Escola
Secundária do Fundão
Departamento
de Ciências Sociais e Humanas
Introdução
à Filosofia 10º ANO
FICHA DE AVALIAÇÃO
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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO O
teu teste será avaliado de acordo com os seguintes critérios: Domínio
dos conteúdos programáticos; Expressão escrita e articulação linguística;
Utilização rigorosa dos conceitos; Articulação lógica dos conteúdos;
Fundamentação de todas as afirmações. |
I
Assinala,
na folha de teste, utilizando V ou F, as afirmações que se seguem conforme as
consideres verdadeiras ou falsas: (20)
1.
A Patrística e a Escolástica adoptaram e adaptaram a Filosofia Clássica
às verdades das Sagradas Escrituras.
2.
Para Justino, um pensador da Escolástica, a Razão deveria ser submetida
à Fé.
3.
Clemente de Alexandria utiliza termos filosóficos gregos para exprimir e
explicar conceitos cristãos.
4.
O critério da verdade e da certeza unicamente se encontram em Deus, na
perspectiva de Santo Agostinho.
5.
São Tomás de Aquino defende a junção da Teologia com a Filosofia e Ciência
para que possa haver harmonia e paz na Terra.
6.
A partir do Renascimento, Ciência e Religião fundem-se num só saber
porque o que preocupa os intelectuais é o próprio Homem.
7.
Galileu (1564-1642) é o criador da ciência moderna.
8.
Os filósofos reflectem sobre os problemas do seu tempo, mas a sua reflexão
acaba por não se dirigir apenas aos homens do seu tempo.
9.
Para Kant, no plano numénico, a acção humana não conhece quaisquer
limites.
10.
A decisão é o momento de ponderar as vantagens e os inconvenientes de
uma opção.
II
Atenta
na afirmação que se segue:
O problema que domina mais ou menos
explicitamente os primeiros séculos da era cristã é o das relações a
estabelecer entre a sabedoria cristã e a sabedoria pagã.
Steenberghen
in, História da Filosofia. Período Cristão.
1-
Distingue os principais contrastes entre a “sabedoria do Evangelho” e
a “sabedoria pagã” no que respeita aos seguintes temas: Criação do
Mundo; Tempo; Mal/Pecado. (27)
2-
Demonstra, recorrendo a duas características fundamentais do
Renascimento, como a mentalidade deste período histórico possibilitou a
ruptura com o saber escolástico. (30)
Considera
o seguinte texto:
O Homem vive em muitos mundos, mas cada mundo tem uma chave diferente, e o homem não pode passar de um mundo para o outro sem mudar a intencionalidade e o correspondente modo de apropriação da realidade.
Karel
Kosik in, Dialéctica do Concerto.
3-
Partindo do texto, esclarece as condições necessárias para que uma acção
possa ser considerada a “chave” para a entrada na dimensão política. (35)
Atenta
no seguinte:
A nossa existência está na dependência do mundo, tanto do mundo das coisas e dos objectos, como também e sobretudo do mundo humano e pessoal. A nossa existência concreta está assim condicionada e determinada de múltiplas formas.
E.
Coreth in, O que é o Homem?
4-
No texto fazem-se referência a algumas condicionantes da acção humana.
Identifica duas dessas condicionantes, retirando para a tua folha
de teste palavras e/ou expressões que a elas aludam. (10)
5-
Explica as duas condicionantes da acção humana que acabaste de
identificar. (27)
Considera
que:
Não estando, como o animal, limitado ao presente, o homem pode evocar o futuro que prevê, comparar as vantagens de uma satisfação imediata com as de uma satisfação adiada, (...) fazer o balanço das operações que projecta, calcular, isto é raciocinar.
Paul
Foulquié in, A Vontade.
6-
Utilizando referências do texto, explicita as funções da deliberação
como fase do acto voluntário. (35)
7-
Estabelece uma relação entre a deliberação e a
responsabilidade. (16)
(Tópicos
de resposta)
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1 |
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V |
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F |
F |
V |
V |
V |
F |
Criação do Mundo. Gregos: o mundo e deus existem em co-eternidade. A realidade é eterna e imutável. Tradição Judaico-Cristã: O mundo foi criado por Deus a partir do nada. / Tempo. Gregos: tempo circular, cíclico, repete-se eternamente. Tradição Judaico-Cristã: O tempo é linear e irreversível. É condenada a fatalidade e o destino. / Mal e Pecado. Gregos: tem origem na ignorância. A noção de pecado é inexistente comparada com a actual. Tradição Judaico-Cristã: Origem na maldade e na liberdade do indivíduo. O Homem tem liberdade para decidir a acção a praticar e é responsável por ela. A liberdade está na base da salvação ou da condenação.
Humanismo: o Homem no centro das preocupações. Teocentrismo que dá lugar ao antropocentrismo. Utilização da Razão como faculdade humana que é posta ao serviço do próprio Homem. Naturalismo: observação directa da natureza, observação e experimentação que substituem a contemplação. / Lugar para a ruptura com o saber livresco, com os dogmas, crítica à autoridade instituída. Apoio dos primeiros instrumentos científicos. Aliança entre a experimentação e a razão. Matematização da realidade.
[Citar o texto] A intencionalidade do homem determina a sua acção. Homem como animal político e social. Construção humana cada vez mais complexa desde a família, clã, tribo, aldeia, cidade, Estado. Necessidade de se organizar o Estado e assegurar a sobrevivência e o bem-estar de todos. Acção política: realização do bem comum, tendo em conta a comunidade em detrimento de se situarem os interesses individuais num plano inferior.
Por exemplo: “mundo das coisas e dos objectos” – condicionantes físicas. “mundo humano” – condicionante socioculturais. [Aceitar eventualmente “mundo humano e pessoal” para condicionantes biológicas e psicológicas”].
Condicionantes físicas: universo estruturado de tal modo que grandezas tais como grandezas físicas, de tempo, espaço, gravidade impedem o homem de realizar a acção livremente. Condicionantes socioculturais: Sociedade e cultura que cria normas que condicionam a nossa acção. Hábitos colectivos que marcam o indivíduo no seio da sociedade ou cultura. Por isso, a personalidade, o comportamento, as atitudes as crenças produto dessa sociedade condicionam a acção humana.
Referências ao texto: “evocar o futuro que prevê”; “comparar”; “fazer o balanço”; “calcular”; “raciocinar”. A deliberação é um momento de hesitação, compara-se, ponderam-se os prós e os contras, as vantagens e as desvantagens. Abertura à possibilidade de novos caminhos, previsão de obstáculos que possam surgir; preparação mental do acto; capacidade de prever consequências das acções, os êxitos ou os fracassos. Importante em termos de economia (de tempo, por exemplo) e garantia de eficácia da acção.
Se
a deliberação é o momento de hesitação, de previsão, de análise e
reflexão antes de decidir, então, é pela deliberação que o sujeito
assume a intencionalidade da acção e pode ser responsabilizado por ela.