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Saúde

Mês de Maio é mês da Mãe

O GR�S quis lembrar as mulheres que não puderam ser mães, porque as condições da sua vida não o permitiram, e quis solidarizar-se com as que insistiram em enfrentar as dificuldades, apesar de tudo.

Solicitámos um texto à nossa colaboradora na área da Saúde, que assim expressa a sua opinião, enquanto técnica desta área.

Reflexões sobre Saúde
Nascer bem é um direito

Nascer bem, quer do ponto de vista médico, quer social e psicológico, é um direito de cada um que nasce.

Assim como o acto de concepção não depende do concebido, não deverá ser este a pagar a taxa elevada que, por vezes, lhe é cobrada, pelo simples facto de existir. Cada criança que nasce representa uma riqueza incalculável, quer para a sua família, quer para o país onde nasceu; logo, a responsabilidade é de ambos. Por este facto deverão existir estruturas bem consolidadas de apoio, não só aos casais em idade de procriação, como à criança. � no mínimo insensato penalizar o aborto quando não existe:

- uma verdadeira Educação Sexual nas Escolas;

- uma rede eficaz de consultas de planeamento familiar, com livre acesso às mesmas e gratuiticidade de contraceptivos (sejam quais forem os métodos utilizados);

- um sistema estruturado de apoio à mãe e ao pai, quer profissional, quer monetariamente, e na doença, (em caso de casais carenciados), bem como na orientação psico-social (porque educar filhos não é brincadeira!�), por intermédio de núcleos de apoio aos educadores, sítios onde os próprios se poderão reunir para trocar experiências e ensinamentos.

Muito mais haveria a dizer, porque o tema é inesgotável. � que a aventura de ter um filho é grande demais para ser vivida sozinho e sem rede.

Lisete Romão, Médica
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