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Ao longo do seu processo de formação desportiva, os jovens passam por períodos sensíveis, onde o meio, as pessoas e as estruturas que os rodeiam se revelam determinantes ao proporcionarem-lhes uma diversidade de ofertas que, na sua justa medida, os vão moldando na sua evolução como seres humanos.
![]() Desenho de João António Rosa Ribeiro A actividade desportiva juvenil correctamente orientada deverá proporcionar aos praticantes um desenvolvimento integral e ajustado ao seu desenvolvimento natural, isto é, deverá sempre organizar-se como um processo que favoreça a descoberta e a estimulação das capacidades e qualidades destes, de modo a que, ao longo da sua evolução natural, nada se faça que coloque em causa o crescimento e o desenvolvimento, quer das estruturas orgânicas, quer das capacidades motoras, quer ainda das qualidades determinantes da personalidade de cada uma. É dentro desta perspectiva que os treinadores e os pais dos nossos jovens praticantes devem conduzir o seu modo de estar e encarar o desporto juvenil proporcionando através de práticas que na sua natureza tenham a justa medida de prazer e divertimento, de desafio e confronto, de esforço e movimento, de formalização e padronização em conformidade com os objectivos de cada situação concreta. Acrescentando a tudo isto, gostaria de citar Lucio Bizzini, que escreveu um artigo sobre os Direitos da Criança no Desporto, transmitindo um conjunto de valores educativos e formativos com vista ao seu natural desenvolvimento pessoal e social, que me parecem bastante acertados e que julgo deviam merecer a especial atenção dos pais, treinadores, dirigentes, políticos, ..., enfim, de todos quantos estão envolvidos directa ou indirectamente nos processos da prática desportiva juvenil. Assim, diz o referido autor que a criança tem:
- O direito a praticar desporto, independentemente das suas habilidades ou dificuldades; Tiago Leal
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