ECONOMIA BRASILEIRA
- 1996
PIB (em 1.000.000 R$) - 778 887
Crescimento: 2,66 %
1.1. Contexto Internacional
Seguindo a tendência dos anos anteriores, a economia mundial cresceu em média 4%. Na América Latina houve crescimento em todas as economias vigentes, algumas recuperando-se completamente da dura crise mexicana de 1994 onde todas as economias ascendentes do mundo foram afetadas. O crescimento global só não foi maior, devido aos problemas sócio-econômicos que a Argentina passava.(desemprego de 17% e diminuição de poder aquisitivo dos trabalhadores).
1.2. Economia Brasileira
- Longevidade Econômica
- Segundo ano do mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso foi marcado como teste de saúde do Plano Real. Segundo os principais institutos de pesquisa econômica as políticas aplicadas no ano anterior foram eficientes no controle da alta dos preços o obtiveram sucesso na maior longevidade da estabilização econômica.
- Crescimento nos Investimentos
– Um total de US$ 12 bilhões advindos do capital estrangeiro foram investidos na economia brasileira, principalmente nas privatizações e ampliações de fábricas.
- Inflação
– A taxa de inflação de 1996 se manteve em queda registrando a menor taxa desde 1950. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) registrou uma inflação de 10,03%.
- Juros
– Uma política cautelosa em relação às taxas de juros foi aplicada reduzindo gradualmente de 33% em 1995 para 17% em 1996, considerando a inflação medida pelo IGP-M.
- Déficit Público
– A partir desse ano o déficit público tornou-se um dos principais desafios do plano Real. Sob forte pressão dos juros, o déficit operacional do setor público, segundo as últimas estimativas do ano, ficou em torno se US$ 30 bilhões, equivalentes a 4% do PIB. Apesar do corte de despesas o tesouro nacional teve um déficit de caixa de R$ 9,4 bilhões no ano. Também houve aumento da dívida mobiliária e perda de divisas para a dívida externa ( R$ 5 bilhões).
- Desemprego
– Segundo o IBGE nas seis maiores áreas metropolitanas foi registrado desemprego de 5,42%. O setor em que mais houve redução de postos de trabalho foi o das indústrias de transformação, já no setor de construção civil houve aumento na oferta de emprego.
- Indústria
– Segundo estimativas do setor, mais uma vez a indústria brasileira deveria fechar o ano com taxa de crescimento inferior à economia do país, que também não foi satisfatória. A Confederação Nacional da Indústrias (CNI) avaliou crescimento de 2% em 1996, enquanto o PIB encerraria-se em cerca de 3%.
- Balança Comercial
– Um grande resultado negativo foi o déficit recorde de US$ 5.5 bilhões na balança comercial. Embora o governo tenha adotado várias medidas para beneficiar as exportações, o mesmo não pode deter o aumento das importações. Exportações crescem 2,67%.
- Privatizações e o Setor Financeiro
– O ano foi marcado também por diversas privatizações e crises no setor financeiro. As crises do Banco do Brasil(que emprestou US$ 8 bilhões), Bameridus, a quebra do Banco Econômico e a intervenção do governo do BANORTE foram marcante no ano.
- Agricultura
– Embora estivesse havendo tendência de aumento da produção de grãos ao redor do mundo e o Ministério da Agricultura apoiando a produção através da facilidade de financiamentos houve diminuição de 8%.
- 1997
PIB (em 1.000.000 R$) - 870 743
Crescimento: 3,27 %
2.1. Contexto Internacional
Mesmo com a crise asiática, em 1997 era esperado pelo FMI e pelo Banco Mundial um desempenho econômico global ligeiramente melhor que o de 1996, já que a inflação estava em baixa e os déficit públicos tinham sido reduzidos na maior parte dos países. Um fato considerável foi de que o crescimento dos países subdesenvolvidos foi o dobro dos países industrializados.
- Economia Brasileira
- Investimentos Externos –
Visando manter a estabilidade do Plano Real, o presidente Fernando Henrique Cardoso passa a buscar investidores internacionais e maior participação no comércio mundial. Para tanto, ele recebe várias delegações internacionais com o intuito de explicar a política econômica adotada.
- Moeda –
Ao longo do ano, há uma desvalorização lenta e gradual do real. A fixação de valores mínimo e máximo frente ao dólar permanece, sendo que havia variações conforme as necessidades do mercado.
