CAPÍTULO 12
DIANA>>
“Mas Mariah, já?”
MARIAH>>
“Já Diana. As meninas já incomodaram muito você aí.”
DIANA>>
“O que é isso, elas não me incomodam!”
MARIAH>>
“Eu acho melhor assim, Diana. Até porque, os meus negócios por aqui já estão
mais do que resolvidos. Faltam apenas alguns detalhes para eu cuidar.”
DIANA>>
“Mas, Mariah, ainda é cedo.”
MARIAH>>
“Querida, não adianta, está resolvido. A próxima vez que eu for pra Tulsa,
é para buscar a Camilla e a Gabi.”
DIANA>>
“Tudo bem, é você quem sabe... mas e depois que vocês forem, quando nos
veremos de novo?”
MARIAH>>
“Não sei, querida. Se depender de mim, logo. Agora são vocês que precisam
nos visitar lá em Londres um pouco, não é?”
DIANA>>
“É só nos convidar que iremos.”
MARIAH>>
“Então estão convidados!”
DIANA>>
“Puxa, os meninos vão sentir falta delas... Já estão tão acostumados
juntos.”
MARIAH>>
“Eu também acho, querida. Eles vão sofrer um tempo, mas nada que eles não
superem. São jovens, tem muito o que viver. Logo logo esquecem.”
DIANA>>
“Bom, em partes eu concordo... De qualquer maneira, espero que essa não tenha
sido a última vez em que nos vimos.”
MARIAH>>
“Pelo contrário, querida. Foi a primeira de muitas que ainda virão.”
DIANA>>
“Puxa, agora você me animou! Não vejo a hora de conhecer a sua casa em
Londres.”
MARIAH>>
“Bom, Diana, querida, eu preciso desligar agora. Tenho uma reunião dentro de
alguns minutos. Avisem as meninas, tá?”
DIANA>>
“Vou avisar.”
MARIAH>>
“Até logo, Diana. Um beijo.”
DIANA>>
“Outro.”
MARIAH>>
“Tchau.”
Diana
desliga o telefone. Ainda era cedo e, após receber a notícia de que logo as
sobrinhas iriam voltar para Londres, Diana decide não lecionar naquele dia.
Estava um pouco chateada, pois até mesmo ela já tinha se habituado com mais
duas na casa. Iria sentir muito a falta de Gabriela e Camilla. Tinha certeza de
que as duas iriam sentir muito a notícia, assim como seus filhos.
Gabi
abre os olhos. Olha no relógio. 9:00. Levanta. Seus movimentos acabam acordam
Cacá também.
CACÁ>>
“Oi, Gabi... UAAAAAH!!”
GABI>>
“Bom dia.” – sorrindo.
No
quarto dos meninos, Isaac e Taylor, já acordados há algum tempo, conversavam
baixinho para não acordarem Zac. Não muito depois, Zac abre os olhos.
ZAC>>
“Oi...”
IKE>>
“Bom dia.”
TAY>>
“Vamos descer tomar café?”
ZAC>>
“ ‘Bora.”
Os
três levantam e descem para a cozinha. Um tempo depois, Cacá e Gabi descem
também. Os cinco conversavam, menos Gabi com Zac, enquanto comiam. Todos ainda
de pijama e caras de sono.
DIANA>>
“Bom, eu vou aproveitar que estão todos reunidos para dar a notícia de uma
vez só.”
Todos
a olham.
DIANA>>
“A mãe de vocês ligou hoje pela manhã, meninas.” – pausa – “E ela
disse que, na próxima vez que vier a Tulsa, será para levá-las junto com
ela.”
TAY>>
“O que?!”
IKE>>
“Mas já?!”
ZAC>>
“Por quê?!”
DIANA>>
“Eu sei, eu sei... eu também não gostei da notícia. A Mariah disse que os
seus negócios em Oklahoma City já estão resolvidos e que ela já está
liberada pela empresa de voltar para Londres.”
TAY>>
“Não! Ainda é cedo pra elas irem!”
DIANA>>
“Eu sei, querido... Bom, como eu também não queria que a Camilla e a Gabi
fossem embora já, pedi para a Mariah que esperasse, pelo menos, completar duas
semanas que elas estão aqui. Afinal, doze dias não são nem duas semanas
inteiras.”
IKE>>
“Mas mesmo assim, ainda é pouco!”
DIANA>>
“Acontece, Ike, que pela Mariah, amanhã mesmo ela já estava vindo. Tentei
prolongar o prazo o máximo que deu. Depois de amanhã ela estará aqui para levá-las.”
Todos
estavam indignados. Como que iriam eles agora viverem uns longe dos outros? Nem
passava pela cabeça deles essa possibilidade, que agora tornava-se real. Cacá
e Gabi estavam tristes, assim como os primos. Não queriam deixar Tulsa, já que
ali tinham conhecido as pessoas mais importantes de suas vidas – Isaac, Taylor
e Zac.
CACÁ>>
“Puxa, que pena... eu nem queria ir embora de Tulsa.”
Gabi
não diz nada. Estava sentindo ainda a notícia que sua tia havia lhe dado, um
pouco de surpresa. Ela pensava, além de tudo, em Zac. Será que ela teria que
ir embora de Tulsa brigada com ele? Era o que ela menos queria. O resto do café
da manhã, os cinco tiram para falar da partida de Gabi e Camilla.
TAY>>
“Como é que vai ser a gente aqui sem vocês?!”
CACÁ>>
“Como é que vai ser a gente lá sem vocês...”
IKE>>
“Nossa, a gente ficou só 12 dias juntos, mas parece que foram mais.”
GABI>>
“Verdade... Nossa, vai ser um saco lá sem vocês.”
CACÁ>>
“Cara, e a gente que achava que conhecia gente legal, né Gabi?”
GABI>>
“Poizé... Mas não tem problema, porque ‘cês também vão pra lá visitar
a gente.”
TAY>>
“Pode?”
CACÁ>>
“Dããããã!! Mas é claro!”
GABI>>
A gente praticamente morou aqui com vocês esse tempo todo. É claro que ‘cês
podem morar lá um pouco com a gente também!” – arrancando sorrisos de
todos.
IKE>>
“Nossa, que difícil que vai ser... pra nós cinco.”
Todos
concordam em silêncio. Depois do café, eles decidem passar o máximo de tempo
juntos. Não queriam desperdiçar nenhum minuto. Vão para o quarto dos meninos
para conversarem um pouco. Se ajeitam nas camas. Isaac coloca um CD para tocar.
CACÁ>>
“Mas e aí, Ike, como é que foi o passeio ontem?”
GABI>>
“É, ‘cê num falou nada pra gente.”
IKE>>
“Ah, foi legal... a gente foi num barzinho aí, conversamos bastante... Tava
legal.”
CACÁ>>
“Sinto que a sua pessoa esconde algo das nossas pessoas.”
Todos
riem e concordam.
IKE>>
“Não, eu não tô escondendo nada não. Sério. Foi só isso mesmo, nada de
mais...”
GABI>>
“Tudo bem, a gente acredita...”
ZAC>>
“E hoje à noite, o que a gente vai fazer?”
TAY>>
“É, temos que fazer alguma coisa.”
GABI>>
“Tipo o que?”
CACÁ>>
“Ah, a gente podia juntar todo mundo e irmos todos no cinema.”
IKE>>
“Parece legal.”
ZAC>>
“Todo mundo... quem?”
CACÁ>>
“O pessoal todo daqui, o povo da rua.”
TAY>>
“Ah, só... é, pode ser.”
Concordam.
Começam a ligar para todo mundo para confirmar se todos iam poder.
CACÁ>>
“Ike, ‘cê quer que convide a Myra ou a Meredie?”
IKE>>
“Vixi... agora ‘cê me pegou.”
ZAC>>
“A sua melhor amiga ou o seu futuro rolo?”
IKE>>
“Caracas... não sei mesmo... o que ‘cês acham melhor?”
CACÁ>>
“A Meredie.”
IKE>>
“Mas daí a Myra vai ficar magoada.”
GABI>>
“Convida as duas, ué.”
IKE>>
“Bom, não é a melhor solução, mas é só o que se pode fazer.”
Retomam
as ligações. Depois de um tempo telefonando, conseguem que todo mundo
comparecesse. Todos poderiam ir.
GABI>>
“Cacá, convidou a Duda?”
CACÁ>>
“Convidei sim... eu quero que ela vá. Daí ela já conversa com o Tay
direito.”
TAY>>
“Eu? Com a Duda? Por quê?”
CACÁ>>
“Ah, sabe que é mesmo? Só porque a menina tá quase entrando num coma
depressivo por sua causa e tá desidratada, só no soro caseiro, de tanto
chorar, nem é aqueeeeeele motivo para você conversar com ela.” – irônica
– “Dããããã!”
