CAPÍTULO 2
Akemi:
Acordei. A noite tinha sido super legal! Dividi a barraca c/ o Zac e passamos a night cantando piada. Ele é super legal, engraçado. Juntando c/ meu bom humor, tiramos muito.
Mas qdo a gente acordou, só o Tom já estava d pé, vidrado no lap-top (p/ variar). Ele deve ter levantado cedo só p/ dar d comer ao computador. Do jeito q ele é, eu nem duvido.
Katy acordou um pouco depois, c/ cara d sonâmbula.
- Bom dia. - Zac disse
- O q é q tem d bom?
- Nossa, como vc tá agitada hoje! - eu falei, só p/ ver se ela mudava a cara, odeio gente d mau humor.
- Vcs sabem q eu odeio dormir no chão. E a companhia tb ñ era das melhores. - ela disse, olhando p/ Zac. Eu sempre soube q ela gostava dele, mas como ñ sou besta nem nada...
- É cada uma! - falei, para ver se ela parava d dar cantada nele, pq se ñ eu ia ter q ficar c/ o Tom por livre e expontânea pressão.
Começamos a preparar uns sanduíches só p/ nós, acabamos fazendo p/ o povão todo. Só um detalhe: o Tom exigiu q o dele fosse de palmito c/ ricota. EEECA! É cada uma!
Aos poucos, o resto da 'reca' foi acordando. A 1a foi a Liv, mas ela nem quis comer, foi logo indo dar uma volta. 'P/ começar o dia bem', ela disse. Eu começo o dia bem enchendo o bucho, isso sim. Depois o resto foi acordando, pouco a pouco, um c/ a cara pior do q o outro. Acho q só o Ike e a Chely aproveitaram bem a noite. Estavam c/ uma cara ótima, p/ quem acabou d acordar.
Assim q a Liv chegou do seu 'passeio espiritual', trocamos d roupa p/ explorara o lugar. Todo mundo já tinha se trocado, menos a Katy. A gente sabia q o Tom tava planejando se vingar, mas ñ daquele jeito! Eqto a Katy trocava d roupa, ele largou o seu objeto d estimação (isso já é surpreendente) e puxou a lona da barraca. Sorte q ela já estava pondo a blusa. Mas isso ñ quer dizer q ñ tenha dado p/ ver alguma coisa. Quem mais aproveitou foi o Tay, claro. Se vcs tivessem visto a cara dele aquela hora...
Ela saiu correndo atrás dele, e ele saiu todo desengonçado, tropeçando em tudo q via pela frente. Ele atravessou o rio por umas pedras. Qdo ela ia passando, levou o maior tombo da história. E ficou lá, estatalada por cima das pedras, morrendo d raiva eqto ele ria.
Esperamos ela trocar d roupa (pq ela ficou ensopada) e fomos curtir a vida. Vimos tt coisa legal! Passamos pela cachoeira, mas a Katy ñ queria ver água tão cedo! Andamos mais um pouco e encontramos a tal gruta. Lá era bem legal, despertou até um jeito selvagem no Tay, q começou a agarrar a Liv. Mas se dependesse dela, ele ia passar a vida tentando. Aquela ali é mais lerda do q o espírito mágico da tartaruga. Mas um dia ela acorda... dentro da gruta tinha um lago bem blue. E dessa vez a Katy ñ escapou: o Zac foi logo empurrando ela. E nem deu tempo d ela ficar c/ raiva, pq logo depois, foi td mundo atrás. Aí, foi aquela farra!
Só fomos sair d lá bem mais tarde, qdo bateu aquela fome d novo. Comemos qq coisa e fomos p/ cachoeira. Aquela floresta era melhor do q qq parque aquático! No cominho, Diego e Sarah 'se perderam'. Se perderam, né? Sei... me engana q eu gosto! Eu bem q percebi a intimidade dos pombinhos. Eu e Zac, na maior inocência, fomos atrás deles. Os flagramos na gruta em altos beijos, pareciam dois canibais, um querendo comer o outro (se Diego ler isso, me mata!)! Bem, imagina o q vinha depois. Só sei q eu e Zac saímos dali rapidinho, p/ ñ atrapalhar.
P/ voltar, fudeu. Nos perdemos no meio do mato. Pelo menos ñ foi d propósito, como as canibais. Zac inventou d subir numa árvore, eu fui tb. Sentou num galho, fui atrás. Começamos a falar bobagem, mas ñ deu mto tempo, o galho quebrou. Bem q eu vivo falando q tô mto gorda, mas ninguém faz o favor d levar a sério.
