CAPÍTULO 14
Naquela
manhã, Zac acordara mais cedo. Queria acompanhar Gabriela no café da manhã,
antes de ela sair para ir à faculdade. Ele desce as escadas e encontra as duas
primas comendo na cozinha. Ao entrar no lugar citado, de pijama longo (devido ao
clima) e um tanto descabelado...
ZAC>>
“Bom dia...” – se espreguiçando;
CACÁ>>
“Zac?? Caiu da cama?!”
Gabriela não conseguiu disfarçar a alegria pela qual foi tomada ao ver
Zac já tão cedo. Sorriu para ele.
ZAC>>
“Oi......Gá.”
GABI>>
“Oi.” – sorrindo;
Camilla percebe algo diferente entre eles.
CACÁ>>
“Mas o que foi que ‘conteceu, Zac, que ‘cê acordou tão cedo?”
ZAC>>
“Nada... simplesmente acordei cedo.”
GABI>>
“Não dormiu muito bem essa noite?”
ZAC>>
“Não, nem é isso. Eu dormi muito bem...” – ele sorriu insinuante –
“Acho que foi falta de sono mesmo...”
GABI>>
“Ah...”
JOHN>>
“Meninas, vamos?” – só então vendo Zac ali – “Zac? Bom dia!
Madrugou?”
ZAC>>
“Bom dia, tio.” – sorrindo – “Vim tomar café com as primas.”
JOHN>> “Grande, Zac! Mulher
adora homem cavalheiro.” – brincando;
Zac ri e olha para Gabriela.
JOHN>>
“Bom, mas... filhas, tá na hora de sair.”
CACÁ>>
“Beleza.” – levantando e indo até Zac – “Tchau, Zac.” –
beijando-o no rosto;
ZAC>>
“Tchau.”
Cacá vai indo apressada na frente.
GABI>>
“Pô, nem me espera terminar aqui!!” – vira o leite de uma vez –
“Sacanagem...” – vai até Zac – “Tchau, Zac.”
Gabriela se agacha para alcançar o primo que estava sentado, pensando em
beijá-lo na bochecha, mas Zac vira seu rosto e beija Gabi levemente na boca.
Ela se assusta, já que não esperava por isso. Permanece olhando-o, ainda
agachada, com o rosto próximo. Ele sorri com o canto da boca e inclina-se para
frente, beijando-a mais uma vez, porém muito rapidamente, de língua. Gabi
espanta-se novamente.
ZAC>>
“Tchau...”
GABI>>
“Ah... tchau...” – sem jeito. Ela deixa a cozinha.
Zac espera que Gabriela saísse para voltar ao seu quarto dormir mais um
pouco. Continuava com muito sono.
Em Tulsa, todos estavam reunidos na rua, em frente a casa dos Hanson.
IVY>>
“Caracas... que sinistra que fica a casa deles assim, toda fechada.”
SCOTT>>
“Eles tão fazendo falta, né não?”
MYRANDA>>
“Ai, que saudade do Ike! E ele não me liga só pra ajudar um pouco!”
DUDA>>
“Nossa, nem me fale...”
LÍ>>
“Eu vou vê-los logo, logo.”
Todos a olham curiosos.
MYRANDA>>
“Como???”
LÍ>>
“Eu e a minha família vamos para Londres daqui a alguns dias.”
IVY>>
“Putz! Que massa, Lí!”
SCOTT>>
“Manda um oi lá pra eles por nós.”
MYRANDA>>
“E um beijo pro Ike, por favor! Fala pra ele me ligar!”
DUDA>>
“E por mim, manda um beijo pro Tay.”
LÍ>> “Calma, gente! Falta
alguns dias ainda...”
Os amigos de Zac passam por ali, reclamando que faltava gente no time. No
caso, Zac.
MARRIE>>
“E aí, Gabi? Se acertou com o Adrian?”
GABI>>
“Nem... ele não me ligou.”
MAG>>
“Por que ‘cê num liga?”
GABI>>
“Nem rola... eu sei que ele não vai querer falar comigo.”
POLLY>>
“Por que será que o Zac inventou aquilo?”
GABI>>
“Aquilo o que?”
DEA>>
“Aquela parada do beijo.”
GABI>>
“Ah... só. Porque... sei lá... ele é meio louco... faz umas coisas
inesperadas.” – lembrando do beijo pela manhã;
MARRIE>>
“O Zac é muuuuuito gente fina! Hehe... eu falei pra ele que ‘cê nem ia
ficar brava com ele e que era pra ele ir falar com você.”
PRUE>>
“É! Logo depois que ‘cê foi embora lá da pista, a Marrie já disse pra
ele ir conversar com você! Hehe...”
MAG>>
“Faz de conta que a Gabi não iria estar puta da vida, né?!” – sorrindo
irônica;
MARRIE>>
“Mas é que senão, ele não iria conversar com você nunca! O menino tava lá,
todo arrependido, morrendo de medo que ‘cê pudesse estar realmente brava com
ele e tal... O Zac não teria ido falar com você, Gabi, se não fosse eu aqui
ó!”
Risadas.
PRUE>>
“Você brigou muito com ele, Gabi?”
GABI>>
“Putz! Muito! Eu não parava de falar! Lembrando agora foi ‘té engraçado...
mas depois... bom... ‘cabou tudo bem.” – sorrindo;
POLLY>>
“Aiê! Lembrei dele! O meu homem tão maravilhoso!”
MAG>>
“Que homem, Polly?? Tá lôca?!”
POLLY>>
“Ai! Ele quase me matou ‘quele dia!”
DEA>>
“De quem ‘cê tá falando, menina?!”
POLLY>>
“O Agenor! Woohoo! Que homem!”
DEA>>
“Ai, ‘cê ‘inda tá com esse negócio de Agenor?”
MAG>>
“É Taylor!”
GABI>>
“Taylor, flor!”
POLLY>>
“Ai, ele é tão gostoso! Putz! Que barriga linda que ele tem!”
DEA>>
“Eu achei ele meio branquelo... muito polaco.”
POLLY>> “Ah, cala a boca, Dea! ‘Cê
não entende nada de homem!”
Risadas.
DEA>>
“O Zac sim é muito gato!”
POLLY>>
“Que Zac o que, monga!”
PRUE>>
“É, que Zac o que! Isaac rules!”
Risadas. Carolyn se aproxima.
CAROLYN>>
“Olá, Gabriela...” – sorrindo cínica;
GABI>>
“Ai, meu saco... lá vem...” – colocando a mão na testa;
CAROLYN>>
“Fiquei sabendo que você e o Adrian terminaram. É verdade?”
GABI>>
“Não.”
CAROLYN>>
“Não foi o que eu ouvi...”