GABI>>
“Hehehe...”
TAY>>
“Tá, tá... já vi que o negócio tá decidido.”
CACÁ>>
“É, tá sim!”
IKE>>
“Nossa, tá frio, né não?” – fechando a janela.
GABI>>
“A gente podia assistir a um filme.”
CACÁ>>
“Bora lá, então!”
Eles
vão para a sala de TV. Se acomodam no sofá, embaixo de uma grande coberta.
Diana faz pipoca e leva para eles.
CACÁ
(cochichando)>> “Ô Gabi...você e o Zac não se acertaram ainda?”
GABI
(cochichando)>> “Não...”
CACÁ
(cochichando)>> “E por que não? Meu, a gente vai embora depois de amanhã
já!”
GABI
(cochichando)>> “Eu sei... mas o que ‘cê quer que eu faça? A gente
conversou, mas não deu em nada. Ele disse que ainda sentia raiva de mim, porque
sempre se lembrava do que eu ‘fiz’ pra ele.”
CACÁ
(cochichando)>> “Hmm... bom, mas ‘cê tem que tentar, Gabi. Não dá
pra gente voltar pra Londres e vocês ficarem brigados.”
Zac,
que sentava do outro lado de Gabi, não notou que ela e Cacá conversavam sobre
eles. Ele não conseguia parar de pensar que Gabi já estava indo embora e eles
continuavam brigados. Precisava fazer alguma coisa. Ele sentia que se não
falasse logo com ela, iria perdê-la. O filme acaba.
GABI>>
“Uau... amei.”
ZAC>>
“É, eu também.” – ele diz olhando para ela. Gabi olha Zac um pouco
receosa, pois não tinha certeza se era para ela mesmo aquele comentário.
GABI>>
“Gostou?”
ZAC>>
“Uhun.” – ele sorri muito levemente.
Gabi
levanta as sobrancelhas sorrindo. “Puxa,
estamos progredindo” ela pensa.
CACÁ>>
“Nossa, mas esse filme é um pouco comprido, né?”
IKE>>
“É...” – olha no relógio – “Acho melhor nós já nos arrumarmos pro
cinema.”
TAY>>
“Yeap.”
Eles
sobem para os quartos. Cacá e Gabi para o de hóspedes.
CACÁ>>
“Gabi, empresta a sua calça prateada?”
GABI>>
“Não, eu vou com ela.”
CACÁ>>
“Ah, justo hoje ‘cê vai usar?”
GABI>>
“O Zac adora essa calça.”
Depois
de todos prontos, eles descem. Zac nota a calça que Gabi usava. Ela estava
muito bonita. Vão falar com Diana e Walker sobre o passeio. Eles autorizam, porém
Walker deixou claro que o carro não estaria liberado naquela noite. Isaac
insiste, insiste, até que consegue.
WALKER>>
“Duas noites seguidas é muito, Isaac.”
IKE>>
“Mas, pai, hoje é a penúltima noite que a Gabi e a Cacá vão ficar aqui.”
WALKER>>
“Tá, tá...”
Combinaram de se encontrar na frente
do cinema, no shopping. Lá, estavam Lí, Ivy e Scott. Zac cumprimenta Lí com
um forte abraço. Gabi não gosta muito.
LÍ>>
“Zac, queria me desculpar com você. Sei lá, eu fiquei meio encanada hoje, só
pensando. Nem tinha porque eu ficar tão brava.”
ZAC>>
“Beleza, tá desculpado.” – ele sorri.
LÍ>>
“Ai, que bom...” – o abraçando.
Gabi
finge não ver. Logo depois, chegam Myranda e Duda. Isaac dá pela falta de
Meredith.
IKE>>
“Myra, e a Meredie?”
MYRANDA>> “Ela não pôde vir. Teve que ir num jantar com uns velhos
amigos dela num restaurante aí.”
IKE>>
“Ah, pena... mas tudo bem, tomara que ela tenha um bom jantar.”
Eles
entram no cinema. Duda parecia muito bem. Conversava normal com todos, ria
bastante, mas evitava olhar para Taylor e Cacá, que estavam de mãos dadas o
tempo todo. Zac e Lí não paravam de conversar. Sentam um ao lado do outro bem
afastados de Gabi. Ela fica chateada por isso. Ele mau a olhava. Parecia que já
tinha esquecido que logo Gabi estaria embarcando de volta para Londres. O filme
começa. Durante, Cacá e Taylor se beijavam algumas vezes. Duda fingia não
ver, concentrando-se apenas na tela. Isaac estava muito concentrado. Não
pensava em outra coisa a não ser a respeito do filme. Quando termina, as luzes
se acendem. Todos comentavam positivamente sobre o filme, porém Gabi não dizia
nada. Estava muito magoada. Ela sabia que nada entre Zac e Lí havia realmente
acontecido, mas tudo o que ela queria era ter desfrutado o filme junto de seu
namorado.
CACÁ>>
“Tay, ‘cê tem que conversar com a Duda.”
TAY>>
“Eu não quero falar com ela, Cacá! Pô, ‘cê vai embora logo e eu quero
ficar todo o tempo que eu tenho com você.”
Cacá
sorri e o beija.
IKE>>
“Mas e aí, ‘cês querem fazer o que agora?”
IVY>>
“Vamos comer alguma coisa.”
TAY>>
“É, eu tô morrendo de fome.”
Gabi
estava muito quieta. Não comentava nada. Zac e Lí continuavam grudados. Sentam
todos numa mesa, formadas por duas próximas. Fazem os seus pedidos. Comem e
conversam por um bom tempo. Estava bastante divertido.
SCOTT>>
“Nossa, gente, tá tarde e eu tenho eu ir.”
IVY>>
“Scott, o seu pai podia me dar uma carona?”
SCOTT>>
“Claro, claro.” – levantando – “Bom, tchau pra vocês. A gente se vê
amanhã.”
IVY>>
“Tchau.”
TODOS>>
“Tchau!”
Mais um tempo depois, Isaac, Cacá,
Gabi e Zac acharam melhor indo também.
MYRANDA>>
“Ike, será que ‘cê podia me dar uma carona?”
IKE>>
“Mas é claro.”
ZAC>>
“Lí, ‘cê vai ficar aqui?”
LÍ>>
“Vou sim. Eu e a Duda vamos dar mais umas voltas ainda.”
ZAC>>
“Ah, tudo bem então. Tchau.”
Os
dois se abraçam com muita força. Gabi vê e olha para Cacá. Camilla faz um
sinal de calma. Vão para o carro. Isaac deixa as primas e os irmãos primeiro
em casa e segue para a casa de Myranda. Ele pára na frente na casa dela.
IKE>>
“Está entregue.”
MYRANDA>>
“Obrigada.” – ela sorri.
IKE>>
“Ah, manda um oi para a sua irmã.”
MYRANDA>>
“Ike, deixa eu te perguntar um negócio.”
IKE>>
“O que foi?”
MYRANDA>>
“Você e a minha irmã...vocês estão...”
IKE>>
“Estão o que?”
MYRANDA>>
“Namorando ou ficando ou ficaram?”
IKE>>
“Não, por quê?”
MYRANDA>>
“Porque ‘cês tão na maior intimidade! Saem, ficam mandando
recadinhos...”
IKE>>
“Mas eu mandei só um oi pra ela.”
MYRANDA>>
“Ela te mandou um beijo também, só que eu não quis dizer.”
IKE>>
“Ah...”
MYRANDA>>
“Pô, qualé hein?? Eu pensei que NÓS estávamos saindo!”
IKE>>
“Myra, ‘cê deixou bem claro pra mim que era só amizade que existia entre a
gente.”
MYRANDA>>
“Eu?? Quando que eu deixei um absurdo desses bem claro??”
IKE>>
“Sempre! Aquele dia que nós saímos, eu tentei te beijar, mas você não
deixou porque achava que a nossa amizade iria acabar. Na locadora, aquele dia da
casa da Lí, você ficou super indignada porque a mulher nos confundiu com um
casal! E teve ainda aquele outro dia que eu dei milhões de indiretas pra você
e você simplesmente ignorou! Fora aquele dia que você...”
MYRANDA>>
“Tá, tá, eu já entendi! Não precisa jogar tudo na cara! Tá, eu posso não
ser aquela rapidez com esse negócio de garotos, mas o que ‘cê quer que eu faça
se eu sou tímida??”
IKE>>
“Tímida??”
MYRANDA>>
“É! Nunca lhe passou pela cabeça que eu podia estar passando para você o
contrário do que eu estava sentindo??”
IKE>>
“Na verdade, não.”
MYRANDA>>
“Aí ó, tá vendo?? Você não entende tanto assim de garotas.”
