CAPÍTULO 13

            Ai, ai... o amor não é lindo? Pois eu acho. As coisas estavam dando bem certinho para a Ariella e para a Sharon. O Taylor gostava da Ariella e a Ariella gostava do Taylor. A Sharon tomou coragem e falou com o Zac. O Zac beijou a Sharon, gostando dela. Eu queria saber o que você aí está pensando agora. Elas duas são incríveis, não são? Pois é... Bonitas? Peraí, não vai me dizer que, esse tempo todo, você imaginou elas duas sendo duas deusas, provavelmente loiras, de olho claro, com aqueles corpos perfeitos, que nem batem com meninas de 15, 16 anos, que normalmente têm nas histórias? Gente, não. Elas são normais. Aqueles tipos de meninas que têm alguma coisa que encanta na personalidade e que, fisicamente, possuem alguns traços bonitos, se forem analisados isoladamente. Mas assim, a Sharon e a Ariella eram lindas no todo. Lindas. A Sharon que tem mania de se achar feia, mas eu acho isso um absurdo. Além do mais, não dá para dizer "ai, você é linda" ou "ai, você é feia" porque a beleza não tá no rosto de quem é visto. Mas sim, nos olhos de quem vê. Tem gosto para tudo. Quando você se acha feia, horrível, esquisita, você só está se minimizando. E isso não é bom. Aliás, quanto mais você se xinga, mais feia e chata você se torna. Você precisa confiar no seu taco, confiar em você. Além do mais, por mais feia que você se ache, sempre tem alguém que te acha bonita. Sempre. Às vezes é alguém que você nem sabe. Mas sempre tem. E nunca se compare com aquelas mulheres da televisão porque elas não são reais. Elas são construídas. Não é à toa que tanta gente diz: "na TV até eu".

            Naquela manhã, depois que a Sharon viu que a Ariella não tinha dormido no quarto, ela levantou para tomar um banho bem gostoso. Se arrumou bem bonita e desceu tomar café. Lá no restaurante, ela encontrou com a Ariella tomando café com o Taylor e o Isaac.

Sharon >> "Oi." – sorrindo.

Ariella >> "Bom dia, 'miga."

Tay >> "Oi, Sharon."

Sharon >> "Oi, Tay." – sorriu. – "Tomou banho, Ariella?"

            A Ariella estava de cabelo molhado.

Ariella >> "Ahan. Eu dormi no quarto dos meninos."

Sharon >> "Dormiu?"

Ariella >> "Ahan."

Sharon >> "Sua vaca suja!" – ela disse em português.

Ariella >> "Não pense que eu fiquei lá todo esse tempo, porque eu nem dormi. Fiquei com o Tay até quase de manhã. Ele só me emprestou o quarto deles para tomar banho." – respondeu também em português.

Sharon >> "Tava brincando... mas foi legal?"

Tay >> "Ahm... 'cês podiam parar de falar português porque eu tô começando a achar que 'cês tão falando de mim."

Ariella >> "Nossa, Tay... que modéstia..." – ela brincou. O Taylor deu um beijinho rápido nela.

Sharon >> "E o Zac?"

Ike >> "Dormindo. Ele tá morto. Sharon, 'cê pegou ele de jeito mesmo ontem, hein?"

            A Sharon ficou muito, muito, mas muito sem jeito.

Tay >> "Por que 'cê não vai acordar o Zac? Ele tá sozinho lá no quarto. O nosso pai saiu."

Sharon >> "Não, deixa ele dormir, se ele tá cansado. Eu sei como é quando a gente quer dormir e alguém acorda a gente. Nossa, dá muita raiva."

Tay >> "Você quem sabe..." – sorrindo.

            A Sharon sentou para comer com eles. Ficaram conversando um tempo, até que apareceram a Martinha e o Seu Viana.

Viana >> "Bom dia, meninas e meninos."

Martinha >> "Bom dia." – com a cara fechada de sempre.

Todos >> "Oiê!"

Martinha >> "Então, Sharon... vejo que seguiu meu conselho." – disse em português. – "Eu estava indo para o meu quarto ontem à noite e quando passei pela piscina... eu vi que seguiu meu conselho."

Sharon >> "É, segui sim. 'Brigada."

Viana >> "Que conselho?"

Martinha >> "Coisa de mulheres." – indo até a mesa para se servir.

            Passado algum tempo, a Sharon começou a sentir a demora do Zac. Ele não descia nunca. Ela já estava impaciente. Ela olhava para a porta do restaurante, na esperança que o Zac aparecesse.