- Juros –
Mesmo com a queda da inflação a taxa básica do BACEN continuou alta. Para os técnicos uma redução nas taxas de juros só seria possível se houvesse redução no déficit fiscal, um objetivo ainda muito distante que continuava a depender de diversos fatores.
- BACEN –
Gustavo Loiola no final de julho pede demissão da presidência e em seu lugar entra Gustavo Franco, até então, diretor de assuntos internacionais do banco. O novo presidente defendeu a criação de mecanismo de proteção contra o capital externo volátil e reafirmou a manutenção da política econômica por tempo indeterminado, enfatizando a necessidade de diminuição dos gastos públicos até que o processo inflacionario estivesse plenamente controlado.
- Déficit Fiscal –
As principais medidas adotadas para amenizar o corrente déficit fiscal foram a restrição de gastos para os governos estaduais em 1998(período eleitoral); apoio à setores básicos da economia com o intuito de incentivar a sua produtividade e competitividade no mercado externo e interno.
- Inflação –
Em 1997 a taxa inflacionaria fecha em 7,7% ao ano(segundo FGV), contra os 9,2% de 1996. Já pelo IBGE a média encontrada foi de 4,41% ao ano. Mais uma vez os principais agravantes da inflação foram os reajustes das tarifas públicas, bancárias e as mensalidades das escolas e planos de saúde.
- Desemprego –
Chega a 5,66%, o mais alto desde 1992. Isso se deve ao fato de o desaparecimento de postos de trabalho em setores como o industrial, já não estarem sendo compensados com a criação de empregos no setor de serviços.
- Agricultura –
Graças aos investimentos em tecnologia e modernização das lavouras a agricultura começou a dar sinais de recuperação depois da crise de endividamento que afetou o setor nos últimos anos. Ao fim do ano a produção de grão gira em torno de 80,7 milhões de toneladas, o que eqüivale a um crescimento de 2% em relação a safra passada. Uma boa notícia para o setor foi a retomada na produção de algodão que esteve praticamente abandonada nos últimos anos. Estimava-se uma produção de 1,7 milhão de fardos para a safra de 1997/98, o que representava um crescimento de cerca de 70% em relação ao anterior.
- 1998
PIB (em 1.000.000 R$) - 914 188
Crescimento: 0,13 %
3.1. Contexto Internacional
Devido a crise Asiática, ocorrida em meados de 1997, 1998 foi marcado por incerteza no mercado econômico. Segundo projeções do FMI, o crescimento mundial da economia seria de apenas 2% (metade da estimativa de um ano antes). E em setembro, após o colapso da Rússia, houve fuga generalizada de investimentos em mercados emergentes, prejudicando assim o ano para o Brasil.
3.2. Economia Brasileira
- Taxa de Juros –
Por causa da crise Asiática no ano anterior, 1998 começou com taxas de juros em 38% ao ano, provocando a diminuição de consumo, queda de produção, aumento de desemprego e recessão. A taxa chegou a se elevar 49,5%, na tentativa de conter a fuga em massa de dólares. Porém, com a crise russa os investidores passaram a olhar o Brasil com desconfiança, temendo não honrar sua dívida externa. Com isso, a saída de dólares do país continua e, para tentar amenizar a situação e manter estável a taxa de câmbio, o governo perdeu quase metade de usa reservas mundiais precisando portanto negociar com o FMI sua dívida externa.
- Política Fiscal –
Preocupado com o déficit público o governo previu cortes de R$8,7 bilhões para o orçamento de 1999, o CPMF passou de 0,2% para 0,38%, a COFINS foi modificada e funcionários públicos sofreram aumento de contribuição.
- Negociação com FMI –
Ao fim das negociações, o FMI liberou US$ 41.5 bilhões em ajuda ao Brasil. Para isso o governo se comprometeu a cumprir várias metas relativas ao controle das contas públicas que seriam avaliadas trimestralmente, nos primeiros 3 meses de vigência do programa.
- Contas Públicas –
Novamente foi contabilizada uma piora nas contas públicas em 1998. Déficit público chegou a ocupar 8,39% e a dívida líquida no setor público chegou ao assustador índice de 40,09% do PIB.
- Contas Externas –
As contas externas do país tiveram o país desempenho em 98 desde a implantação do Plano Real. O déficit nas transações do Brasil com o exterior atingiu US$ 34.9 bilhões e para manter a taxa cambial o Brasil chegou a sua menor reserva de dólares.
