintomas de uma economia recessiva, 1999 começou com um contexto internacional desfavorável. Ainda sentindo fortes abalos devido à crise asiática de 1997 o Brasil foi forçado a desvalorizar a sua moeda frente ao dólar. A decisão de deixar o real flutuar livremente provocou fortes conseqüências às economias sul-americanos, principalmente à Economia Argentina, principal parceiro econômico brasileiro.

4.3. Economia Brasileira:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  1. 2000

PIB (em 1.000.000 R$) - 1 086 700

Crescimento: 4,36 %

5.1. Contexto Internacional:

Otimismo foi a tônica da economia no começo de 2000, a economia norte-americana estava em alta, efeitos das crises russa, asiática e brasileira diluíram-se e o aumento dos fluxos de investimentos diretos nas economias emergentes confirmavam o fato.

5.2. Economia Brasileira:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

É notável que fatores internos, externos e administrativos influenciam o crescimento ou a queda do PIB de uma nação. Por exemplo: Uma crise externa, como a que ocorreu no Sudeste Asiático, age diretamente no Produto Interno Bruto de um país. Foi o que ocorreu no Brasil. Com a crise, capital externo saíu de países emergentes e foi para mercados mais seguros(mercado norte-americano e europeu). Resultado: quando se diminui os investimentos, a produção industrial cai, e consequentemente o PIB; que tem bases na Indústria, Agricultura e bens de serviços; cresce menos. Mais um exemplo: O governo, com o aumento das taxas de juros, diminui o consumo e o crédito, e mais uma vez, baixa a produção. Leigos podem então pensar: Mas então por que o governo aumenta as taxas de juros? Aumenta porque precisa conter a alta dos preços e não gerar a inflação!

Enfim, a Economia não é algo simples, pois se fosse, porque teríamos passado mais de uma década sofrendo de inflação inercial? É importante fixar que todos os índices econômicos estão interligados, e qualquer ação mal planejada, pode gerar resultados arrasadores.

E por isso se analisarmos, veremos que nos períodos abordados, o Produto Interno Bruto não cresceu de maneira entusiasmante porque era necessário criar e estabilizar um plano monetário que oferecesse total confiança aos países investidores, mesmo que pra isso algumas consequências negativas tivessem que ocorrer: desvalorização da política cambial, déficit público e o aumento do desemprego.

 

 

 

 

 

 

 

 

ANEXOS

Tabela 1

 

Composição do Produto Interno Bruto sob as três óticas – 1996-2000

Componentes do Produto Interno Bruto

Valor (1 000 000 R$)

1996

1997

1998

1999

2000

A – Ótica da produção

Produto Interno Bruto

778887

870743

914188

963869

1086700

Produção

1323411

1479024

1554646

1705027

1979057

Impostos sobre produtos

83920

90321

93400

103610

119394

Consumo intermediário (-)

628445

698602

733858

844769

1011751

B - Ótica da despesa

Produto Interno Bruto

778887

870743

914188

963869

1086700

Consumo final

630814

704200

741038

783277

868061

Consumo das famílias

486813

545698

566192

597418

658726

Consumo da administração pública

144001

158502

174847

185858

209334

Formação bruta de capital

162953

187187

193056

195401

236169

Formação bruta de capital fixo

150050

172939

179982

184087

211225

Variação de estoque

12903

14248

13074

11314

24944

Exportação de bens e serviços

54430

65356

67862

100148

117422

Importação de bens e serviços (-)

69311

86000

87769

114957

134951

C – Ótica da renda

Produto Interno Bruto

778887

870743

914488

963869

1086700

Remuneração dos empregados

300208

326145

355272

367922

411637

Salários

224329

241949

257225

262615

288078

Contribuições sociais efetivas

45337

50051

55198

58714

67437

Contribuições sociais imputadas

30542

34146

42849

46593

56122

Rendimento de autônomos

44306

48630

51100

50852

55321

Excedente operacional bruto

319137

372396

380016

390337

440486

Impostos líquidos de subsídios sobre a produção e importação

115236

123572

127800

154758

179255

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Departamento de Contas Nacionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tabela 2

 

Produto Interno Bruto, Produto Interno Bruto per capita, implícito – 1996-2000

 

Produto Interno Bruto

População residente 1000 hab. (1)

Produto Interno Bruto per capita

Deflator implícito

R$ 1.000.000

Variação real anual (%)

R$

Variação real anual (%)

Variação anual (%)

Preços correntes

Preços do ano anterior

Preços correntes

Preços do ano anterior

1996

778887

663371

2,66

161247

4830,40

4114,01

1,24

17,41

1997

870743

804367

3,27

163471

5326,59

4920,55

1,87

8,25

1998

914188

871892

0,13

165688

5517,53

5262,25

(-) 1,21

4,85

1999

963869

921611

0,81

167910

5740,39

5488,72

(-)0,52

4,59

2000

1086700

1005915

4,36

170143

6386,98

5912,17

2,99

8,03

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Departamento de Contas Nacionais.

  1. População estimada em 1º de julho. Em função dos resultados do Censo Demográfico de 2000, esta estimativa foi revisada para toda a década de 1990.

 

Tabela 3

Componentes do PIB pela ótica da despesa – variação real anual – 1996-2000

Componentes do Produto Interno Bruto

Variação real anual (%)

1996

1997

1998

1999

2000

Produto Interno Bruto

2,66

3,27

0,13

0,81

4,36

Consumo final

3,13

2,90

(-) 0,05

0,34

3,16

Consumo das famílias

3,70

3,13

(-) 0,76

(-) 0,31

3,75

Consumo da administração pública

1,38

2,11

2,38

2,44

1,27

Formação bruta de capital

2,83

8,28

(-) 0,62

(-) 7,35

10,34

Formação bruta de capital fixo

1,20

9,33

(-) 0,33

(-) 7,25

4,48

Exportação de bens e serviços

0,64

11,15

3,71

9,17

11,36

Importação de bens e serviços (-)

5,39

17,83

(-) 0,28

(-) 14,65

12,42

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Departamento de Contas Nacionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Vasconcellos,Marco A S de; Gremaud, Amaury Patrich; Toneto Júnior,

Rodinei . Econômia Brasileira Contemporânea. 4.ed. São Paulo,SP : Atlas, 2002.

Enciclopédia Barsa: livro do ano 1997. São Paulo, SP : Encyclopaedia

Britannica do Brasil, 1997.

Enciclopédia Barsa: livro do ano 1998. São Paulo, SP : Encyclopaedia

Britannica do Brasil, 1998.

Enciclopédia Barsa: livro do ano 1999. São Paulo, SP : Encyclopaedia

Britannica do Brasil, 1999.

Enciclopédia Barsa: livro do ano 2000. São Paulo, SP : Encyclopaedia

Britannica do Brasil, 2000.

Enciclopédia Barsa: livro do ano 2001. São Paulo, SP : Encyclopaedia

Britannica do Brasil, 2001.

www.ibge.gov.br

www.ipea.gov.br



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