CAPÍTULO 4
Tom
Ñ acordei mto cedo aquele dia, fiquei no comp boa parte da noite. E qdo saí da barraca, todo mundo já tava pronto p/ ir p/ cachoeira.
- Troca d roupa , Tom, a gente te espera. - Isaac, o chato, falou
- Podem ir. Se eu tiver vontade, vou depois. - disse seco, abrindo o meu lap-top.
- Então vamo... esse aí prefere se agarrar ao computador a ver essas paisagens maravilhosas... as meninas d biquíni!!! - Taylor, o pinto molhado, zombou da minha cara. Eu ñ tava nem aí. Eles foram embora e eu fiquei c/; meu comp. Depois d algum tempo, comi alguma coisa e saí p/ ver se encontrava eles. Enchi o saco d ficar sozinho, mesmo achando q melhor só do q mal acompanhado. Mas acontece q acabei me perdendo um pouco. Na verdade, eu ñ tinha a mínima idéia d onde eu estava. Tentei voltar, mas a situação só piorou.
Sentei e pensei no q fazer. Talvez subir numa árvore p/ ver onde eu estava, mas todas elas eram muito altas. Talvez então fazer como naquele filme ridículo, A Bruxa de Blair: ir sempre p/ o Sul. Mas e quem disse q eu sabia onde era o Sul? Ñ dava p/ ver o sol. E além do mais, o acampamento ficava a Sudoeste, então piorou.
E já q eu ñ sabia onde estava, fui andando na direção contrária d onde eu estava indo. Mais perdido do q estava eu ñ ficaria.
Passei um tempão andando, e nada. E na verdade eu estava era gostando. Pelo menos eu estava longe daquela gentinha. Eu nem sei como é q eu fui parar naquele acampamento. Eles só podiam tem implorado mto p/ q eu fosse, mesmo.
Sentei numa pedra e fiquei lá, curtindo a solidão. Adoro ficar sozinho. Mas prefiro ficar sozinho c/ o meu computador. Foi aí q eu pensei: "o q eu estou fazendo aqui, no meio do nada c/ + 8 pessoas chatas??? E 8 só pq a Liv é minha amiga!". Eu tinha q voltar p/ casa. E se eu ñ fosse, eu ñ conseguiria ficar ali por muito mais do q 5 dias.
Levantei e comecei a andar de novo. P/ ir embora eu teria q pegar minhas coisas, e tb 'me achar'. E ainda bem q eu fui na direção certa, pq em 20 minutos eu estava d volta ao acampamento.
Eu apareço do meio do mato todo arranhado, cheio d mato e galhos no cabelo e aqueles imbecis, q já deviam ter voltado a horas, só disseram:
- E aí, Tom! Onde vc tava? - Diego, o 'mano', falou por todos
- Passeando! - eu disse ironicamente.
Qdo fui procurar meu notebook, vi Sarah e Akemi, as duas santas q dizem ñ serem intrometidas, mexendo nele. Fui ver d fininho o q elas estavam vendo: meu diário!!! Mas como??? Ele tinha senha! E aquela *****! Quem deu permissão p/ mexer nas minhas coisas???
- O q vcs pensam q estão fazendo? - perguntei, chegando silenciosamente entre elas
- Tom! Oi, amigo, td bom? O q é isso no seu cabelo? Uma folhinha? Nossa, olha esse arranhãozinho no seu braço! Onde vc se enfiou? - Akemi disse cinicamente, tentando disfarçar o flagrante
- Sua falsa! Sai do meio! - eu disse, a emburrando e fechando o notebook. - Vcs têm respeito ñ, é?
- Desculpa, Tom, é q a gente achou q vc ia levar numa boa... - Sarah se defendeu.
- Numa boa? Isso é invasão d privacidade! E como vcs descobriram a senha?
- Bom, sabe como é... - Sarah começou a enrolar - a gente tentou um monte d senha, e nada deu certo. Aí Akemi ficou c/ raiva e escreveu 'gay'. Quer dizer, ela ñ tava xingando o comp, a gente sabe q ele ñ pode ser gay, mas a questão é: funcionou!
