| SIMON O SHAPER CAMPEÃO CARIOCA
Autoria: Luis Henrique
Simon Heitor Alves, cearense radicado no Rio, Profissional Top SuperSurf
que faz parte da equipe Simon. Produção Simon: Eu crio os shapes no computador, envio o arquivo para a máquina, ela faz o serviço e eu dou o acabamento final. E quais as vantagens para os clientes na utilização desse sistema? Simon: Cada prancha feita fica arquivada no computador e pode ser reproduzida fielmente depois. E o melhor não é a cópia perfeita e sim a possibilidade de evolução real a cada prancha, pois cada mudança sugerida será exatamente feita e não aproximadamente, como acontece quando feita a mão. Quer dizer que agora qualquer um pode comprar o programa e sair fazendo prancha por aí? Simon: Claro que não! A máquina não faz milagre, não cria pranchas, apenas faz aquilo que o shaper planejou . Quem fazia prancha boa vai continuar fazendo, e evoluir, mas quem não fazia, não te jeito.... ( risos ) Esse sistema realmente funciona? Existem mais shapers o utilizando? Simon: O sistema não é único, mas por mim, e por nomes como: Matt Biolos, Eric Arakawa, Pat Rawson, Al Merrick, entre outros, é considerado o melhor. Eu e toda a minha equipe já testamos os modelos feitos à máquina. Agora só falta você. Billabong, Voll'us Darts, Quiksilver, HIC, Reef, Rusty, Hurley, Roxy, Lost, Volcom, MCD, Hang Loose, Qix, Rip Curl, O'neill, Adio, Atticus, Black Flys, Black Label, Breakdown, Bullhead, Burton, Circa, DC Shoes, Dickies, Dragon, DVS, Eletric, Element, Etnies, Flojos, Fossil, Fox, Gallaz, Globe, Independent, John Deere, Kik Wear, Kirra, Lilu, Nixon, Osiris, Paul Frank, Puma, Rainbow, Raisins, Shortys, Silver Moon Concept, Spitfire, Split, Spy, Tilt, To the Edge, Trans Nine, Vans. ENTREVISTA - MARCELO ARIAS DA UNIPRAN Autoria: Unipran
Pelo terceiro ano consecutivo a Universidade da Prancha – UNIPRAN – Núcleo de ensino, pesquisa e extensão dos esportes com prancha, ligado ao Centro Universitário Monte Serrat – UNIMONTE, lança a sua pós-graduação em surfe e esportes praticados com prancha. Esta iniciativa é pioneira no mundo e objetiva capacitar pessoas a trabalhar nos mais diversos setores ligados a esses esportes (surfe, skate, windsurfe, kitesurfe, wakeboarding e sandboarding). Confira a entrevista com o professor Ms. Marcello Árias, um dos coordenadores da UNIPRAN. Marcello, a UNIPRAN já esta caminhando para o seu terceiro ano.
Em quais áreas vocês estão trabalhando? Como funciona esta pós-graduação? Qualquer pessoa pode fazer? Isso não é elitista Marcello? Quais as matérias ministradas nesta pós-graduação? Parece que este curso é bem eclético e abrangente, mas
existe uma ênfase na área da saúde. Que tipo de
profissional tem procurado vocês? Uma vez formados, os profissionais estarão aptos a trabalhar
em quais áreas do mercado dos esportes com prancha? Caramba! É você que ministra todas essas disciplinas? Quais são esses profissionais? Onde os interessados podem obter mais informações sobre
a pós-graduação, e qual é o investimento
financeiro para a obtenção deste título acadêmico? Telefax : (13) 32356510 / 32321070 / 32282008 Site: www.unipran.unimonte.br Porém, quem preferir obter mais informações comigo mesmo pode ligar para (13) 34668489. Billabong, Voll'us
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Tilt, To the Edge, Trans Nine, Vans. ENTRVISTA COM MARCELO TREKINHO + ALTAS FOTOS DE FÁBIO MINDUIM Autoria: Redação Click Surf ENTREVISTA: MARCELO TREKINHO Bem colocado no WQS: ”Ainda tem muita estrada pela frente”
Vôo acrobático na Sul/ Leblon. Galera brasileira em Margaret River Brazucas na areia Surfando no Campeonato Rip Curl Conferindo um bom dia de tubos em Ipanema
Nome: Marcelo Trekinho Idade: 24 anos Shaper: Claudio Hennek Patrocínios: Volcom, XCel, Black Flys, Veltra
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Tilt, To the Edge, Trans Nine, Vans. ENTREVISTA EXCLUSIVA COM HEITOR ALVES, CAMPEÃO CARIOCA PROFISSIONAL DE 2003. Autoria: Fedoca São os do Norte que vem, Heitor campeão profissional
de 2003 do Rio. Heitor Alves, 22 anos, Cearense, goofie.
