Escola Secundária do Fundão

Departamento de Ciências Sociais e Humanas

 Introdução à Filosofia 10º ANO

 

FICHA DE AVALIAÇÃO

 

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

O teu teste será avaliado de acordo com os seguintes critérios:

- Domínio dos conteúdos programáticos

- Expressão escrita e articulação linguística.

- Utilização rigorosa dos conceitos.

- Articulação lógica dos conteúdos.

- Fundamentação de todas as afirmações.

 

I

 

1. Assinala, na folha de teste, utilizando V ou F, as afirmações que se seguem conforme as consideres verdadeiras ou falsas: (20)

 

  1. Nos primeiros séculos após a morte de Cristo, a Filosofia manteve uma atitude independente e condicionou a nova religião.

  2. Podem detectar-se em Justino aspectos que já tinham sido abordados por Sócrates e Platão.

  3. Para Tertuliano, a Fé deve subordinar-se à Razão.

  4. Ao analisar-se a obra de Santo Agostinho, pode afirmar-se que a Patrística conciliou a religião com a fé.

  5. A Filosofia Escolástica deve a sua evolução ao surgimento das Universidades e Ordens Religiosas.

  6. Averróis e Avicena foram árabes responsáveis pela divulgação de obras filosóficas que activaram a vida intelectual na Europa.

  7. O mérito de Santo Alberto Magno consiste na conciliação entre Teologia e Filosofia.

  8. Para São Tomás de Aquino, que se inspira em Platão, o homem é constituído pelo corpo e pela alma que representam a distinção entre mundo sensível e inteligível.

  9. O humanismo do Renascimento coloca Deus no centro de todo o universo defendendo, assim, uma perspectiva teocêntrica da realidade.

  10. A filosofia tem as suas raízes na existência humana concreta e esta localiza-se sempre num tempo e num espaço.

II

Atenta no texto que se segue:

(...)Far-se-á a síntese entre o Verbo do Evangelho de S. João e o Logos dos gregos. Para defender das heresias ameaçadoras a verdade intocável de uma ortodoxia dogmática, a Igreja recorreu inevitavelmente aos conceitos filosóficos.

Jerphagnon in, Dicionário das Grandes Filosofias. [Adaptado]

2 – Partindo do texto, explica o motivo porque a Patrística tentou conciliar a Razão com a Fé. (30)

 

3 – Mostra três diferenças entre a filosofia helénica e o pensamento judaico-cristão.(30)

 

4 – Identifica as duas características fundamentais do Renascimento. (10)

 

5 – Apresenta três aspectos a partir dos quais se pode afirmar que a Ciência e a Filosofia modernas romperam com o modelo de Saber aristotélico-tomista. (30)

 

Atenta no seguinte texto:

Uma acção é uma interferência (...) de um homem ou de uma mulher no normal decurso das coisas, que, sem a sua interferência, haveriam seguido um caminho distinto do que seguiram por causa da acção.

 

Jesús Mosterín, in Racionalidad y Acción Humana. Alianza, Madrid, 1987, pp. 141‑142

 

6 – Partindo do texto, expõe uma definição de acção tão completa que possa ser aceite pela maioria dos filósofos da acção. (40)

 

7 – Explica duas das dimensões da acção que estudaste. (40)


   

PROPOSTA DE CORRECÇÃO DA FICHA DE AVALIAÇÃO

(apenas tópicos de resposta)

 

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

F

V

F

V

V

V

F

F

F

V

 

2 – O texto diz: “para defender das heresias ameaçadoras a verdade (...) a Igreja recorreu (...) aos conceitos filosóficos.” Tal significa que face à nova realidade religiosa após a morte de Cristo, houve necessidade de adoptar e adaptar a filosofia clássica às verdades do Cristianismo. Tentativa de conciliar filosofia e religião, razão e fé.

 

3 – Ser dos Gregos e Deus judaico-cristão; determinismo cósmico e mundo governado por Deus; co-eternidade grega do mundo e ideia judaico-cristã da criação; Verdade revelada por Deus para o pensamento judaico-cristão e conhecimento construído e aperfeiçoado dos homens para os gregos; tempo grego circular e cíclico e decurso histórico linear e irreversível do pensamento judaico-cristão; mal e pecado fruto da ignorância para os gregos e mal e pecado judaico-cristãos fruto da maldade e liberdade do homem; mortalidade da alma para alguns filósofos gregos e imortalidade absoluta da alma para a mentalidade judaico-cristã.

 

4 – Humanismo e naturalismo.

 

5 – Antropocentrismo que substitui o teocentrismo; observação directa da natureza em vez da mera contemplação; experimentação, mentalidade crítica, utilização da razão e de instrumentos científicos.

 

6 – Filosofia da Acção: agir não é sinónimo de fazer no sentido de produção. A acção pressupõe ter sido praticada por um agente, de um modo consciente, voluntário e intencional. A acção exige, pois, liberdade pelo que a esse agente é imputada responsabilidade.

 

7 – Dimensão política: Homem como animal social que só se realiza na relação que estabelece com os outros. Homem que se associa em grupos cada vez mais complexos: a família, o clã, a tribo, a aldeia, a cidade, o estado. Acção política que se situa no âmbito das relações entre os homens em sociedade. Homem que, verdadeiramente, age politicamente no sentido em que realiza o bem comum abdicando de interesse individuais.

 

Dimensão Ética: Acção que resulta das relações estabelecidas entre os homens no decorrer das actividades desenvolvidas. Homem que age de acordo com normas, regras que existem na sociedade por forma a melhorar a convivência entre todos. Regras, normas, impregnadas de valores éticos. Homem que age de acordo com esses valores que constituem o seu critério de decisão. Ao agir eticamente o homem – porque agiu conscientemente, livremente e, portanto, responsavelmente - realiza-se como pessoa nesta relação que estabelece com o Outro.

 

Dimensão Estética: Homem que é dotado de sensibilidade e que se impressiona com o que envolve. Homem que interpreta o que o impressiona de acordo com as suas preferências, o seu modo de ser e a sua intencionalidade. Homem que expressa essa interpretação sob diversas formas de arte: pintura, cinema, fotografia...

 

Dimensão Religiosa: Homem que se situa numa dimensão profana na qual se sente fraco, inseguro e impotente para apaziguar aspectos que não domina, poderes que não controla (por exemplo, a natureza). Homem que sente necessidade de se unir para, em conjunto, realizar um conjunto de normas e rituais e assim apelar a uma ordem superior com a qual tenta estabelecer relações favoráveis. Entra na dimensão do sagrado, concretiza a acção religiosa.

 

ÓGrupo de Filosofia, 2000/2001, E.S.F.

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