GABI>>
“É mesmo, querida?” – excessivamente falsa – “Não sei se alguma vez
eu já comentei com você, mas eu tô pouco me fodendo pro que ‘cê ouviu.”
CAROLYN>>
“Logo vocês terminam... ha! Aí eu quero ver a sua cara quando eu voltar a
ficar com ele.”
GABI>>
“Quem disse que as galináceas não sonham, gente?”
Risadas da parte das amigas de Gabriela. Carolyn sai com as meninas que a
acompanhavam.
POLLY>>
“E eu que pensei que esse tipo de gente só existisse em filme...”
Hora do almoço. Gabriela e Camilla chegam em casa.
CACÁ>>
“Lourdeeeeeees!!! Trouxe a Pulipa pra almoçááááááaááá!!!!”
LOURDES
(chegando na sala)>> “Calma, Camilla! Não grita, menina!”
GABI>>
“Oi, Lourdes! Tá todo mundo aí já?”
LOURDES>>
“Estão na mesa.”
As três se dirigem para a sala de jantar. Todos estavam presentes.
Pulipa sente-se um pouco sem graça no começo, pois das outras vezes que
aceitara o convite de Camilla, não havia tantas pessoas.
MARIAH>>
“Olá, Pulipa! Que bom que você veio hoje! Sente-se.” – sorrindo;
PULIPA>>
“Com licença...”
MARIAH>>
“Já conhece os meus sobrinhos?”
Isaac e Taylor a olham sorrindo. Zac estava com a boca cheia e apenas
acena com uma das mãos.
PULIPA>>
“Já sim. Mas não muito bem.” – rindo um pouco de Zac;
MARIAH>>
“Você irá adorá-los! São uns amores!” – sorrindo;
PULIPA>>
“Eu acredito.”
Após a refeição, Lourdes encarrega-se da mesa, enquanto os adultos vão
para a varanda conversarem um pouco. Os outros, sobem para o segundo andar, mas
não no quarto das meninas. Se dirigem para o escritório. Lugar confortável,
bem decorado, onde Mariah e John cuidavam de seus negócios. A cor que
predominava era o salmão e alguns tons de rosa. O chão de madeira reluzente,
com algumas almofadas em um determinado canto da sala, os permitia sentar no chão
mesmo. E é o que fazem. Cada um se acomoda com uma almofada.
TAY>>
“Legal aqui!”
ZAC>>
“É mesmo.”
PULIPA>>
“Eu adoro o escritório da casa da Cacá e da Gabi.” – olhando para Isaac;
IKE>>
“É... tipo... bom tá aqui. ‘Tende?” – olhando para Pulipa;
CACÁ>>
“Eu e a Púli às vezes vimos aqui pra conversar. É quieto e tem um vento
gostoso que vem da janela.”
ZAC>>
“Sóóó...”
IKE>>
“Mmm... uma música ia bem.”
TAY>>
“Vamo’ lá, Ike. Eu te ajudo a pegar os cds e o som.”
CACÁ>>
“Tem som aqui.” – apontando para o stereo um tanto escondido;
IKE>>
“Beleza. Vou pegar os cds então.”
Isaac e Taylor levantam e saem do escritório.
PULIPA>>
“Cacá, eu nem posso ficar. Daqui a pouco eu tenho aula de flamenco.”
CACÁ>>
“ ‘Cê tem que ir, tipo, agora?”
PULIPA>>
“Ahan.”
CACÁ>>
“Ah... vamo’ lá que eu te levo na porta então.”
Pulipa e Camilla levantam. Antes de saírem, Pulipa se despede de Gabi e
Zac. Ele e Gabriela ficam sozinhos. Silêncio um primeiro momento. Ele estava
sentado ao lado dela.
ZAC>>
“Quantos anos a Pulipa tem?”
GABI>>
“16.”
ZAC>>
“Ah...” – deixando no ar que ele estava interessado;
GABI>>
“Por quê?”
ZAC>>
“Só pra saber...” – sorrindo malicioso. Gabi desce as sobrancelhas sem
compreender.
Silêncio.
ZAC>>
“E...”
GABI>>
“E o que?”
ZAC>>
“Quando que ‘cê vai, tipo...”
GABI>>
“Tipo o que?”
ZAC>>
“Você num vai ligar pro seu namorado?”
GABI>>
“Vou.”
ZAC>>
“Se ‘cê quiser, eu posso falar com ele. Eu digo que inventei e tal...”
GABI>>
“Não precisa... não foi mentira mesmo... eu vou me desculpar com ele. O
Adrian aceita se quiser.”
ZAC>>
“Não, mas o namoro de vocês não pode terminar assim.”
Gabi estranhava aquela conversa.
GABI>>
“Ah não, é?”
ZAC>>
“Nope.”
GABI>>
“Sei.” – olhando-o desconfiada;
ZAC>>
“Não por uma coisa tão idiota. ‘Cês se gostam e... bom...”
GABI>>
“Zac. Do que ‘cê tá falando?” – não entendendo nada;
ZAC>>
“Ah, Gabi...”
“Gabi????” ela pensa.
ZAC>>
“...foi por minha causa que ‘cês brigaram. Eu quero consertar isso.”
GABI>>
“Você ajuda ficando de fora.” – grosseira propositadamente;
ZAC>>
“De fora? Por quê? Eu que fiz a cagada com o namoro vocês!”
GABI>>
“Você só contou uma verdade pra ele. Se alguém tem que consertar alguma
coisa aqui, esse alguém sou eu. O namorado é meu, o beijo foi meu, a burrada
foi minha.”
ZAC>>
“Tudo bem, então. Se ‘cê acha isso...” – colocando os ombros para cima
– “Mas ‘cê tem certeza?”
GABI>>
“Absoluta.”
ZAC>>
“Tá. Só queria fazer um favor, pra eu não me sentir mais mau... Eu nem tô
assim muuuuuito preocupado, mas sei lá...”
Gabriela
espreme os olhos sutilmente, como sempre fazia quando estava nervosa.
GABI>>
“Claro, afinal a idéia principal sempre fora o seu bem-estar. Não se
preocupe, Zac. Isso não vai atrapalhar em nada a sua vidinha tão bonitinha.
Pode correr contar pro seus amiguinhos que ‘cê desmanchou um namoro que nem
‘gente grande’.” – completamente irônica.
Zac fica olhando-a levantar para sair do escritório.
ZAC>>
“Gabi, não é isso!”
GABI>>
“Que se dane você!” – já na porta da sala. Sai deixando-a aberta.
Gabriela cruza com os outros dois primos, que voltavam ao lugar inicial.
Eles entram no escritório já cobrindo o irmãos mais novo de perguntas.
IKE>>
“O que aconteceu?”
TAY>>
“Por que a Gabi saiu desse jeito?”
IKE>>
“Ela tá brava?”