Foto Luis Henrique foto Fedoca Mora no Rio há 6 anos. Chegou e ficou morando com a tia em Copacabana durante 1 ano, depois foi para o Recreio, onde racha uma casa com o também cearense Bibi. Seguiu o caminho que vários surfistas nordestinos tentam ao vir para o Sul: se aperfeiçoar, tentar a sorte e descolar patrocínio. “Comecei a treinar com o Cristian no Surf Performance, e aí as coisas começaram a acontecer” lembra Heitor. ”Participei de vários circuitos, ASBT, FESRJ, Recreio, Cyclone/Búzios, Cabo Frios e ganhei vários” diz orgulhosamente. Em 2003 foi Campeão carioca, profissional, e 3º no Supertrials. O circuito carioca foi realizado em 3 etapas, e suas colocações foram 13º em Campos, 1º em Quissamã e 2º na Barra. Outros resultados importantes na carreira foram: campeão Open ASBT 2001, 4º FESERJ OPEN 2002 e vice- campeão brasileiro amador pelo Rio de Janeiro em 2002, ano em que o estado foi o campeão. Em busca das ondas as suas principais viagens foram: Uruguai em setembro / outubro de 2003 em matéria que está na revista Fluir nas bancas esse mês. WQS em Noronha, Cacimba do Padre. Panamá e Peru, janeiro 2004, prêmio do patrocinador, FreeSurf, pelo título. E as ondas que mais gostou foram: El Faro em Pacasmayo, norte do Peru. É uma esquerda longa mais tubular do que Chicama, “ Nós pegamos uns 2 metros, pouca gente dentro d’água , o nosso grupo de 3 brasileiros, o meu shaper Simon,eu e mais alguns brasileiros que estavam lá. Você surfava uma onda e voltava andando para o pico. Gostei muito também de Caballeros, perto de Punta Hermosa, Peru, ao sul de Lima. No Panamá gostei muito de Bluff, Dompers e Punch ( ver mini-série)”. Sua história como surfista começou na Pr.do Náutico, na Beira-mar , Fortaleza “ o meu irmão descascava pranchas velhas e fazia as minhas primeiras 5’4”, ele foi o responsável por eu surfar” conta Heitor . Passou também por outros esportes como o skate “ Fui campeão Cearense em Mini-ramp, mas decidi pelo surf porque me machucava muito”. Além disso Heitor era chamado de “Ninja”, pelos amigos, por causa dos saltos mortais que dava aprendidos na capoeira. Subir em coqueiros, era uma outra atividade que ele se amarrava em fazer. Na terrinha natal, Ceará , as ondas que mais gosta e que mais surfava, eram o Titãnzinho e Futuro, em Fortaleza , e fora Paracuru,Taiba, Icaraí e Iguape. Aqui no Rio está sempre com vários cearenses que já conhecia como Adilton, Duda, Pelado, Lucinha Lima e Bibi, sendo que com esse tem uma banda, HC (Hardcore). A banda faz uns happy hours com a galera, leva uns sons nas viagens. Ele toca guitarra, violão elétrico tipo Ovation e o Bibi é o vocalista. O Som é cover de punk rock, o Clicksurf vai conferir a próxima apresentação e conta. Por enquanto vejam as fotos do Heitor, ele as vezes se grila que a
prancha fique se molhando n’água do mar aí faz um
surf mais aéreo. Shaper: Simon YSO AMSLER , O DESPERTAR DE UMA PAIXÃO Autoria: Fernando "Fedoca" Lima Yso Amsler , O despertar de uma paixão Um dos mais importantes shapers e fabricantes de prancha do Rio nos anos 70 , após ficar muitos anos sem shapear e surfar, nos conta um pouco dessa trajetória, a importância que a família representou nesse processo, o que é até contrastante, o surf nesse período dos anos 70 era um “terror” para as famílias, elas não queriam seus filhos surfistas, bom isso já é outra história... Essa entrevista com o Yso é um pouco longa para os padrões da Internet, mas vale a pena, as raízes do esporte estão nessas pessoas que começaram a shapear com ralador de coco, numa época que nem em ficção científica existiam computadores, o máximo eram os cérebros