TRANSPLANTES
Sempre que há um enxerto de um
tecido ou um órgão (ou parte deles) de uma pessoa para si mesma ou de uma
pessoa para outra, pode-se dizer que foi feito um transplante. No primeiro
caso, diz-se da cirurgia realizada autotransplante,
no segundo, homotransplante.
O tema “transplantes” tem aspectos
muito complexos, a começar pela sua evolução, que desde tempos bem antigos são
feitas experiências afim de encontrar métodos cada vez
melhores e eficazes. Tendo em vista os diversos órgãos que podem ser
transplantados, o coração é um dos mais importantes para se contar a história
dessas cirurgias. No Brasil, o principal nome na cirurgia de transplantes é o
de Euryclides de Jesus Zerbini, médico a realizar o
primeiro transplante cardíaco no país.
Outro ponto complexo a ser destacado
é o da doação de órgãos, já que a maioria é doada por doadores cadáveres (que
tiveram morte encefálica), e nem sempre a família destes autorizam a doação.
Para isso, é preciso todo um trabalho para conscientizar a população sobre a
importância humanitária da doação de órgãos e tecidos, além de uma organização,
coordenação e administração da captação, remoção e locomoção dos mesmos. Nesse
aspecto foram criadas organizações as quais cabem todas essas
responsabilidades, muitas vezes burocráticas.
Os números relacionados a
transplantes são assustadores. A cada ano, milhares de pessoas entram nas
listas de espera por um órgão. E isso, grande demanda de necessitados e falta
de doadores, não é apenas um problema no Brasil, mas sim uma questão mundial.
A angústia da espera, muitas vezes,
acaba levando o paciente à depressão, ao desanimo, deixando-o sem qualquer
perspectiva de vida, cabendo ao psicólogo acompanhá-lo e dar-lhe assistência. É
fundamental considerar não só o quadro clínico do paciente, mas também o quadro
psicológico, o qual sempre acaba sendo, de alguma maneira,
afetado.
Os
transplantes vêm, cada vez mais, possibilitando que muitas pessoas tenham uma
melhor qualidade de vida. Porém, cabe à sociedade de um modo geral conscientizar-se
de que todos podem ajudar, estender a mão à uma pessoa
transplantada ou não.