- Investimentos –
Os investimentos diretos atingiram 26,1 bilhões de dólares, o que superou as expectativas do próprio governo, que eram de apenas 20 bilhões de dólares para o ano. Dessa quantia total, 6,1 bilhões de dólares foram destinados à privatização.
- Balança Comercial –
A balança comercial apresentou um déficit de 6,43 bilhões de dólares. O resultado foi melhor que o de 1997, mas frustrou a expectativa de crescimento das exportações. As vendas externas somaram 51,12 bilhões de dólares, significando queda de 3,53% em relação a 1997. Em compensação, a queda das importações foi maior, atingindo redução de 6,19% em conseqüência do desaquecimento da economia. Graças à queda acentuada nas importações, o déficit comercial caiu em relação ao ano anterior. As importações totalizaram 57,5 bilhões.
- Desemprego –
A taxa média de desemprego foi a maior já registrada pelo IBGE, que iniciou atividades em 1983, chegando a 7,59%. A retração de consumo fez com que a indústria automobilística fosse a grande vilã na dispensa de mão-de-obra.
- Inflação –
Devido a crise mundial sobre a economia brasileira, o país registrou o seu mais baixo índice de inflação em 1998. O INPC mediu apenas 2,49% no ano.
- Renda –
Uma mudança no cálculo do PIB promovido pelo IBGE em 1997 fez com que, pela primeira vez na história, a renda per capita do brasileiro ultrapassasse cinco mil dólares. Chegou a 5.020 dólares, considerando o PIB de 806.651 bilhões de 1997.
- Agricultura
– A safra de grão rendeu 77 milhões de toneladas, ficando ligeiramente abaixo da safra do ano anterior, que ficou em 78,4 milhões de toneladas. A cultura de soja foi uma das culturas que mais apresentaram resultados. E além disso, o café brasileiro recuperou mercado internacional.
- 1999
PIB (em 1.000.000 R$) - 963 869
Crescimento: 0,81 %
4.2. Contexto Internacional:
Depois de um ano muito difícil para a economia brasileira em 1998, onde houve queda do consumo e da produção e o aumento do desemprego, sintomas de uma economia recessiva, 1999 começou com um contexto internacional desfavorável. Ainda sentindo fortes abalos devido à crise asiática de 1997 o Brasil foi forçado a desvalorizar a sua moeda frente ao dólar. A decisão de deixar o real flutuar livremente provocou fortes conseqüências às economias sul-americanos, principalmente à Economia Argentina, principal parceiro econômico brasileiro.
4.3. Economia Brasileira:
- BACEN –
O ano inicia-se com mudanças fortes na Política Cambial devido a mudança da presidência do Banco Central, ocorrida uma semana após a "moratória mineira", sai Gustavo Franco (maior defensor do câmbio valorizado) e entra Francisco Lopes, diretor de política monetária da instituição.
- Desvalorização do Real e Metas com o FMI
- Ao assumir o cargo, Lopes decidiu desvalorizar o câmbio em 8,9%, porém isso não foi suficiente para conter a saída de dólares do país. Em 18 de janeiro, com a decisão de permitir a livre flutuação do real, o dólar chega a atingir R$1,54 , levando Lopes a abandonar o cargo 20 dias depois. Já com Armínio Fraga no comando do BACEN o Brasil consegui rever os termos do acordo firmado em 1998 com o FMI e se comprometeu a fazer um forte ajuste das contas públicas, com previsão de superávit primário de 3% a 3,5% do PIB. Mesmo o dólar tendo atingido R$2,16 em março, ele fecha o ano em R$1,79 (variação de 48,01% no ano). Essa política otimista levou a uma renovação das linhas de crédito externas para o país, gerando calmaria no mercado financeiro.
- Taxa de Juros
- Com a livre flutuação da moeda o governo passa a usar os juros altos para conter a inflação. Há uma diminuição do volume de dinheiro na economia fazendo com que as pessoas diminuíssem o consumo. Em março a taxa de juros chegou ao seu auge, 45%, porém nos meses seguintes foi sendo reduzida gradualmente chegando a 19% em dezembro.