IKE>>
“Mas, Myra, poxa, ‘cê só faltou dizer na minha cara que não queria nada
comigo! Comé que ‘cê queria que eu adivinhasse??”
MYRANDA>>
“Adivinhando, oras!”
IKE>>
“Você não pode tá falando sério...”
MYRANDA>>
“Tô sim! Eu não queria te afastar de mim do jeito que eu afastei. Eu não
sabia se você gostava mesmo de mim. Daí foi só chegar a minha irmãzinha
querida do 21 que ‘cê já se assanhou pro lado dela!”
IKE>>
“Myra, eu não me assanhei pra ninguém, a gente saiu como dois amigos.”
MYRANDA>>
“Ah, sei! Aquele sorriso que ela tava no rosto hoje de manhã não era de quem
tinha saído com um grande amigo!”
IKE>>
“Myra, a Meredie gostou do passeio, foi só isso...”
MYRANDA>>
“Não, não foi só isso!”
IKE>>
“Tá, eu não vou mais discutir isso com você!”
Silêncio.
MYRANDA>>
“Você tá afim dela?” – ela pergunta baixinho.
IKE>>
“É claro que não, Myra. A sua irmã é muito legal sim, mas não tem nada a
ver.”
MYRANDA>>
“Tá...”
IKE>>
“Nossa, você ficou mesmo com ciúmes, hein?” – sorrindo.
MYRANDA>>
“É, eu acho que sim.” – ela ri.
IKE>>
“Bom, então...”
MYRANDA>>
“Eu tenho que ir. ‘Brigada pela carona. Tchau.” – já quase abrindo a
porta.
IKE>>
“Myra, espera.”
Ela
pára e o olha. Isaac coloca a mão no rosto dela e aproxima o seu rosto.
Myranda olha para a boca de Isaac. Ele toca seus lábios. Se beijavam de língua.
Myranda se apoia com uma das mãos no peito de Isaac e a outra em sua coxa. Ele
abria bem sua boca, beijando-a intensamente. Antes de tirar seus lábios, ele dá
um selinho em Myranda com delicadeza. Eles se olham um tempo e sorriem.
IKE>>
“Você não achou realmente que ia embora sem eu fazer isso, né?”
Myranda
ri.
MYRANDA>>
“Bom... agora eu tenho mesmo que ir.”
IKE>>
“Tudo bem...”
MYRANDA>>
“Tchau.” – sorrindo.
Isaac
a beija rapidamente nos lábios. Ela sorri e sai do carro. Isaac a espera
entrar, dá a partida e volta para a casa. Chegando em casa, Isaac vê que as
luzes estavam todas apagadas. Diana, Walker e as crianças já dormiam. A da
sala de TV estava acesa. Ele vai até lá. Era Cacá e Taylor que assistiam
televisão. Sai devagar, sem que eles percebessem até mesmo que ele tinha
entrado, e vai para o seu quarto. Zac não estava lá. Isaac se troca, feliz, e
deita.
Gabi
estava no quarto de hóspedes arrumando suas malas. Não tinha nada de mais
interessante para fazer. Suas roupas estavam todas jogadas sobre a cama e ela
dobrava uma a uma. Não conseguia parar de pensar em Zac e no que havia
acontecido essa noite no cinema. Ele e Lí não se desgrudaram um minuto se
quer. Gabi sentia-se triste. Ela pára para se trocar. Coloca o seu camisetão,
que cobria mais ou menos até a metade de suas coxas. Vê, então, uma revista
que ela havia trazido para ler no avião, quando estava vindo para Tulsa a 12
dias atrás, dentro da sua mala. A pega, senta na cama e começa a folheai-la.
Se concentra na reportagem e esquece um pouco dos problemas. Alguém bate na
porta.
GABI>>
“Entra.”
CACÁ>>
“Licença, Gabi. Eu vou pegar o meu moletom rapidinho.”
GABI>>
“Tudo bem.”
CACÁ>>
“Você tá aqui sozinha?”
GABI>>
“Não, não. Tá eu e a gang do Gasparzinho, ‘cê num tá vendo?” – irônica.
CACÁ>>
“Tá, tá. A pergunta não foi das mais bem formuladas. Não quer assistir
televisão comigo e com o Tay?”
GABI>>
“Nossa, daí eu vou bater o recorde de equilíbrio de velas. Vai ter vela ‘té
no meu nariz!”
CACÁ>>
“Bom, ‘cê que sabe... eu vou lá, tá?”
GABI>>
“Tchau.”
Alguns
segundos depois, batem na porta.
GABI>>
“Entra.”
CACÁ>>
“Não quer mesmo?”
GABI>>
“Não, Cacá, sério mesmo. Valeu.” – ela sorri.
CACÁ>>
“Tá bom...”
GABI>>
“Apaga a luz pra mim, por favor?”
CACÁ>>
“Vai ficar no escuro?”
GABI>>
“Abajur, Cacá. Cacá, abajur. Dãã!”
CACÁ>>
“Hoje eu tô mal...”– ela sai do quarto.
Gabi
acende o abajur e retorna à revista. É quando batem na porta novamente.
GABI>>
“Cacá, eu já disse que não!”
ZAC>>
“Posso entrar?” – abrindo uma fresta da porta e colocando apenas sua cabeça
para dentro do quarto.
GABI>>
“Zac? Ah...eu pensei que fosse a Cacá. Entra aí.”
Gabi
coloca a revista no criado-mudo e levanta. Zac entra. Ele fecha a porta e fica
parado, em pé, um pouco a frente. Ele coloca os cabelos que caíam de seu
rosto, por eles estarem amarrados, atrás das orelhas.
GABI>>
“Você... quer sentar?”
Ele
senta na cama de casal e Gabi senta ao seu lado, um pouco afastada.
ZAC>>
“Bom, é que...” – ele respira fundo e olha para baixo.
GABI>>
“Fala.”
ZAC>>
“É que.... ontem quando a gente... conversou, eu não consegui dizer tudo o
que eu queria e... sei lá, ‘cê já tá indo embora... achei que a gente
podia conversar.”
GABI>>
“E o que faltou você me dizer ontem?”
Zac
a olha um tempo. A luz do abajur continuava acesa. O quarto estava um pouco
escuro.
ZAC>>
“Eu queria ter dito que... eu não sinto mais raiva de você. Na verdade, eu
acho que tava só magoado, não com raiva.” – falava muito baixo e
pausadamente – “Eu...” – ele a olha – “...acho que...nunca te odiei
de verdade. Quando eu disse ontem pra você que, quando lembrava de você, a
minha raiva voltava, não era totalmente verdade. Eu mais sentia saudades do que
raiva.”
GABI>>
“Você chegou mesmo a pensar em se matar?”
ZAC>>
“Sabe que quando a gente tá nervoso, a gente pensa muito besteira, né?”
– Gabi faz que sim com a cabeça – “Então...”
Gabi
abaixa a cabeça. Eles conversavam baixo, entre pausas e se olhavam bastante.
ZAC>>
“Ah, tem mais uma coisa...”
GABI>>
“O que é?”
ZAC>>
“Eu queria me desculpar por... ter...te chamado do que eu te chamei aquele dia
que nós brigamos feio mesmo. Foi na hora da raiva. Eu não acho realmente
aquilo de você.”
GABI>>
“Ah, galinha... Tudo bem... tá desculpado.” – ela sorri.
Silêncio.
GABI>>
“Você ainda não acredita em mim?”
ZAC>>
“Tinha isso também que eu queria te falar... Eu... acredito em você sim. Eu
acho que ‘cê jamais iria fazer uma coisa daquelas comigo...”
GABI>>
“Até porque eu te amava, né Zac...”
ZAC>>
“Amava?” – ele a olha sério.
GABI>>
“Não, ainda amo...muito.”
ZAC>>
“É... eu também.” – ele abaixa a cabeça.
Gabi
levanta. Vai até a janela. Estava ventando forte lá fora.
GABI>>
“E a Lí?”
ZAC>>
“O que é que tem?”
Gabi
vira para ele.
GABI>>
“Vocês dois...”
Zac
levanta e vai até ela.
ZAC>>
“Não, nunca, nunca mesmo.”
GABI>>
“Ah... é que hoje... pareceu.”
ZAC>>
“Não, a gente conversou, mas foi só.”
GABI>>
“Tá...”
Silêncio.
Zac estava parado na frente de Gabi olhando-a. Ela estava de cabeça baixa.
ZAC>>
“Gá...”
Ela
levanta o seu rosto.
ZAC>>
“Me desculpe... por tudo.”
