Filosofia
As Meditações – Descartes
O eu racional se torna arrogante que reflete, no séc XIX, uma prepotência da racionalidade (Iluminismo: Luz da razão)
Rosseau discute essa arrogância que diz que o conhecimento racional é o crescimento total humano
è Freud: O homem não é só consciência
Paralelo de desenvolvimentos filosóficos e exatos
Descartes se dá conta que só estudou coisas que levam à dúvida. Então passa a tentar fundamentar a filosofia pela matemática. (Fundamentação Racional da Cinência-Filosofia)
02.04.04
Salto do séc V a. C. para o séc XVI, pois Descartes retoma o questionamento da alma.
A mudança é o individualismo. No séc V era tudo coletivo e as perssoas eram apenas cidadãos. As pessoas são um coletivo submetido à religião (coletivo) que é submetido a um Deus -> antiguidade e Idade Média (se fora de mim, m função de Deus)
No séc XVI ocorrem mudanças, surgem as cidades e a sociedade se encontra em crise.
A comercialização e a troca aumentam -> Cidades
O homem passa a olhar para si e não para Deus. Começa a perceber que pode crescer. As relações se transformam, tornam-se móveis.
A classe média surge e condensa o individualismo.
Começa a busca por conhecimento, naturalmente. Paixão pela descoberta
Descobrem povos não religiosos
Seticismo: será que sabemos alguma coisa? Coloca em dúvida a religião católica.
Surge a igreja protestante
Neste contexto:
A filosofia se rompe com a corrente medieval, dando origem a duas novas:
Racionalismo: Descartes / Spinoza
Empirismo: Bacon / Locke / Humie
Iluminismo: Dideros / Voltaire / Kant / Rosseau
O homem se torna o centro
Racionalismo (cartesiana): O mais verdadeiro eu posso pensar e duvidas
Empirismo: O mais verdadeiro é a experiencia. O pensamento pode ser ilusão
Iluminismo: No séc XVIII começam a tentar mesclar (conciliar) o racional ao empírico. Principalmente Kant
Análise da meditação 1ª e 2ª
O nosso corpo é. Só não sabemos o que é ou quando é. Sabemos que a resistência (real) existe, só que confusa
A única ciência confiável é a matemática, que é abstrata, fugindo do sensível que nos engana. Além disso independe do externo e existe independentemente da gente. Sendo assim, não se pode duvidar da matemática.
As outras
ciências são dubtáveis por penderem do externo, sem
serem certas, da observação, da experimentação, sendo mutáveis
Meditação Segunda
Inclui Deus, e se pergunta se não é Ele quem quer que eu veja tudo desse jeito, que eu me engane. Nos não conhecemos o porquê.
- Parágrafo 1°
Supõe que Deus não Existia para alguns. Coloca em dúvida sua existência ou que Ele seja fraco e não tenha conseguido nos fazer perfeito.
Então, se desfaz de todas as crenças. Passa a duvidar de TUDO (Deus-heresia-, matemática, tudo!) Só serão certo quando conseguirem provar suas existências -> DUVIDA METODICA (1ª discorda) [cético: aquele que não acredita no conhecimento]
HIPOTESE DO GENIOMALÌGNO: Se tem alguém querendo me enganar o tempo todo, preciso ficar atento. Então supõe que tudo que é exterior é ilusão e passa a procurar o certo meio a ela.
Começa duvidando do próprio corpo e de sua existencia.
Suspender o juízo: parar para pensar.
Radicaliza a dúvida, abandona todas as suas certezas e passa a lutar contra alguém que ele supõe MTO poderoso (o tal gênio maligno)
Começa a pensar, sem se apegar a NADA
Começa também, a descobrir a mente
que é a razão, raciocínio que antes, no Platonismo e na antiguidade estava
incluída na ALMA
Ao questionar o corpo, se pergunta se o corpo não existir o que fica? -> Espírito (mente+alma) Inaugura essa reflexão existente até hoje.
-4° parágrafo
A existência do gênio maligno não é necessário porque posso imaginar as ilusões. Sendo assim não serei eu alguma coisa? -> SUBJETIVIDADE
Será que não se vive sem corpo? -> primeira tentativa de se definir partte de uma separação
COGITO: Cogito, ergo sun (pág 92*_
Penso, logo existo
| essência |
Mesmo enganado sou alguma coisa. Pois estou duvidando, então eu estou pensando, logo é induvidavel que estou existindo.
