CAPÍTULO 1

Isaac:

Aquele internato era um saco! O prédio era dividido em 2 partes, uma p/ meninos e outras p/ meninas. Só nos encontrávamos na hora do intervalo e qdo 'fugíamos' (mas isso nunca dava certo. Éramos sempre apanhados, alguém dedurava. Se eu descobrisse quem era, coitado dele!), mas isso era raro. E dessa forma era impossível manter qq relacionamento. Até ficar era difícil! Mas esse ñ era o único problema (apesar d ser o maior). A falta d liberdade tb implicava bastante. Ñ podíamos sair por muito tempo. Festa, só a d formatura no fim do ano, e olhe, olhe, pq aquele 'bailinho' é uma caretice!

            E nem dentro da escola a gente tinha muita privacidade. O disciplinador - ou Brucutu, como costumávamos chamá-lo - estava sempre de olho. No intervalo, à noite, nos sábados, nos domingos. Ñ podíamos dizer um 'ai' fora d hora q já éramos mandados p/ coordenação. E qdo 'fugíamos', era suspensão na hora! Mas isso até q a gente achava bom... ficar o dia todo rodando por aí...

            Mas um dia as férias têm q chagar. E dessa vez elas demoraram! E qdo elas finalmente vieram, a no 'turminha' combinou d ir acampar. Éramos 10 (e ñ 6, como no livro). Eu (a quem todo mundo chama d detalhista. Eu ñ acho...), Zac (o extrovertido), Taylor (o 'garanhão' ou sei lá o q. O galinha, na minha opinião), Diego (o direto), Tom (o nerd, do contra, chato, etc), Chely (a tímida, delicada), Akemi (a 'alma gêmea' do Zac. Eles são  muito parecidos!), Katy (a patricinha fresca), Sarah (a confusa. A frase preferida dela é 'quer dizer') e Liv (a 'zen'). Com essa mistura toda, imagine só o q rola! Nós éramos bem unidos. Bom, c/ exceção do Tom, q entrou nessa história meio q d 'penetra', mas agente agüenta.

            Bom, pegamos a van (uma das) do pai da Katy e fomos p/ o meio do mato. A Liv tava adorando a idéia d 'entrar em contato maior' c/ a natureza. A Katy só reclamava. 'Odeio mosquitos, odeio mato, ñ tem banheiro, ñ quero dormir no chão', essas coisas. Chegamos em 3 horas de viagem, eu ia dirigindo, devo ter ficado c/ calo na bunda, de tanto ficar sentado. Ñ só eu, mas todo mundo. Era uma floresta mó bonita, tinha um rio, e lá longe umas cavernas, grutas, coisas do tipo. Mó visú.

O carro só foi até onde dava, depois fomos a pé até uma clareira. Aliás, acho q a gente levou coisa das malas estavam super pesadas! Só a mochila da Katy devia ter 5 kits d maquiagem, 30 pares de roupa, inclusive para festas... e a gente só ia passar 10 dias! Ah, por falar nisso, cada dia é uma pessoa q conta essa história. O 1o sou eu, acho que o 2o é Akemi. Bom, depois vcs vão vendo. 

A 1a coisa q fizemos qdo chegamos num lugar bom p/ armar as barracas foi ver quem ficava c/ quem nas barracas. Eram 5 e a gente tava armando p/ ficar um casal em cada uma, afinal, a gente ñ é besta nem nada. Mas tinha um problema: ninguém queria ficar c/ o Tom. E se eu fosse mulher tb me recusaria. Ele ñ desgruda do notebook! As meninas tiveram q tirar na sorte. Sobrou p/ Katy. Acho q ela queria ficar era c/ o Taylor. Ñ sei como é q as meninas caiam na dele! Pelo menos a metade da escola era caidinha por ele. E ele era capaz d ficar c/ todas elas! Mas voltando a Katy...

- Eu ñ vou dividir a barraca c/ esse retardado!

- Ñ podemos fazer nada, sorte é sorte! Bom, nesse caso, azar! - Diego disse, rindo. Aliás, a risada dele é histérica, qdo ele começa, ñ pára mais! Começa a ficar vermelho, as pernas ficam bambas, ele cai e tudo mas ñ pára d rir! Um caso a se pensar...

- Ah, Liv! fica c/ ele, vai! - Katy disse, quer dizer, implorou

- Vc ñ conhece o Tom!