Gabi
sorri. Zac coloca a mão em seu rosto. Gabi fecha os olhos, sentindo a mão de
Zac tocando seu rosto novamente. Abre os olhos. Zac olha Gabi fundo e começa a
se aproximar. Toca seus lábios. Nesse momento, Gabi sente algo quente
subido-lhe pelo corpo. Zac rapidamente a envolve pela cintura. Ela puxava os lábios
grossos dele com os seus. Zac abre a boca e se beijam de língua. A puxa pela
cintura com força, trazendo-a para bem perto. Gabi solta os cabelos dele, que
estavam amarrados. Se beijavam com intensidade, numa aflição incrível e numa
saudade muito grande. Ela coloca suas mãos pelo peito dele, apalpando cada pedaço
da região torácica. Zac acariciava seu quadril por cima do camisetão,
pressionando-a, pelas costas, contra ele. Ele desce suas mãos para as coxas
nuas de Gabi. As acaricia com firmeza. Gabi embaraçava seus cabelos. Ela
respirava alto. Zac vai subindo suas mãos pelas coxas e começa a acariciar a
cintura de Gabi por baixo do camisetão. Gabi sente um arrepio. Ele, com os
dedos, puxa levemente a alça da calcinha, para provocar um pouco. Então ele
sobe, apalpando o abdômen de Gabi com sua mão bem aberta, fazendo-a sentir um
calafrio na espinha. Vai para as costas, subindo e descendo suas mãos. Ela tira
os lábios um momento e o olha, ofegante. Se beijam novamente. Zac passa a
brincar com a alça do sutiã de Gabi, abaixando uma delas. Ele retorna para as
costas e solta o sutiã. Pára de beijá-la; a olha esperando algum protesto.
Zac tira o sutiã de Gabi por baixo do camisetão. Ela o olhava. A vestimenta
cai no chão e eles se beijam. Gabi puxa a camiseta de Zac para cima, tirando-a.
Ele estava agora sem camisa. Gabi o olha um tempo. Ele sobe novamente as mãos,
por baixo do camisetão, e toca seus seios. Gabi deixa. Zac começa a beijar
todo o seu pescoço, a envolvendo pela cintura. Se olham. Gabi continuava com a
sua respiração ansiosa, o abraçando pelo pescoço.
GABI>>
“Saudades...” – sussurrando.
ZAC>>
“Eu também.”
Zac
segura as pernas de Gabi, induzindo-a a cruzá-las na cintura dele. Ele a
segurava pelas costas das coxas. A leva até a cama. Deitam, ele sobre ela. Começam
a se beijar novamente. Ele tocava todo o corpo de Gabi, por baixo de seu camisetão.
Ela estava com seu corpo febril devido aos toques de Zac. Se beijam muito
intensamente. Ele pára e a olha.
ZAC>>
“Gá, tá tudo bem?” – sussurrando.
GABI>>
“Tá sim.”
ZAC>>
“Você quer que eu...” – com uma expressão preocupada.
GABI>>
“Zac, tá tudo bem.” – sorrindo.
Zac
sorri passando muita confiança para Gabi. Eles voltam a se beijar.
Cacá
e Taylor assistiam televisão. Eles estavam sentados no sofá, embaixo das
cobertas, abraçados bem juntos.
CACÁ>>
“E a Gabi, hein? Tá lá, sozinha, no quarto...”
TAY>>
“Deixa ela, Cacá. Vai ver que ela quer mesmo ficar sozinha.”
CACÁ>>
“ ‘Cê acha?”
TAY>>
“A companhia que ela deve tá querendo é a do Zac, não a minha e a sua.”
CACÁ>>
“Verdade... Tay, às vezes ‘cê fala umas coisas tão profundas.”
Taylor
olha sorrindo. A beija rapidamente.
CACÁ>>
“Bem que o Zac podia tomar uma atitude e ir lá falar com ela, né não?”
TAY>>
“Bom, isso é com eles lá. Quem sabe eles não se acertam logo?”
CACÁ>>
“Ai, tomara...”
Taylor
a abraça mais forte.
TAY>>
“Já tô com saudades.” – sorrindo.
CACÁ>>
“É, eu também...” – ela se aconchega em Taylor.
TAY>>
“Mas não se preocupe. A gente vai visitar vocês em Londres.”
CACÁ>>
“Será que quando vocês forem, a gente ainda vai, tipo... ah, sei lá...”
TAY>>
“O que?”
CACÁ>>
“Será que ‘cê ‘inda vai tá afim de mim e eu de você...”
Taylor
fingi pensar uns segundos.
TAY>>
“Provavelmente.”
Cacá
sorri satisfeita.
TAY>>
“Só espero que não demore pra nos vermos de novo.”
CACÁ>>
“Poizé... por mim, ‘cês já iam com a gente.”
TAY>>
“Por mim também.” – ele acaricia o rosto de Camilla.
Taylor
desliza os dedos pelos cabelos de Cacá. A olha um momento. Se aproxima e a
beija. Abre a boca lentamente, fechando-a vez ou outra para puxar-lhe os lábios.
Ficam um tempo assim, se beijando bem devagar.
TAY>>
“Te adoro, sabia?” – ele sussurra.
CACÁ>>
“É... eu também.”
As
horas passam. Taylor e Cacá acabam dormindo ali mesmo, na sala de TV, bem abraçados
e embaixo do endredom azul, que Taylor havia pegado emprestado de Zac.
No
quarto de hóspedes, Gabi dormia, mas não profundamente, ao lado de Zac. Os
dois estavam cobertos até a cintura. Ele sem camisa e ela com o seu camisetão.
Zac estava acordado, apenas observando Gabi dormir. Ela começa a se mexer,
respirar fundo, até que abre os olhos. Sua primeira vista foi Zac, que a olhava
sorrindo.
GABI>>
“Oi.” – sorrindo.
ZAC>>
“Oi.” – ele manteve o sorriso.
GABI>>
“Hmm...” – se espreguiçando – “Já tá de manhã?”
ZAC>>
“Não...” – ainda olhando-a, bobo.
GABI>>
“O que foi?” – sorrindo.
ZAC>>
“Nada, só estou te olhando...” – sorrindo.
Gabi
sorri.
GABI>>
“Nossa, a gente dormiu muito tempo?”
ZAC>>
“Não, só um pouco.”
GABI>>
“Beleza... a gente tem mais um tempo ainda, então.” – ela sorri.
Zac
a olha e, colocando seu braço pela cintura de Gabi, a beija. Começa puxando
seus lábios e depois abre um pouco mais sua boca, beijando-a realmente. Ela
apoiava sua mão no pescoço de Zac, que tinha seu corpo ao lado do de Gabi, com
seu peito um pouco em cima dela. Ele tira seus lábios e permanece imóvel,
olhando-a.
GABI>>
“E quando eu for embora?”
ZAC>>
“O que é que tem?”
GABI>>
“E se a Lí quiser ficar com você?”
ZAC>>
“Gá, eu adoro você. Não vou te esquecer assim tão cedo.”
GABI>>
“Mas e se ela insistir? E se você acabar querendo ficar com ela?” –
insegura.
ZAC>>
“Eu não vou acabar querendo, Gá. Que bobeira...” – ele sorri acariciando
o rosto de Gabi.
GABI>>
“Se bem que, nem vai fazer diferença, né? Eu não vou estar aqui mesmo...”
– olhando-o com certa angústia.
ZAC>>
“Gá, eu queria mesmo saber... E depois que ‘cê for embora? A gente vai
continuar namorando? É claro que é o que eu queria, mas a gente vai estar
muito longe. Eu não posso te exigir fidelidade daqui de Tulsa, sendo que eu não
vou poder retribuir nenhum tipo de carinho pra você lá em Londres.”
GABI>>
“É, eu sei...” – ela olha para baixo.
ZAC>>
“A gente vai se ver de novo, certo?”
GABI>>
“Uhun.”
ZAC>>
“Então, quando nós nos vermos, a gente namora.”
GABI>>
“É... acho que é o melhor a se fazer...”
ZAC>>
“Poizé...”
GABI>>
“Eu quero ver eu lá ficando com outra pessoa... nossa, já tô ‘té vendo o
meu celibato.”
ZAC>>
“Hehe...”
GABI>>
“É!! Isso!! Ri da desgraça alheia!” – ela brinca o empurrando para trás,
ficando agora sobre ele.
ZAC>>
“Desculpe, desculpe!” – tentando escapar das cócegas dela; ela pára –
“Eu também não vou conseguir ficar com ninguém por aqui.”
GABI>>
“Zacky, sei lá... a Lí... eu acho que...”
ZAC>>
“Gá, pára. Eu já disse que eu não vou ficar com ela, ‘té porquê eu não
sinto nada por ela.”
GABI>>
“Tá... eu ‘credito em você.”
ZAC>>
“Hmm... e o Adrian?”