Q absurdo! Elas invadiram minha privacidade, descobriram meu maior segredo e ainda revelaram e voz alta p/ td mundo ouvir. Até pq tava td mundo ali.
- A sua senha é 'gay'? q ridículo!!! - Taylor começou a zoar
- Tom, vc é... - Diego começou a falar
eu estava arrasado, mas ñ ia deixar eles me humilharem ainda mais. E o único jeito era assumir.
- Sou! Sou sim, e daí???
Taylor caiu na gargalhada. Eu já esperava. Ele é um idiota mesmo, eu sempre soube disso. E depois do q acontecera 2 dias atrás, eu o odiava ainda mais.
- Mas mesmo assim eu ñ penso só em sexo, como certas pessoas aqui! - eu disse,
encarando-o. ele parou imediatamente d rir. - Agora me deixem em paz!
Fui saindo dali, mas me lembrei o qto aquelas pessoas tinham sido traidoras. Então dei meia volta e peguei o computador. Entrei na barraca e troquei a senha. Depois fiquei lá, pensando numa vingança, ou alguma coisa assim, como eu já tinha feito c/ Katy. Mas aquilo foi imbecilidade. Tão imbecil qto o q eals fizeram comigo.
Depois d um tempo, alguém entrou na barraca. Era Liv. Era incrível como ela me conhecia, sabia exatamente o limite do tempo em q eu queria ficar só e o q eu queria desabafar c/ alguém.
- Tom, vc tá bem?
- Na medida do possível, né, Liv...
Ela era minha única amiga ali. Ao menos nela eu podia confiar. Ela já tinha sido humilhada, assim como eu tinha acabado d ser humilhado tb. Ñ, ela ñ era lésbica. O q aconteceu c/ ela foi mto pior. E só eu sabia, assim como só ela saberia o q eu estava sentindo.
- Ñ fica assim amigo... - ela disse, sentando do meu lado - um dia vc ia ter q assumir.
- Mas ñ desse jeito, né Liv! Q humilhação... ver Taylor rindo daqeule jeito, q imbecil! Me deu vontade de bater nele até a morte!
- Calma, Tom! Eu tb odeio ele, vc sabe. Q tal se vcs trocassem de barraca. Ia ser melhor p/ nós dois se vc fosse dormir comigo.
- Tá bom, depois a gente vê isso.
Gostei da idéia só por causa dela. Sei q era uma tortura p/ ela dormir ao lado dele. Eu ñ me importava mais em dormir c/ a Katy, mesmo ela já tendo aprontado comigo. Pelo menos ela ñ invadiu minha privacidade nem riu de mim, qdo eu pensei q ela seria a 1ª a fazê-lo.
- Vem, arruma suas coisas p/ 'se mudar', eu vou falar com a Katy.
- E o Taylor? - perguntei, sem me ligar. Ela olhou p/ mim com aquele olhar d 'pára com isso' q eu conhecia mto bem - Desculpe
Ela saiu e eu fui arrumando o pouco q tinha a ser arrumado. Depois d um tempo ela voltou.
-Terminou?
-Já.
-Então vem, antes q Taylor mude de idéia.
Taylor já estava ao lado da barraca qdo eu saí. Ele olhou p/ mim com aquele olhar de deboche. Só ignorei e fui p/ a barraca de Liv.
Nós dois ficamos lá o resto da noite, ñ saímos nem qdo começou a cantoria lá fora. Isaac provavelmente tinha arrumado o violão. Eu odiava aqueles momentos 'If only'. Já a Liv dizia que era bom p/ a áurea. Acho q ela fala tanto sobre isso q eu comecei a acreditar.
-Pq vc ñ vai lá? - perguntei. - vc sempre disse q é bom p/ o espírito.
-E é. Música realmente faz bem, mas depende da companhia. E agora, no caso, eu prefiro ficar c/ vc.
Só sorri. Eu realmente gostava dela.
Ficamos conversando a noite toda, até q uma hora, qdo estávamos falando sobre diferenças sociais, adormeci.