Minha existência não está no
externo. Está dentro de mim. MEU SER=PENSAR
O pensar sai do divino para o individuo - > O HUMANO com capacidade de pensar - > eu subjetivo
A matemática não é induvitavel porque penso ela
LOCALIZANDO-SE: Ao mesmo tempo que nasce a discussão do racionalismo, o empirismo está acontecendo, dizendo que o pensamento é dogmático, sendo ele o enganador
Hoje, de acordo com os fenômenólogos, estes pensamentos separavam o sujeito do objeto só é com a interação do sujeito.
Antes da psicologia inverter o Pensar e existir, Kant já criticava, dizendo que o racional e o empirismo estão certos e devem se complementar
O que abala é a descoberta do inconsciente de Freud. Antes dele Nietzsche já citava isso - > LER
Em seguida, o séc XIX é das CRÍTICAS. Dá condições para nascer psicologia, afinal, o homem entra em crise
- Parágrafo 6
Decompõe em leque suas questões que se fosse definir todas cairia na infinitude. Dessa maneira ignora certas “sutilezas” sem se desviar da questão de quem é ele (quem spu eu?)
- Parágrafo 7
Ao pensar sou. Meu corpo também passa a ser. Não seria se não pensasse
28.04.04
Verdades da Segunda Meditação
1) Cogito, ergo sun (Penso, logo existo)
2) Eu PENSO perceber
3) O espírito é mais fácil de perceber do que o corpo
2) Uma cera de vela que derrete, ainda é a mesma cera ou não? (próximo ao rio de heráclito)
Percebe pelos sentidos, mas nunca sabe se a sua percepção esta correta
| Acontece no espírito, e como é infinito o que pode acontecer é menos limitado que a imaginação que é finita|
A percepção é mutável, é o pensamento que a identifica e não a imaginação.
Você ordena a realidade pelo pensamento. A percepção propicia o pensamento.
Sendo assim, a única faculdade indispensável é a do Pensamento.
Pensamento transforma em uma idéia um acontecimento confuso
3) Compreende pelo espírito (só ver não adianta)
Os sentidos podem enganar
è Quando eu perecebo eu penso, quando eu imagino eu penso.
è Os sentidos se modificam, o espírito não
Sexta Meditação
Demonstração da certeza do mundo físico por etapas:
Possibilidade
Probabilidade
Certeza
Porque posso ter idéias claras e distintas de suas essências (geometria) – grandeza, extensão
Se tudo ocupa um espaço, tem um tamanha, existe o mundo físico, é a geometria que explica, que é isso.
Se eu posso pensar o mundo físico ele existe.
As alucinações fazem parte da imaginação
è O que prova que posso pensar??
Na 3ª meditação mostra que Deus é bom e que ele não o enganaria
Ele se dá conta que uma hora a razão não é suficiente.
- CORPO e ALMA
Não era uma simples separação
Diz que precisamos constatar a existência do corpo.
Diz que o espírito e o corpo são uma mistura
Os sentidos horários (fome, dor,....) são confusos de pensar
| Duvidáveis: tem gente que não tem 1 membro e sente dor|
Parágrafo 30
Deus só não engana no intelecto. No resto me engana porque não sou perfeito
Parágrafo 42
A seqüência garante que é a realidade (memória)
Rousseau
è No séc XVII aparece um lugar para a ciência
è No séc XVIII ênfase nessa racionalidade, apogeu das ciências. -> Iluminismo.
Como vem depois da Idade Média, com os dogmas religiosos, acredita-se que só a
Razão libertaria todos desse “ignorância”
É nessa época que surgem as enciclopédias, tentando colocar nelas TUDO o que o homem produziu em relação ao CONHECINMENTO
Acreditava-se no PROGRESSO
Rousseau começa a duvidar dessa racionalidade. Seu pensamento nao é aceito então é preso, foragido, etc.
(PROGRESSO = REGRESSO)
Para ele o conhecimento não é suficiente (origem da desigualdade entre os homens)
O homem naturalmente é BOM, com a virtude da PIEDADE (+ primitiva). E a sociedade o destorceu. A civilização corrompeu o que temos de bom
Diz que tudo começou com a propriedade privada (origem da desigualdade)
Daí, vem a inveja, disputa, ambição, coisas que não estaria no Homem Natural (no séc XVIII arte é tudo, inclusive tecnologia)
O desenvolvimento nos trouxe novas necessidades – melhoras “culturais” (moral e ética?)
