Escola Secundária do Fundão
Departamento de Ciências Sociais e Humanas
Introdução à Filosofia 10º ANO (Turmas 2A/TE)
FICHA DE AVALIAÇÃO
I
Assinala, na folha de teste, utilizando V ou F, as afirmações que se
seguem conforme as consideres verdadeiras ou falsas: (20)
1.
Porque a
Filosofia necessita de ser vivida e todos os homens vivem, podemos dar uma
definição universal de Filosofia.
2.
Para
Aristóteles, a Filosofia é a investigação das primeiras causas e dos
primeiros princípios.
3.
A
individualidade, a liberdade, a autenticidade, a angústia e a morte são
exemplos de problemas abordados pela Filosofia Analítica.
4.
O objecto
da filosofia Kantiana inclui temáticas tais como a ontologia, a gnosiologia e a
axiologia.
5.
Sentidos
e imaginação são determinantes no método da Filosofia.
6.
O método
da Filosofia está intimamente relacionado com a crítica, com o questionamento
e com a dúvida.
7.
A
Filosofia favorece a criação de dogmas.
8.
Criar e
definir conceitos é uma das tarefas da Filosofia.
9.
Em Física
e Biologia não há consenso quanto ao objecto.
10.
Muitos problemas
sob os quais a Filosofia se debruça são intemporais.
II
Atenta no afirmação que se segue:
A realidade, tal como a paisagem, tem muitas perspectivas, todas elas
verídicas e autênticas. A única perspectiva falsa é aquela que pretende
ser única.
Ortega y Gasset
1-
Estabelece uma relação entre a afirmação de Ortega y Gasset e o
problema da definição de Filosofia.
2-
Mostra qual o sentido da filosofia na perspectiva marxista.
Considera o seguinte:
Filosofar é estar a caminho.
Karl
Jaspers in, Introdução à Filosofia.
3-
Estabelece uma relação entre a afirmação de Jaspers e a etimologia de
Filosofia.
4-
Explica o motivo por que se diz que o objecto da
Filosofia é a totalidade do real.
5-
Identifica 5 temas/problemas que demonstram que
qualquer realidade pode ser tida como objecto da Filosofia.
6-
Caracteriza o método da Filosofia.
7-
Explica uma das dimensões da Filosofia que
estudaste.
Bom trabalho!
Novembro de
2001
(Tópicos
de resposta)
I
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1 |
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9 |
10 |
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F |
V |
F |
V |
F |
V |
F |
V |
F |
V |
II
1.
Citar o texto.
Impossibilidade de definir Filosofia de um modo universal. Tanta definições
como filósofos. Risco de obtermos uma definição redutora ao procurar uma
definição universal. É preciso fazê-la para defini-la. Há imensas
respostas, mas todas verídicas. Tem de falar-se de filosofias e não de
filosofia. Ter em conta que as definições dependem da intencionalidade, da
tradição académica, do espaço e do tempo vividos pelo filósofo que a faz.
Explicar, como faz Gasset que “a única perspectiva falsa é a que pretende
ser única”. Ao pretender ser única estaria a impor-se como se fosse um
dogma.
2.
O contexto de Marx
– Revolução Industrial, exploração de mão-de-obra. A proposta de Marx é
uma melhor distribuição da riqueza. Há uma preocupação com o bem estar
humano. Por isso, a sua é uma filosofia da “praxis”, tem em vista a
transformação do social, política e económica do mundo e não a especulação
pura.
3.
“Estar a caminho”
porque significa que a etimologia é o amor, o desejo, e, portanto, a busca e o
querer estar mais perto da sabedoria. Distinguir em relação ao sábio que
pretende a posse do saber de forma absoluta e inquestionável. Concluir acerca
da atitude de alguma humildade e insatisfação no filósofo.
4.
Qualquer ponto de
partida é válido para iniciar uma reflexão filosófica. Distinguir em relação
à ciência. É aberto, não tem fronteiras. A totalidade do real (e da vida) é
o objecto da Filosofia. A Filosofia tenta organizar a realidade e compreender a
nossa situação no mundo. Há tantos objectos quanto filósofos. É impossível
desligar o objecto de uma filosofia da vida, da intencionalidade, da
temporalidade, da tradição académica de um filósofo.
5.
Por exemplo, a
linguagem, a lógica, a epistemologia, a estética, a política, (...)
6.
Referir alguns
aspectos do método utilizado pelas ciências. Método da Filosofia baseado na
razão pura e livre de elementos que a perturbem. Sentidos e imaginação apenas
na fase inicial para que se obtenha contacto com a realidade. Indução e dedução.
Sem métodos formais de prova, mas com argumentação, ensaio de ideias, formulações
e refutações, discussão, crítica. Questionamento radical – ao contrário
da ciência, novas questões surgem das respostas. O método da Filosofia
exige – porque racional – um questionamento radical e, portanto, rigoroso
apesar da multiplicidade de respostas a uma só questão.
7.
Racionalidade:
razão presente no método e objecto da Filosofia; Razão pura no sentido de
liberta de preconceitos, crenças, opiniões, dogmas, afectos particulares; No
sentido nietzschiano: capaz de criticar, questionar, tem por tarefa a criação
e definição rigorosa dos conceitos, ideias – elementos próprio da razão. Historicidade:
Há questões que a Filosofia aborda que são intemporais. São questões que
sempre se colocaram. Diz-se que o “filósofo é filho do seu tempo”: o modo
como responde a essas questões intemporais resulta das suas vivências, da sua
intencionalidade, do contexto espacio-temporal em que vive, da tradição filosófica
que o filósofo partilha. Por outro lado, o pensamento filosófico reflecte
acerca das questões próprias de cada época.