GABI>>
“Adrian? Quem é Adrian?” – ela brinca; Zac ri – “Zacky, se ‘cê tá
preocupado com a concorrência desse nerds, esquece, porque esse aí num rola
mesmo!”
ZAC>>
“Se você diz...”
GABI>>
“Você promete que não vai me esquecer, tipo, logo, assim...?” – um pouco
incerta da pergunta.
Zac
acha graça.
GABI>>
“Tá, o que eu falei de errado agora?”
ZAC>>
“Gá, ‘té parece que eu vou esquecer a pessoa que eu mais amo nesse mundo,
assim, rapidinho!”
GABI>>
“Tá, mas ‘cê promete?”
ZAC>>
“Prometo.”
GABI>>
“Então belezinha.” – ela sorri satisfeita.
ZAC>>
“A gente não pode ficar muito tempo sem se falar, tá?”
GABI>>
“É, senão a frieza que tinha quando a gente se viu pela primeira vez volta
toda de novo.”
ZAC>>
“Yeap.”
Gabi
sorri. Abaixa o rosto para beijá-lo. Eles se beijam intensamente. Zac coloca
sua mão por dentro do camisetão e desliza suas mãos com firmeza no quadril de
Gabi.
GABI>>
“Zacky, é melhor você indo pro seu quarto.”
ZAC>>
“Ah não, Gá... eu quero ficar aqui com você.”
GABI>>
“Ah, e ‘cê acha que eu não? Daqui à pouco a tia Diana vem chamar a gente
pra levantar. ‘Cê tem uma noção se ela te pega aqui? Ela te deserda! E me
mata também!”
ZAC>>
“É, eu sei... mas é que você, assim, em cima de mim, não tá nada mau.”
– ele sorri.
GABI>>
“Zachary, ó! Num começa não!” – ela diz rindo – “Num vai dá muito
certo desse jeito...”
ZAC>>
“É que eu queria ficar aqui mais um pouquinho.”
GABI>>
“Tá, fica então...”
ZAC>>
“Pode mesmo?” – ele diz sorrindo.
GABI>>
“Hmm... ‘xô pensar... é, pode...”
Zac
sorri e beija Gabi.
ZAC>>
“Gá... amanhã eu vou dormir aqui de novo.”
GABI>>
“Vai?” – gostando da idéia.
ZAC>>
“Ah... pode?”
GABI>>
“Mas é claro!”
ZAC>>
“Okay.” – ele sorri.
GABI>>
“Bem que a gente podia morar na mesma cidade, né não?”
ZAC>>
“É...”
GABI>>
“Zacky, agora eu acho melhor ‘cê ir pra sua cama. A tia Diana pode vir a
qualquer momento.”
ZAC>>
“Mas Gá, agora que começou a amanhecer.”
GABI>>
“E se ela resolver dar aula de madrugada?”
ZAC>>
“Gá, se ela entrasse aqui agora, não ia ter problema. A última coisa que
ela iria pensar que nós estamos fazendo é o que nós estamos realmente
fazendo.”
GABI>>
“Então coloca a sua camiseta, caso ela entre.”
Zac
levanta e apanha a sua camiseta no chão. A coloca. Volta a deitar ao lado de
Gabi na cama.
GABI>>
“É... agora acho que tá melhor.”
Zac
sorri e a beija mais uma vez. Os dois se ajeitam a fecham os olhos. Acabam
dormindo novamente.
O
dia amanhece. Diana preparava o café na cozinha, que não era muito longe da
sala de TV. Taylor ouve alguns sons vindos de lá e começa a abrir os olhos.
Ele olha ao seu redor e vê Cacá deitada em seu peito dormindo. Acaricia o
rosto dela de leve. Ele percebe então que já era de manhã e que sua mãe
fazia o café. Diana poderia entrar ali a qualquer momento. Ele precisava fazer
alguma coisa.
TAY>>
“Cacá...”
CACÁ>>
“Ããã...” – ainda dormindo.
TAY>>
“Cacá, acorda...”
CACÁ>>
“Ãã, o que...” – ela abre os olhos e o olha – “Oi, Tay...”
TAY>>
“Cacá, a minha mãe, ela tá na cozinha. A gente precisa sair daqui antes que
ela resolva vir até aqui.”
CACÁ>>
“Mas como é que a gente vai sair daqui sem ela ver?”
TAY>>
“A gente dá um jeito. Vem, levanta...”
Os
dois levantam. Taylor abre a porta bem devagar, olha a cozinha e vê, um pouco
distante, sua mãe de costas preparando algo na pia cantarolando. Ele faz sinal
para Cacá que o siga. Começam a andar em passos muito leves em direção à
escada. Taylor tomava todo cuidado para não fazer ruído nenhum. Cacá segurava
a coberta nas mãos e, dê mãos dadas com Taylor, ia caminhando atrás dele
devagar. A escada estava perto. Só mais alguns passos e pronto, estariam
salvos. Até que...
CACÁ>>
“ATCHIIIM!!!”
Taylor
a puxa pela mão correndo e eles sobem as escadas antes de Diana virar para trás
para olhar o que era. Lá em cima, no corredor...
CACÁ>>
“Ai, deu...”
TAY>>
“É... Bom, eu vou pro meu quarto e ‘cê vai pro seu, tá?”
CACÁ>>
“Tá. Tchau.”
Os
dois se beijam de língua rapidamente e vão. Quando Cacá entra no quarto de hóspedes,
vê Gabi e Zac deitados dormindo bem abraçados na cama de casal em que ela e a
irmã dormiam sempre. “Putz, e agora? A tia Diana daqui à pouco tá aqui... ai... pensa,
Camilla, pensa...”. É quando Cacá ouve o barulho de Diana se aproximando
do quarto e cantarolando. A primeira coisa que ela pensa em, é se jogar na
cama, entre Gabi e Zac, apoiando sua cabeça no ombro da irmã. Fecha os olhos e
fingi dormir. É quando Diana entra no quarto.
DIANA>>
“Crianç... ai, que bonitinho...” – olhando a cena dos três dormindo
juntos na cama de casal.
CACÁ>>
“Uaaaah!!” – fingindo se espreguiçar – “Oi, tia...”
Gabi
e Zac abrem os olhos e ficam aterrorizados por um momento vendo Diana ali,
parada na porta do quarto os olhando.
DIANA>>
“O que foi? Acabaram dormindo juntos, é?”
GABI>>
“Não, tia, é que... não é nada do que ‘cê tá pensando...”
CACÁ>>
“Quê isso, Gabi? A tia Diana não é boba! Ela entende que, como eu e você
vamos embora logo, a gente resolveu ficar aqui conversando ‘té tarde, num é
Zac?”
ZAC>>
“Pois é...” – ele diz sem graça.
CACÁ>>
“Desculpe, tia... a gente não tinha idéia que ia acabar dormindo.”
DIANA>>
“Imagine...eu entendo essas coisas.” – ela sorri – “Bom, mas vamos
tomar café?”
CACÁ>>
“Nós já estamos indo.”
DIANA>>
“Espero lá embaixo.” – sai então do quarto.
GABI>>
“Ufa... caracas... meu, jurava que a tia Diana tinha visto eu e o Zac dormindo
aqui e iria matar a gente!”
ZAC>>
“Nossa... meu, dessa vez passou.”
CACÁ>>
“Graças a super Camilla!”
GABI>>
“Valeu, Cacá...”
CACÁ>> “Vocês voltaram?”
ZAC>>
“Com tudo.”
CACÁ>>
“Legal!” – ela sorri.
Os
três descem tomar café e lá encontram Taylor e Isaac já sentados na mesa.
Sentam e tomam o café, conversando juntos e rindo um bocado. Nesse período da
manhã, Gabi e Cacá reservam para arrumarem as malas, com a ajuda dos primos.
Foi até que divertido, pois Zac, Taylor e Isaac faziam brincadeiras a todo
momento, transformando uma situação difícil em algo descontraído.
Após
o almoço, eles vão até a rua para verem os amigos e para elas se despedirem
de todos eles, já que pela manhã do dia seguinte estariam partindo. Estavam
todos lá. Se cumprimentam, distribuem beijos e ois.
GABI>>
“Nossa, vou sentir falta de vocês.”
CACÁ>>
“É, eu também...”
SCOTT>>
“Como assim? Tipo, tá ligado que eu boiei agora, né?”
Risos.
ZAC>>
“É que amanhã de manhã elas tão indo embora.”
LÍ>>
“Ah é mesmo? Mas já?” – um pouco cínica.
Zac
olha Lí com desprezo. Ela então abaixa a cabeça.
GABI>>
“Bom, só pra dizer que ‘cês são muito legais.”
CACÁ>>
“Yeap. Tudo maneirinho.” – sorrindo.
IVY>>
“Mas ‘cês não podem ficar mais tempo?”