LIVRO POLEMICO: EMÍLIO -> Educação para o desenvolvimento natural (liberdade, limite, mundo natural), como devemos educar: 1) Sentido |
2) Razão | à Ser humano
3) Moral | integro
A sociedade desvia o natural para NECESSIDADES FÚTEIS; máscaras, hipocrisia, etc. necessidades artificiais. Séries de exigências sociais para fora e não para nós mesmo. Criamos metas e necessidades artificiais
A repressão do sentir nos adoece e somos escravos de necessidades irreais, por isso tem nexo a psicologia nasce no séc XIX
Na Idade Moderno coloca-se o Homem no lugar de Deus. Buscamos SEMPRE a perfeição
Hoje acreditamos na ciência, nos escravizamos a ela
Nessa época ainda havia um desenvolvimento espiritual que estava sendo esquecido, então Rousseau queria que voltássemos a isso e não ao primitivo, quer ignora-lo
Conhecemos uma civilização pelos seus símbolos e o da sociedade capitalista é o DINHEIRO
O problema não está nas coisas, mas na nossa relação com elas
Podemos utilizar a tecnologia de uma forma positiva, a favor de nós mesmos.
Nós estamos por traz da tecnologia. E mesmo assim acreditamos que somos escravos do mercado. Tentando cientificar a vida.
07.05.04
2ª Parte de Rousseau
A ciência e as artes surgem dos nossos vícios (na 1ª ½ -> pecado)
Na verdade esquecemos nossos deveres humanos. O que nos leva a esquecer quem somos, dificultando amizades verdadeiras
O conhecimento é o 1° dos fatores que nos leva a isso -> falsos objetivos, competitividade: tb nos desviamos para o mterial, luxuria, posse.
Nós = gados -> escravo desse artificialismo em funçãão do parecer social.
Os bam bam bans também eram dominados pela necessidade de continuar dominando
Escravos de si - > insensíveis
O homem natural/ bom é o que resgata a simplicidade. (trás força, coragem, o que está longe do poder)
Devemos nos direcionar para virtude empulação: se baseia na tentativa de conseguir (notas por exemplo) - > Vício
Só podemos encontrar a felicidade dentro de nós mesmos, buscando o conhecimento verdadeiro, encontrando quem REALMENTE somos.
O VERDADEIRO SÁBIO: Sócrates (humilde, simples)
Assume que ele mora num lugar com tanto desenvolvimento racional e cultural que decaiu sozinho (Atenas) assim como Roma*
Já Esparta, as pessoas eram educadas para a coragem logo + simples
Sua imagem de antiguidade é bem diferente da nossa, então é discutível
*Os imperadores levando os poderes até o limite, se colocando acima dos humanos e isso levou à sua decadência
Subjulgar o diferente com inferior (cristianismo) cada discurso de acordo com o que convem
A cada momento desse nos distanciamos de ser bons (degradação) pois se eleva o poder e nega a diferença
Sofistas: a verdade não existe, depende dos argumentos. Tinham o intuito de convencer as pessoas nas assembléias - > degradação
Pureza do gosto (fluição estética) X Gosto corrupto
O gosto se dá pelos meios de comunicação –> corrupto, então. Então não temos pureza de gosto, pois aprendemos a gostar
O puro seria o mais próximo da alma.
Ele se julga ter bom gosto, escreveu até 1 ópera
07.05.04
Tecnologia e Intersubjetividade
Trata da mudança do que é ser ao longo dos anos e nos trata de homem tecnológico.
A técnica e tecnologia exprimem como pensamos, é nossa forma de ser.
| Sua importância é reflexiva porque nos define |
Intersubjetividade: relação dos homens. Nós nos definimos em função da relação com os outros
Fizemos do mundo algo operável, manipulável: Razão, Instrumental -> Centro (eu penso, racional) é suficiente para instrumentar o mundo. Como se desistissimos do contato com o mundo, que é um instrumento manipulado “de fora”
Tudo é objetivado (tido como objeto), mas até o homem se tornou sujeito de manipulação. Se esvazia de si.
Quando não conseguimos uma interpretação com o mundo parece que ficamos vazios (nos esvaziamos de sentir- depressão) Quando não conseguimos entrar no outro não nos sentimos. Subjulgar o outro preenche o que não somos mais
Fazemos a tecnologia e depois temos a técnica, como Deus, algo divino
O homem fica maravilhado com seu próprio produto
Fetiche da mercadoria: a mercadoria diz sobre nós. O amor parra pelo simbólico e não pelo humano (você se apaixona pelo carro, o que significa para você as características dele)
Puxando para tecnologia -> você vê as máquinas e fica MARAVILHADO que pode opera-la se tonando também um meio e não um vinculo. Logo um objeto, instrumento também, então se desumanisando
(como o mito o cara q se apaixona pela sua estatua)
Assim, os objetos ganham sentido e significados profundos para nós
Pág 16 –
Porque o sentido é encontrado na tecnologia?