ZAC>>
“Sei lá! A gente tava conversando na boa e, do nada, ela ficou toda brava,
levantou e saiu.”
TAY>> “Putz... que sinistro.”
IKE>>
“Quando a Cacá voltar, a gente pede pra ela falar com a Gabi.”
CACÁ>>
“O que tem eu aí?”
Eles explicam tudo para Camilla. Ela prefere não fazer nada por
enquanto. Quando Gabriela voltasse, falaria com ela.
GABI>>
“Oi, Melina. A Marrie está aí?” – na porta da casa da amiga;
MELINA (irmã
de Marrie)>> “Oi, Gabi. Entra aí. Ela tá lá no quarto.”
Gabriela entra. Marrie escutava seu cd novo do No
Doubt. Se assusta ao ver a amiga na porta do quarto.
MARRIE>>
“Gabi? Nossa! Oi! Entra!”
GABI>>
“Desculpe vir sem avisar, mas é que eu nem tava afim de ficar lá em casa.”
MARRIE>>
“Nem dá nada... Aconteceu alguma coisa?”
GABI>>
“Ah... na verdade sim...”
MARRIE>>
“O que aconteceu?”
Gabi explica o começo da história para Marrie. Ela ouvia atenta.
GABI>>
“Aí ele começou a falar com todo aquela indiferença, como se eu estivesse
esmolando por alguma coisa dele. Algo do tipo: ‘Se você quiser, eu ligo lá
pro seu namoradinho, mas eu tô pouco me ferrando se eu estraguei o namoro de
vocês.’ O Zac deu a entender que só tava fazendo aquilo pra ELE não se
sentir mau. Que raiva! Ai, Marrie, que nojo! ‘Cê tinha que ter visto o ar de
superioridade dele! ‘Eu e o meu umbigo’. Hunf!” – nervosa;
MARRIE>>
“Gabi... eu entendo o seus motivos pra estar tão brava, mas, sei lá... eu
‘inda acho que o Zac só tem 14 anos. Que espécie de atitude ‘cê queria
que viesse dele? Que ele assumisse ou reconhecesse alguma coisa? Não mesmo!”
GABI>>
“Um infantil! Mas é muito estranho porque às vezes ele parece tão maduro...
sabe o que quer, diz coisas muito cabeça... mó crescido!”
MARRIE>>
“Deve tá ajeitando a personalidade. Acho eu, né...”
GABI>>
“O mais tesão mesmo é que tô muito perdida! Não sei se ele gosta de mim! Pô,
as coisas que ele faz dá a entender que ele gosta, mas... cara! Não sei! Como
eu detesto não saber as coisas!”
MARRIE>>
“A questão é: você gosta dele?”
Gabriela pensa um pouco. Olha a amiga nos olhos um tempo.
GABI>>
“Acho que sim.”
MARRIE>>
“É, eu imaginava mesmo...”
GABI>>
“Putz, mas como mulher é burra!!!”
MARRIE>> “Hahahahahahaha...”
Gabriela ri também.
GABI>>
“Será que eu podia ficar aqui com você um tempo? Tipo... a tarde toda?”
MARRIE>>
“Um tempinho, né? Hehe... Tudo bem, não tem ‘pobrema’ não. Pó’ ficar
quando ‘cê quiser.”
GABI>>
“Valeu, Marrie. ‘Cê mata à pau!” – sorrindo.
Na casa dos Hanson, Camilla, Isaac, Taylor e Zac continuavam no escritório.
CACÁ>>
“Tô começando a querer saber onde a Gabi foi.”
TAY>>
“Mas eu não ‘tendi ainda. Ô Zac, explica direito o que ‘conteceu.”
ZAC>>
“Mas eu já disse. A gente tava conversando na boa e, do além, ela sai daqui
brava pacas.”
CACÁ>>
“Bom, que a Gabi é meio esquentada, a gente já sabe. Mas ela não ia ficar
brava do nada, Zac.”
ZAC>>
“Tem sempre uma primeira vez pra tudo.”
IKE>>
“Cala a boca, Zac...” – balançando a cabeça;
ZAC>>
“Mas é, ué!”
CACÁ>>
“Se ela ainda estiver brava ou chateada, ela com certeza tá na casa da Marrie.”
ZAC>>
“Na Marrie? E a gente não podia ir até lá?”
CACÁ>>
“Eu vou ligar pra ver como estão as coisas por lá.”
E é o que Camilla faz. Disca os números.
CACÁ>>
“Alo?”
MELINA>>
“Oi. É a Melina, antes que ‘cê pergunte quem é.”
CACÁ>>
“Oi, Melina, é a Cacá. A Gabi tá por aí?”
MELINA>>
“Só um pouquinho.”
GABI>>
“Oi, Cacá.”
CACÁ>>
“Oi, Gabi. ‘Cê não vai voltar pra casa não?”
GABI>>
“Deveria?”
CACÁ>>
“É que... ‘cê num tem ensaio hoje com o grupo?”
GABI>>
“Putz!!” – batendo a mão na testa;
CACÁ>>
“Vem logo. Senão ‘cê se atrasa.”
GABI>>
“Tô indo. Tchau.”
CACÁ>>
“Tchau.” – desligando o telefone logo a seguir;
ZAC>>
“Ela tá vindo?”
CACÁ>>
“Ahan. ‘Inda bem que eu lembrei do ensaio dela na hora. Senão eu não ia
saber o que dizer.”
Um tempo depois, Gabriela já estava em casa. Ela entra sem fazer muito
barulho e encontra os pais e os tios na sala conversando.
MARIAH>>
“Olá, querida. Onde você estava?”
GABI>>
“Fui na casa da Marrie fazer umas coisas...”
MARIAH>>
“Você não tem ensaio hoje?”
GABI>>
“Tenho. Por isso que eu voltei pra casa.”
MARIAH>>
“Então se troque lá que eu e todos nós vamos levá-la, ok?” – sorrindo;
Gabriela não gosta tanto assim da idéia. Mas sobe se trocar sem dizer
nada. Um tempo depois, ela desce vestindo algo mais confortável. Vão para a
escola de Gabi, a deixam e voltam para casa.
APRIL>>
“Finalmente, Gabi! Pensei que você não fosse vir!” – logo que Gabriela
entra pela porta da sala onde dançavam. Era cheia de espelhos, chão reluzente
e muito espaçoso;
GABI>>
“Oi, April. Desculpe, eu me atrasei um pouquinho...”
SARAH>>
“Gabiii! Oiê! ‘Tamos ensaiando aquela coreografia que ‘cê disse que
amou!” – indo até a amiga;
GABI>>
“Oba!”
E Gabi começa a dançar com as outras. Porém não conseguia acompanhar
tão bem.
