Escola Secundária do Fundão

Departamento de Ciências Sociais e Humanas

 Introdução à Filosofia 11º ANO

 FICHA DE AVALIAÇÃO

(Versão A)

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

O teu teste será avaliado de acordo com os seguintes critérios:

- Domínio dos conteúdos programáticos

- Expressão escrita e articulação linguística.

- Utilização rigorosa dos conceitos.

- Articulação lógica dos conteúdos.

- Fundamentação de todas as afirmações.

 I

 Assinala, na folha de teste, utilizando V ou F, as afirmações que se seguem conforme as consideres verdadeiras ou falsas: (20) 

1-     A função simbólica permite o pensamento como forma de representação distinta da mera percepção das coisas. 

2-     Todos os sistemas de comunicação, quer gráficos, gestuais, visuais, ou outros, existem de uma forma independente da linguagem. 

3-     A relação do signo com o significado e o significante é que o significante é a representação mental de um objecto e o significado o suporte intelectual desse signo. 

4-     O discurso demonstrativo é um processo lógico no qual, a partir de premissas certas e verdadeiras, se infere a verdade de uma conclusão. 

5-     De proposições formalmente inválidas posso extrair conclusões verdadeiras. 

6-     Os princípios lógicos são os pilares básicos que garantem a coerência do pensamento e evitam que se caia no absurdo. 

7-     Apesar dos estóicos terem fundado a Lógica, Aristóteles foi o primeiro a considerá-la uma ciência.

 8-     O carácter essencialista da Lógica Matemática reside no facto de as formas gramaticais serem sintetizadas e substituídas por combinações de símbolos artificais a fim de se garantir o rigor e a clareza. 

9-     A semiótica é a análise literária de narrativas contemporâneas à luz dos princípios da Lógica aristotélica adaptada. 

10- O conceito “sereia” pode ser considerado falso pois as sereias não têm existência real, não são susceptíveis de percepção sensível. 

II

Atenta no texto que se segue:

De facto, a faculdade simbólica no Homem atinge a sua realização suprema na linguagem, que é a expressão simbólica por excelência (...). O facto de existir semelhante sistema de símbolos revela-nos um dos dados essenciais (...) da condição humana: o de que não há relação natural, imediata e directa entre o homem e o mundo.

Beneviste, E.  in, Problemas da Linguística Geral.

1-     Partindo do texto, explica por que motivo não há relação natural, imediata e directa entre o homem e o mundo. (20) 

2-     Explica quais são, em última análise, as últimas consequências da faculdade simbólica humana. (20) 

3-     Descreve a relação entre pensamento e linguagem considerando a perspectiva estruturalista ou hermenêutica. (15) 

4-     Explica um dos vários tipos de discurso que conheces. (10)

 5-     Define Lógica. (15)

6-     Distingue entre Lógica Material e Lógica Formal. (25)

7-     Enumera três características da Lógica antiga. (15) 

8-     Explica duas delas. (20) 

9-     Apresenta uma vantagem da Lógica Moderna em relação à Lógica Antiga relativamente ao conhecimento científico. (10) 

Considera o seguinte:

No escritório do advogado:

«- Você é casada?

«- Sim. Com um filho da mãe.» 

 10- Identifica no diálogo em baixo duas das dimensões do discurso. (10)

 11- Explica-as. (20)

 

FIM

 

Matriz de Correcção

Versão A

(Apenas linhas orientadoras das respostas)

I 

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

V

F

F

V

F

V

F

V

F

F

II

  1. Não há relação imediata e directa entre o homem e o mundo porque o homem não fica preso à percepção imediata da realidade. Não se prende à percepção imediata do “aqui” e “agora”. O homem é capaz – porque dotado da faculdade simbólica – de, partindo da realidade, abstrair e criar o signo e, portanto, a linguagem. Por isso o texto afirma que “a faculdade simbólica no homem atinge a sua realização suprema na linguagem.”
  1. Porque é dotado da capacidade simbólica o homem é capaz de: criar a linguagem, expressar sentimentos e ideias, envolver-se em formas de arte ... religião ... dar sentido a tudo e organizar o próprio mundo, enfim, criar a cultura, a civilização.
  1. A relação entre pensamento e linguagem é evidenciada colocando a linguagem à frente do pensamento. O pensamento está ao serviço e depende da linguagem.
  1. Ou demonstrativo, ou argumentativo e persuasivo. Demonstrativo: um processo lógico do discurso em que a partir de premissas certas e verdadeiras se infere a certeza e a verdade de uma conclusão. Argumentativo: raciocínio explanado, frequentemente, a um interlocutor ou conjunto de interlocutores. Se o discurso tem a finalidade de convencer, persuadir, o interlocutor denomina-se persuasivo.
  1. É a ciência que nos permite descobrir e formular as leis do pensamento válido, levando o próprio espírito a distinguir o verdadeiro do falso.
  1. Lógica material: pronuncia-se sobre a matéria dos raciocínios, com o conteúdo dos raciocínios, preocupa-se em verificar se há acordo entre o pensamento e a realidade. Assim, pode pronunciar-se com a verdade das proposições. A Lógica Formal preocupa-se com a estrutura interna das proposições, com a sua forma; verifica se o pensamento é coerente consigo mesmo.
  1. Substancialista, Conceptual, Predicativa, Normativa.
  1. Substancialista: tem por objecto coisas, seres e substâncias. Conceptual: porque as substâncias são apreendidas por ideias ou conceitos. Predicativa: se se acrescentarem predicados às substâncias, formulam-se juízos. Normativa: intrumento, arte de bem pensar, arte racional.
  1. A Lógica Moderna utiliza uma linguagem artificial. Substitui a linguagem natural por sinais, signos específicos. Elimina formas gramaticais. Garante um significado único e permanente nos signos permitindo maior rigor e clareza na construção científica.
  1. Sintaxe e pragmática.
  1. Sintaxe: os signos estão bem relacionados se abstrairmos do seu significado. Pragmática: é o estudo dos signos em relação ao sujeito que as usa e ao contexto em que surge o discurso. Na frase “- Sim. Com um filho da mãe”, tendo em conta o contexto, constatamos que a pessoa em causa é casada não com um qualquer filho de uma qualquer mãe mas com um marido que deverá ser um grande “sacana”.

 FIM

ÓGrupo de Filosofia, 2000/2001, E.S.F.

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