- Inflação
- Com a oscilação da moeda durante o ano, após 5 anos de estabilidade, a inflação volta a preocupar o consumidor. Em julho é adotado o Sistema de Meta de Inflação, que fixa em 8%, variando 2% para cima ou para baixo. Caso houvesse alta nos níveis inflacionários os juros subiriam para conter a demanda. Em Outubro, segundo dados do IPCA chegou-se a atingir 7,27% ao ano, porém o ano fechou com índice de 8,94%.
- Desemprego
- A alta taxa de desemprego se manteve, chegando ao auge em março (8,1%). Porém, recuou lentamente até o fim do ano, quando o aquecimento das indústrias fez com que essa taxa apresenta-se em 7,3% ( o melhor resultado desde dezembro de 1998).
- Balança Comercial –
As expectativas do governo, de que com a desvalorização cambial haveria superávit de US$ 11 bilhões não foi concretizada devido à queda dos preços das commodities no cenário internacional, obtendo-se um resultado de déficit de US$ 1.19 bilhões.
- Agricultura – O ano apresentou safra recorde (82,1 milhões de toneladas de grãos superando em 1 milhão o recorde anterior), porém o retorno esperado pelos produtores, graças a desvalorização cambial, não ocorreu, a queda dos preços agrícolas e o aumento dos preços dos insumos acabaram por quase anular os ganhos esperados. A produção cafeeira e a de milho crescem, enquanto a de soja cai (mesmo havendo aumento da área de plantio no Norte) em 2,2% com relação a do ano anterior.
- 2000
PIB (em 1.000.000 R$) - 1 086 700
Crescimento: 4,36 %
5.1. Contexto Internacional:
Otimismo foi a tônica da economia no começo de 2000, a economia norte-americana estava em alta, efeitos das crises russa, asiática e brasileira diluíram-se e o aumento dos fluxos de investimentos diretos nas economias emergentes confirmavam o fato.
5.2. Economia Brasileira:
- Crescimento Industrial -
Embora o contexto internacional apresentasse otimismo por parte dos investidores, analistas nacionais e estrangeiros eram pessimistas com relação ao desempenho da economia nacional. A base de avaliação foram os fatores negativos do ano anterior que tiveram como suas maiores características o alto desemprego, o mal resultado do comércio internacional, altas taxas de juros do BACEN, fuga do capital estrangeiro, especulação e mais uma vez o déficit da balança comercial. Porém, a visão do presidente do Banco Central foi mais realista do que as projeções catastróficas e uma política econômica que identificava os inimigos do crescimento foi implantada (estabilidade econômica e inflação alta). Um paradigma da recuperação brasileira foi o crescimento da indústria no primeiro semestre do ano: 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior . Segundo o IBGE, o setor retornara ao patamar que se encontrava em 1997, antes da crise asiática.
- Aumento dos Investimentos -
Um dos principais indicadores da capacidade de recuperação econômica se manifestou logo no primeiro mês do ano, a confiança do investidor estrangeiro. Em janeiro, os recursos investidos na produção de bens e serviços atingiram US$3.012 bilhões, sem incluir as privatizações. O volume de investimentos surpreendeu economistas e o próprio governo que fizera projeções bem mais modestas. A tendência continuou nos meses seguintes, e ao fim do ano bateu o recorde de US$ 60 bilhões, incluindo as privatizações. Já o capital especulativo – que nos anos anteriores gerou lucros espetaculares aos aplicadores internacionais das bolsas de valores – brilhou pela ausência. Até setembro, US$ 1.2 bilhões do mercado de ações saíram do Brasil. Porém, houve recuperação nos três meses seguintes .
- Lucratividade Empresarial –
O resultado das atividades empresariais no primeiro semestre também aponta recuperação econômica. Em agosto, foram divulgados dados que apontam que nos seis primeiros meses, das 200 companhias de capital aberto do país, 191 tiveram aumento de 436,8% nos lucros em comparação ao mesmo período do ano anterior.
- Queda do Índice de Desemprego –
O aumento nas vendas e no volume de produção de bens e serviços resultou em maior oferta de vagas no mercado de trabalho. O emprego formal teve crescimento recorde no ano, 4,3% em relação a 1999. O Cadastro Geral de Emprego e Desemprego do Ministério do Trabalho (Caged) informou que 883.385 novas vagas foram criadas no período.
