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O presidente da Cooperativa de Habitação e Construção Económi- O GRÉS - Qual é a situação neste momento?
José Grave - Temos uma minuta de protocolo, já rubricada pela Senhora Presidente da Câmara e por mim, na qual acordámos os princípios básicos do protocolo a celebrar, isto é, a cooperativa vai ter que dar como contrapartida 7% dos fogos que vierem a ser construídos, muito embora a nossa posição fosse no sentido da cedência do terreno em direito de superfície, sem contrapartidas ou com um custo simbólico. O G. - Aceitaram, então, a proposta de 7%...
J.G. - Constatámos não haver vontade política por parte do executivo municipal permanente. Assim sendo, entendemos que não deveríamos persistir e deveríamos, como aliás está na carta que fizemos, manifestar abertura para encarar outras soluções. O G. - Não estamos, então, a falar de habitação social?
J.G. - Nós gostaríamos muito de promover a chamada habitação social, ou seja, habitação para aqueles que não têm rendimentos e que possam suportar o pagamento de uma determinada mensalidade. Infelizmente ainda não existe quadro legal, apesar de haver uma promessa do Ministro Jorge Coelho, que foi feita no dia 28 de Janeiro deste ano, que disse que dentro de 60 dias seria publicada a legislação e até agora essa legislação ainda não foi publicada. O G. - E em termos de qualidade... J. G. - Há a ideia de que uma diminuição de custos corresponderá forçosamente a uma diminuição de qualidade, o que no nosso entender não acontece, como provam os 340 fogos já promovidos no Enxerim, em São Bartolomeu de Messines e em Pêra. Irá, sim, exigir por parte dos responsáveis da cooperativa muito trabalho, no sentido de dar qualidade a esses fogos. A filosofia básica orientadora dos actuais corpos sociais é exactamente a mesma, com as devidas adaptações, como é óbvio, até porque quem lidera o processo é a mesma pessoa, apenas fizemos a adaptação quer à nova realidade quer à nova legislação. O G. - Quantas pessoas estão inscritas? J. G. -Temos cerca de 600 famílias divididas por todo o concelho. O número total de associados é superior, porque temos os 340 associados dos fogos já promovidos. O G. - Qual o preço previsto para um fogo?
J. G. - Em termos médio andará na ordem dos 10 mil e 500 contos. O G. - Qual é rendimento das famílias inscritas? J. G. - Em relação ao rendimento médio dos associados é, em média, de 1400 contos ano, que para estes custos tornará viável a obtenção de crédito à habitação. Se forem imputados outros custos, é obvio que a grande maioria destas pessoas não terá condições para a aquisição da habitação condigna a que têm direito. O G. - Já está, então, definida a zona de implantação em Silves?
J. G. - A zona de implantação é no Enxerim, por detrás do Centro de Saúde, desde o Bairro do Enxerim, até ao Instituto Piaget. Em relação à faixa junto ao Centro de Saúde, foi feita a escritura e o respectivo registo e apresentámos um projecto para 24 fogos e 24 garagens. Mas foi com grande surpresa e estupefacção que tomamos conhecimento, embora por via informal, que a própria Câmara, que tinha feito a cedência do terreno - este sem contrapartida - tenha agora visto que afinal o terreno não comporta habitação, mas sim equipamento. Entretanto, foi decidido, em reunião de Câmara, fazer-se um estudo de pormenor, por forma a viabilizar a construção daqueles fogos. O G. - Qual o número de fogos previstos em Silves? J. G. - Em Silves, contando com o Cerro de São Miguel, será na ordem dos 250 fogos. O G. - Qual é o prazo de construção e para quando a entrega destes fogos?
J.G. - O prazo global, que foi apresentado na Assembleia da Cooperativa, é de um ano e meio, a partir de agora. Temos que elaborar os projectos e aguardar as respectivas aprovações. Assim sendo, esperamos dentro de um ano e meio podermos entregar as chaves das habitações. Talvez até mais cedo... O G. - Quais os outros locais previstos para construção?
J G. - No Algoz, já desenvolvemos contactos com a Junta de Freguesia e desde que a CMS aprove o estudo/plano de pormenor para a zona poderemos avançar. Em Pêra, estamos em negociações com um particular, vamos continuar a insistir e persistir, no sentido de tentar resolver esta situação. Em Armação de Pêra temos alguns contactos feitos, mas aguardamos que o GTL termine o trabalho que está elaborar e que definirá a zona a Custos Controlados. Em São Marcos também fizemos algumas diligências e pensamos vir a construir alguns fogos. Carlos Marques
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