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A autarquia não tem verbas para efectuar uma requalificação tão urgente e só um programa deste género, que implicará um investimento de vários milhões de contos, poderá melhorar a aparência da cidade. Silves precisa de recuperar a zona histórica (situada na alta da cidade), o Teatro Mascarenhas Gregório, a Rua Cândido dos Reis, a sua zona ribeirinha (associado ao tão desejado desassoreamento do rio Arade, que por si só não mudará a componente urbanística da cidade), criar espaços de lazer, entre outros e não desqualificar agora para mais tarde requalificar! Mas, entretanto, vamos continuar com as portas da cidade seguras por estacas? Com a ETAR a espalhar mau cheiro por toda a cidade? Com o Largo das Finanças à espera de estátuas? Com esplanadas espalhadas pelos passeios e ruas da cidade de uma forma tão colorida e desordenada? Com placards plubicitários para todos os gostos e colocados nos sítios mais estranhos? Isto, numa cidade que pretende valorizar a sua componente histórica e que deveria resolver estas questões, que alguns teimam em não considerar como importantes. Por exemplo, as futuras piscinas, estão englobadas num projecto que envolva toda a zona ribeirinha que poderá chegar à ilha do Rosário? É uma estrutura que favorecerá, através da sua localização, esta zona? A autarquia sabe que a cidade vai crescer e terá que planear e disciplinar o seu crescimento, para que a pressão da construção não descaracterize a cidade, porque os grandes aglomerados habitacionais também devem dar qualidade de vida às pessoas que lá vivem e a todos aqueles que os visitam e, não são só centros comerciais e/ou de trabalho. A ideia das "cidades caixotes" já não está de acordo com a mentalidade do novo milénio, em que se pensa mais na harmonia e no bem estar dos cidadãos. Esperemos que a cidade cresça de uma forma qualitativa, preservando e valorizando a sua história e planeando o seu futuro assente na qualidade de vida. Silves, ainda está a tempo, mesmo que o POLIS não venha!
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