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Está em fase de conclusão um estudo prévio para a construção de uma passagem desnivelada na linha do comboio em Tunes. A travessia da linha é um problema antigo, que ciclicamente é abordado pela população e pelas entidades e que poderá ter um fim à vista já no próximo ano, segundo nos adiantou o Vereador da Câmara Municipal de Silves (CMS), Eng. Sousa Ribeiro: �Se tudo correr bem, pensamos que para o ano a obra estará em execução�. A Autarquia, juntamente com a REFER (entidade que neste momento tem a responsabilidade da manutenção das linhas férreas) e a EDP (que tem uma área de cedência para a construção dos novos nós ferroviários) prevêem a conclusão do já mencio-nado estudo prévio (feito pela empresa GEF) para o próximo mês de Julho, altura em que deverão iniciar todo o processo de discussão do projecto e de negociações com os particulares que possuem interesses na área onde será feita a intervenção. Nessa altura, deverão, igualmente, candidatar a obra a alguns fundos, como nos referiu o Vereador da CMS: �Neste momento o estudo prévio está praticamente concluído, falta acertar alguns pormenores, principalmente com a EDP e depois é necessário que a Câmara o aprove; depois disso é necessário encetar negociações com alguns particulares... São poucos a serem atingidos por esta via e depois temos que candidatar esta obra à Direcção Geral de Transportes Terrestres e à comparticipação das entidades envolvidas nesta situação�. A própria REFER tem interesse em que esta obra avance rapidamente pois, segundo Sousa Ribeiro, �também tem prazos a cumprir para fecho das passagens de nível�. Este estudo prévio aponta, já, um traçado: a saída para a passagem superior será construída junto ao nó da saída do IP1 (junto ao cemitério de Tunes, passando pela linha Barreiro/Tunes), terá um nó de entroncamento junto à estrada do Amendoal e terá uma nova passagem superior sobre o ramal de Lagos. Desenvolve-se, depois, a partir da rua da EDP, que vem dar à estrada 269, junto do restaurante Oliveira. Esta obra ultrapassará os 100 mil contos, pois será necessário construir passagens superiores e acessos à mesma, sem contar com o desvio de um triângulo ferroviário que a CP não permite que se extinga e que terá de ser deslocado para se poder efectuar a ligação entre a linha do Barreiro e a linha de Lagos. A construção desta passagem superior implicará a existência, num futuro próximo, de outras passagens desniveladas, aéreas ou subterrâneas, para peões, na zona da estação, porque se tal não for feito, a linha férrea continua a ser um obstáculo à normal circulação das pessoas. Por isso, a CMS já está a tentar encontrar uma forma de resolver este problema, como nos disse o Vereador Sousa Ribeiro: �Estamos a pensar encetar negociações com a REFER para que isso seja viável e possível de fazer e as pessoas não tenham problemas de circulação entre a parte norte e a parte sul, sobretudo a circulação pedonal�.
A EDP, como já mencionámos, tem uma área de cedência para os novos nós de caminhos-de-ferro a implementar e uma estrada que é privada - e que liga a central e o bairro em que habitam os funcionários da estação desta empresa à vila - passará a ser pública. Vai ser necessário deitar abaixo umas garagens para permitir o desenvolvimento da via, com algumas ligações ao interior da localidade, o que, na opinião de Sousa Ribeiro, vai trazer benefícios: �Isto está bem feito, na minha opinião, pois a estrada passa por cima do ramal de Lagos, vai sair na EDP e depois permite a ligação à rua da Junta de Freguesia (onde será construído um cruzamento, uma vez que não há espaço para uma rotunda), o que vai permitir apanhar a estrada dos Alvaletos, que é uma estrada que vem sair ao Algoz (atrás do mercado) e que poderá, no futuro, ser uma alternativa à 269, a estrada principal�. É caso para dizer: "quem espera sempre alcança". Sandra Moreira
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