CAPÍTULO 8
Durante
a ultima semana de fevereiro Taylor e Mari ficaram o mais juntos possível,
afinal a gravação do novo cd começaria em março.
-
Tay cê promete que vai ligar sempre?
-
Todos os dias!
-
Eu vou me sentir tão só...
-
Mari vai durar no máximo uns 2 ou 3 meses, até porque, nós já sabemos
o que gravar e como gravar então não vai Ter problema.
-
Mas Tay... aí vocês vão Ter que dar aquela tour ao redor do mundo,
para divulgar e tal, depois tem a turnê...
-
Ahh Mari, não faz essa carinha...
-
Poxa, vc é meu melhor amigo, aquele com quem eu mais gosto de conversar
mas de repente você tem que voltar a ser “adulto” cuidar das suas coisas e
eu, fico aqui...
-
Mas pense bem, eu vou tá fazendo o que eu faço de melhor...
-
É... e eu vou estar acompanhando e criticando se preciso!
-
É, afinal para que servem os amigos? Mas ainda falta uma semana Mari...
dá para a gente fazer muita coisa.
-
É, vamos aproveitar. Vou tomar banho...
-
Posso ir junto?
-
Claro... que não!
-
Ai Mari...
-
Tay... você também vá para sua casa e tome um banho.
-
Que jeito sutil de me falar que eu tô fedendo...
-
Cabeção! – Mari deu um tapinha de leve na cabeça de Taylor, que saiu
correndo atrás dela.
-
Quem é cabeção? – disse ele segurando-a pela cintura com as duas mãos.
-
Você...
Taylor
puxou o corpo dela para mais perto do dele, ela tentava fugir, mas não
conseguia. Quando ela olhou para o rosto do Taylor ele estava sério.
-
Tay, eu sei o que cê tá pensando, mas...
-
Eu já sei... Mari. Mas a gente podia ficar juntos, só para...
-
Fingir que estamos felizes? Ou que não iremos acabar magoados?
-
Mari, eu só consigo pensar em você...
-
Tay, eu não sou esse anjo... não me coloque no patamar mais elevado da
sua vida.
-
Eu não tô fazendo isso...
Taylor
viu que a expressão de Mari não era mais a mesma, era mais sofrida.
-
acho melhor eu ir embora...
-
eu também.
Taylor
foi embora, muito magoado com o que acabara de acontecer. “Eu sou mesmo uma
burra”, Mari estava tirando a roupa para entrar no banho, “Mas não o amo, e
mesmo que amasse eu não sou o tipo de garota para o Tay, ele não sabe de
metade da minha vida... e eu nem quero que ele saiba! Não quero que ele veja
que sou fracassada... tenho que confessar que gosto de ser a princesa, a
poderosa, até porque nunca ninguém com o Tay ou o Isaac se apaixonou por
mim...”
-
Nossa Tay... que cara é essa?
-
Nada...
-
Como nada?
-
Isaac, eu quero ficar sozinho.
Taylor
saiu pela porta da cozinha e subiu para a casa da árvore, estava chateado com o
fato de que mil mulheres queriam estar ao lado dele mas a única que ele queria,
não estava muito afim.
-
Isaac! – era Mari
-
Oi.
-
O Tay tá aí?
-
Tá lá na casa da árvore... corre lá, ele não parece muito bem.
Mari
correu até a casa da árvore, Tay tava tão aéreo que não percebeu a presença
dela.
-
Tay...
Ele
só olhou para ela não respondeu nada.
-Tay,
eu tenho muito pra te falar... queria que isso acontecesse agora.
-
mari, vai pra casa amanhã você me fala...
-
Não é importante... Tay, eu quero que você saiba a verdade, o porque
de eu estar aqui, o que aconteceu na minha vida...
-
Mari eu já sei...
-
Não! Não sabe, porque tive medo de contar, mas é melhor você saber...
-
Então conta.
-
Nem sei por onde começar...
-
Pelo começo ...
Mari
olhou bem para ele, enquanto ele olhava pela janela, ela foi para o lado dele.
-
quando eu tinha uns 14, 15 anos, eu conheci um cara, que a principio era
um amor.
Taylor
olhou para ela, muito sério, ela olhava bem dentro de seus olhos.
-
bom, acontece que eu acabará de perder minha mãe e ele falou que me
devolveria a vida, Com uns 3 meses de namoro, nos afundamos na maconha... cara
foi feio!
Taylor
ficou espantado com o que acabara de ouvir,
e Mari continuava a falar.
-
bom, mas esse foi só o começo, porque depois da maconha veio a cocaína,
e a gente
passava o dia viajando... mas um dia ele misturou cocaína com crack, era a
primeira vez que ele colocava crack no organismo... Nem preciso falar que ele
morreu, e me deixou o vicio... fiz muita merda depois disso, saia com todo
mundo, meu pai não ligava... e meu irmão se matava de estudar, até o dia que
eu quase morri de overdose... aí me internaram, aliás me internaram muitas
vezes, mas só lá pela Quarta vez que eu decidi não fugir... eu queria morrer,
e não tinha ninguém ao meu lado, até a minha tia voltar de Portugal com a
Carol, e meu irmão dar um tempo nos estudos, aí eu vi que eles se importavam.
E eu estou aqui justamente para recomeçar, já fiz muitos testes para muitas
escolas, inclusive escolas bem longe daqui, e hoje eu tomei uma decisão... vou
aceitar o convite para fazer artes na Austrália.
Taylor
não sabia o que falar... Mari estava com medo de sua reação e ele percebeu
isso.
-
Mari, - ela a segurou pelas duas mãos – eu amo você, nada do que você
disse vai mudar isso, cansei de ser só o seu melhor amigo, mas... você deveria
Ter me contado isso antes.
-
Tay, - Os olhos de Mari estavam cheios de lágrimas – desculpa, meu
passado me machuca o tempo todo!
-
Mas é passado – taylor passava a mão delicadamente no rosto dela –
passado é algo pelo qual você tem que passar para aprender.
Mari
nada falou.
-
o que não gostei, foi essa história de você ir para Austrália...
-
é, assim que eu terminei meu banho o carteiro chegou a carta, vou para
uma das maiores escolas de artes da austrália.
-
Você esta decidida?
-
Estou.
Taylor
não falou mais nada, apenas puxou Mari para seus braços e a abraçou, os dois
ficaram assim por um bom tempo. Isaac, que estava atrás de Mac, seu irmão mais
novo, viu a cena e não acreditou.