Fisioterapia é bom que dói!, por Helverton Baiano
Segue um texto obtido aqui.
No mesmo link, você pode verificar os comentários.
Segue abaixo o texto do oficio enviado a redação do jornal Diario da Manha pelo nosso Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de Goiás.
Bom, simplesmente mais uma amostra da cretinice humana.
Embora concorde totalmente com os termos do Dr. Eduardo, pessoalmente não teria tanta educação com um sujeito como esse.
No mesmo link, você pode verificar os comentários.
Inventaram nesses dias as moças da fisioterapia. Tem coisa melhor? Tem não. Mas tem gente que prefere o Lula ou o Garotinho. Eu me incluo fora dessa. Essas moças chegaram de mansinho no pedaço aqui do trabalho, todas, todas, bem nutridas, alongadas, cabelos mais que perfeitos, pudera, e corpo melhor ainda, querendo saber se o corpo da gente estava bom, se não tinha desvio aqui ou ali – além dos visíveis –, se era macho ou fêmea, se alguma coisa no trabalho incomodava, se dormia bem e se os objetos que eu uso com freqüência estavam perto de mim. Nem utilizo com a freqüência desejada, mas os que eu uso carrego grudados.Claro que eu me belisquei e me perguntei se estava no céu sem ter batido o pacau. Elas de branco e eu dando branco. Elas me inquirindo e eu querendo. Elas querendo consertar a gente e a gente precisando tanto de conserto, ainda mais com o uso de ferramentas tão apropriadas, as mais adequadas chaves de boca para os meus parafusos e arruelas enferrujadas. Como dizia minha vó que nasceu morta: “Há males que vêm para o bem”. Eu mesmo me senti muito melhorzinho depois que apareceram essas moças para cuidar dos males do meu corpo. E num é de ver que de repente apareceram tantas dores. Ai, Jesus como dói!
Outro dia a lombalgia me pegou de jeito e desajeitou-me de um jeito que só a fisioterapeuta deu jeito. Foi a melhor lombalgia do mundo. Em casa vieram as desconfianças da mulher com o constante e ininterrupto interesse demonstrado em sair cedinho para a fisioterapia, a incerteza da cura e a repetição das sessões. Era a carência de uma mão diferente pra pegar na gente. Mas podia falar? Nem vê! O trauma é que meu desejo esbarrava no profissionalismo da moça, ela toda séria e eu abaixando as calças dizendo que a dor era mais embaixo. Ela botou ‘panos quentes’, mexeu, virou e me revirou e fez várias sessões de choque, mas na parte de trás, enquanto eu sonhava com choques frontais.
Saltitei com a perspectiva de desfrutar dos encargos dessas moças por uns quinze minutos no meio da refrega da lida. Elas mandando na gente: “Faça assim, vira desse jeito, conserta a postura”. Até que chegou no alongamento. Mas, sobre esse, sem delongas. Não vou contar, porque a idade me deixou já um pouco mole e enferrujado. E ferrugem e moleza não combinam com alongamento.
Elas mexendo com nervos, músculos e ossos e os marmanjos lá tentando esticar o que podiam, pra aliviar as tensões. Essa era a melhor hora do serviço. Eles sonhavam com as sessões e por nada desse mundo queriam perdê-las.
A hora das moças virou a hora do céu, a mais esperada do dia. Todo mundo esqueceu a chatura do serviço por conta das fisioterapeutas. A vida seguia linda e mais ainda com o serviço daquelas meninas e a gente lá, feito besta, esticando mais as vistas que os nervos. Nem um rabo de olho nem nada elas aos menos insinuavam pra mim. Certo é que a realidade caiu em mim e não o contrário. O negócio estiolou de vez quando num determinado dia mandaram para esse estica-encolhe três fisioterapeutas homens. Aí eu perdi o interesse de vez. Inventei serviço pra fazer na hora. Si besta, oche!
Segue abaixo o texto do oficio enviado a redação do jornal Diario da Manha pelo nosso Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de Goiás.
OF. GAPRE/CREFITO – 11 Nº 209/2006
Brasília, 01 de Junho de 2006.
O CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 11ª REGIÃO (CREFITO 11), representando todos os fisioterapeutas do Estado de Goiás, vem, por meio desta, registrando profunda revolta, repudiar com veemência as desrespeitosas e distorcidas afirmações de autoria do cronista Helverton Baiano, publicadas no Diário da Manhã, do dia 23 de maio.
O preconceito e desconhecimento demonstrados pelo referido cronista ofendem a todos os profissionais da fisioterapia. As preconceituosas opiniões expostas só podem ser fruto de ignorância com relação ao valoroso trabalho desempenhado pelos fisioterapeutas, homens e mulheres profissionais da saúde, os quais exigem respeito e rechaçam, por intermédio deste Conselho Regional, qualquer alegação depreciativa.
Com base no que foi dito aqui e de acordo com a Lei de Imprensa, exige-se que o mencionado cronista se retrate imediatamente do que publicou, através dos meios que possui neste órgão de imprensa e requer-se, também, que este respeitado Jornal peça formais desculpas a todos os profissionais de fisioterapia pelo ocorrido. Saliente-se que em caso de silêncio serão tomadas as medidas cabíveis.
Atenciosamente,
Dr. Eduardo Olívio Ravagni Nicolini
Presidente
Sr. BATISTA CUSTÓDIO
Diretor Geral da Redação
Jornal Diário da Manhã
Bom, simplesmente mais uma amostra da cretinice humana.
Embora concorde totalmente com os termos do Dr. Eduardo, pessoalmente não teria tanta educação com um sujeito como esse.

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home