Presente para sempre no inconsciente coletivo do Brasil.
O SUCESSO DA BANDA CERTA NA HORA CERTA.
É difícil acreditar que as cem mil pessoas que assistiram ao show do Kid Abelha, por volta das 21h do dia 20/01 na Cidade do Rock, tenham ido até lá para ouvir e cantar junto com Paula Toller, Bruno Fortunato, George Israel e sua turma. É bem verdade que também não deviam estar lá por causa de Neil Young ou Sheryl Crow ou por causa dos Engenheiros...
Já que toda aquela gente esta lá mesmo, o kid aproveitou e arrebentou, como o clássico show de festival: um sucesso atrás do outro, sem tempo para nada no meio. Como não podia deixar de ser, deu certo. Desde " Eu tive um sonho" que abriu o show, até o final apoteótico com "Pintura Íntima", o povo cantou, pulou e deu beijos na boca à vontade, como se estivesse ali para isso mesmo.
É curioso comparar o Kid de agora com tímida banda vítima de metaleiros no dia 15 de janeiro de 1985. Hoje Paula (que dá um banho de beleza em Britney Spears, desinibida em seu minivestido dourado) canta melhor, Bruno manda muito bem na guitarra e George além de saxofone que patenteou no pop nacional, dá uma força na voz e no violão, em vez de não fazer nada como acontecia antigamente.
A banda por trás do trio também se mostro afiada: Kadu Menezes continua firme na bateria e Dunga (assustadoramente careca) é uma segurança no baixo. Humberto Barros (teclados) Jefferson Victor (trompete) também levam boas notas na caderneta.
Além de velhos sucessos como "Fixação", "Como eu quero" e "Alice", a banda mostrou que se vira muito bem sem as composições do ex-baixista Leoni, em hits recentes como "Grand´hotel", "No meio da rua" e a versão de "Na rua, na chuva, na fazenda".
Este show mais uma vez foi uma prova para todos que um dia falaram e escreveram mentiras ridículas sobre a banda, que o Kid Abelha estará presente para sempre no inconsciente coletivo do Brasil.
(fonte: Bernado Araújo - O Globo)