Tay >> "Sharon, é melhor você ir no quarto acordar o Zac. Se deixar, ele dorme muito."

Sharon >> "Ai, não sei..."

Tay >> "Pode ir. Ele tem sono leve. Qualquer coisinha, ele acorda."

Sharon >> "Eu vou esperar mais um pouco. Se ele não vier, eu vou acordar ele."

Tay >> "Esperar? Pra quê? Que diferença vai fazer 'cê ir agora e daqui cinco minutos?"

Sharon >> "Mas eu não sei se eu vou, minino."

Tay >> "Pode ir, não tem problema nenhum. Ele vai gostar de acordar com você."

            A Sharon concordou com o Taylor, mas não disse nada. Esperou um pouco e levantou para ir até o quarto. A Ariella e o Taylor ficaram lá conversando e sorrindo um para o outro a toda hora. Eles só não se beijavam porque a Martinha e o Seu Viana estavam ali e eles não queriam ficar juntos na frente dos outros. Estava tudo lindo, até que entrou uns cinco meninos americanos no lugar. E um deles, o mais esquisito de todos, parece que gostou da Ariella. Não parava de olhar para ela, mandar sorrisinhos... Os amigos dele ficavam olhando para trás a todo instante e riam que nem uns retardados. Sabe aqueles tipos de meninos que são bem escrotos mesmo, que acham que são alguém e ficam dando em cima de tudo que é mulher só para provarem que podem? Então. Mas o que tinha gostado da Ariella era um gordo de cabelo raspado, de bochecha bem rosa, com uma pele meio úmida de tanto que o cara suava. Fora o monte de espinhas que ele tinha no rosto. Sinistro mesmo. O garoto era muito nojento. O Taylor estava de costas para o sujeito e a Ariella de frente. Ela não acreditou quando viu aquela aberração a encarando. Sério, sem querer exagerar, mas ela ficou até com medo. O Taylor estava contando alguma coisa que a Ariella ouviria muito interessada, se ela não estivesse se sentindo tão desconfortável por causa do cara. É claro que o Taylor começou a perceber que tinha alguma coisa errada.

Tay >> "Lella, tá tudo bem?"

Ariella >> "Claro que sim."

Tay >> "Mesmo? 'Cê tá com um cara de que viu assombração."

            É, podemos analisar o tiozinho espinhudo por esta analogia.

Ariella >> "Ahm... eu vi mesmo."

            Taylor olha para trás para ver o que a Ariella estava observando.

Tay >> "Nossa... eu acho que ele gostou de você, Lella."

Ariella >> "Eu sei." – com uma cara de medo.

Tay >> "Não tô gostando do jeito que ele tá te olhando." – olhando para o tio espinhudo.

Ariella >> "Ai, nem eu." – com a mesma expressão de medo.

Tay >> "Mmm..." – pensando.

Ariella >> "Ai, que minino medonho."

Tay >> "Tenta não olhar para ele." – abre um sorrisinho maroto – "Concentra em mim."

Ariella >> "Isso não vai ser muito difícil." – sorrindo.

Tay >> "Eu queria te dá um beijo..." – com uma expressão triste.

Ariella >> "Aaww..." – beijando-o na bochecha – "Agüenta mais um pouquinho. Daqui a pouco eles saem." – referindo-se a equipe da MTV e ao pai de Taylor.

Tay >> "Tá."

            Passado um tempo, o tio espinhudo começou a olhar a Ariella de um jeito ainda mais insinuante. Aquilo a incomodava muito. Até que o garoto começou a se aproximar e se aproximar...

Ariella >> "Tay, ele tá vindo aqui."

Tay >> "Deixe que venha..."

            Então o tio espinhudo chega à mesa deles.

Espinhudo >> "Oi."

            Ele era ainda mais cabuloso de perto. O rosto dele era algo indiscritivelmente nojento. Só tinha pus e daí para baixo.

Tay >> "Oi." – sério.

Espinhudo >> "Como é o seu nome?" – perguntou para a Ariella.

Ariella >> "Por que quer saber?"

Espinhudo >> "Porque eu te achei muito linda."

Ariella >> "Obrigada."

            O Taylor só olhava, quieto, pensando. Ele não era dos mais ciumentos, mas aquele tio espinhudo estava irritando.

Espinhudo >> "E então. Qual é o seu nome?"

Ariella >> "A minha mãe sempre me ensinou a não dizer o nome para estranhos."

Espinhudo >> "Com'on... eu não sou um estranho."

Ariella >> "A partir do momento que eu não sei quem você é, você se torna um estranho."