APRIL>>
“Gabi, vamo’ lá garota! ‘cê tá atrasada em relação às outras!” –
gritando um pouco alto devido a música;
Gabriela não conseguia se concentrar muito bem e só pensava na conversa
que houvera tido com Zac e, mais tarde, com Marrie. A professora, April, pára
um instante.
APRIL>>
“Um tempinho pra vocês tomarem uma água!” – se aproxima de Gabi –
“Gabi, ‘cê tá legal?”
GABI>>
“Tô, por quê?”
APRIL>>
“É que você não tá dançando legal. Fora que a sua cara não tá das
melhores.”
GABI>>
“Não?”
APRIL>>
“Não. ‘Cê tá séria demais.”
GABI>> “Tô?”
APRIL>> “Ahan.”
GABI>>
“É?”
APRIL>>
“E tá meio boba também!” – referindo-se às perguntas de Gabriela;
GABI>>
“Hehehehe... desculpe, April. Eu só tô meio preocupada com umas coisas aí...”
APRIL>> “Tudo bem, mas vê se concentra mais aqui, né?”
GABI>>
“Pó’ dexá!”
APRIL>>
“Ótimo.” – sorrindo – “Meninas!! Chega de intervalo! ‘Bora!!”
E elas todas retomam a dança.
Em Tulsa, Lí arrumava as malas. Iria mesmo para Londres com a família.
Ela olha o telefone. Lembra de Zac. “Eu
preciso do endereço da casa das primas deles lá.” ela pensa. Disca uns números.
O telefone toca na casa dos H.B.
LOURDES>>
“Alo?”
LÍ>>
“Oi. É... eu queria falar com o Zac. Ele está?”
LOURDES>>
“Só um minuto, por favor.”
Lourdes leva o telefone sem fio até o quarto das meninas, onde estavam
Camilla, Isaac, Zac e Taylor.
LOURDES>>
“Telefone para você.” – sorrindo e estendendo o telefone sem fio para
Taylor;
TAY>>
“Pra mim?!” – apanhando o objeto da mão de Lourdes;
LOURDES>>
“Sim. Você é o Zac, não é?” – sorrindo, tentando fazer uma
brincadeira;
CACÁ>>
“É... Ô Lurdéca. Ele é o Taylor. o Zac é esse aqui ó.” – apontando
com o polegar para Zac ao seu lado;
ZAC>>
“Não! eu sou o Ike!”
LOURDES>>
“Ué... mas você não é o Taylor?”
ZAC>>
“Não, não... eu sou o Ike.”
LOURDES>>
“Mas...”
CACÁ>>
“Lourdes, ele é o Zac. Ele tá só tentando te confundir.”
LOURDES>>
“Ai, meu São Crispin... menino endiabrado...” – saindo do quarto;
ZAC>>
“Hehehehe...”
Taylor dá o telefone para Zac. Ele ri mais um pouco e só então atende.
ZAC>>
“Alo?”
LÍ>>
“Nossa, finalmente!”
ZAC>>
“Quem é?”
LÍ>>
“Não reconhece mais a minha voz, é?!”
ZAC>>
“Mmm... não.” – já sabendo quem era, mas fingindo não saber apenas para
irritá-la;
LÍ>>
“Zac! É a Lí!”
ZAC>>
“Aaaaaaah!!! Hehe... Oooooi, Lí!”
LÍ>>
“Tudo bem?”
ZAC>>
“Uhun.”
CACÁ>>
“A Lí.” – ela cochicha com Taylor e Isaac;
LÍ>>
“E aí? Sentindo muito a minha falta?”
ZAC>>
“Muito.”
LÍ>>
“Mesmo?”
ZAC>>
“Na verdade.... não.”
LÍ>>
“Zac! Eu sou a sua namorada, lembra?”
ZAC>>
“Putz! É mesmo! Esqueci disso...” – cínico;
LÍ>>
“Eu só não fico brava com você porque, além de eu estar com muita saudades
suas, eu sei que ‘cê tá fazendo isso só pra me irritar!”
ZAC>>
“Tô brincando, Lí. Claro que eu tô com saudades suas.”
LÍ>>
“Ai, Zaquizinho... num vejo a hora de te ver de novo.”
ZAC>>
“É...”
LÍ>>
“Bom, eu queria saber o seu endereço aí.”
ZAC>>
“Pra quê?” – com um tom de voz de desaprovação;
LÍ>>
“Nossa, calma! Eu só quero o seu endereço daí!”
ZAC>>
“Por quê? ‘Cê tá pensando em vir pra cá?” – irônico mais uma vez;
LÍ>>
“É... mais ou menos.”
ZAC>>
“Não, mas fala sério. Pra quê ‘cê quer o endereço daqui?”
LÍ>>
“Pra... pra... te escrever.”
ZAC>>
“Sei... mmm... pera que eu vou perguntar pra dona da casa se pode.” –
cobre o telefone com uma das mãos e olha para Camilla – “Cacá, a Lí quer
o endereço daqui. Pode dar?”
CACÁ>>
“Claro.” – sorrindo;
ZAC>> “Tá, Lí. ‘Notaí.”
Zac fala
todos os dados necessários para que Lí pudesse achar a casa dos H.B.
facilmente.
LÍ>>
“Então tá, Zaquizinho. A gente se vê.”
ZAC>>
“Acho que isso vai demorar um pouco, Lí, mas tudo bem... a gente se vê.”
LÍ>>
“Será mesmo?”
ZAC>>
“Ahan. A minha mãe não tá pensando em ir embora tão cedo.”
LÍ>>
“Que seja. Então... um beijo.”
ZAC>>
“Outro pra você.”
LÍ>>
“Tchau.”
Zac desliga o telefone.
IKE>>
“Nossa... a Lí ligando aqui?”
ZAC>>
“Ela sofre de falttasss de semancolzis
agudis.”
Risadas. E eles ficam lá, conversando mais um período de tempo. Quando
Gabriela entra em casa. Mariah e Diana não estavam em casa, apenas John e
Walker.
JOHN>>
“Oi, filha.”
GABI>>
“Oi, pai.” – indo até John e beijando no rosto. Faz o mesmo com Walker;
JOHN>>
“Tudo bem com você?”
GABI>>
“Tudin’...” – sorrindo – “Só meio cansada.”
JOHN>>
“Então tome um banho lá que essa noite a gente vai fazer alguma coisa
diferente.”
GABI>>
“Vamos? O que??” – contente com a idéia;
JOHN>>
“Não sei... eu vou pensar em alguma coisa. Mas precisamos esperar a sua mãe
e a sua tia chegar.”
GABI>>
“Onde elas foram?”
JOHN>>
“Saíram com as crianças.”
GABI>>
“Ok.”
Camilla, Taylor, Isaac aparecem, descendo as escadas.
CACÁ>>
“Gabiii! ‘Cê já tá aí!” – sorrindo e correndo em direção à irmã
abraçando-a;
GABI>>
“Oi, Cá!”