eletrônicos. Leia o que der agora e salve para ler o resto mais tarde. Desde quando você faz “shape”?Eu comecei em 1972, sendo que na primeira prancha Amsler o shape foi feito pelo meu irmão Sergio, cerca de dois meses antes de eu começar. Você pegou a mudança de pranchão para pranchinha? Minha vida sempre foi junto ao mar, nasci na Urca, e com três anos de idade me mudei para Cabo Frio, onde vivi por cinco anos. Em 1964 apareceu na Praia de Fora (dentro da Fortaleza de São João) a primeira madeitit que era uma espécie de “fish” de duas quilhas. Foi trazida pelo Carlinhos, irmão do Cesinha Chaves (do skate). Claro que passei do marisquinho(skin bord) para o surf, sendo que, no Natal de 1964, ganhei minha madeirit(prancha de madeira compensada aperfeiçoada pelo carpinteiro, que bolou uma forma de envergar o bico), feita na serraria da Francisco Otaviano. No ano de 1968 ganhei um pranchão usado, aquele que era do “Xuxa”. Durante um ano, meu irmão Sergio e eu íamos os dois numa Caloi 10, pedalando da Urca até o Arpoador, carregando o pranchão debaixo do braço. Ali pegamos muita onda.
Yso em Massambaba. foto Beth A filha Olívia na Barra. foto Mãe Beth Yso com o irmão Sérgio, uma parceria de "brothers".foto
Beth Com um long recente. Em plena função Barra da Tijuca. foto Beth Massambaba. foto Beth Filho de peixe...André- Barra.foto Beth Mãe e filho curtindo o surf Yso e o filho André na mesma onda, Barra da Tijuca, Rio. foto
Beth mãe e esposa Em 1969 me acidentei de moto, ficando um ano sem pegar onda. Na ocasião em que deixei a cadeira de rodas e retirei o gesso, surgiam as primeiras mini-model no Rio. Na época, o Cauli comprou uma mini-model chamada gipsy. Então o Kadinho e eu ficamos de “pirú” cativo da prancha dele. Como éramos mais velhos que o Cauli, nós dois passávamos mais tempo surfando com a prancha do que ele – penso que ele deve se lembrar desta época com saudades. No início dos anos 70, o Canário e o Marcelo começaram a fazer mini-models a partir dos pranchões existentes; eram as pranchas Twilight. Entreguei meu pranchão, e eles me devolveram uma mini-model. Em seguida o Sérgio descolou outro pranchão, entregando a eles, mais uma mini-model Twilight nos foi entregue, pranchas com as quais meu irmão e eu pegamos muita onda. Em uma tarde de domingo, no final de 1971, no meio de uma conversa, depois de um fim-de-semana de muita onda, meu irmão disse “ vamos fazer prancha de surf”. Dei a maior força, e ele, no fim-de-semana seguinte, já estava em São Conrado, na casa do Coroel Parreiras, onde comprou um bloco de espuma, fibra, resina e catalizador. A fabricação foi em nossa casa mesmo, na Urca. O Sergio fez o shape, e o encapamento fizemos juntos, claro que no meio da laminação a resina começou a endurecer, contornamos o problema, no final deu tudo certo. Foi a primeira prancha Amsler, uma prancha rosa 7´0” needle nose, diamond tail, com monoquilha. Esta demos para um amigo nosso, o Cesar Abacaxi. Mas meu amigo Zé “Santinho” Bello foi o nosso primeiro cliente. Como ele tinha um prancão importado, me pediu para fazer uma mini-model. Fiz o shape na garagem da casa dele e encapei na mesa da sala de jantar da casa dele. Dona Nair Bello, mãe dele, ficou na bronca, claro, porque o encapamento não secava nunca, e ainda por cima a casa toda cheirava à resina. Foi nesta época, de transição dos pranchões para as mini-models, que começamos a fabricação da prancha Amsler Durante quanto tempo você shapeou?Eu fiz shape sem parar desde o início de 1972, quando fui vice-campeão carioca e surfista revelação no campeonato do Pier( primeiro campeonato de pranchinha no Rio), quando surfei