Qual o sentido que damos a nossa vida?
É natural do homem ser insatisfeito
Continuando...
Olística: totalidade: Homem + universo
A partir de Descartes, o homem passa a ser o centro. Visão antropocêntrica. Quando me subjetivo, objetivo o outro. Separa o mundo que está ou contra ou a favor de mim VISÃO MODERNA
O subjetivo passa a ser o que EU posso subjulgar e manipular -> Razão Instrumental
O mundo passa a ser sentido na medida que posso manipulá-lo. Essa visão reduz e desencanta o mundo isso porque a mania de manipular tudo para eficácia eficaz, torna tudo sem mistério. O que seria curiosidade passa a ser mecanicidade.
TUDO PRECISA DE UMA FINALIDADE
è
A DOMINAÇÃO
As relações entre pessoas passam a ser iguais ao de coisa. Os outros se tornam meio para finalidade.
A psicologia surge nesse impasse, pois pessoas serem meios e não seres causa impasses pessoais.
SER TECNOLOGICO: Numa relação todos querem dominar e manipular (instrumentar) o outro.
Assim você fica alienado, a
perder no outro, se esquece e mal conhece você
-Não precisamos instrumentalizar a vida. Não precisamos construir um mundo assim
-Migramos a uma DESUMANIZAÇÃO
Este modo de ser nos domina
Estas características acompanham o ser humano em sua historia. Mas hoje estão desenvolvidas
Hoje a escravidao é tecnificada, mascarasa como liberdade
As famílias se adequam ao funcionamento do todo (empresa por exemplo)
- > Sociedade administrada: tudo tem que se encaixar, funcionar
As dependências emocionais dificultam o funcionamento industrial, prejudica a produção
A família é a 1ª instituição
- Pensamos que temos intenção, mas no fundo não são nossas, são parte da manipulação
Como sairíamos disso??
É preciso avaliar a comunicação
MORAL KANTIANA: Sejamos o que sejamos. Não faça ao outro o que te incomodaria - > regra ética
19.05.04
Pós Modernismo
Nós não vemos mais tempo para vivenciar
Não rumina mais, engole tudo; o tempo está acelerado, trazendo a terrível sensação de que o tempo é consumível
Até a vivencia se torna consumível
Assim, tudo, é consumível
A aceleração também é em função do desenvolvimento, comunicações, alto índice de informações
As percepções mudam
Hoje diacrônico (linear) - > sincronia (tudo acontece ao mesmo tempo)
Ninguém se importa mais com a historia das coisas, assim desaparece, se perde uma consciencia individual e coletiva
A partir dos anos 50.
Historia começa com a ARTE, captando o que está acontecendo e não percebem
Porem há quem diga que o que tinha que ser feito já foi feito
Somos a conseqüência do cartesianismo, capitalismo
A mensagem dos anos 60 -> Desconstruir o discurso filosófico. Descobrir e desvendar o que foi dito
A quebra dos valores equivale à quebra do cartesianismo
O desencanto vem do encanto da tecnociencia (pág 73)
O esforço dos filósofos pós-modernos é mostrar como chegamos a isso.
21.05.04
- Diferente deve ser respeitado igualmente, mas é errado tê-los como iguais
- Na nossa sociedade o lucro é transformado em desejo. Deluze e Gattan desmontam pregando a liberação dos desejos
- A Revolução Moderna desejava a libertação. Esta utopia gerou o MARXISMO entre outros, na real: “O SONHO ACABOU” John Lennon
- Revolução Molecular: Viva o fragmento que a totalidade te molda
- O pós-moderno é individualista, mas é vazio, não estabelecendo vínculos reais (cintilante)
- Tudo hoje é um espetáculo (1 ex: o casamento)
- Se não tem mais valores qual o sentido da cidadania?
- Cada vez que 1 rebelde aparece vira método de consumo - : DOMESTICAR A REBELDIA. Assim, vazios atrás de vazios vão surgindo.
Logo, rebeldias se manifestam em métodos incorporáveis, tendendo para o isolamento para o inalcançável.