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No passado dia 24 de Novembro, foi inaugurada, na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal de Arqueologia de Silves, uma exposição de pintura de Martins Leal. Paisagens escritas com cores quentes e fortes contrastes, usando grandes quantidades de tinta, esgrafitando pequenos símbolos que representam os elementos que rodeiam e fazem parte do quotidiano do pintor. Uma pintura alegre, onde se revela uma técnica apurada, e uma expressão original. Uma agradável surpresa. Margarida Bôto
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O mais recente trabalho dos Placebo, "Black Market Music", é sem dúvida o álbum mais variado e experimental da carreira desta banda britânica. Depois da excelente apresentação com "Placebo" e de "Without You I�m Nothing", que suscitou críticas algo divergentes por parte dos fãs e da imprensa, surge agora a mais recente proposta, onde as duas facções parecem concordar, quanto a mim talvez em exagero. Os Placebo desde cedo souberam cativar a exigente imprensa britânica, o que não é tarefa fácil para ninguém. As explicações são facilmente perceptíveis, na medida em que esta banda apareceu com uma imagem líder Brian Molko, que com a sua voz e aparência femininas trouxe uma lufada de ar fresco à música britânica e europeia, por outro lado a conhecida amizade entre a banda e David Bowie, trouxe os seus dividendos, por último a banda tem realmente um som original. Este quanto a mim, talvez não seja o melhor trabalho, como afirmam insistentemente fãs e imprensa, visto que nos discos anteriores os Placebo sempre souberam presentear todos quanto os escutam com excelentes canções que realmente marcam e têm alguma coisa a dizer. "Black Market Music" talvez seja só mais um passo neste trajecto recheado de êxitos, mas concerteza um excelente álbum, onde canções como "Taste In Men", "Days Before You Came", "Special K", "Blue American" e "Peeping Tom", não deixam os ouvintes indiferentes. Trata-se indiscutivelmente de um trabalho de grande qualidade onde os Placebo confirmam todo o seu valor. Pedro Garcia
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Abriu atelier de tapeçaria e renda de bilros em Armação de Pêra
O atelier fica situado na antiga Junta de Freguesia da vila. Este espaço, orientado pela professora Arline Leandro, visa levar o conhecimento destas artes a todos os alunos que estiverem interessados. Arline, professora de Educação Tecnológica, reformada agora do ensino, resolveu continuar a dedicar-se ao que gosta de fazer. O espaço, gentilmente cedido pela Junta de Freguesia, recebe diariamente cerca de 20 alunos interessados em alargar os seus conhecimentos em relação às tradições portuguesas. A pintura em azulejo e o trabalhar o barro são outras técnicas que se podem aprender. Este serviço é totalmente gratuito para a escola e Arline Leandro diz: �Faço isto mais pelo prazer de estar a fazer algo de que gosto muito, do que pelo lucro que dá�. Os outros alunos, não estudantes, pagam seis mil escudos mensais para terem direito a duas horas diárias de aulas. Neste momento, estão duas pessoas a aprender tapetes de Arraiolos e seis pessoas a aprender renda de bilros. Durante a nossa entrevista falámos, ainda, com uma das alunas da professora Arline, que nos confessou o seu gosto pelos tapetes de Arraiolos e o seu entusiamo em poder, ela própria, vir a fazê-lo futuramente. Visto estar ainda em fase de aprendizagem, vê também o ofício como uma ocupação do seu tempo livre. Só nos resta esperar que esta professora consiga estender a sua arte ao maior número de pessoas possível, para que a tradições continuem a ser o que eram. Amélia Martins
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