TAY>>
“Como tava a sua aula?” – colocando as mãos nos bolsos;
GABI>>
“Legal... meio corrida, mas legal.” – colocando os cabelos atrás da
orelhas;
ZAC>>
“Corrida? Muitos passos para pôr em dia?” – fazendo uma brincadeira
completamente infeliz. Ele percebe ao ver a expressão séria de Gabriela ao olhá-lo.
Ela não diz nada. “Putz... ela tá
brava comigo.”
JOHN>>
“Mas Gabi, vai lá se trocar e depois volte aqui para nós decidirmos alguma
coisa.”
GABI>>
“Tá.”
Ela sobe as escadas correndo. Enquanto Gabriela estava tomando banho e se
arrumando, Mariah, Diana e as crianças chegam. Beijam a todos que estavam na
sala.
AVERY>>
“Cadê a Gabi? Cadê ela?”
JOHN>>
“Se trocando, querida. Por quê?”
AVERY>>
“É que eu comprei uma coisa pra ela.”
DIANA>>
“A Avie não sossegou enquanto nós não fomos até uma lojinha lá que ela
disse ter visto uma coisa que ela queria muito dar para a Gabi.”
AVERY>>
“Tomara que ela não demore.” – com o pacote nas mãos.
Um certo tempo passado, Gabriela desce as escadas já pronta. Avery não
perde tempo e corre em direção à ela.
AVERY>>
“Gabi! Gabi! Olha o que eu comprei pra você!”
GABI>>
“Presente? Pra mim?” – com um largo sorriso;
Avery faz que sim com a cabeça. Gabriela começa a abrir.
AVERY>>
“Ah! Rasga o pacote!”
GABI>>
“Não, é que eu gosto de guardar.” – sorrindo.
Finalmente termina de abrir. Fica olhando o presente encantada. Nunca
havia recebido algo tão terno em toda a sua vida.
AVERY>>
“Fui eu que escolhi.” – sorrindo orgulhosa, já que vira que Gabi gostara.
Ela não sabia o que dizer. A família toda observava.
GABI>>
“Avie, essa foi a caixinha de música mais linda que eu já ganhei na vida!”
– beija a prima no rosto e a abraça – “Muito obrigada!”
AVERY>>
“E você viu que ‘cê tá dentro dela?”
Gabriela abriu a caixinha. Havia uma bailarina bastante colorida dentro
que girava em torno de si mesma frente a um espelho. Ela sorri para Avery.
GABI>>
“Nossa, Avie, nem sei como agradecer!”
Avery sorri.
AVERY>>
“Nem precisa...”
MARIAH>>
“Traga até aqui, querida, para que todos nós possamos ver.”
Gabi o faz. Todos ficam encantados mais com o gesto de Avery do que com o
próprio presente.
GABI>>
“Eu vou colocar do lado da minha cama agora.”
AVERY>>
“Eu vou com você.”
As duas sobem as escadas.
CACÁ>>
“Que bonitinho...”
DIANA>>
“Enquanto a Avie não comprou essa caixinha, não parou quieta.”
MARIAH>>
“Que amor de menina que ela é.”
E todos fazem um comentário positivo a respeito.
No quarto das meninas...
GABI>>
“Agora deixa eu ver onde eu vou colocar...” – olhando ao redor;
AVERY>>
“Coloca no seu criado-mudo.”
Gabriela vai até este e posiciona ao lado do abajur.
GABI>>
“Depois eu vou colocar todas as minhas coisas aí dentro.”
AVERY>>
“Brinco, colar, essas coisas, né?”
GABI>>
“Ahan.” – sorrindo;
AVERY>>
“Que legal!”
GABI>>
“Obrigada de novo, Avie. Eu amei! Muito lindo! Nem o meu namorado nunca me deu
algo assim tão bonito!”
AVERY>>
“Namorado? Ah! Aquele lá com o cabelo engraçado?”
Gabriela acha graça.
GABI>>
“Cabelo engraçado?”
AVERY>>
“É! Fica toda hora caindo na cara dele!”
GABI>>
“Sabe o que é, Avie? É que os meninos fazem isso de propósito só pra dá
um charme.”
AVERY>>
“Que brega! Eu acho ridículo!”
GABI>>
“Ah... eu gosto.”
AVERY>>
“Mas eu não entendo... se o cabelo tá caindo na cara, corta ué! Os meus irmãos
não deixam ficar caindo no rosto. Eles amarram.”
GABI>>
“É... uma boa idéia. Mas eu acho que o cabelo do Adrian não dá pra
amarrar.”
AVERY>>
“Então num tem jeito. Tem que cortar.”
Gabriela ri.
AVERY>>
“Mas Gabi... por que ‘cê tá namorando com ele?”
GABI>>
“Ah... porque...”
AVERY
(interrompendo)>> “Eu pensei que você e o Zac estivessem namorando.”
– cochichando;
GABI>>
“Eu e o Zac? Dá onde ‘cê tirou isso?”
AVERY>>
“Ah, sei lá... eu pensei só...”
GABI>>
“As coisas mudam, sabe Avie... não quer dizer porque deu certo uma vez, vai
dar de novo.”
AVERY>>
“Mas por acaso ‘cês tentaram?”
GABI>>
“Não, mas...”
AVERY>>
“Então como é que ‘cê sabe que não vai dar certo?”
Gabriela realmente não sabia como responder àquela pergunta.
AVERY>>
“Viu? ‘Cê ficou sem saber o que dizer! Hehe... então é porque eu tô
certa.” – sorrindo satisfeita;
GABI>>
“Mas Avie... acho que a questão não é tentar. Não tem porquê tentar se os
sentimentos mudaram.”
AVERY>>
“Eles mudaram?”
GABI>>
“Acho que esse negócio de fazer pergunta difícil é mesmo de família...”
AVERY>>
“Ãã?”
GABI>>
“Nada não...” – respira fundo – “Eu não sei te dizer sobre o que eu
tô sentindo... é que eu não gosto de racionalizar o que eu sinto.”
Avery faz expressão de incompreensão.
GABI>>
“Tipo...transformar sentimentos em palavras...” – Avery então entende –
“...geralmente sai besteira.”
AVERY>>
“Aaaah...”
É quando Zac aparece na porta do quarto.
ZAC>>
“Avie... a mãe tá chamando.”
AVERY>>
“Tá...” – ela olha para Gabriela e pisca – “Não, eu tô indo...”
– indo para a porta – “Pó’ deixá... hehe... Ah! Fiquem à vontade... não
precisam vir comigo, tá?” – rindo. Pára um tempo, olha para os dois e sai
correndo. Gabi acha graça, mas não ri;
ZAC>>
“Do que ela tava falando?”
GABI>>
“Nada, eu acho.” – seca e olhando a seu mais novo presente.