            Enquanto a Ariella enrolava o cara, o Taylor já estava ficando impaciente. Foi então que ele segurou o rosto da Ariella e deu um beijão de língua nela, delicadamente, daquele jeitinho gostoso que o Taylor sempre beijava.

Tay >> "Lella, eu tenho que ir falar com o Christopher." – levantando.

Ariella >> "Eu vou com você." – levantando também.

            Eles dois saíram e o tio espinhudo ficou lá, com a maior cara de tacho. Os amigos dele começaram a tirar um monte com a cara do garoto, coitado. Tudo bem que ele era feio, mas teria pelo menos uma chancezinha se conhecesse a fabulosa arte do chegar. Que menina que gosta desses garotos que chegam "e aí, biscoito?" ou ainda "fala, gostosa". Isso é brochante. Menino tem que ter jeito. Tem que chegar delicado, sem ser vulgar, porque isso irrita demais. Duvido que se o Taylor tivesse chegado na Ariella dizendo "ô tesuda, rola um beijo ou nem?", ela teria ficado com ele. Nunca. Que mulher que gosta disso?

            A Sharon estava chegando no andar do apartamento do Hanson. Nossa, ela estava muito nervosa. Chegou na frente do quarto e ficou pensando o que ela ia fazer.

Sharon >> "Tudo bem, Sharon. O máximo que vai acontecer é você morrer de vergonha... só isso."

            Ela abriu a porta devagarinho, para não fazer barulho. Entrou com o passo leve. A sala estava uma bagunça com um monte de roupas jogadas pelo sofá, latas de refrigerantes e restos de batata frita na mesinha de centro.

Sharon >> "Taylor porquinho." – falou sozinha.

            Foi caminhando até o quarto dos meninos. A porta estava aberta. O Zac dormia quietinho, todo jogado na cama, com o lençol desarrumado sobre o seu corpo, cobrindo-o até a metade das costas. Deu para ver que ele estava sem camisa. Uma perna estava dobrada, a outra reta, os cabelos completamente caídos no seu rosto e os braços para baixo do travesseiro.

Sharon >> "Puta que o pariu... mas esse cara é muito gostoso." – falou sozinha, bem baixinho. – "E eu fiquei com ele. Hehe."

            Essa modéstia da Sharon é uma virtude... Mas tudo bem.

Ela começou a se aproximar da cama e sentou no chão, de frente para a lateral da cama, o que a deixava de frente para o rosto do Zac.

Sharon >> "Tá... 'xô vê..." – ela sussurrou. – "Como que eu faço agora..."

            Ela continuou olhando para o Zac, pensando num jeito sutil, direto (mas romântico), calmo... enfim, perfeito de acordá-lo. Ela sabia o quanto era horrível quando alguém a acordava de repente, sem nem respeitar o soninho dela. Não queria fazer o mesmo com o Zac. Ficou olhando para ele, pensando nele, na boca dele, no beijo dele... Deu uma vergonhinha básica nela. Mas aquelas vergonhas boas, que dá de lembrar do beijo que foi dado. E ela ficou pensando em como ela gostou do Zac antes de conhecê-lo. Só que o Zac que ela costumava gostar era muito diferente. Ele significava distância, impossibilidade e, principalmente perfeição. E o Zac que ela tinha beijado não era perfeito. Tinha defeitos, como qualquer um. Só que a Sharon achava que, quando ela descobrisse isso, ela se decepcionaria muito. Mas não. Ser normal era uma das qualidades do Zac de que ela mais gostava.

Sharon >> "Ai... que lindo." – ela deixou escapar, por causa dos seus pensamentos.

Zac >> "Obrigado."

            A Sharon levou um susto. O Zac deu um sorriso, ainda de olhos fechados, só então abriu os olhos.

Zac >> "Oi, Shashá." – sorrindo.

            Ela queria morrer de tanta vergonha por saber que ele tinha a ouvido.

Sharon >> "Zac, nossa, 'cê me assustou."

            O rosto dele estava todo amassado, com uma marca quadriculada do cobertor nas duas bochechas. Maior cara de quem acabou de acordar. A Sharon achou graça.

Zac >> "Que foi?"

Sharon >> "O seu rosto... tá cheio de quadradinho."

Zac >> "Tá? Ai..." – Ele ficou meio sem jeito.

Sharon >> "Ah, tá bonitinho..."

            O Zac sorriu e se inclinou, dando um selinho demorado na Sharon. Estava cheiroso. Um cheirinho de perfume que já está acabando no corpo porque tinha dormido.

Zac >> "Tá fashion?"

Sharon >> "O quê?"

Zac >> "Os quadradinhos."

