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Eu tenho cem anos, e te amo.
Possuo mil dotes, e te amo.
Fa�o o tempo, e te amo.
N�o �s minha, pois tua pureza � branca,
E branca minha alma t�o tua,
Se nega a declarar-te
o amor que a consome
Nas tardias horas possu�das
No momento s�co de ins�nia
Sofro amando-te � dist�ncia.
Passas sob meus dedos
Sem arfar as sutis penas
Sem formar o doce sonho
Que te envolve com t�o luminosa aur�ola.
Fazendo de ti a voz alta da c�lida primavera.
Assenta teus p�s de flores
Sobre meu cora��o,
Sobre meus olhos,
E sente o pulsar de minhas m�os inconstantes.
Admira a rapidez de meu olhar contemplando
o brilho de teus cabelos...
Mito po�tico diante de mim mesmo
Poeta de tuas belezas,
Brinquedo de teus sonhos.
Meu cora��o sofre com tua aus�ncia, querida
E se rejubila com tua inoc�ncia
Enquanto n�o estiveres perto de mim...
Est�pido afeto que te dedico...
Esse que n�o te posso oferecer.
Odeio-me por amar-te pouco querida...
ou simplesmente.... Amiga!
(C.H.Feltrin, amigo de sempre)
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