Zac entra. Senta ao lado de Gabi.
ZAC>>
“Posso ver?”
Gabriela levanta os olhos sérias. Ficam daquele jeito, apenas em contato
visual, por alguns segundos.
GABI>>
“Tá, pode...”
Ela dá a caixa de música para Zac. Ele abre e começa a observar. Muito
lentamente. Notando cada detalhe, cada desenho. Não pela beleza do objeto, mas
pelo instante em que passava próximo à prima. Gabriela ponderava a maneira com
que Zachary tocava a caixinha. De repente, os olhos dele levantam-se e fitam
Gabi. Ela percebe e continua a observar a caixa de música. Zac ainda a olhava.
Então Gabriela levanta seu rosto e o olha também. Novamente aqueles olhares. O
sentimento estranho que Zac não sabia dizer o que era, lhe denuncia a enorme
vontade de beijar àquela que olhava. Gabriela estava séria, mas algo se
manifestava dentro dela. Queria levantar, sair dali, pois sabia o que estava por
vir. Mais nada lhe passava na cabeça. É quando ele começa a virar seu rosto
de lado sutilmente, inclinando-se. Um frio percorre a espinha de Gabi e, ao
olhar os lábios de Zac, faziam com que os seus começassem a queimar. E vão se
aproximando cada vez mais. Ao sentir a respiração de Zac em seu rosto, Gabi
levanta.
GABI>>
“Não...” – ela sussurra para si mesma. Zac não escuta;
Os dois se olham. Não dizem nada. Gabriela se abraça. Sai do quarto e
volta para a sala.
MARIAH>>
“Onde está o Zac, querida?”
ZAC>>
“Aqui.” – descendo as escadas;
JOHN>>
“Bom, então... vamos todos se trocar para podermos sairmos mais apresentáveis.”
GABI>>
“Mas eu pensei que ‘cês tavam prontos já!”
WALKER>>
“Não na verdade, Gabi...”
GABI>>
“Mas então por que ‘cês me mandaram trocar de roupa e tomar banho?”
Todos se olham.
GABI>>
“Tá, que seja...”
Risadas. Sobem todos. Apenas Zac fica. Gabriela não gosta muito.
GABI>>
“Você não vai subir se trocar não?”
ZAC>>
“Vou.”
GABI>>
“Então vai.”
Zac a olha um tempo e sobe. Um bom tempo depois, estavam de volta,
arrumados.
GABI>>
“Nossa, já?” – ironizando a demora. Risadas;
JOHN>>
“Vamos?”
No carro, conversavam as diversas possibilidades de lugares que poderiam
ir. Decidem ir jogar boliche. Lá, entram e escolhem uma pista. No local havia
ainda pista para roller, fliperamas e videokê. Começam com o boliche.
ZAC>>
“Tá, vamos fazer times ao invés de individual e ver o que ‘contece.”
Passam a discutir sobre quem iria com quem. Não chegavam a nenhum
consenso. Jessica, Avery e Mackenzie ficavam se olhando.
JESSIE>>
“Doidos...”
AVIE>>
“É...”
MACKIE>>
“Genteeee!!! Pára de brigar!!”
IKE>>
“Nós não estamos brigando, Mackie.”
MACKIE>>
“Tão sim!”
ZAC>>
“Não, Mackie... a gente só tá decidindo os times.”
JESSIE>>
“É... Assim ‘cês vão longe mesmo... Por que não fazem menino contra
menina?”
Os mais velhos se olham.
AVIE>>
É! Eu, a Jessie, a Gabi e a Cacá contra o Ike, o Tay, o Zac e o Mackie.”
GABI>>
“Mmm... puxa... Muito boa idéia a de vocês.”
JESSIE>>
“Vocês só têm que parar e pensar um pouco.” – colocando os cabelos atrás
das orelhas.
Mariah, John, Walker e Diana terminavam de acertar algumas coisas sobre o
pagamento. Vão para junto dos filhos.
MARIAH>>
“Já decidiram quem vai jogar contra quem?”
ZAC>>
“Já! Meninos contra meninas.”
JOHN>>
“Mmm... será que a gente podia entrar também?”
IKE>>
“Claro, tio! Nossa! Vai ser muito legal!”
E eles começam a jogar. O fato de existir o mesmo de número de mulheres
e homens era uma coincidência muito grande. No princípio, nenhum dos dois
grupos destacavam-se. Os pontos estavam empatados. Durante uma jogada de
Diana...
ZAC>>
“Meu, como mães jogam mau!”
CACÁ>>
“Hehehe...”
Gabriela não faz nem diz nada.
ZAC>>
“Cara, olha!” – olhando para sua mãe que ainda mirava nos pinos – “Eita...”
Gabriela ainda não diz nada. Camilla percebe que havia algo de bastante
errado.
ZAC>>
“Num acha, Gá?”
Ela o olha com seriedade.
GABI>>
“Na verdade... não. Eu acho que a tia Diana tá indo muito bem para quem está
jogando pela primeira vez.”
IKE>>
“É...” – não concordando realmente;
ZAC>>
“Mas...”
GABI>>
“E eu também não acho que a minha mãe joga mal.” – indiferente. Ela
levanta para acompanhar de mais perto a tia jogando;
TAY>>
“Nossa...”
Zac olhava Gabriela ali, um pouco a sua frente, torcendo pela tia.
CACÁ>>
“Ô Zac...”
Ele não ouve. Continua olhando para Gabi.
CACÁ>>
“Zac?”
ZAC>>
“Ã?”
CACÁ>>
“Eu sei lá o que tá pegando aí com vocês, mas... num fica triste não, tá?”
ZAC>>
“Triste? Eu não tô triste!”
CACÁ>>
“Ah não?” – não entendendo;
ZAC>>
“Não. Eu só não tô entendendo porquê ela tá sendo grossa assim
comigo.” – mentindo. É claro que estava aborrecido;
TAY>>
“Bom, Zac... é o mínimo que ela podia fazer depois de todas as merdas que
‘cê fez pra ela.”
ZAC>>
“A gente já se entendeu! Não tem mais porque ela ficar brava comigo!”
TAY>>
“Não mesmo?”
ZAC>>
“Não!”
Zac olha o irmão por um momento. Parecia que Taylor sabia o que havia
acontecido.
ZAC>>
“Não.”
TAY>>
“Tudo bem.”
GABI>>
“Aê tia Dianaaaa!!! Woohoo!!!” – pulando;
DIANA>>
“Vocês pensaram mesmo que eu não conseguia.”
TAY>>
“Nossa, mãe! ‘Cê fez um strike?! Nossa!” – levantando e indo até a mãe;
DIANA>>
“Fiiiiz!!”