com a sexta prancha Amsler que fizemos, uma prancha rosa e branca 6´6” diamond tail com monoquilha. Essa prancha foi feita para meu amigo Pedro Theberge. Quantas pranchas mais ou menos? Eu fiz 400 pranchas, entre 1972 e 1977, sendo que cabe destacar que neste período Cauli, Robertinho Valério, Andre Pitzalis e Helmo sempre fizeram pranchas comigo. Além das 400 mencionadas, em 1986 fiz mais 50. Desde que voltei a fazer shape em 2001, já estou chegando aos 500 shapes feitos. Porque parou? Houveram duas crises do petróleo muito fortes naquela época, e como eu era estudante de Engenharia, resolvi trocar de cavalo, me afastei das pranchas e me formei engenheiro. Considero uma decisão muito acertada que tomei. Ficou sem shapear por quanto tempo? Eu fiquei nove anos sem fazer shape, mas no final do ano de 1986 voltei, porque precisava complementar meu salário de Engenheiro, ia nascer a minha filha Olivia. Naquela ocasião, meu querido “protégê” Robertinho Valério, dono da Neutron, muito me ajudou, encomendando quantos shapes eu fizesse. No final de dezembro daquele ano, eu já tinha o dinheiro necessário para o nascimento, depois disto parei de novo por quinze anos. E por que? O motivo pelo qual parei de fazer shape primeiro, e depois parei novamente, foi uma questão de atender às prioridades que eu estabeleci pra minha própria vida. O surfe e shape não direcionaram minha vida, mas me complementaram. Mais ainda, me acompanharam, mesmo que nem sempre tenha sido tão de perto. Essa paixão de que você fala é em relação ao surf ou a shapear? Sou definitivamente um apaixonado pelo surf, pois quando estou pegando onda eu me divirto, principalmente por me sentir totalmente confortável, pode ser na Reserva, em swell de dois a três pés, ou na Macumba, quando o swell cresce acima dos dez pés. Por outro lado, eu sou um privilegiado, por poder surfar uma prancha em que eu faço o shape. A arte do shape permite criar, e naquelas horas em que fico dentro do quarto verde trabalhando, após abrir minha cesta de ferramentas de onde saem surforms e lixas, minha skill, plaininhas, esquadros e calibre, então escolho o template a ser utilizado risco o outline, serro o bloco e luzes, estou totalmente concentrado em minha arte, esquecendo o mundo externo. Você testa as suas pranchas, ou melhor, você hoje em dia só usa prancha feita por você? Meu irmão Sérgio e eu continuamente testamos os pranchões que faço, e todos aprimoramentos são repassados para as novas encomendas que recebo. Sérgio e seus filhos, um outro sobrinho meu, meus filhos e eu somente usamos prancha Amsler. Sempre foi assim e pretendo que continue assim. Os seus clientes de pranchas são os que já fizeram no passado e agora voltaram? Sim o Cesar Abacaxi, o Zé “Santinho” Bello, o Alexandre Sayd, o Alex Dumont o Dadinho foram os primeiros no passado e continuam acreditando no meu sonho, em minha arte. O nível deles de exigência é parecido com o de quando eles tinham 18/20 anos? Eles acreditam no que faço, sou muito agradecido pela confiança que têm mim. O gratificante é que, somados a estes, chegaram pessoas como o Rainer Thrum, o Antonio Coqueiro, o Renato de Lucca, o Pedroca, o Paulo, o Roberto, o Raphael entre outros. Os materiais, ferramentas, mudaram muito ? Antes de falar em materiais, gostaria de falar de três surfistas amigos e parceiros meus, desde o tempo do Arpoador, Saquarema, Pier e de várias temporadas juntos no Hawaii, pelos quais tenho muito respeito e profunda admiração: são eles o Daniel “Salim” Friedman, o Ítalo “Capacete” Marcelo e o Ricardo “Kadinho” Meyer. Ao Salim, obrigado por me acolher no Ocean Club, dividindo