Escola
Secundária do Fundão
Departamento
de Ciências Sociais e Humanas
Introdução
à Filosofia 11º ANO
FICHA
DE AVALIAÇÃO
1.
Assinala, na folha de teste, utilizando V ou F, as afirmações que se seguem
conforme as consideres verdadeiras ou falsas: (20)
1. Um raciocínio é a operação da razão na qual, ao partir de duas ou mais relações conhecidas, se conclui uma nova relação que delas deriva necessariamente.
2. Uma indução implica que, ao partir da observação de um determinado número de factos, se conclua uma lei geral que se irá aplicar a todos os casos da mesma espécie.
3. Um entimema é um silogismo categórico regular.
4. Nos dilemas, a conclusão será negativa se a premissa maior for negativa e vice-versa caso seja positiva.
5. Evitam-se sofismas de palavras procedendo a uma análise rigorosa da linguagem para que se determine o sentido exacto das palavras.
6. O discurso argumentativo pressupõe a existência de um interlocutor com quem se interage.
7. O interesse pela argumentação vem dos filósofos pré-socráticos, Tales, Anaximandro e Anaxímenes.
8. Descartes valorizava a argumentação e o direito à opinião individual.
9. O discurso persuasivo apela não só à razão, mas também à emoção do auditório.
10. A argumentação conhece uma grande divulgação em países com regimes ditatoriais e autocráticos.
2.
Analisa os 4 silogismos que se seguem e:
a)
identifica o modo e a figura de cada um:
b)
pronuncia-te quanto à sua legitimidade evidenciando, nos casos de
ilegitimidade, qual a regra – ou regras – que foram violadas.
|
2.1.
Todo o que duvida é um ser pensante. Os
meus alunos nunca têm dúvidas. Logo,
os meus alunos não são seres pensantes. |
2.2.
Nenhum rinoceronte tem penas. Nenhum
peixe tem penas. Logo,
nenhum peixe é rinoceronte. |
|
2.3. Todos os fundanenses são beirões. A Maria João é beirã. Logo, a Maria João é fundanense. |
2.4.
Todo o falante é homem. Nenhum
homem é pedra. Nenhuma
pedra é falante. |
3.
Usando a regra do “Modus Ponens”, acrescenta
o que estiver em falta a partir das seguintes proposições por forma a que
obtenhas silogismos hipotéticos correctos.
a)
Se todos os diamantes são jóias, então prestam-se a fins ornamentais.
b)
Se
está mal disposto, então não lhe pergunto nada.
4.
Usando a regra do “Modus Ponendo Tollens”, acrescenta o que estiver em falta
a partir da seguinte proposição por forma a que obtenhas um silogismo hipotético
correcto.
a) Este triângulo ou é isósceles ou escaleno.
5.
Usando a regra do “Modus Tollendo Ponens”, acrescenta o que estiver em falta
a partir da seguinte proposição por forma a que obtenhas um silogismo hipotético
correcto.
a)
A Carina ou não é estudiosa ou não é trabalhadora.
6.
Verifica a validade dos seguintes silogismos e, caso sejam inválidos,
identifica a regra violada.
6.1.
Se a Juliana estava a fumar, vou já informar os seus pais.
Vou
informar os seus pais.
Logo,
a Juliana estava a fumar.
6.2.
Caso não jantes, não irás ao cinema.
Não
foste ao cinema.
Logo,
não jantaste.
7.
Elabora um sofisma de conversão a partir da seguinte proposição:
“Algumas
jóias são objectos falsos.”
8.
Identifica a argumentação defeituosa que se segue e explica em que consiste:
“Se
os valores em débito na factura não forem liquidados pontualmente, incidirão
sobre eles juros de mora à taxa de 15%, nos termos do Art. 102º, §3º do Código
Comercial.”
Atenta
nas seguintes afirmações:
AFIRMAÇÃO
A
O
Homem é a medida de todas as coisas.
Protágoras [n. 486 a.C.]
AFIRMAÇÃO
B
A
forma mais antiga de racionalismo encontra-se em Platão [n. 427 a.C.]. Este
está convencido de que todo o verdadeiro saber se distingue pelas notas da
necessidade lógica e da validade universal.
J.
Hessen in, Teoria do Conhecimento.
9.
Considerando o que acabaste de ler, para além do que estudaste, explica quatro
diferenças entre a posição de Protágoras e a de Platão no que respeita à
teoria da argumentação.
10.
Avalia a importância do argumentador enquanto variável do processo
argumentativo.
Bom
trabalho.
Janeiro de 2002.
© Grupo de Filosofia, E.S.F. 2002
PROPOSTA
DE CORRECÇÃO
1.
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1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
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V |
V |
F |
F |
V |
V |
F |
F |
V |
F |
2.1. – AEE/ 1ª Figura. Inválido. Há mais extensão na conclusão do que nas premissas com o termos “ser pensante”.
2.2. – EEE/2ª Figura. Inválido. De duas premissas negativas nada se pode concluir.
2.3. – AAA/2ª Figura. Inválido. O termo médio deve ser universal numa das premissas o que não se passa com “beirã”.
2.4. – AEE/4ª Figura. Válido.
3. a) Todos os diamantes são jóias. Logo, prestam-se a fins ornamentais.
3. b) Está mal disposto. Logo, não lhe pergunto nada.
4. O triângulo é isósceles. Logo, não é escaleno. OU: O triângulo é escaleno. Logo, não é isósceles.
5.a) A Carina é estudiosa, Logo, não é trabalhadora. OU: A Carina é trabalhadora. Logo não é estudiosa.
6.1. - Inválido. Viola as regras do Modus Ponens e do Modus Tollens.
6.2. - Inválido. Viola as regras do Modus Ponens e do Modus Tollens.
7. – Por exemplo: “Todos os objectos falsos são jóias.
8. – “Ad Terrorem”. Argumenta-se tendo em conta as consequências prejudiciais da não admissão de uma situação ou facto. Implica ameaças, coacção e intimidação.
9. – Detecta-se o elogio da argumentação por parte da afirmação de Protágoras e a sua depreciação na afirmação do texto B em que se valoriza a demonstração.
ARGUMENTAÇÃO: é pessoal, dirige-se a um auditório, há o esforço no sentido de obter a adesão do auditório que pode variar, implica a existência de um contexto, a sua verdade ou falsidade são apenas um aspecto a considerar na série de variáveis que influenciam a adesão, os argumentos que não cumpriram o objectivo de persuadir não perdem o valor, (...).
DEMONSTRAÇÃO: Impessoal, verdade não dependente da opinião, aceitando as premissas tem de aceitar-se a conclusão, dispensa o contexto, auditório universal, verdade que vale por si mesma, obedece à lógica formal, (...).
10. – O seu perfil, a credibilidade que demonstra, a confiança que inspira, a competência, o “ethos” grego no sentido de virtude.
© Grupo de Filosofia, E.S.F.2002