Nos esborrachamos no chão, caímos na gargalhada. Até o momento q ñ tinha mais graça. O clima estava estranho, sério D+. Ele me encarou e me beijou. Correspondi, lógico. No começo, tava bem calmo, mas depois foi esquentando. Depois do beijo, olhei p ele sem ter o q dizer. Esperei tanto por aquele beijo, e ele chegou assim, de repente. Ñ, ñ tô reclamando, mas é q eu sempre achei q éramos tão amigos q aquilo nunca aconteceria. Eu acho q nunca deixei claro o suficiente p/ cair a ficha dele. E ele tb ñ deixou claro p/ mim. Todo mundo dizia q éramos almas gêmeas, mas ñ passava d brincadeira. Agora eu começava a suspeitar q era verdade.
Mas ñ vou ficar nesses sentimentalismos. Eu queria o beijo, ele tb, e tals...
Depois do beijo, ficou um clima estranho d novo.
- Vamos voltar?
- P voltar? aliás, como? Descobriu o caminho?
- Ñ. Mas vamos tratar d descobrir, pq definitivamente eu ñ vou ficar aqui p/ o resto da vida. Vc quer? - falei sem a menor malícia, ñ pretendia ficar ali sozinha c/ele.
- A gente nem tá perdido.
Olhei p/ cara dele como quem quisesse matar (bem q deu vontade. Quem manda ser imbecil?). Puloe encima dele e comecei a socá-lo. Ele ria, e eu ñ resisti, comecei a rir tb. D repente ele segurou minhas mãos c/ força (bem q dava p/ ser mais delicado), ficou sério. Ñ consegui resistir: beijei-o. Fazer aquilo era como assistir Pokémon: qdo a gente começa, ñ quer mais parar (brincadeira! Já pensou se eu ia assistir Pokémon? Ah, tenha dó!)! Mas a gente ali, deitado no meio do mato, ia acabar como Sarah e Diego, e eu ñ queria aquilo tão cedo!
Eu ia parar, mas algo fez isso por mim antes:
- Ai! - gritei, qdo senti uma mordida violenta na canela (na mesma hora lembrei d Diego e Sarah, os canibais)
- Q foi? - ele se assustou. Eu segurava o lugar da mordida c/ a mão. Tirei p/ examinar. Tinham dois furinhos, sangrava.
- Cobra. - ele disse, e olhou ao redor. Viu uma se arrastando no meio do mato (cadê a Liv numa hora dessas c/ as macumbas dela?). Depois d um tempo, ele disse q ñ era venenosa (onde ele aprendeu essas coisas?). Ai, alívio!
Minha perna sangrava sangrava um bocado.
- Mas vamos ter q estancar esse sangue.
Eu já imaginava ele numa cena d filme, rasgando a blusa p/ tirar um pedaço d pano. Mas tudo q ele fez foi tirar um lenço do bolso. Desde qdo ele leva lenço no bolso???
- Minha mãe me obrigou. 'E se vc se resfriar?', ela disse - Zac, imitando a voz da mãe. Ele já tinha enfaixado o lugar da mordida.
- Vamos? - ele perguntou.
Me levantei, mas ñ consegui andar, doía mto. Ele me pegou no colo e saiu andando. Achei aquilo tão meigo! E ele nem reclamou do meu peso!
Qdo chegamos no acampamento, todo mundo já estava lá, o sol já ia se pondo. Estranharam eu chegar sendo carregada no colo por Zac, c/ a perna enfaixada.
- Onde vcs estavam? - Chely perguntou - estávamos ficando preocupados!
- Nos perdemos - Zac disse, cínico.
- E o q foi isso na sua perna, Akemi?
- Cobra.
- Venenos??? - Katy perguntou, se agarrando em Taylor, ao lado dela. Ele já ia se aproveitando.
- De acordo c/ o especialista aqui, ñ. - respondi
- Ai, alívio! - Katy disse, largando Taylor. Ele ficou 'indignado'.
Mudamos d assunto. Estranhei Issac ñ ter perguntado a data d nascimento da cobra, endereço, RG, telefone. Do jeito q ele é detalhista, ñ duvidem! Mas ele estava ocupado D+ c/ a Chely. Eles estavam indo mto bem! Sempre soube q aquilo iria acontecer. Eles sempre se amaram.
UM pouco depois, Issac pegou o violão e começamos a cantar. Até inventamos uma musiquinha, Baby Come'on (q por sinal era uma merda, mas p/ iniciante já tá bom)
Depois disso fomos dormir. Zac e eu nos enfiamos naquela barraca minúscula.
- Zac... obrigada.
- Pq?
- Preciso dizer?
- Só pq eu te salvei d uma cobra extraterrestre?
- Zac, ñ inventa! Só pq ela era igual a vc, ñ quer dizer q ela tb era extraterrestre.
- Era igual a vc, isso sim!
- Tá, pode xingar, mas valeu.
- Desculpa, e d nada.
Ele começou a me beijar d novo. Ñ contamos piadas como da outra vez. Aproveitamos o tempo mto melhor, mas ñ como o amor canibal d Sarah e Diego, definitivamente!
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