Apenas Zachary continua sentado, pensando, sem ao menos dar ouvidos ao
que acontecia. Ele levanta e vai até o bar pedir alguma coisa para beber.
ZAC>>
“Oi.”
BALCONISTA>>
“Pois não?”
ZAC>>
“Me vê aí um Dr. Pepper, por
favor?”
A moça coloca a bebida em um copo com gelo e serve para Zac.
ZAC>>
“Valeu.”
Enquanto ele tomava, uma garota, bonita, pára ao seu lado para pedir
alguma coisa qualquer. Ele a olha, mas não presta muita atenção. Mas a garota
o nota. E como.
ELA>>
“Oi.”
Zac a olha. A menina sorria.
ZAC>>
“Oi.” – não dando muita importância;
ELA>>
“Você não parece ser daqui.”
ZAC>>
“Talvez porque eu não seja.”
ELA>>
“Meu nome é Rachel.”
ZAC>>
“Ah... oi.” – ele a olha sem nenhuma vontade de cumprimentá-la, mas
sente-se na obrigação de o fazer. A beija no rosto com má vontade – “Zac.”
RACHEL>> “Você tá sozinho?”
Zac apenas olha para os lados, irônico e volta para o seu copo.
RACHEL>>
“É que eu estou ali com as minhas amigas... se você quiser...”
Em um primeiro momento, Zac pensou em recusar. Porém, ao lembrar de Gabi
e os ocorridos do dia, pensa melhor na proposta.
ZAC>>
“Quantas amigas são?”
RACHEL>>
“Eu e mais duas.”
ZAC>> “Mmm... o problema é que eu não posso sair daqui. A família
toda tá ali.”
RACHEL>>
“Espera. Eu vou chamar as meninas.”
A garota sai e alguns segundos depois, retorna com as duas amigas.
RACHEL>>
“Gente, esse é o Zac.”
Ele sorri.
MARIAH>>
“Onde que tá o Zac?”
DIANA>>
“No bar, eu acho...”
MARIAH>>
“É a vez dele. Gabi, chame ele ali pra mim, por favor?”
GABI>>
“Uhun.”
Gabriela vai até o bar e, já de longe, vê Zac conversando com três
garotas. Ela pára um instante e só então continua.
GABI>>
“Zac.”
Ele finge não escutar.
GABI>>
“Zac.”
Ele repete o ato imaturo.
GABI>>
“Zac!!!”
ZAC>>
“Ã?” – virando para trás – “Ah, oi Gabi.” – sorrindo cínico;
GABI>>
“Sua vez.” – seca;
ZAC>>
“Você não quer conhecer as minhas amigas?”
Gabriela olha bem para as três meninas, olha para Zac e solta uma rápida
risada, daquelas com brabeza.
ZAC>>
“Puxa, Gá... seja mais social.” – com o mesmo sorriso;
GABI>>
“Quantos anos vocês têm?” – ela pergunta às meninas;
RACHEL>>
“Eu tenho 17, e elas duas têm 18.”
GABI>>
“Ah... eu se fosse vocês iriam procurar gente da idade de vocês. É crime
molestar menores.” – irônica;
Zac sabia onde aquela conversa iria parar.
RACHEL>>
“Como assim?”
GABI>>
“Esse pirralho tem 14 anos.” – e sai dali.
As três meninas olham Zac como uma expressão de quem estavam prestes a
explodir em risos. Elas saem comentando. Zac sentia-se o mais idiota possível.
E de certa maneira, com raiva de Gabi. Ele espreme os olhos e volta para junto
dos outros. Puxa Gabriela pelo braço.
ZAC>>
“Por que ‘cê fez aquilo?!” – aparentemente nervoso;
Gabi olha para a mão de Zac em seu braço.
GABI (agora
olhando-o)>> “Me larga.” – séria;
Ele hesita um momento, mas solta.
ZAC>>
“Por que ‘cê fez aquilo, hein?! Pra me humilhar?!
Eu tava indo bem com as meninas!”
GABI>>
“Bem?! Zac, acorda! Quem começou a querer dar uma de bom para cima de mim foi
você! Ha! Você não achou realmente que eu iria deixar quieto, né?! Eu nunca
deixo as coisas quieto!”
ZAC>>
“Você foi lá de propósito, só pra...”
GABI>>
“Ei! Pó’ pára! Você acha mesmo que eu iria lá só pra acabar com a sua
festinha?! Fala sério, Zac! Eu tenho mais o que fazer! Eu fui lá porque a
minha mãe me pediu!”
ZAC>>
“Sei...”
GABI>>
“Se ‘cê sabe, tá falando por quê?!” – irônica;
ZAC>>
“Você tá mentindo!”
GABI>>
“Como se ‘cê tivesse que acreditar...” – ela fala meio baixinho e sai
dali de perto.
Zac sente-se meio perdido. Detestava se sentir assim. Volta para junto
dos outros.
CACÁ>>
“Vamo’, filho, tua vez!” – falando com o primo;
ZAC>>
“Ah, claro... tô aqui já.”
Zac apanha a bola de boliche e se prepara para fazer a jogada. Mas estava
muito aéreo para acertar.
IKE>>
“Nossa, Zac! Essa foi feia...”
TAY>>
“Horrorosa.”
CACÁ>>
“Isso quer dizer que nós mulheres ganhamos! Woohoo!!!”
As meninas
ali se abraçam, exceto Gabi, que não estava no humor apropriado para isso.
Mariah estranha.
MARIAH>>
“Gabi? Alguma coisa errada?”
Logo a pergunta tornou-se um problema familiar. Todos já prestavam atenção
em Gabriela e queriam saber qual era o problema. Ela se assusta com a rapidez em
que aquilo se transformara em algo grande.
GABI>>
“Nada não, mãe.”
MARIAH>>
“Você está séria... aconteceu alguma coisa sim.”
GABI>>
“Mãe, já disse que não é nada.”
DIANA>> “O que foi, Mariah? O que a Gabi tem?”
MARIAH>>
“Eu não sei, ela está agindo estranho.”
DIANA>>
“O que foi, querida?”
GABI>>
“Nada, tia. Eu disse pra dona Mariah, mas ela não escuta!”
JOHN>>
“Quer voltar para casa, Gabi?”
GABI>>
“Não!”
MARIAH>>
“Não grite com a sua mãe!”
GABI>>
“Mas eu num tô gritando!”
JOHN>>
“Certeza que não quer voltar para casa?”
GABI>>
“Tenho!”
DIANA>>
“Você parece brava, Gabi.”
GABI>>
“Não! Num é isso!”
MARIAH>>
“Acho melhor voltarmos para casa.”
GABI>>
“Mas eu não quero voltar!”
MARIAH>>
“Agora que você conseguiu estragar a noite de todo mundo, Gabriela, trate de
ficar quieta!!” – brava;
GABI>>
“Quê?? Eu estraguei?! Mas eu não disse nada!”
