Escola Secundária do Fundão
Departamento de Ciências Sociais e Humanas
ASSUNTO: Silogismos,
Inferências por conversão e falácias.
1.
Verifica os silogismos que se seguem e:
a)
Identifica
o modo e a figura de cada um;
b)
pronuncia-te
quanto à sua legitimidade evidenciando, nos casos de ilegitimidade qual a
regra, ou regras, que foram violadas.
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1. Nenhum palhaço é feliz Alguns comediantes
não são felizes Alguns comediantes
não são palhaços. 2. Todas as cobras são rastejantes Algumas cobras não
são animais perigosos Alguns animais
perigosos não são rastejantes. |
3. Todos os rubis são pedras preciosas Todas as esmeraldas
são pedras preciosas Todos os rubis são
esmeraldas. 4. Todas as rãs são anfíbios Todos os anfíbios
são vertebrados Todas as rãs são
vertebrados. |
2. Inferências por Conversão
|
Converte, se
possível, as seguintes proposições: 1. Alguns gatos são brancos. 2. Todos os homens são mortais. 3. Nenhum gato é quadrúpede. 4. Todos os homens são bípedes. 5. Alguns cães ladram. |
6. Alguns gatos não são siameses. 7. Todos os homens são animais racionais. 8. Todo o ser vivo é mortal. 9. Nenhum cão voa. 10. Alguns animais são pássaros. |
3. Usando a regra “Modus Ponens”, acrescenta o que estiver
em falta nos seguintes conjuntos de proposições por forma a obteres um
raciocínio correcto:
a)
Se os professores
ajudarem os jovens a aprender, desempenham uma tarefa nobre.
b)
Quando chove o céu
fica encoberto.
4. Usando a regra “Modus Tollens”, acrescenta o que estiver
em falta nos seguintes conjuntos de proposições por forma a obteres um
raciocínio correcto:
a)
Se choveu na noite
passada, então as ruas estão limpas.
b)
Se sou de Barcelona,
sou Catalão.
5. Usando a regra “Ponendo Tollens”, acrescenta o que
estiver em falta nos seguintes conjuntos de proposições por forma a obteres um
raciocínio correcto:
a)
Ou esta pedra é de
calcário ou de granito.
b)
Ou a máquina foi
adquirida legalmente pelo vendedor ou a máquina é mercadoria roubada.
6. Distingue sofisma de paralogismo.
7. Atenta no seguinte texto:
Na mercearia o Mário chega à caixa carregado de
compras.
Mário: «- Podia arranjar-me um saco, se faz favor.»
Merceeiro: «- Faz muita questão nisso?»
Mário: «- Está claro!»
Merceeiro: «- Ai sim? Então e vai preferir ajudar a
destruir uma árvore levando um saco de papel ou prefere ajudar a lesar o meio
ambiente levando um de plástico?»
Mário: «!?!»
- Explica o tipo de raciocínio presente nas últimas palavras
do merceeiro.
8. Mostra a diferença existente entre sofismas de palavras e
sofismas lógicos.
9. Elabora uma falácia de conversão a partir das seguintes
proposições:
-
Todas as baleias são
mamíferos.
-
O Gonçalo é mesmo mau.
10. Atenta no sofisma que se segue:
-
“Permitir a
todos os homens liberdade de expressão ilimitada deve ser sempre vantajoso para
o Estado, pois é altamente propício aos interesses da comunidade que cada
indivíduo goze de liberdade ilimitada para expressar os seus sentimentos.”
a)
Identifica
o tipo de sofisma.
b)
Explica
em que consiste.
11. Inventa um argumento do tipo “ad terrorem” e outro do
tipo “ad misercordiam”.
PROPOSTA
DE CORRECÇÃO
ASSUNTO: Silogismos,
Inferências por conversão e falácias.
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1. Nenhum palhaço é feliz Alguns comediantes não são felizes Alguns comediantes não são palhaços. Modo: EOO Figura:2ª Ilegítimo porque infringe a 6ª regra
(do manual) que afirma que de duas premissas negativas não se pode tirar
conclusão alguma. 2. Todas as cobras são rastejantes Algumas cobras não são animais perigosos Alguns animais perigosos não são rastejantes. Modo: AOO Figura: 3ª Ilegítimo porque infringe a 2ª regra
(do manual). O termo “rastejantes” tem mais extensão na conclusão do que na
primeira premissa. |
3. Todos os rubis são pedras
preciosas Todas as esmeraldas são pedras preciosas Todos os rubis são esmeraldas. Modo: AAA Figura: 2ª Ilegítimo porque infringe a 3ª regra
(do manual) que afirma que o termo médio deve ser universal pelo menos numa
das premissas o que não acontece com “pedras preciosas”. 4. Todas as rãs são anfíbios Todos os anfíbios são vertebrados Todas as rãs são vertebrados. Modo: AAA Figura: 1ª Legítimo. |
2. Inferências por
Conversão
1.