GABI>>
“Não, por causa dos negócios da nossa mãe. Ela trabalha numa empresa lá em
Londres. Ela tava por aqui à trabalho.”
Duda
não havia dito nada ainda.
SCOTT>>
“Pena que ‘cês já vão. A gente tava acostumado com vocês aqui.”
LÍ>>
“Nossa, Scott, só você então porque eu não tinha me acostumado. Tipo, na
boa, mas eu ainda sentia como se tivesse gente demais entre nós. Cacá, Gabi, tô
falando na boa, tá? ‘Cês sabem que eu adoro ‘cês duas, né? Tipo, eu só
falei isso porque é o que eu realmente acho.”
ZAC>>
“Lí, ‘cê acabou de perder uma grande oportunidade de ficar quieta.” –
a olhando da maneira de antes.
LÍ>>
“Zac, eu só falei, credo!”
MYRANDA>>
“Mas ‘cês vão dá notícia, né?”
GABI>>
“Vamos, claro.” – sorrindo.
DUDA>>
“E ‘cês vão voltar algum dia?” – com a voz um pouco rouca, de quem não
falava já há algum tempo.
CACÁ>>
“Ah, tipo, não sei, Duda... talvez eles vão para Londres visitar a gente
agora.”
DUDA>>
“Ah... só...”
Mudam de assunto naturalmente. O grupo
se dispersa um pouco e conversas paralelas surgem. Duda aproveita um momento em
que Cacá estava um pouco sozinha e se aproxima dela.
DUDA>>
“Cacá... posso falar com você um pouquinho?”
CACÁ>>
“Claro. Fala aê.”
DUDA>>
“Ó, eu sei que, por causa desses negócios que ‘conteceram comigo por causa
do Taylor, de eu gostar dele, ficar mauzona por causa dele... deu a impressão
de que eu te odiava ou algo assim, né?”
CACÁ>>
“Ah, Duda, tipo...”
DUDA>>
“Tá, eu sei que deu a entender isso. Só que eu não te odeio não, tá?
Tipo, num tô falando que eu amo você ou que a nossa amizade vale mais do que o
Taylor, porque eu seria um tanto falsa se eu dissesse isso.” – Cacá
concorda – “Só tô dizendo que eu não tenho absolutamente nada contra você.”
CACÁ>>
“Ah... tá. Tipo, beleza, porque eu também não tenho nada contra você,
Duda.”
Duda
sorri.
DUDA>>
“Bom, era só isso mesmo. Eu não queria que nenhum mau entendido pudesse
causar qualquer tipo de confusão.”
CACÁ>>
“Okay.” – ela sorri.
Duda
sorri mais uma vez e sai. “Hehe... só faltava ela querer me abraçar e a gente chorar juntas,
coisa e tal... nossa, isso seria bem maria-do-bairro.”
MYRANDA>>
“Ike... tipo... a Meredie pediu pra mim te dizer uma coisa.”
IKE>>
“O que foi?”
MYRANDA>>
“Que é pra você ligar pra ela logo que der. Ela quer sair com você de
novo.” – com um olhar triste e um sorriso falso. Isaac percebe.
IKE>>
“Ah... puxa, fala pra ela que eu não vou poder.”
MYRANDA>>
“Não?”
IKE>>
“Não. Eu tenho um encontro já, amanhã à noite.”
MYRANDA>>
“Tem? Com quem?”
IKE>>
“Com você.” – sorrindo.
MYRANDA>>
“Ah. Hehe... pó’ deixá que eu aviso ela.” – sorrindo.
Taylor
conversava com Cacá e Scott sentados na calçada. É quando, Duda e Ivy sentam
um tanto próximas deles. Conversavam sozinhas.
SCOTT>>
“Cacá, ‘xô te falá. Quando ‘cê voltar pra cá ver a gente, ‘cê
promete que me trás de lá alguma lembrancinha?”
CACÁ>>
“Hehe... trago sim.”
SCOTT>>
“É que eu coleciono coisas de outros países. Coisas pequenas. Tipo broches,
chaveiros...”
IVY>>
“Eu também faço.” – se intrometendo.
SCOTT>>
“Faz? Legal!”
Taylor permanecia em silêncio.
CACÁ>>
“Ei, eu tenho umas coisas lá na minha mala. ‘Cês não querem dá uma
olhada?”
SCOTT
& IVY>> “Beleza!”
Os três entram na casa dos Hanson.
Duda e Taylor não estavam sentados muito próximos, mas estavam perto o
suficiente um do outro para um clima muito ruim pesar no ombro dos dois. Taylor
queria dizer alguma coisa para acabar com aquela situação chata, mas não
poderia ser qualquer coisa. É quando ele levanta e senta bem ao lado de Duda.
TAY>>
“Oi.” – sorrindo.
Duda
sorri sem dizer nada. Silêncio por algum tempo.
TAY>>
“Você... tá melhor?”
Ela
faz que sim com a cabeça devagar e sorrindo.
TAY>>
“Que bom... tipo... eu fiquei preocupado.”
Duda
permanece séria olhando-o.
TAY>>
“Eu sei que... ‘cê deve tá bem chateada comigo, né?”
Duda
abaixa a cabeça, olhando para o asfalto, sem dizer nada de novo.
TAY>>
“Desculpe.”
DUDA>>
“Tá.” – ela diz baixinho.
TAY>>
“Mesmo?”
DUDA>>
“Uhun.”
Cacá, Ivy e Scott retornam
conversando empolgados sobre as coleções.
A
tarde passa rápido. Quando começa a entardecer, Diana os chama. Eles entram.
Conversam mais um pouco sentados na sala de estar até que o jantar fica pronto.
Jogaram video-game até a hora de dormir. Gabi e Cacá vão para o quarto de hóspedes.
Fecham a porta.
GABI>>
“Cacá, olha só... Será que ‘cê podia fazer um favorzão gigantesco pra
mim?”
CACÁ>>
“Hmm... depende. O que é?” – dobrando uma blusa para colocar na mala.
GABI>>
“É que... bom, ‘cê sabe que amanhã de manhã a gente tá indo e... bom,
é que...”
CACÁ>>
“Fala logo, mulher!”
GABI>>
“Será que ‘cê não podia dormir na cama do Zac essa noite?”
CACÁ>>
“Até parece que ele ia deixar eu dormir na cama dele, né Gabi? E pra quê? O
coitado ia dormir aonde? Ô idéia de girico essa sua, hein flor!” – Cacá
vira de costas para Gabi voltando a olhar para a sua mala. Uns segundos depois,
Cacá vira para a irmã devagar e com um olhar assustado.
CACÁ>>
“Peraí! Você tá me pedindo pra mim dormir na cama do Zac porque.......ele
vai dormir aqui? Com você?! Na cama de casal?!”
GABI>>
“É.”
CACÁ>>
“Mas... Gabi, e se... e se amanhã a tia Diana entra e vê vocês dois aqui?!
E se... o tio Walker vê??! Já imaginou a baixaria?” – sussurrando.
GABI>>
“Ninguém vai ver, Cacá. Por favor, deixa...”
CACÁ>>
“Gabi, mas... só vocês dois?? Sozinhos??” – sussurrando.
GABI>>
“Cacá, não se preocupe, ele só vai dormir aqui.”
CACÁ>>
“Hmm.... a tia Diana já tá dormindo?”
GABI>>
“Já. E as crianças também.”
CACÁ>>
“Ai... tá, tá, ele dorme aqui hoje, apesar de eu não ser lá muuuito a
favor...”
Gabi
corre e abraça a irmã.
GABI>>
“Aiii, Cacá, que ‘môr que ‘cê é! Muito ‘brigada!”
CACÁ>>
“Obrigada nada. Depois ‘cê paga.” – ela brinca; se solta da irmã –
“Bom, eu vou indo lá pro quarto deles então. O Zac deve tá querendo vir pra
cá mesmo...”
Cacá
já vestia o seu pijama. Quando ela estava indo em direção à porta...
GABI>>
“Cacá.” – Cacá olha para trás – “Não se preocupe, não vai
acontecer nada demais.”
Cacá
sorri um pouco mais tranqüila. Ela sai do quarto e fecha a porta. Uns minutos
depois, Zac entra.
ZAC>>
“Licença.” – fechando a porta.
Gabi
vai até ele e o beija na boca. A luz estava desligada. O quarto estava
iluminado pela luz do abajur.
Cacá
entra no quarto dos meninos. Taylor estava sentado na sua cama lendo um livro.
Ela senta ao lado dele.
TAY>>
“Oi...” – sorrindo.
Taylor
a beija na boca um tempo. Ela se acomoda bem ao lado dele e deita sua cabeça no
ombro dele.
TAY>>
“Ué, pensei que ‘cê já tava dormindo.”