JOHN>>
“Gabi, por hoje já chega!”
GABI>>
“Mas...”
MARIAH>>
“Vamos!”
E eles saem do lugar. Gabi não estava entendendo muita coisa. Era como
se por um momento não fosse a sua família ali com ela. Estranho. Conseguira
“estragar” a noite de todos ali sem dizer uma palavra intencional se quer.
Sua mãe não mostrava-se muito contente. Havia brigado com ela por motivos sem
o menor sentido aparente. “Putz! Que
merda! Eu briguei com a família inteira sem ter brigado com a família inteira!
Que sinistro...” ela pensa durante a volta, no carro. “E
só pra deixar bem mais divertido, eu ‘inda vou lá e brigo com o Zac... que
beleza... não, fala sério... Gabi tá bem hoje...”
Chegando em casa, todos sobem para seus quartos sem dizer uma palavra.
Pareciam um pouco revoltados. Gabi fica parada na porta de entrada (logo após
de fechá-la), olhando a todos com as caras feias subindo as escadas. Menos as
crianças que não haviam entendido desde o começo o motivo daquilo tudo.
GABI>>
“O que deu nesse povo hoje?” – sussurra para si mesma.
E ela finalmente fica sozinha. Aquela noite havia sido extremamente
esquisita. Senta no sofá para pensar um pouco. Alguém descia as escadas. Ela
observava atenta para ver quem era. Lá no seu íntimo, gostaria que fosse Zac.
E era exatamente ele quem se aproximava. Os dois se olham sem dizer nada. Um bom
tempo em silêncio.
GABI>>
“Você tá querendo dizer alguma coisa?” – tão baixo que Zac teve de
deduzir as últimas palavras;
ZAC>> “Uh huh.”
GABI>>
“Então fala.”
Ele vai até Gabi e senta ao seu lado. A olha mais um tempo em silêncio.
ZAC>>
“Noite estranha, né?”
GABI>>
“Muito.”
ZAC>>
“Bem mesmo...”
Silêncio.
GABI>>
“Era isso?”
ZAC>>
“Isso o que?”
GABI>>
“Que você queria me dizer.”
ZAC>>
“Não.”
GABI>>
“Então fala logo.”
ZAC>> “Como eu disse... a noite foi bem estranha. O que aconteceu lá
com aquelas meninas e a gente ter brigado por causa delas, também foi muito
esquisito.”
GABI>>
“ ‘Cê acha?”
ZAC>>
“Acho.”
GABI>>
“Eu não acho que a gente tenha brigado por causa delas.”
ZAC>> “E foi por quê?”
GABI>>
“Porque a gente tá com alguma coisa engasgada. As meninas foram só um
pretexto.”
ZAC>>
“Putz...”
GABI>>
“Que foi?”
ZAC>>
“O pior é que é mesmo.”
Gabi solta um leve sorriso, aliviando a conversa grandemente. Estava
bastante tensa até então.
GABI>>
“Pois é...”
ZAC>>
“E tem como a gente resolver isso?”
GABI>>
“Se você parar de agir que nem um escroto... aí ‘té tem.”
ZAC>>
“Eu??!!”
GABI>>
“É! Você!”
Zac pensa um pouco. Não foi difícil de entender o que Gabriela dizia.
Ele sabia muito bem que suas atitudes não andavam lá muito boas. Mas não
sabia porquê vinha agindo assim.
ZAC>>
“Tá... me desculpe...”
GABI>>
“Tudo bem.” – sorrindo;
ZAC>>
“Mesmo?”
GABI>>
“Uhun.”
Zac sorri meigo. E uma maturidade lhe toma o rosto, como se de uma hora
para a outra, soubesse exatamente o que queria. E aquele seu sorriso
predominava.
ZAC>>
“Tô me sentindo bem melhor.”
GABI>>
“Que bom... mas não deveria. Você tinha que se sentir culpado,
arrependido...” – brincando;
ZAC>>
“Eu sei... é que isso não me ajudaria muito agora.”
GABI>>
“Ajudaria? Como assim?”
ZAC>> “Ah... ‘cê sabe... quando você quer fazer alguma coisa
importante, precisa se concentrar...” – ia abaixando o tom de voz e se
aproximando de Gabi – “...e tomar apenas as atitudes certas.”
GABI>>
“Sei...”
E Zac vai falando cada vez mais baixo, até que Gabi não conseguia mais
ouvi-lo. Ele mantém a sua boca próxima a de Gabriela um tempo esperando a sua
reação. Ela fecha os olhos. E ele a beija. Enche as palmas das mãos com as
bochechas de Gabi, segurando-as delicadamente. Ela então abre mais sua boca,
fazendo com que se beijassem realmente. Zac desce suas mãos para os ombros dela
até a cintura, encaixando-as lá, sem fazer força alguma. Se beijavam
calmamente. Porém, a medida que as coisas iam acontecendo, tudo tornava-se mais
intenso. Zac atreve-se em colocar uma das mãos por baixo da blusa de Gabi,
tocando apenas sua cintura. Ela morde os lábios dele levemente. E o momento
passava-se sem a menor preocupação dos dois. Gabriela não podia deixar de
pensar no que estava fazendo. Afinal de contas, ela tinha um namorado. Talvez
agora ela e Zac se acertassem, mas precisava conversar com Adrian primeiro. E se
ele descobrisse sobre Zac? Que ela ainda gostava do primo tanto quanto antes?
ZAC>>
“Gabi?” – com sua mão na sua cintura dela, sobre a blusa;
GABI>>
“Ãã?”
ZAC>>
“Nossa... você tava longe. Algum problema?”
GABI>>
“Eu? Ai, Zac, desculpe... tava só pensando.”
ZAC>>
“Eu notei mesmo que você estava meio distante.” – sorrindo;
Gabi olha para baixo e sua calça jeans
estava com o botão aberto.
GABI>>
“Nossa, Zac, ‘cê já tá aí?”
ZAC>>
“Gá, quanto tempo você ficou ‘fora’?”
Ela ri. Zac a beija novamente. E torna-se intenso de novo.
GABI>>
“Zac, Zac...” – tentando livrar-se dos beijos – “...acho melhor a
gente subir. Tá tarde mesmo e nem é bom nós ficarmos aqui dando essa bandeira
toda.”
ZAC>>
“Ah, Gá...” – a puxando delicadamente;
GABI>>
“Zac, ‘cê sabe que o negócio aqui vai longe...” – ele ri – “Então
é melhor nós terminarmos outro dia.”
ZAC>>
“Tudo bem... ‘cê que sabe.”
E eles sobem as escadas de mãos dadas. Cada um para seus quartos. Durante a noite, chove muito. O dia seguinte amanheceria frio.
- - > Capítulo 15/font>