- Revista Eletrônica INFORMATIVO G.R.D.  
- ANO IV - Edição 08 - 
Agosto a Dezembro de 2003. 
Rio de Janeiro, 07 de novembro de 2003.
http://www.geocities.com/grdclube
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A EDUCAÇÃO PSICOMOTORA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

  Prof. Dr. Darcymires do Rêgo Barros

A Educação Escolar estimula ao pleno desenvolvimento da personalidade da criança. É fundamental no conhecimento objetivo das complexas condições de cada personalidade infantil.

A Escola em nível da educação básica é freqüentada por crianças e adolescentes que durante esse período sofrem transformações relevantes que interatuam nas diversas áreas de forma global:

 

ÁREA CORPORAL - dos 5-6 anos aos 11-12 anos aproximadamente, as crianças aumentam um quinto de sua capacidade total. É a fase do crescimento intenso, sobretudo entre os cinco anos aos sete anos, mais ou menos. A criança torna-se mais longilínea, alongando-se e assim pela primeira vez a linha somática que terá quando adulta. Apresenta maleabilidade da estrutura óssea e dos ligamentos, transitória influência muscular e insegurança psicomotora em suas ações. Depois dos oito anos, prevalece um avanço ponderável até o nono e décimo ano, quando ela apresenta bom equilíbrio, boa habilidade psicomotora e retomada do desenvolvimento de sua estatura. Esse desenvolvimento implica no aperfeiçoamento estrutural e funcional.

ÁREA EMOCIONAL - A identificação com a mãe, superando o complexo de Édipo, estruturação do superego, a tomada de normas de condutas, progressiva tomada de posição do próprio sexo, são as características básicas nesta fase de desenvolvimento.

ÁREA INTELECTUAL - Conhecida como a fase de latência, onde existem passagens por interesses de si próprio e pela realidade exterior pelo objetivismo em suas ações; estruturação das categorias mentais, progressiva capacidade de avaliar a realidade externa, de acordo com a estruturação espaço-temporal, causa e efeito, com a  evolução do pensamento do estágio preparatório ao estágio operatório-concreto, segundo Piaget.

ÁREA SOCIAL - Passagem do egocentrismo ao sóciocentrismo com progressivo interesse pela realidade social, conhecida com maior objetividade integrada ao desenvolvimento das estruturas mentais. Prosseguindo ao desenvolvimento das normas interiores do superego, facilita à criança a individualizar, aceitar, e atender as normas de seu grupo. Relativamente a psicomotricidade desenvolve-se de acordo com as diretrizes céfalo-caudal e próximo-distal.

Na juventude, após os 12 anos, se processam  importantes desenvolvimentos que são estreitamente correlatos com o desenvolvimento intelectual, social, emotivo e psicomotor, o que permitem ao jovem atividades psicomotoras cada vez mais objetivas, coordenadas e funcionais. A exemplo das crianças dos cinco aos nove-dez anos, eles reestruturam-se e aperfeiçoam-se rapidamente aos esquemas psicomotores de base.

Dos cinco aos nove anos, aproximadamente, aumenta gradativamente a perfeição dos movimentos finais pela presença das estruturas mentais mais desenvolvidas e, portanto, pela possibilidade de discriminar distâncias, formas e dimensões, organização espaço-temporal, orientação do próprio corpo em relação ao espaço, aos objetos e às pessoas.

Entre os seis-sete anos, o equilíbrio progride mais efetivamente pelo aumento progressivo do tônus; por volta dos oito aos 10 anos, após progressos relevantes, aprimora e “amadurecem” as capacidades de prever a velocidade e a direção dos objetos em relação ao próprio corpo. Rápidos progressos na coordenação óculo segmentar e na coordenação da dinâmica geral, com aumento progressivo do equilíbrio.  dos 11-12 anos em nível mais elevado de equilíbrio, estabiliza-se a lateralidade, quando alcança elevado nível de habilidade psicomotora da coordenação fina.

Dos sete aos 10 anos, eleva-se a capacidade de movimentos rápidos, obtendo maior sensibilidade muscular, bem como as mudanças de comprimento, de tensão e da compreensão do próprio corpo.

Observa-se que a força muscular apresenta diferentes andamentos entre as meninas e os meninos. Os meninos até os nove anos possuem 25% da força total com maturidade, aos 12 anos, 50%, aos 16 anos, 75%, enquanto nas meninas após os 13 anos, substancialmente a força total não aumenta.


Na fase evolutiva dos seis aos 11 anos, realizam importantes desenvolvimentos que irão influenciar no desenvolvimento afetivo, intelectual e psicomotor, muitas vezes desconhecidos dos próprios psicólogos, mas que impõem grande atenção educativa.

 

OBJETIVOS EDUCATIVOS E DIDÁTICOS DO MOVIMENTO HUMANO

O movimento é a parte mais ampla e significativa do comportamento humano. É obtido através de dois fatores básicos: os músculos e os nervos, formados por um sistema de sinalizações que lhes permitem atuar de forma coordenada. O cérebro e a medula espinhal enviam aos músculos pelos seus mecanismos cerebrais ordens para o controle da contínua atividade de movimento com específica finalidade e dentro das condições ambientais.

A unidade básica do movimento, que abrange a capacidade de equilíbrio e assegura as posições estáticas são as estruturas psicomotoras. As estruturas psicomotoras definidas como básicas são: locomoção, manipulação e tônus corporal. Elas são traduzidas pelos esquemas posturais psicomotores, como: andar, correr, saltar, lançar, rolar, rastejar, engatinhar, trepar e outras consideradas superiores, como estender, elevar, abaixar, flexionar, rolar, oscilar, suspender, flexionar, inclinar, etc e outros movimentos que se relacionam com os movimentos da cabeça, pescoço, mãos, pés.

Estes movimentos são conhecidos na Educação física como movimentos naturais e espontâneos da criança. Baseia-se nos diversos estágios de desenvolvimento psicomotor, assumindo características qualitativas e quantitativas diversas.

 

 

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