- Índices Econômicos –
Economicamente o ano de 2000 foi mais positivo do que negativo, a inflação encerrou em 6% ao ano, cumprindo a meta acertada com o FMI. As reservas internacionais subiram e em setembro, chegaram a US$31.2 bilhões. O conjunto de fatores econômicos positivos – crescimento estável, com aumento de produtividade nas atividades industriais e agrícolas; inflação baixa; estabilidade das contas públicas; crescimento de cerca de 4% do PIB; aumento da confiança dos investidores; controle sobre a dívida externa, pública e privada; crescimento na rede de telecomunicações; manutenção da abertura da economia; aumento nas exportações, apesar de contrabalançado pelo crescimento das importações – aponta para um ano de 2001 com crescimento sustentável.
- Agricultura –
Devido aos problemas climáticos, as culturas de milho e trigo foram afetadas, fazendo com que as expectativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fossem desfeitas. A produção agrícola desses setores ficou bem abaixo do esperado, obrigando o país a importar para suprir suas necessidades. Entre os outros produtos que compõem a safra de grãos crescem a produção de soja e algodão herbáceo em caroço. Segundo o mesmo órgão, houve crescimento de 10% na supersafra de grãos em geral, devido ao aumento da área plantada e à aplicação de insumos modernos às lavouras (US$ 940,7 milhões de adubos e fertilizantes, 52,5% a mais que o ano anterior).
CONCLUSÃO
É notável que fatores internos, externos e administrativos influenciam o crescimento ou a queda do PIB de uma nação. Por exemplo: Uma crise externa, como a que ocorreu no Sudeste Asiático, age diretamente no Produto Interno Bruto de um país. Foi o que ocorreu no Brasil. Com a crise, capital externo saíu de países emergentes e foi para mercados mais seguros(mercado norte-americano e europeu). Resultado: quando se diminui os investimentos, a produção industrial cai, e consequentemente o PIB; que tem bases na Indústria, Agricultura e bens de serviços; cresce menos. Mais um exemplo: O governo, com o aumento das taxas de juros, diminui o consumo e o crédito, e mais uma vez, baixa a produção. Leigos podem então pensar: Mas então por que o governo aumenta as taxas de juros? Aumenta porque precisa conter a alta dos preços e não gerar a inflação!
Enfim, a Economia não é algo simples, pois se fosse, porque teríamos passado mais de uma década sofrendo de inflação inercial? É importante fixar que todos os índices econômicos estão interligados, e qualquer ação mal planejada, pode gerar resultados arrasadores.
E por isso se analisarmos, veremos que nos períodos abordados, o Produto Interno Bruto não cresceu de maneira entusiasmante porque era necessário criar e estabilizar um plano monetário que oferecesse total confiança aos países investidores, mesmo que pra isso algumas consequências negativas tivessem que ocorrer: desvalorização da política cambial, déficit público e o aumento do desemprego.
ANEXOS
Tabela 1
|
Composição do Produto Interno Bruto sob as três óticas – 1996-2000 |
|
Componentes do Produto Interno Bruto |
Valor (1 000 000 R$) |
|
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
2000
|
|
A – Ótica da produção |
|
Produto Interno Bruto |
778887 |
870743 |
914188 |
963869 |
1086700 |
|
Produção |
1323411 |
1479024 |
1554646 |
1705027 |
1979057 |
|
Impostos sobre produtos |
83920 |
90321 |
93400 |
103610 |
119394 |
|
Consumo intermediário (-) |
628445 |
698602 |
733858 |
844769 |
1011751 |
|
B - Ótica da despesa |
|
Produto Interno Bruto |
778887 |
870743 |
914188 |
963869 |
1086700 |
|
Consumo final |
630814 |
704200 |
741038 |
783277 |
868061 |
|
Consumo das famílias |
486813 |
545698 |
566192 |
597418 |
658726 |
|
Consumo da administração pública |
144001 |
158502 |
174847 |
185858 |
209334 |
|
Formação bruta de capital |
162953 |
187187 |
193056 |
195401 |
236169 |
|
Formação bruta de capital fixo |
150050 |
172939 |
179982 |
184087 |
211225 |
|
Variação de estoque |
12903 |
14248 |
13074 |
11314 |
24944 |
|
Exportação de bens e serviços |
54430 |
65356 |
67862 |
100148 |
117422 |
|
Importação de bens e serviços (-) |
69311 |
86000 |
87769 |
114957 |
134951 |
|
C – Ótica da renda |
|
Produto Interno Bruto |
778887 |
870743 |
914488 |
963869 |
1086700 |
|
Remuneração dos empregados |
300208 |
326145 |
355272 |
367922 |
411637 |
|
Salários |
224329 |
241949 |
257225 |
262615 |
288078 |
|
Contribuições sociais efetivas |
45337 |
50051 |
55198 |
58714 |
67437 |
|
Contribuições sociais imputadas |
30542 |
34146 |
42849 |
46593 |
56122 |
|
Rendimento de autônomos |
44306 |
48630 |
51100 |
50852 |
55321 |
|
Excedente operacional bruto |
319137 |
372396 |
380016 |
390337 |
440486 |
|
Impostos líquidos de subsídios sobre a produção e importação |
115236 |
123572 |
127800 |
154758 |
179255 |
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Departamento de Contas Nacionais.