Sharon >> "Tá. Lindo, Zac."

O Zac começou a rir baixinho.

Sharon >> "O que foi que eu disse??"

Zac >> "Haha... 'cê disse o meu nome com sotaque."

Sharon >> "Sotaque?"

Zac >> "É. 'Cê disse Zéqui."

Sharon >> "Ahm... tá." – morrendo de vergonha.

            Ele deu mais um beijinho rápido nela.

Sharon >> "Como você acordou tão rápido?"

Zac >> "Eu tenho o sono leve." – ele sussurrou.

Sharon >> "Ah..."

Zac >> "Tá com sono?"

Sharon >> "Um pouquinho."

Zac >> "Quer deitar aqui?"

Sharon >> "Ahm... não."

Zac >> "Mesmo?"

Sharon >> "Zac!"

            Ele começou a rir de novo.

Zac >> "Shashá, you're really cute..."

Sharon >> "Eu só não brigo com você por 'cê ter me chamado de Shashá porque...ahm... você é... você."

Zac >> "Uau... sou?" – rindo.

Sharon >> "É, ué."

Zac >> "Que bom que eu sou eu. Imagine se eu não fosse eu e eu fosse você?"
Sharon >> "Quê?!?"

            Ele riu de novo.

Zac >> "Se eu não fosse eu, mas fosse você, eu não poderia fazer isso."

            E deu mais um selinho na Sharon. Ela sorriu.

Zac >> "Você dormiu bem?"

Sharon >> "Ahm... ahan."

Zac >> "Que bom." – sorrindo.

Sharon >> "Num tá com fome?"

Zac >> "Muita."

Sharon >> “Vamo’ lá comer então.”

Zac >> “Já comeu?”

Sharon >> “Ahan.” – disse, bem rapidinho.
            O Zac levantou de supetão da cama. A Sharon quase desidratou de tanto que babou nas pernas do menino. Mas sabe que o Zac não era sarado, corpo malhado e essas coisas que normalmente os homens famosos têm? Pois é. Ele até era meio gordinho, com uns pneuzinhos bem pequenos do ladinho da barriga. Noite passada, ela tinha visto ele na piscina. Perna ele tinha de monte, isso é verdade. Mas o Zac era lindo. Tudo nele a Sharon gostava. O mais legal era que ela gostava até das imperfeições dele. Inclusive dos pneuzinhos. O bom era o abraço dele. A Sharon se sentia pequenininha no meio de tanto braço. O Zac era muito forte e por causa disso ele envolvia a Sharon todinha. Era tão gostoso ficar abraçada com ele... Ela amava. Sentia-se protegida.

            A Sharon foi esperá-lo na sala, enquanto ele se trocava. Quando ele ficou pronto, os dois desceram para tomar café. Não tinha mais ninguém conhecido lá. O restaurante tinha muito pouca gente. Já era um pouco tarde para tomar café da manhã, mas o Zac detestava acordar e almoçar direto. Ele pensava que o café da manhã era básico para o dia dele ir bem. A Sharon sentou com ele. Os dois estavam conversando, quando a Sharon viu aquele garoto estranho olhando para ela, dando uns sorrisos sugestivos. Era o tio espinhudo. Sim, ele estava de volta.

Sharon >> “Nossa!”

Zac >> “Que foi?”

Sharon >> “Tem um tio bizarro olhando para cá.”

            O Zac virou para trás para ver quem era.

Zac >> “Ele tá olhando para você.”

            Ele ficou muito puto.

Sharon >> “Nossa, que coisa é aquela?”

Zac >> “E ele continua olhando.” – muito irritado.

Sharon >> “Ah, deixa ele, Zac.”

            O Zac encarou o tio espinhudo mais um pouco e voltou a comer.

Zac >> “Se ele continuar te olhando, me avisa.”

Sharon >> “Ahm... tá.”

            A Sharon não queria que o Zac ficasse nervoso. Ela não gostava de pessoas nervosas perto dela. Ela ficava desesperada, sem saber o que fazer e o que dizer. O tio espinhudo continuou olhando para ela, mas ela não queria que o Zac percebesse. Aqueles olhares estavam realmente incomodando-a, mas ela não sabia o que fazer. Às vezes, ela olhava para o cara para ver se ele ainda estava encarando. E ele sempre estava. O Zac percebeu que a Sharon não estava à vontade.

Zac >> “Ele tá olhando, né?”

Sharon >> “Ah, Zac, desencana...”

