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O ano hidrológico de 1999/2000 (Outubro a Setembro) tem levantado inúmeras reservas na população que já se vê na perspectiva de mais um ano de seca, não só em Silves, como na generalidade do país. Para se compreender melhor a dimensão do problema, refira--se que nos distritos de Faro, Beja e Castelo Branco foi batido um recorde dramático! Em pleno Inverno, quarenta e sete dias sem chover.
Tão grande concentração de precipitação em tão curto espaço de tempo, levou à ocorrência de situações como a que se observou, na passada noite de 13 para 14, em que só a Barragem do Funcho viu o seu volume aumentar em mais um milhão e meio de metros cúbicos, o equivalente a uma subida do nível da água de sessenta centímetros. As duas albufeiras de Silves - Funcho e Arade - têm de fornecer água para o abastecimento público e rega, a uma parte do barlavento. Actualmente a albufeira do Funcho está, aproximadamente, a 59% do seu volume total, o que equivale a vinte e oito milhões de metros cúbicos, num ano em que já esteve a pouco menos de metade. Já na albufeira do Arade, a situação é bastante mais crítica, pois encontra-se com um nível de água, que não ultrapassa os 15% da sua capacidade total, uma situação que se deve ao facto de terem sido realizadas obras de reparação nas suas comportas no ano de 1998. A sua recarga, para níveis mais elevados tem sido inviabilizada pela fraca precipitação que se tem registado desde então. Apesar das reservas que muito naturalmente têm surgido na população, devido ao baixo nível da água nas duas albufeiras, foi-nos assegurado, que estão garantidas as necessidades de água para este ano, quer para abastecimento público, quer para rega. A definição dos caudais necessários, para estes usos, passa pela Comissão de Gestão de Albufeiras, onde se encontram representados o Instituto da �gua, as �guas do Barlavento e a Associação de Regantes e Beneficiários de Silves, Lagoa e Portimão.
Carlos Albano |