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 Verbo

 

A minha alma
� um leito de rio
oude pousas teus versos,
onde repousas tua ansiedade
e descansas do fastio;

Meu ventre � o porto
onde ancoras teu pensamento
que recolhe ondas
e caminha pela areia fina
enlevecido e calmo;

Meus seios
s�o a flor que alcan�as doce
e te d� escolher
entre um e outro, o recosto,
o referver do gozo;

Meu corpo
� o ninho recolhido que cuidei
e que fiz aquecido ao tempo
para que o encontrasses
banhado pela espuma
que colhi � beira;

A minha boca cala
e traduz em sil�ncio
minha escolha.
� ela quem pensa em palavras
e oferece a alma,
o ventre, o seio,
o gozo, o corpo
e cerca-te de versos.

Beth Hermanny,  poeta e colaboradora

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"Relativo ao acontecer"
Acr�lica sobre tela,
trabalho da artista Neyde Noronha

 

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Janela de Botafogo

 

 

 

 

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"Encontro de dois mundos"
Acr�lica sobre tela
trabalho da artista Neyde Noronha

 

 

H� uma janela � minha frente,
� minha frente h� um homem,
h� um homem que se esconde � minha frente
h� uma janela que o encobre;
h� um mist�rio entre a janela,
o homem e eu que me exponho.

Tiro a roupa e mostro meus seios
ao homem � minha frente.
Vejo que uma luz se apaga do outro lado
e recome�a o mist�rio ante o espa�o escuro
frente a janela, o homem e eu.
Sinto-me s�, despida;
o telefone toca, n�o atendo;
penso que se for o homem h� de dizer
um monte de asneiras conhecidas,
h� de falar dos meus seios, do meu ventre,
h� de querer entrar pelo fio.

Frente a janela, l� na rua, caminha um homem...
penso ser o homem frente a janela
corro a trancar a porta e imagino
que pode ter a chave e pode entrar
e querer me possuir sobre a mesa.
Passo horas a correr em pensamento
entre a janela,
� minha frente, o homem e eu

O dia nasce
e eu ali entre o mist�rio,
o telefone, a porta,
o homem e eu.

H� uma janela � minha frente.

Beth Hermanny, poeta e colaboradora

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