comigo sua sala de shape; ao Capacete, obrigado por me acolher na Island Mana, laminando minhas pranchas; e ao Kadinho, obrigado pela atenção que sua Escolhinha de Surf RK dá aos meus filhos, e principalmente pela atenção que os três têm com os meus filhos Olivia e Anddy. Eles são lendas vivas do Surf Brasileiro, que fazem a diferença. Voltando aos materiais e ferramentas, primeiramente gostaria de lembrar que a 32 anos atrás nossa ferramentas eram profundamente rudimentares, pois para fazer um shape utilizavamos, grosa, ralador de coco e lixa de calafate para desbastar os blocos de polieuretano. Atualmente houve uma enorme diversificação na quantidade de plugs de espuma, facilitando a vida dos profissionais de shape, apareceram novos fabricantes de espuma – a Teccel (obrigado Ruy, pela ajuda que você me deu na travessia do 1º semestre de 2003, não me deixando nunca sem espuma). Resina e fibra tem à disposição, ferramentas, diversas novidades, porém uma séria falta é a plaina Skill, aqueles que têm sabem que ela faz a diferença. E a paixão como vai? Tenho conciliado o trabalho como engenheiro, em São Paulo, com o shape nos sábados e o Surf nos domingos, o romance continua, claro. Você sentia que fazia parte por ser surfista de uma galera especial movida por um entusiasmo, idealismo, ou era um jovem como outro qualquer, achando que ia mudar o mundo? Eu creio que como surfistas, realmente éramos uma galera especial. Fomos nós os primeiros a fazer shape e encapar pranchas, fazer calções e parafina, fotografar, fazer revistas, e a viver disto, a deixar o país atrás de ondas grandes, primeiro foi Pico Alto, Punta Rocas, seguido de Pipeline, Sunset e Waimea. Também a trabalhar em prancha lá fora, porque, em 1973, fui o primeiro a fazer shape e encapar para Surfline Hawaii e lixar para WaveCrest Hawaii. Eu nunca achei que ia mudar o mundo, pessoalmente fazia apenas a minha parte, com certeza abrindo portas para as gerações que nos sucederam. Outros daquela galera especial também abriram portas para as novas gerações, sendo que dentre eles eu não poderia deixar de ressaltar o Carlos Mudinho, o Rico, o Otávio Pacheco, o Betão, o Bocão e o Pepe. Os fabricantes de hoje fazem pranchas com a mesma paixão, ou o profissionalismo hoje é maior e eles nem pensam nisso? Eu acredito que, na nossa arte, sempre a paixão e o profissionalismo precisam caminhar juntos, foi assim comigo, eu não consigo enxergar de outra forma. E como a sua família se relaciona com o surf, a Beth virou fotógrafa de surf , por sinal está mandando bem, e os filhos? Minha mulher sempre foi minha maior incentivadora. Nos anos todos em que meu surf e shape hibernavam, não faltou momento em que ela não me questionasse, dizendo que não seria possível que meus filhos crescessem sem me ver surfar. No ano 2000, o despertador tocou pra mim, quando Fred Hemmings (tenho amizade por ele e sua familia desde os anos 70) veio a Maresias para o Legends, de onde me telefonou dizendo “Yso quando você virá nos visitar de novo no Hawaii”. De lá, através do Helmo, me mandou seu belo livro autografado “The soul of surfing is hawaiian!”. No ano seguinte eu estava de volta ao Hawaii, onde comprei uma small long board 8´3”, shape do Danny Nichols, shaper com quem já dividira uma pequena oficina de laminação, ao lado da casa onde morávamos o Salim, o Kadinho e eu, na Comsat Road (no Hawaii de 1975). No final de 2001 fiz um shape pro meu filho, e desde então não mais parei de fazer. Eu me sinto completamente realizado, porque, além de estar no mar surfando com meus filhos, ainda tenho a companhia da Beth, na areia, nos fotografando. |