            Nossa, o Zac era muito ciumento. Ele não admitia que olhassem para a garota que ele estava ficando. Se olhassem, com certeza essa pessoa iria arranjar briga, porque, para melhorar um pouco, o Zac ainda era meio nervoso. Viu como ele não era perfeito?

O Zac virou para trás e viu a cena necessária para deixá-lo bem bravo: o espinhudo piscando para a Sharon.

Zac >> “Meu, esse cara tá me provocando.” – sussurrou bravo.

Sharon >> “Zac, calma. O tio nem sabe que a gente tá, tipo...” – ficou com um pouco de vergonha de falar. Mas aquela vergonha boa de novo.

Zac >> “Juntos?” – olhou para ela.

Sharon >> “É.” – ela ficou muito feliz por ouvi-lo dizer aquilo. – “Então deixa ele. Tipo, o cara luta sumô. Melhor ‘cê deixar quieto.”

            O Zac teria rido da piada em qualquer outra circunstância. Mas não naquela.

Sharon >> “Zac, come aí e esquece o cara.”

            ‘Cê lembra como foi com a Ariella, não lembra? O tio espinhudo se aproximou da mesa para falar com ela. E não é que ele fez a mesma coisa com a Sharon? Quando a Sharon viu ele se aproximando, entrou em pânico. O Zac tinha ido ao banheiro. Antes de sair, ele disse para Sharon: “Se aquele cara chegar perto de você, me avisa”. Na hora, a Sharon falou qualquer coisa, só para o Zac desencanar. Agora, o tio estava aproximando-se cada vez mais da mesa dela. Putz...

Sharon >> “Não, não. Volta.” – ela disse para o espinhudo, fazendo sinal para ele se afastar, quando ele ainda não estava tão perto.

            O tio pareceu que nem ouviu e continuou vindo.

Espinhudo >> “Oi.”
Sharon >> “Ahm... oi.”
Espinhudo >> “Como é o seu nome?”

Sharon >> “Será que dá pra gente falar outra hora?”

Espinhudo >> “Pra que esperar, baby?”

            Putz, que cara nojento.

Sharon >> “Ai, dude, please, just go.”

            E foi nessa hora que o Zac saiu do banheiro. Quando ele viu o cara falando com a Sharon, ele ficou louco da vida. Nossa! Saiu andando rápido até a mesa e se enfiou entre ele, que estava em pé, e a Sharon, que estava sentada.

Zac >> “Perdeu alguma coisa aqui?” – muito nervoso.

Sharon >> “Ai, cocô.”

Espinhudo >> “Eu tava falando com a garota ali.”

Zac >> “A garota tá acompanhada. Vai saindo fora.”

            O gordinho espinhudo estava morrendo de medo do Zac. Os amigos dele gritavam mais atrás no restaurante para ele partir para a ignorância com o Zac. Por causa disso, o gordinho espinhudo sentiu-se pressionado à seguir em diante com aquela discussão, mas não era o que ele queria fazer.

Espinhudo >> “Eu... eu não tenho medo de você.” – sem segurança na voz.

Zac >> “Ainda.” – ele disse bravo. – “A garota é minha. Pára de azucrinar, meu!”

Sharon >> “Zac, tipo... calma, dude. Por favor, pára com isso. O tiozinho não vai mais falar nada, né tiozinho?” – disse olhando para o espinhudo.

            Ele ficou quieto.

Sharon >> Tá, whatever... Zac, vamo’ bora. Por favor.”
            O Zac olhou para a Sharon. Então olhou para o tiozinho espinhudo de novo, pegou o casaco dele e saiu com a Sharon de mãos dadas. Deu para ouvir os amigos dele rindo da cara do coitado do tiozinho de novo.

Zac >> “Looser...” – ele sussurrou.

Sharon >> “Zac, nossa, eu nunca te vi daquele jeito.”

Zac >> “Só saí de lá porque foi você quem pediu, Shashá.”

Sharon >> “Você não precisava ter ficado bravo. Eu não estava pensando em, tipo, largar de você para ficar com ele.”

            O Zac sorriu para a Sharon.

Sharon >> “Gordinho por gordinho, sou mais você.”
            O Zac amou aquele comentário da Sharon. Ele parou, agarrou-a com força pela cintura e deu aquele beijão nela. De repente mesmo. Ela até se assustou um pouco, mas gostou da surpresa, afinal, beijar o Zac não era exatamente algo que ela não gostava de fazer.

Zac >> "Te adoro, sua louca."

            A Sharon só abraçou o Zac forte, lembrando do que ele disse para o tio espinhudo: "a garota é minha. Pára de azucrinar". Ela tinha amado aquilo.

 

- - > Capítulo 14 - FINAL

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