Aspectos da Arte Inconsciente
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A destrutura tem como objetivo a busca do sentido est�tico em coisas que, inicialmente, n�o foram planejadas para esta finalidade. Os campos de arroz no Laos, Sri Lanka, Bali, Jap�o e China, os mapas das ruas de uma cidade, as placas de circuitos integrados, assim como as micro estruturas at�micas e celulares s�o alguns dos objetos deste processo. Estas constru��es e forma��es inicialmente destitu�das de fun��es est�ticas, quando observadas sob um diferente ponto de vista, revelam atributos de tra�os, cores e padronagens, que originam um novo objeto com car�ter art�stico. � o caso das planta��es de arroz. Se inicialmente foram idealizadas em fun��o do sustento, do uso do solo, da economia e da cultura, estas planta��es quando observadas atrav�s de fotos a�reas destituem-se, para o observador, destas qualidades, transformando-se em objeto bidimensional com natureza gr�fica pr�pria.
Feita esta percep��o, atrav�s de t�cnicas pict�ricas, torna-se poss�vel a apreens�o destas novas naturezas nos mais diversos suportes, entre eles: os quadros.
Visualizando estes mesmos padr�es do ponto de vista matem�tico-computacional, encontramos em sua complexidade formas que podem ser descritas atrav�s de diferentes tipos de teorias, como por exemplo, a Teoria da Simetria, um ramo da matem�tica que estuda as leis de composi��es regulares de objetos estruturais. Ou ainda, o diagrama de Voronoi, que determina padr�es assim�tricos baseado na subdivis�o poligonal de uma dada regi�o.
Aqui, cabe lembrar, que a forma estrutural dos tecidos org�nicos - aglomerado de c�lulas - tamb�m permite a visualiza��o de tais "destruturas". Extrapolando, podemos pensar em termos geogr�ficos e obter o formato da rede formada por pontos espec�ficos de uma cidade, por exemplo, hospitais. Indo mais longe, cristaliza��es moleculares, aglomerados de gal�xias, superf�cies planet�rias e at� redes neurais adquirem padr�es estruturais.
Em resumo, as possibilidades de utilizarmos com fins art�sticos os padr�es encontrados na natureza e nas constru��es humanas, quando instigadas pelo subjetivismo art�stico e amparadas pela matem�tica computacional, tornam-se infinitas.
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