CACÁ>>
“Nope. Eu vou dormir aqui hoje.” – ela sorri.
TAY>>
“Vai?” – sorrindo – “Mas por que?”
CACÁ>>
“O Zac vai dormir lá com a Gabi.”
TAY>>
“Vai?” – com uma expressão de estranheza.
CACÁ>>
“Vai. A Gabi me garantiu que não vai acontecer nada demais.”
TAY>>
“Não por isso, mas... será que não tem perigo da nossa mãe pegá-los em
flagrante?”
CACÁ>>
“Olha, Tay, eu não quero nem pensar nisso, sabe. O negócio agora é
rezar.”
TAY>>
“Ou...” – ele a olha sorrindo malicioso.
Cacá
sorri e eles se beijam. Taylor coloca suas mãos no pescoço de Camilla e a vai
brincando com os seus lábios num primeiro momento. Ela então abre mais a boca
e eles se beijam realmente. O beijo tornava-se intenso, quando Isaac entra no
quarto.
IKE>>
“Ops.” – pára na porta logo que vê que interrompia algo.
TAY>>
“Dá nada, Ike, pode entrar.”
IKE>>
“Bom, ‘cês podem ficar aí se quiserem. Eu vou dormir. Amanhã tem que
acordar cedo porque as primas queridas vão embora.” – fazendo uma cara forçada
de choro; Cacá ri.
CACÁ>>
“A gente vai pra outro lugar, Ike... não se preocupe não.”
Taylor
coloca o livro ao seu lado, próximo ao seu travesseiro, e ele e Cacá levantam
saindo do quarto.
No
quarto de hóspedes, Gabi e Zac conversavam sentados na cama, encostados na
cabeceira, bem abraçados – ela entre as pernas dele. Gabi estava usando o
mesmo camisetão do dia anterior – azul escuro com um gato bege sobre um muro.
ZAC>>
“Gosto desse seu camisetão.”
GABI>>
“Ah, é mesmo? Por que será que eu não estou surpresa?” – ela brinca;
Zac ri.
Zac
a abraça forte e começa a beijar seu pescoço. Enquanto ele beijava essa parte
do corpo de Gabi...
GABI>>
“Zac, será que não tem mesmo perigo de alguém entrar aqui?”
ZAC>>
“Não, Gá, não se preocupe.” – pausa – “Eu tranquei a porta.”
Gabi
vira apenas sua cabeça, o olha e sorri. Ela fita a boca dele e os dois se
beijam. Um tempo se beijando, Gabi vira de frente para ele parando de joelhos na
frente de Zac, com a coluna reta, ficando, assim, mais alta que ele. Continuam
se beijando. Zac a agarra forte pelo quadril e a puxa para junto dele. Sobre o
camisetão, ele subia com as mãos para cima e para baixo, contornando o corpo
de Gabi pelas laterais. Ele coloca suas mãos nas coxas dela, subindo, então,
por baixo do camisetão, tocando a pele de Gabi, em sua cintura. Tira essa
vestimenta, deixando à mostra todo o corpo de Gabi, que estava coberto apenas
pelas suas roupas íntimas. Passa a beijar sua barriga segurando o seu quadril.
Gabi respira fundo e levanta sua cabeça para isso. Ela segurava nos ombros
dele. Ele a beija todo o abdômen, subindo cada vez mais. É quando ele,
segurando-a pela cintura, vai levando-a para trás, deitando-a na cama. Ele
permanece de joelhos olhando-a, como se esperasse por alguma coisa.
GABI>>
“Tira...... a camiseta.” – sussurrando.
Zac
obedece e tira. Então deita sobre ela e a beija. Gabi gostava de vê-lo sem
camisa. Aliás, era o que ela mais gostava em Zac – o seu peito. Gostava de
estar em contato com essa parte do corpo dele. Gabi embaraçava todo o seu
cabelo loiro. Se beijavam vorazmente, como que numa despedida.
Cacá
e Taylor estavam sentados na varanda , na frente da casa, abraçados, olhando o
pouco movimento da rua e a tudo que passava por ali. Falavam pouco, apenas se
beijavam vez ou outra, ou faziam curtos comentários sobre algo de mais
movimentado que ocorria ao redor deles. Era como se desfrutassem o momento –
os dois sozinhos e juntos, ali, sentados, sem nenhum perigo de flagras ou coisas
assim. A noite estava fresca. Um vento suave soprava, tocando a pele dos dois
causando certo arrepio. Havia muitas estrelas no céu.
TAY>>
“Amanhã o tempo vai estar bom.” – olhando para cima.
CACÁ>>
“Como ‘cê sabe?” – olhando também.
TAY>>
“É que o céu tá estrelado, o que quer dizer que não tem nuvens.”
CACÁ>>
“Ah...”
Silêncio
mais uma vez.
CACÁ>>
“E... ‘cê falou com a Duda hoje, né?”
TAY>>
“Falei sim.”
CACÁ>>
“E como é que foi?”
TAY>>
“Foi de um jeito que eu jamais achei que seria.”
CACÁ>>
“Como?”
TAY>>
“Curto.”
CACÁ>>
“Curto?”
TAY>>
“É... Ela só falou uma frase a conversa toda. E eu falei as coisas que eu
queria, mas sempre disposto a me aprofundar nas questões que eu estava
levantando, com a ajuda dela, é claro. Mas nem... Ela ouviu tudo quieta e
quando falou alguma coisa, foi para dizer ‘tá’ e ‘uhun’, considerando
que o ‘uhun’ nós não podemos considerar como um comentário de verdade.”
Cacá
ri.
CACÁ>>
“Nossa, mas... eu pensei que ela iria, no mínimo, expor as suas opiniões
sobre o gelão básico que ‘cê deu nela.”
TAY>>
“Poizé, eu também.”
CACÁ>>
“Que bom então...”
TAY>>
“É...”
Silêncio
novamente. Após algum tempo, Cacá olha Taylor nos olhos e eles se beijam de
maneira suave. Taylor a abraça forte. Se beijam prolongadamente. Ela coloca
suas mãos por entre os cabelos de Taylor, deslizando seus dedos entre eles
delicadamente. Ele puxava seus lábios, como não podia deixar de ser. Era um
beijo pausado, tranqüilo, terno. Em uma dessas pausas...
TAY>>
“Vou sentir tanto a sua falta...”
CACÁ>>
“Eu sei porque eu vou sentir a mesma coisa.” – ela diz sorrindo.
O
dia amanhece. Diana vai até o quarto das sobrinhas para chamá-las. Logo Mariah
chegaria para levá-las de volta para casa. Cacá e Gabi dormiam na cama de
casal do quarto de hóspedes, assim como Taylor e Zac já estavam em seus
respectivos leitos. Ela chama a todos sem desconfiar de nada, até porque não
tinha como ela desconfiar. Levantam. As meninas se trocam no quarto, enquanto os
meninos se preparavam também. A campainha toca. Diana corre atender. Era Mariah.
DIANA>>
“Mariah, olá! Entre!” – com um saudoso sorriso no rosto.
MARIAH>>
“Oi, Di! Que saudades, querida!” – abraçando-a.
DIANA>>
“Sente-se um pouco. Você deve estar cansada, não é?”
MARIAH>>
“Mais ou menos...” – sentando no sofá – “E as meninas, estão
prontas?”
DIANA>>
“Daqui à pouco elas descem.”
Mau
terminou Diana a frase, Gabi e Cacá, junto dos primos, começam a descer as
escadas.
MARIAH>>
“Olá, meus queridos! Como é que vão?” – abraçando um por um.
CACÁ>>
“Sinceramente? Mais ou menos...”
MARIAH>>
“Gente, não fiquem tristes. Meninos, ‘cês podem ir nos visitar quando
quiserem! É só me ligar avisando. A nossa casa é grande. Cabe toda a família
de vocês e mais um pouco!” – ela diz com uma risada muito alta.
DIANA>>
“Ouviram isso? Nós vamos poder visitá-las também.”
IKE>>
“Mas tem que ser logo.”
MARIAH>>
“Logo que quiserem.”
CACÁ>>
“Nas férias, no final do ano.”
Todos
sentam na mesa da cozinha para tomarem café. Gabi e Zac não saíam um de perto
do outro por nenhum momento, assim como Cacá e Taylor. Durante a refeição,
Zac e Gabi seguravam suas mãos por baixo da mesa. Forte. Já sentiam a dor da
partida. O café termina. Eles saem para fora da casa e Mariah, conversando com
Diana, começa a ajeitar as malas no porta-malas. Os primos trocavam as últimas
palavras. Se abraçavam. Cacá ameaçou chorar, mas não passou de uma ameaça.
Zac e Gabi se olhavam com uma tristeza tão grande, que podia ser percebida por
quem estava de fora daquela angústia.
