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Catorze contos, onde o mistério da vida nos aparece no seu esplendor, perfilando bicho, homem e natureza numa comunhão fraternal, em que todas as peças são necessárias ao puzzle da vida. Amizade, traição, amor, ódio e ambição desfilam pelo livro, sendo tratados como uma lição essencial de vida. Contos pequenos, que se lêem de um fôlego (como entre mergulhos na praia) e nos fazem apetecer percorrer a restante obra do autor. Obra que é marcada pela forte ligação à Natureza, nomeadamente àquela que é áspera e agressiva como Trás-os-Montes, a região donde o autor proveio antes de se radicar em Coimbra. A morte e a solidão são outros elementos caracterizadores da sua obra, tal como as relações familiares. Nos seus Diários, Miguel Torga exprime a sua visão da vida em sociedade, escrevendo sobre política, a sociedade, a nação e as questões essenciais da vida humana, pensamentos esses marcados por um cunho filosófico. Jorge Raposo
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Adolfo Correia da Rocha , que será conhecido por Miguel Torga, nasce em 12 de Agosto de 1907, em S. Martinho da Anta, concelho de Sabrosa, Trás-os-Montes. Filho de gente do campo, não mais se desliga do meio rural e da natureza que o circunda. Aos 13 anos vai para o Brasil trabalhar para a quinta do tio. Volta, depois, para a faculdade de Coimbra, concluindo a licenciatura de Medicina e radicando-se naquela cidade até morrer em 17 de Janeiro de 1995, sendo enterrado em S. Martinho da Anta, junto de seus pais e irmã, de quem nunca se separou.
1927 - Fundação da "Presença"
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