- Vc é q deveria tentar conhecê-lo melhor, talvez a ajude a se aproximar mais das pessoas, o q é ótimo p o seu karma! - A Liv 'filosofou'. Nem me pergunte o q é karma, eu ñ faço a mínima idéia.

O Tom nem tava ouvindo essa discussão toda ao redor dele, pq p/ variar, tav grudado no notebook. E ñ largou dele nem na hora d armar as barracas. A Katy ficou suando a camisa sozinha. E ela odeia suar a camisa!

- Tom, se vc ñ me ajudar c/ essa droga, vai se ver comigo!

- E o q é q a Paty vai fazer? - ele disse, tirando os olhos pela 1ª vez do computador. Melhor ainda: ele estava GURDANDO-O (acredite, essa é uma cena rara)!

A Katy nem se deu ao trabalho d responder a pergunta. Só pegou o notebook dele e jogou no rio. O Tom foi rápido e conseguiu 'salvá-lo'. Sorte q estava c/ a capinha e ñ quebrou.

- Vc é louca??? Tava querendo o q, quebrar o coitadinho?

- De preferência! E computador ñ é gente, Tom, quebrou, compra outro!

- Como se fosse muito barato!

- Só uns trocadinhos. E vc tem dinheiro sobrando!

Coisa d rico, ñ liguem.

- Mas esse é especial, de alta tecnologia, desenhado especialmente p/ minhas necessidades...

- Vc liga mais p/ esse computador do q p/ os outros seres de espírito, Tom. Isso ñ é bom para o seu astral, emite energias negativas. Pq vc ñ anda por aí, respira fundo, e aproveita a natureza deste local tão mágico...?

essa é a Liv. Sempre c/ esse negócio d energias negativas, positivas... o quarto dela tem um cheiro de incenso q dá p/ sentir a 1 Km de distância, tudo é milimetricamente posicionado p/ chamar energias positivas. Ela sempre teve essas frescuras esotéricas. Eu nunca acreditei mito nisso, mas é melhor ñ contrariar... até pq funcionou. O Tom foi p/ uma das barracas q já estavam prontas (a da Sarah, eu acho) SEM O NOTEBOOK e ficou lá até todas as barracas estarem prontas. Recusou-se a ajudar. A vontade q deu foi d obrigá-lo a voltar p/ casa a pé. Mas ñ podia fazer isso, ñ tinha nada a ver c/ aquilo, o problema era da Katy.

Bom, depois das barracas já montadas, fomos ver o q comer, afinal já estava quase anoitecendo. Diego e Sarah foram procurar uns gravetos p/ gente acender uma fogueira, eqto isso fomos arrumando outras coisas no acampamento, tipow, a 'cozinha'. Tb colocamos as nossas coisas dentro das barracas, os colchonetes, etc. Diego e Sarah só foram chegar bem mais tarde.

- Aleluia! Demoraram, hein! - Taylor disse

- Foi mal. É q a gente encontrou umas coisas aí no meio do mato...

- O q? Cobra? Ai, meu Deus!!! - Katy disse, abraçando Taylor, q já estava dando em cima dela. Aliás, aquele dia ele ñ parou um minuto! Nem a Chely, q deixou bem claro q ñ queria ficar c/ ninguém (q pena!), escapou.

- Ñ, nada vê.

- Ah, então... - empurrando Taylor. Ele ficou 'indignado'.

- Era uma gruta mó legal. Quer dizer, era bem grande, mas ñ deu p/ ver direito, pq tava escuro. E tb tinha uma cachoeira. Ñ dentro da gruta, fora. Da gruta. - Sarah, enrolando mais do q o necessário. Custava dizer q era uma gruta e uma cachoeira e uma gruta?

- Mas como era lá? - eu disse, pegando os gravetros das mãos deles e arrumando no chão p/ fazer uma fogueira.

- Na gruta a gente ñ entrou, mas podemos ir lá amanhã. E a cachoeira era mó altona, dá p/ pular e tals... - Disse Diego, caindo numa cadeira, provavelmente por causa do cansaço. Povo mole!

- Então amanhã a gente vai lçá, e quem sabe a gente acha mais coisa... - Zac, q por sinal estava demorando p/ inventar.

- O q, por exemplo?- Akemi, atiçando

- Ñ faz isso, Manu, senão vc vai ter q ouvir... - Taylor chamou ela por um apelido q a gente quase ñ usava. O nome dela era Akemi Emanoella, mas era estranho chamar pelo 2º nome. Manu, então...