A proposição I: "Alguns gatos são brancos" só
permite a conversão simples.
Assim, obtemos por conversão
simples a proposição I: "Alguns seres brancos são gatos".
2.
A proposição A: "Todos os homens são mortais"
permite duas conversões:
a) conversão por limitação: I:
"Alguns seres mortais são homens"
b) conversão por contraposição ou
negação: A: "Todos os seres não-mortais são não-homens".
3.
A proposição E: "Nenhum gato é quadrúpede"
permite dois tipos de conversão:
a) Conversão simples: E:
"Nenhum quadrúpede é gato"
b) Conversão por limitação: O:
" Alguns quadrúpedes não são gatos"
4.
A proposição A: "Todos os homens são bípedes"
permite dois tipos de conversão:
a) conversão por limitação: I:
"Alguns seres bípedes são homens"
b) conversão por contraposição: A:
"Todos os não-mamíferos são não-homens".
5.
A proposição I: "Alguns cães ladram" permite
somente a seguinte conversão, depois de ‘transformada/falsificada’ para
"Alguns cães são seres que ladram".
Conversão simples: I: "Alguns
seres que ladram são cães".
6.
A proposição O: "Alguns gatos não são siameses"
só permite a conversão por negação ou contraposição: O: "Alguns seres não-siameses não são não-gatos"
ou “Alguns seres não-siameses são gatos”.
7.
A proposição A: "Todos os homens são animais
racionais" permite três tipos de conversão:
a) Conversão simples, porque é uma definição: A: "Todos
os animais racionais são homens".
b) Conversão por limitação: I:
"Alguns animais racionais são homens".
c) Conversão por contraposição: A:
"Todos os não-animais racionais são não-homens".
8.
A proposição A: "Todo o ser vivo é mortal"
permite três tipos de conversão:
a) conversão simples, porque
é uma definição: A: " Todos os seres mortais são seres vivos".
b) conversão por limitação: I:
"Alguns seres mortais são seres vivos".
c) conversão por negação ou
contraposição: A: "Todos os seres não-mortais são não-seres vivos".
9.
A proposição E: "Nenhum cão voa" permite dois
tipos de conversão:
a) conversão simples: E:
"Nenhum ser que voa é cão"
b) conversão por limitação: O:
"Alguns seres que voam não são cães".
10.
A proposição I: "Alguns animais são pássaros"
converte-se somente de forma simples:
I: "Alguns pássaros são animais".
3.
c) Se os
professores ajudarem os jovens a aprender, desempenham uma tarefa nobre.
Os professores ajudam os jovens a aprender.
Os professores desempenham uma tarefa importante.
d) Quando chove o
céu fica encoberto.
Chove.
O céu fica
encoberto.
4.
a) Se choveu na noite passada, então as ruas
estão limpas.
As ruas não
estão limpas.
Não choveu na
noite passada.
b) Se sou de
Barcelona, sou Catalão.
Não sou
Catalão.
Não sou de
Barcelona.
5. Usando a regra “Ponendo
Tollens”, acrescenta o que estiver em falta nos seguintes conjuntos de
proposições por forma a obteres um raciocínio correcto:
c) Ou esta pedra é
de calcário ou de granito.
Ex.: A pedra é
de granito.
A pedra não é
de calcário.
d) Ou a máquina
foi adquirida legalmente pelo vendedor ou a máquina é mercadoria roubada.
A máquina foi
adquirida legalmente.
A máquina não é
mercadoria roubada.
6. Distingue sofisma de
paralogismo.
Um sofisma é um erro de raciocínio não premeditado.
Um sofisma é um erro intencionalmente cometido a fim de fazer passar um juízo
falso por um verdadeiro.
7. Explica o tipo de raciocínio presente nas
últimas palavras do merceeiro.
É um silogismo disjuntivo na forma de dilema.
8. Mostra a diferença
existente entre sofismas de palavras e sofismas lógicos.
Os sofismas de palavras advêm da identidade aparente
de certas palavras. Exigem uma análise cuidada da linguagem a fim de que haja
clareza e rigor, um sofisma lógico advêm do pensamento e exigem ser analisados
do ponto de vista da lógica formal e material.
9. Elabora uma falácia de
conversão a partir das seguintes proposições:
a.
Todas as baleias são mamíferos.
Todos os
mamíferos são baleias.
b. O Gonçalo é
mesmo mau.
Os maus são
(chamam-se) Gonçalos.
10.
c) Identifica
o tipo de sofisma.
Sofisma de
petição de princípio.
d) Explica
em que consiste.
Consiste em
resolver uma questão com a própria questão, ou seja, em tomar como princípio do
argumento precisamente o que está em questão.
11. Inventa um argumento do
tipo “ad terrorem” e outro do tipo “ad misercordiam”.
[Exclusivo de cada aluno desde que obedeça à
respectiva definição.]
ÓGrupo de Filosofia, 2000/2001, E.S.F.