MARIAH>>
“Vamos meninas!”
Elas
vão em direção ao carro. É quando Zac é tomado por uma sensação enorme de
perda. Uma agonia lhe apertava o coração e dificultava-lhe a respiração por
estar vendo Gabi partir. Não podia fazer absolutamente nada para impedir. Ele
precisava fazer alguma coisa, mas não tinha o que ser feito. Cacá já estava
sentada no banco de trás do carro. Gabi estava entrando e Mariah estava parada
frente a porta do lado do motorista acenando para sua irmã e sobrinhos. Gabi
pensa em olhar Zac uma última vez, mas desiste da idéia quando percebe que tal
atitude só dificultaria mais o que já estava sendo muito doloroso. Tudo o que
Zac podia fazer era observar Gabi partindo. Aquela sensação ruim crescia cada
vez que ela se aproximava mais do carro. Isso tudo ocorre em questão de
segundos, mas para ele era como se tudo acontecesse em câmera lenta. É quando
algo muito mais forte que ele, algo possante, o faz gritar.
ZAC>>
“Gá!!”
Não
só Gabi, mas todos olham para Zac. Era como se não fizesse importância
nenhuma para ele os outros olhares. Gabi o olha. Zac percebe que ela estava com
a mesma sensação que ele. Sem pensar muito, ele caminha com o passo rápido,
como se quisesse chegar logo ao seu objetivo, até Gabi. Todos ali o
acompanhavam com os olhos. Zac se aproxima de Gabi e, já bem frente a ela, a
beija. A beija forte, abraçando-a pela cintura, apertando-a junto dele. Gabi
corresponde com a mesma intensidade. A reação dos mais velhos é a mesma. Não
acreditavam no que viam. Zac tira seus lábios um momento.
ZAC>>
“Te amo, Gá... te amo muito, muito!” – sussurra para ninguém ouvir –
“Eu não quero que você vá!”
GABI>>
“Eu também te amo, Zac. Muito!”
ZAC>>
“Desculpe... por não ter acreditado em você. Desculpe por ter ficado tanto
tempo longe de você.” – ainda em sussurros – “Eu sei que eu não podia
fazer o que eu ‘cabei de fazer, mas eu precisava!”
Mariah
sabia que estava na hora de irem, mas estava tão estática olhando a cena, que
não lembrava-se do horário.
GABI>>
“Obrigada. Por tudo.” – sorrindo.
Os
dois se beijam de novo. Quando se separam, se olham mais uma vez e sorriem um
para o outro. Zac, dessa vez, não pára para vê-las indo. Entra direto em
casa. Gabi entra no carro. Mariah entra logo depois, quieta. Cacá olha a irmã,
assustada. Gabi sorri para ela. Mariah dá a partida e elas vão para o
aeroporto. Não dizia uma palavra. No carro, um silêncio sufocante. Gabi sabia
o que se passava na cabeça da mãe, mas sentia-se muito mais aliviada pelo
beijo revelador que Zac tinha lhe dado. Com certeza, se ele não tivesse tomado
tal atitude, a dor de ambos não amenizaria. Chegando ao aeroporto, Cacá e Gabi
cochichavam algumas coisas enquanto a mãe entregava as passagens. Gabi percebia
que Mariah estava nervosa, um pouco brava. Porém, mais do que tudo isso,
sentia-se perdida. Como se a vida de sua filha mais velha estivesse lhe
escapando por entre os dedos. Não sentia-se mais no controle. Isso a
perturbava. Se acomodam nos bancos do avião. Gabi não tentava mais adivinhar o
que sua mãe tanto refletia, olhando para um ponto fixo. Mariah coloca os fones
de ouvido que estavam no banco, ao seu lado, para tentar relaxar com um pouco de
música.
CACÁ>>
“É, a mammy tá abaladona...”
GABI>>
“Cara, quando o choque dela passar, eu vou ouvir um monte!”
CACÁ>>
“É verdade... Meu, como o Zac é corajoso!”
GABI>>
“É...” – sorrindo ao se recordar do que ele havia feito à pouco –
“Aquele beijo foi o que eu e ele estávamos precisando naquele momento.”
CACÁ>>
“Eu imagino...”
Silêncio.
Um bom tempo depois, de repente, Gabi lembra de algo. Ela vira para a sua irmã
e cochicha esse algo no ouvido dela. Enquanto Gabi contava, Cacá ia fazendo
expressões de espanto. Gabi dá uma pausa e olha a irmã com um sorriso no
rosto.
CACÁ>>
“O que??!!”
GABI>>
“Shh! A dona Mariah!”
CACÁ>>
“Ah...” – olha para a mãe; ela dormia – “Mas Gabi, como??”
Gabi
sorri e cochicha mais algumas coisas no ouvido de Camilla. Esta, fica ainda mais
pasmada.
CACÁ>>
“Eu não acredito...” – boba.
GABI>>
“Pois então acredite. É a mais pura das verdades.”
CACÁ>>
“Nossa...”
Durante
toda a viagem, Mariah não havia dito uma palavra. Gabi já não sabia o que ela
pensava, mas também não se preocupava mais tanto com isso. Chegam finalmente
em Londres. Os avós de Gabi e Camilla, por parte de pai, as esperavam no
aeroporto, junto de John, o pai delas. Se abraçam. Voltam para casa. Mariah já
estava falando normalmente, mas não conversava muito com Gabriela. Em casa,
Gabi apanha suas malas e corre para o quarto. Pega o seu diário sobre a
estante, a qual não escrevia a exatamente doze dias, deita em sua cama para
escrever alguma coisa. Essas foram as palavras dela:
“Olá...
Nossa...
há quanto tempo que não escrevo nada aqui. Senti falta. Sabia que iria. Mas
achei melhor deixar esse diário aqui em casa mesmo. Não queria levá-lo para a
casa da tia Diana. Ah... a casa da tia Diana... nunca pensei que as minhas
lembranças mais marcantes pudessem ter nascido na casa dela. Lá eu conheci
pessoas que, agora, significam muito pra mim. Conheci meus primos e... o Zac. O
único que, até hoje, me chamou de Gá. Estranho dizer que, em doze dias,
aprendi a amar alguém como eu amo o Zac agora. E muito. Muitas coisas
aconteceram entre mim e ele, não tem nem como eu escrever tudo aqui agora, de
uma só vez, mas aos poucos eu vou lembrando de tudo e escrevendo. Nós
namoramos. Namoramos de verdade. Por mais curto que tenha sido o tempo que nós
tenhamos namorado, eu tive a certeza de que foi sincero. Mas ele tá lá em
Tulsa. Assim como os meus outros primos queridos. O Ike e o Tay. Quando eu
cheguei lá, a vontade que eu tinha era de dar um murro no nariz do Taylor! Ele
me pareceu tão metido! Mas depois, ele se mostrou muito diferente. O Ike, desde
o começo, eu sabia que era muito legal, por ele mostrar isso sem a menor
dificuldade. Já o Zac... tá, eu admito que ele não fez lá uma super primeira
impressão em mim. Mas depois, com o tempo, ele fez muito mais do que isso. Ele
me marcou de verdade! Me apaixonei por ele. Teve algo que aconteceu que (eu acho
que nunca vou contar isso pra ninguém. Só vou escrever aqui porque o diário
é daqueles de cadeado) eu só falei pra Cacá, porque ela é minha melhor
amiga. Aliás, a única realmente sincera. Falei pra ela no avião. Não deu
tempo de perguntar o que ela achou, porque ela ficou tão assustada que não
conseguiu pensar em nada pra me dizer, a não ser ‘não acredito!’ ou ‘o
quê??!’. O que é compreensível. Bem compreensível. O que eu disse pra ela
foi que... bom... que eu não entendia porque sexo era chamado de fazer amor.
Até que eu e o Zac fizemos. Agora eu entendo perfeitamente o que essa expressão
quer dizer. Eu jurava que ela servia para suavizar a palavra sexo. Mas não.
É fazer amor mesmo. Com amor. Com o amor. O meu amor. Eu também disse
pra Cacá que foram duas vezes. Uma foi no dia que eu e o Zac fizemos as pazes.
A outra foi noite passada, a última que a gente passou juntos. A Cacá ficou um
pouco horrorizada, mas eu acho que no fundo ela já sabia que isso iria
acontecer. Eu disse pra ela que não iria acontecer nada demais naquela noite, só
que não especifiquei o quanto a palavra demais é realmente demais pra
mim. Não senti medo. Não senti dor, só uma vez, mas muito rápida. Daí logo
passou. Foi a coisa mais perfeita que eu já fiz na vida. Principalmente porque
foi de camisetão. Aquele azul com um gatinho bege.
Gabi.”
FIM