![]() |
Uma significativa faixa da população da nossa cidade não vê, com um mínimo de qualidade, as emissões da TVI. O extenso e volumoso pano de muralha do Castelo de Silves funciona como um espelho reflector das emissões de televisão, que nos chegam por via das antenas colocadas na Fóia, em Monchique e introduz nas imagens o que é usual chamar de "fantasma". Assim, os moradores da cidade sob a encosta do Castelo ou na zona de influência da sua muralha, não vêem, com qualidade, as emissões da TVI. Até há alguns anos atrás todos os canais eram observáveis em condições normais de utilização, porque a Câmara Municipal possuía um sistema de difusão a partir do Cerro de São Miguel e de uma antena colocada sobre o antigo depósito da água. Armando da Gama Rêgo, ex-tesoureiro da Câmara Municipal e, ao tempo, responsável pelos contactos que permitiram pôr a funcionar essas antenas, explicou a O GRÉS o que se passa com a recepção da TVI. As antenas colocadas no antigo depósito da água não estavam legais, de acordo com o Instituto das Comunicações de Portugal (ICP), que oficiou a Portugal Telecom (responsável pela difusão do sinal dos canais 1 e 2 da RTP e da SIC) e ainda a TVI, que chamou a si a responsabilidade pela difusão do seu sinal, para a necessidade de colocação de antenas próprias, que melhorassem a prestação dos seus serviços à população da cidade de Silves. A Portugal Telecom (RTP e SIC), passados três meses, instalou as antenas dos canais sob sua responsabilidade na torre onde já funcionava a antena da Telecomunicações Móveis Nacionais (TMN). A TVI não reagiu, mas continuámos a receber o seu sinal através da antena local da Câmara Municipal. Quando as �guas do Barlavento demoliram os antigos depósitos e construíram as novas instalações, as antenas da Câmara foram removidas e perdemos o sinal da TVI. As outras estações continuaram a funcionar na torre da TMN. Entretanto, a velha antena da Câmara que difundia a TVI ainda existe, mas não funciona, porque a energia eléctrica não chega ao local. Esta situação vem-se mantendo inalterável, desde há dois a três anos a esta parte - nem a Câmara insiste num ramal eléctrico para pôr a funcionar a sua antena (se bem que não ficasse de acordo com as recomendações do ICP), nem a TVI se disponibiliza para instalar uma antena própria. Gostaríamos que este artigo servisse para, além da informação aos cidadãos, de alguma forma incentivar os responsáveis da Câmara Municipal a tomar uma atitude mais insistente na procura de uma solução, que beneficie os cidadãos e os empresários que investem na publicidade daquela emissora de televisão. � que vem aí a CaboVisão, servindo os que podem ou estão dispostos a pagar uma taxa mensal, enquanto os que não podem ou não estão dispostos a tal continuarão a ficar mal servidos e, eventualmente, a solução para a antena da TVI acabará por ficar esquecida. António Baeta Oliveira
|