Escola Secundária do Fundão

Departamento de Ciências Sociais e Humanas

 

Introdução à Filosofia 10º ANO

 

FICHA DE AVALIAÇÃO

 

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

O teu teste será avaliado de acordo com os seguintes critérios:

- Domínio dos conteúdos programáticos

- Expressão escrita e articulação linguística.

- Utilização rigorosa dos conceitos.

- Articulação lógica dos conteúdos.

- Fundamentação de todas as afirmações.

 

I

 

1. Assinala, na folha de teste, utilizando V ou F, as afirmações que se seguem conforme as consideres verdadeiras ou falsas: (20)

 

  1. A autonomia e a liberdade do homem são condicionadas pelo próprio universo.

 

  1. Para Kant, num plano fenoménico, o homem nunca estaria sujeito ao determinismo porque dotado de razão e espiritualidade.

 

  1. O objectivo principal da acção criadora do homem é o progresso do próprio homem.

 

  1. Os valores podem ser encarados como guias de comportamento e guias de cultura.

 

  1. Os valores podem ser verificados, medidos e podemos considerá-los verdadeiros ou falsos.

 

  1. Um argumento válido para quem defende que os valores se relacionam mutuamente com os factos é o de que, apesar de poder não se concretizar ou atribuir, o valor está sempre associado ao facto.

 

  1. Existe uma crise de valores na actualidade porque a maioria das pessoas deixou de frequentar a igreja e perdeu hábitos de leitura.

 

  1. A transmutação de valores, proposta por Nietzsche, significa que o homem terá de buscar outro ponto de apoio para uma nova ordem de valores.

 

  1. Freud pode ser considerado um contestador aos valores tradicionais porque recusa que os instintos e as emoções tenham importância no problema da valoração.

 

  1. A ética é um conjunto de normas, regras, deveres, que visam uma vida em comum mais harmoniosa.

 

II

 

Atenta no texto que se segue:

É possível que a biologia molecular do comportamento venha um dia a mostrar que, em muitas situações em que julgamos escolher livremente, somos de facto inevitavelmente determinados por motivações que resultam dos genes que temos.

 

Luís Archer in, Desafios da Nova Genética.

 

2 – Identifica a condicionante da acção presente no texto que acabaste de ler. (10)

 

3 – Explica-a. (30)

 

4 – Avalia a importância da “deliberação” enquanto fase do acto humano voluntário. (35)

 

Atenta no seguinte texto:

Dizemos, por exemplo: este homem é bom, esta maçã é boa, este arado é bom, esta instituição jurídica é boa. Em cada um destes exemplos a palavra bom tem um sentido diferente.

Manuel Garcia Morente in, Ensaio Sobre o Progresso.

 

5 – Referindo-te ao texto, esclarece o sentido de duas características dos valores. (30)

 

6 – Explicita dois motivos pelos quais se diz que, quer o objectivismo, quer o subjectivismo axiológico não conseguem explicar adequadamente a natureza dos valores. (35)

 

Considera que:

Dostoievski disse uma vez: «Se Deus está morto, tudo é permitido». (...)

A ética humanista afirma, pelo contrário, que o homem está vivo e sabe o que lhe é permitido.

E. Fromm in, Ética e Psicanálise.

 

7 – Tendo em conta o que acabaste de ler, apresenta dois argumentos que permitam uma saída para a crise de valores de hoje de que tanto se fala. Não esqueças de ilustrar a tua resposta com exemplos. (40)

 

Bom trabalho!

 

Fundão, Maio de 2001

PROPOSTA DE CORRECÇÃO

1.

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

V

F

V

V

F

V

F

V

F

F

 

2. Condicionante biológica.

 

3. Herança biológica que condiciona a acção humana; Mecanismos morfológicos e biológicos; Satisfação de necessidades básicas; Sistema nervoso e glandular. Devido às condicionantes biológicas o homem não pode ser responsabilizado pelos seus actos.

 

4. Momento de hesitação, de exame, comparação, pesagem das vantagens e inconvenientes. Importante porque há várias soluções e obstáculos à realização do acto. Dá ao homem a possibilidade de prever as consequências dos actos [ao contrário dos animais]. Importante porque permite economia (de tempo, por exemplo) e eficácia no acto que se vai realizar. É pela deliberação que se dá ao acto intencionalidade e premeditação o que, portanto, permite que haja responsabilidade no acto.

 

5. “A palavra ‘bom’ tem um sentido diferente”. Relatividade dos valores. Os valores dependem de sociedade para sociedade, de cultura para cultura. Matéria dos valores (entre outras). É o que permite distinguir uns de outros valores.

 

6. Os valores não se podem resumir a um único sujeito que avalia. Também não existem por si. Os valores dizem respeito a um sujeito inserido numa determinada sociedade, cultura e num determinado período de tempo. A apreciação das coisas por parte do indivíduo é condicionada pela sociedade em que o mesmo se integra. Se os valores são criados pelo homem e se o homem tem mudado ao longo da história, então os valores também têm mudado. Por isso, deve falar-se de historicidade nos valores.

 

7. Hoje, a crise de valores de que se fala não significa ausência, decadência de valores. Possibilita-se a emergência de novos valores e a transformação de outros. As razões para isso situam-se, por exemplo, no desenvolvimento científico e tecnológico. A defesa do meio ambiente, a luta pela paz, o direito à diferença, à liberdade e o ao bem-estar são exemplos de novos valores que vão emergindo.

Por outro lado, a capacidade de amar inerente ao ser humano faz com que haja preocupação com o futuro dos nossos descendentes, enfim, com o futuro da humanidade.

 

ÓGrupo de Filosofia, 2000/2001, E.S.F.

 

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