- Pode ser os destroços de uma nave extraterrestre, ou uma fonte da juventude, ou até macacos, onças, leões...

- Zac... em 1º lugar, se houvesse destroços d qq coisa aqui, já tinham encontrado. 2º: fonte da juventude ñ existe, e mesmo q existisse, a gente ñ iria precisar dela. 3º: ñ existem macacos, onças ou leões nessa parte dos EUA. - Diego, incrivelmente Ñ rindo das bobagens do Zac, mas acabando c/ o 'show'. Graças a Deus!

Bom, depois disso a gente tratou d preparar nosso 'jantar'. Eram umas salsichas espetadas num palito q a gente ia preparar na fogueira mesmo. Eqto isso, eu pqeguqi o violão e toquei uma músicas bem ao nosso estilo. A Chely cuidou da minha salsicha (eu sei q isso soa estranho, mas foi sem malícia!), afinal era meio difícil p/ mim tocar e segurar o palito ao mesmo tempo. Aliás, a salsicha da Katy queimou, e ela ficou tão 'indignada' pq ninguém avisou a ela q o negócio tava tstando q só comeu biscoito o resto da noite (q por sinal ñ alimenta muito). O Tom ñ largou o notebook nem p/ comer, e a Sarah tava c/ tanto medo do fogo q comeu salsicha crua. A cena toda parecia um clipe q eu vi (pelo menos MTV tinha naquele internato. Era uma das únicas diversões), acho q era do Hanson. O clipe era até legal, mas a música...

Depois d comer, ainda ficamos conversando um pouco, Chely, Akemi, Zac e Diego foram jogar baralho, eqto nós, o resto, combinamos p/ onde ir no outro dia. Decidimos explorara a gruta e a cachoeira q Sarah e Diego tinham 'descoberto'.

Só fomos dormir bem mas tarde. Eu fiquei dividindo a barraca c/ a Chely, Zac e Akemi ficaram em outra barraca, Taylor e Liv; Katy e Tom; Diego e Sarah em outras. Pares perfeitos, c/ exceção d Katy e Tom (vcs sabem pq) e do Taylor, q se daria bem c/ qq uma.

A Chely precisava trocar d roupa, então eu fiquei espetando do lado d fora até ela me chamar, mas ñ demorou mto. Eu ñ pude deixar d reparar, a camisola dela era transparente. Ela percebeu q eu dei umas belas olhadas, mas ñ ficou envergonhada, como eu achei q ficaria. Estranhei, mas entrei. Sabia q ñ podia mexer c/ a Chely. Deitei d costas p/ ela, c/ a imagen=m dela na minha cabeça. Tinha vontade d aproveitar, mas ñ pq ela era 'gostosa' (ñ q ela ñ fosse. Era. E como!), mas pq realmente gostava dela. Por causa do jeito dela. O mesmo jeito delicado q me impedia d fazer qq coisa. Mas me surpreendi c/ aquela delicadeza...

- Ike?

- Hum?

- Pq vc tá virado p/ esse lado?

- Pq...

- Olha p/ mim...

Olhei. Ñ conseguia ver nada direito, mas sentia a respiração dela perto d mim. Ela me beijou, c/ aquele mesmo jeito delicado q eu adorava (eu já cansei d enfatizar esse jeito, já tá ficando repetitivo). Depois disso, ela só disse 'boa noite' e deitou, mas ainda ficou mexendo no meu cabelo. Adorei aquilo. Claro q queria mais, só q se rolasse mais alguma coisa, ñ seria a Chely ali do meu lado. E perderia a graça. Então ficamos assim o resto da noite, até adormecermos.

As outras barracas estavam em silêncio. Entendo o caso da Kary, q tava c/ um imbecil total. O Tay tava c/ a Liv, já era d se esperar q ela ñ quisesse nada, mas ele já devia ter tentado. O motivo do silêncio das outras barracas eu ñ entendi. Diego e Sarah eram opostos, tipow, um vai direto ao assunto e a outra fica dando voltas, mas os dois 'se amavam'. Podia estar rolando pelo menos uma conversa. E Zac e Akemi eram almas gêmeas, eu até ja disse isso. E se eu bem conheço os dois, eles deviam estar contando piadas aquela horas.

E a noite acabou assim. A Chely mexendo no meu cabelo e eu prestando atenção nela o no silêncio...

- - > Capítulo 2

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