Tabela 2
|
Produto Interno Bruto, Produto Interno Bruto per capita, implícito – 1996-2000 |
| |
Produto Interno Bruto |
População residente 1000 hab. (1) |
Produto Interno Bruto per capita |
Deflator implícito |
|
R$ 1.000.000 |
Variação real anual (%) |
R$ |
Variação real anual (%) |
Variação anual (%) |
|
Preços correntes |
Preços do ano anterior |
Preços correntes |
Preços do ano anterior |
|
1996 |
778887 |
663371 |
2,66 |
161247 |
4830,40 |
4114,01 |
1,24 |
17,41 |
|
1997 |
870743 |
804367 |
3,27 |
163471 |
5326,59 |
4920,55 |
1,87 |
8,25 |
|
1998 |
914188 |
871892 |
0,13 |
165688 |
5517,53 |
5262,25 |
(-) 1,21 |
4,85 |
|
1999 |
963869 |
921611 |
0,81 |
167910 |
5740,39 |
5488,72 |
(-)0,52 |
4,59 |
|
2000 |
1086700 |
1005915 |
4,36 |
170143 |
6386,98 |
5912,17 |
2,99 |
8,03 |
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Departamento de Contas Nacionais.
- População estimada em 1º de julho. Em função dos resultados do Censo Demográfico de 2000, esta estimativa foi revisada para toda a década de 1990.
Tabela 3
|
Componentes do PIB pela ótica da despesa – variação real anual – 1996-2000 |
|
Componentes do Produto Interno Bruto |
Variação real anual (%) |
|
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
2000 |
|
Produto Interno Bruto |
2,66 |
3,27 |
0,13 |
0,81 |
4,36 |
|
Consumo final |
3,13 |
2,90 |
(-) 0,05 |
0,34 |
3,16 |
|
Consumo das famílias |
3,70 |
3,13 |
(-) 0,76 |
(-) 0,31 |
3,75 |
|
Consumo da administração pública |
1,38 |
2,11 |
2,38 |
2,44 |
1,27 |
|
Formação bruta de capital |
2,83 |
8,28 |
(-) 0,62 |
(-) 7,35 |
10,34 |
|
Formação bruta de capital fixo |
1,20 |
9,33 |
(-) 0,33 |
(-) 7,25 |
4,48 |
|
Exportação de bens e serviços |
0,64 |
11,15 |
3,71 |
9,17 |
11,36 |
|
Importação de bens e serviços (-) |
5,39 |
17,83 |
(-) 0,28 |
(-) 14,65 |
12,42 |
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Departamento de Contas Nacionais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Vasconcellos,Marco A S de; Gremaud, Amaury Patrich; Toneto Júnior,
Rodinei . Econômia Brasileira Contemporânea. 4.ed. São Paulo,SP : Atlas, 2002.
Enciclopédia Barsa: livro do ano 1997. São Paulo, SP : Encyclopaedia
Britannica do Brasil, 1997.
Enciclopédia Barsa: livro do ano 1998. São Paulo, SP : Encyclopaedia
Britannica do Brasil, 1998.
Enciclopédia Barsa: livro do ano 1999. São Paulo, SP : Encyclopaedia
Britannica do Brasil, 1999.
Enciclopédia Barsa: livro do ano 2000. São Paulo, SP : Encyclopaedia
Britannica do Brasil, 2000.
Enciclopédia Barsa: livro do ano 2001. São Paulo, SP : Encyclopaedia
Britannica do Brasil, 2001.
www.ibge.gov.br
www.ipea.gov.br
Baixe a lista de trabalhos completos do
ESCOLA ON LINE em
http://www.geocities.com/harasim
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